5 de junho de 2026

Macri nomeia juízes da Suprema Corte por decreto

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Jornal GGN – Cinco dias após tomar posse, o novo presidente argentino, Mauricio Macri, entrou em sua primeira polêmcia ao informar que nomeará dois magistrados da Suprema Corte argentna por decreto. O mecanismo usual é convocar sessões do Senado para ratificar os ministros, mas Macri decidiu utilizar um caminho supostamente legal para colocá-los no cargo e esperar até março para que a câmara faça a confirmação.

Miguel Ángel Pichetto, chefe do grupo kirchnerista no Senado, disse que não há antecedentes para nomeação por decreto de magistrados da Suprema Corte desde o retorno da democracia no país, em 1983. Para ele, o decreto deixa a Corte à beira da inconstitucionalidade e da anulação das suas decisões. De acordo com o jornal La Nación, um caso semelhante de nomeação de juízes aconteceu em 1853.

Enviado por José Carlos Spin

Do El País

 
O presidente designou magistrados para a Suprema Corte do país e recebe críticas
 
ALEJANDRO REBOSSIO

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, provocou a primeira polêmica de seu governo cinco dias depois de tomar posse. Seus porta-vozes informaram na última segunda-feira à imprensa argentina que ele nomeará por decreto os dois magistrados que faltam para completar os cinco que devem integrar a Suprema Corte da Argentina. O chefe de Estado poderia convocar sessões extraordinárias do Congresso no verão para que o Senado os ratificasse imediatamente em seus postos, como estabelece o mecanismo usual fixado pela Constituição, mas preferiu recorrer a um mecanismo supostamente legal para designá-los agora e esperar até março, quando começa o período legislativo regular, para que a câmara alta os confirme no cargo.

A pressa de Macri em preencher as duas vagas existentes no mais alto tribunal da Argentina despertou várias especulações sobre eventuais medidas que adotará daqui até março e que poderiam provocar recursos sobre sua constitucionalidade. Quando ocupou a presidência, Cristina Fernández de Kirchner, havia proposto alguns nomes para esses postos, mas não conseguiu o consenso necessário de dois terços do Senado para aprová-los. No Senado, o kirchnerismo goza de maioria absoluta, mas não tem dois terços dos senadores: soma cerca de 43 senadores em um total de 72. A aliança Cambiemos, de Macri, tem apenas 15 senadores, razão pela qual deverá necessariamente fazer um pacto com a antiga força no poder.

A polêmica decisão de Macri pode levar a que em março os senadores kirchneristas rejeitem suas nomeações, mesmo se tratando de dois juristas de prestígio. Por um lado, designará Carlos Rosenkrantz, reitor da universidade particular de San Andrés, doutor em Yale e ex-assessor do governo de Raúl Alfonsín (1983-1989), da União Cívica Radical (UCR, de centro), aliada do partido liberal Proposta Republicana (PRO), de Macri. Por outro, nomeará Carlos Rosatti, que foi ministro da Justiça do Governo de Néstor Kirchner (2003-2007) até renunciar de maneira intempestiva e misteriosa.

O chefe do grupo kirchnerista no Senado, Miguel Ángel Pichetto, advertiu que a nomeação por decreto de magistrados da Suprema Corte carece de antecedentes desde que a democracia retornou à Argentina, em 1983. O jornal La Nación citou um caso semelhante em 1853. “Estou surpreso. Isso é um absurdo”, disse Pichetto. “O presidente só deveria convocar sessões extraordinárias se tivesse muita pressa para tratar disso. (O decreto) deixa a Corte à beira da inconstitucionalidade e da anulação das suas decisões”, disse o senador kirchnerista, rejeitando a legalidade do procedimento adotado pelo novo chefe de Estado.

“Não há qualquer precedente na história do país de nomeação em comissão (por decreto) de juízes da Suprema Corte, é algo realmente novo e impróprio”, disse León Arslanian, um dos juízes que condenaram em 1985 os líderes da última ditadura militar (1976-1983). Em declarações à agência de notícias Télam, Arslanian reconheceu que os nomeados Rosatti e Rosenkrantz são “pessoas idôneas”, mas advertiu: “Se é verdade que a Corte deve funcionar com a quantidade de membros que garanta uma eventual maioria, em caso de recesso a solução é a nomeação de juízes suplentes, sem necessidade de fazer uma interpretação extensiva do artigo 99 da Constituição (para nomear magistrados por decreto). Esse artigo não se aplica aos juízes da Corte, mas a outra categoria”.

Macri assumiu o cargo na quinta-feira da semana passada com a promessa de unir os argentinos, respeitar uma justiça independente e combater a corrupção. Caso se confirme sua intenção de nomear os dois juízes, a primeira polêmica de seu governo estará instalada.

 

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14 Comentários
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  1. Marco St.

    17 de dezembro de 2015 10:55 am

    Por falar em ditaduras

    Por falar em ditaduras bolivarianas….

  2. Elvys

    17 de dezembro de 2015 11:51 am

    Taí, cartola de futebol na

    Taí, cartola de futebol na presidência de um país dá nisso.

  3. Regilânio

    17 de dezembro de 2015 12:08 pm

    Onde se deu isso?

    Isso foi na Venezuela? Ou na Bolívia? Ou no Equador? Ditaduras bolivarianas? Não, foi no início do ungido governo neo-direitista de Macri. Vejamos as cenas dos próximos capítulos.

  4. Paulo F.

    17 de dezembro de 2015 12:13 pm

    Arbitraria era a

    Srª K!

    Mundinho besta!

    Aqui no Brasil tem quem adorou a idéia. Só que nomearia seria o presidente da Camara….

  5. Gilson AS

    17 de dezembro de 2015 12:26 pm

    Isso é só o

    Isso é só o começo.

    Logo,logo, cacete no lombo do povo.

  6. Marcos Antônio

    17 de dezembro de 2015 12:35 pm

    Ai Brasil?
    Isso é o que

    Ai Brasil?

    Isso é o que queremos em 2018?

    11 gilmar mendes no Supremo?

    É mole ou quer mais…

  7. José Luis Pereiraj

    17 de dezembro de 2015 12:49 pm

    Ué, mas não era a Cristina

    Ué, mas não era a Cristina quem iria transformar a Argentina em uma ditadura?

  8. Lucinei

    17 de dezembro de 2015 12:54 pm

    A cara de pau é a mesma na AL

    A cara de pau é a mesma na AL inteira. O impressionante é como tem trouxa para accredditar nesses recionários boçais. Na venezuela produtos reapareceram nos supermercados com a validade vencida.

  9. rosenvald flavio barbosa

    17 de dezembro de 2015 12:55 pm

    esperando…………..

    atenção!!

    estou esperando os apartes dos seguintes comentaristas:

    zancheta, aliança, leonidas risadinha, oneide, etc……………….

    quero ve-los chamando o novo presidente da Argentina de bolivariano.

  10. Adma Andrade Viegas

    17 de dezembro de 2015 1:32 pm

    Procurei, procurei e não

    Procurei, procurei e não achei manifestação dos bolsas-troll do blog. 

  11. EJ

    17 de dezembro de 2015 2:13 pm

    Nomeação

    Seguindo o exemplo de um seu aliado brasileiro, falta nomear para a Procuradoria um Engavetador Geral.

  12. Tio_Zé

    17 de dezembro de 2015 2:20 pm

    Vcs não entenderam nada

    Quando é branco de olho azul não é ditadura bolivariana… Só quando é mestiço, índio ou retirante…

    1. Orlando Soares Varêda

      17 de dezembro de 2015 5:22 pm

       
      Pois é Tio_Zé.  Lá como cá,

       

      Pois é Tio_Zé.  Lá como cá, aos canalhas direitistas, tudo é permitido e apreciado com obsequicioso silêncio dos hipócritas locais. Ontem mesmo, já se comentava por aqui outra safadeza desse quilate.Ora, fato ocorrido na Venezuela, em que o povo penava até por falta de papel higiênico e, de repente, as prateleiras dos Supermercados começam a expôr mercadorias novas(?).

      Agora, produtos com os prazos de validade, estranhamente, vencidos. É claro que os autores desse crime, por conta da vitória eleitoral da direita reacionária. Ao recuperar algumas cadeiras no Congresso, emerge, vindo à tona os métodos recomendados pelas agências americanas, patrocinadoras de golpes ao redor do mundo. No entanto, jamais veremos nenhum desses bandidos das autoproclamadas “classes produtoras,” na cadeia. 

      Orlando

  13. altamiro souza

    17 de dezembro de 2015 5:19 pm

    o macri e a direita são

    o macri e a direita são rápidos no gatilho e acabam com a

    ideia de república como fez fhc nomeando gilmar mendes…

    .a coisa pública que se dane…

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