
A Justiça é necessariamente burocrática, presa a procedimentos e prazos. Seu tempo é diferente do tempo da política e da economia. Mas há que se ter o mínimo de sensibilidade quando fatos jurídicos ou policiais impactam a política e a economia. Não se pode tratar sequelas políticas e econômicas como danos colaterais.
Esse papel, de minimização dos efeitos políticos e econômicos, caberia ao Ministro da Justiça, desde que soubesse diferenciar as responsabilidades institucionais do cargo das interferências indevidas. Trata-se de uma fronteira estreita que exige discernimento, coragem institucional, autoridade moral e responsabilidade pública, qualidades que evidentemente faltam ao Ministro José Eduardo Cardozo.
***
Tome-se a crise política atual.
Surge a Lava Jato e, com ela, a informação de dezenas de políticos com foro privilegiado prestes a serem denunciados. Da maior parte deles, não se divulgam nomes. Entre os denunciados está o presidente da Câmara Eduardo Cunha.
A ameaça fica pairando sobre suas cabeças, sem desdobramentos maiores, criando o pior dos mundos, com a parcela mais barra-pesada do Congresso correndo contra a condenação, valendo-se para tanto do poder de chantagem. O impasse tornou o país refém de seus esbirros autoritários, chantageando ora o governo ora a oposição.
É o que ocorre com Eduardo Cunha. Um país inteiro sob o tacão de um possível futuro condenado.
Ontem, o deputado Fausto Pinato, ex-relator do caso Cunha na Comissão de Ética, denunciou ameaças recebidas contra sua família.
Como se resolve isso? Apressando as denúncias, afastando os denunciados e atacando a organização criminosa.
***
O mesmo problema ocorreu na frente econômica.
Desde fins do ano passado há um projeto de acordo de leniência na Presidência, que permitiria liberar as empreiteiras e direcionar as punições para as pessoas físicas dos controladores e dos diretores.
Nada foi feito, denotando nenhuma sensibilidade sobre os impactos dessa operação no PIB industrial brasileiro. Essa desatenção indesculpável provavelmente custou 2 pontos percentuais do PIB.
***
Mais que isso, a Lava Jato promoveu um desequilíbrio político ao mirar sua lupa sobre um partido apenas. Se o Procurador Geral da República Rodrigo Janot não tivesse cedido à pressão do PSDB mineiro, e denunciado Aécio Neves – tanto pelas declarações de Alberto Youssef quanto pela conta em Lienchenstein – seriam abortadas tentações golpistas e se poderia combater a corrupção sem viés político.
***
Por ocasião das comemorações dos 25 anos da Constituição, juristas enalteceram sua consistência, que permitiu ao país atravessar diversas crises sem maiores danos às instituições.
Passado o tiroteio atual, de alguma maneira terão que ser revistos alguns pontos. Como a politização do TCU (Tribunal de Contas da União), o uso abusivo de vazamentos seletivos por parte de autoridades investigativas, inclusive como forma de pressão indevida sobre tribunais superiores.
Afinal, o aparato institucional tem que ser suficientemente sólido inclusive para amparar governantes incapazes de articular minimamente um projeto político. Se o modelo só se sustenta com grandes lideranças, há algo de errado na montagem institucional.
Rodrigo Souza Gomes
10 de dezembro de 2015 2:56 amLava Jato: dois momentos
Os dois momentos essenciais para a Lava Jato são os seguintes:
1. Fim da fase Moro do processo. Tirando a parte política (Vaccari e Dirceu), só Duque, Zelada e Marcelo Odebrecht não abriram a boca. Uma delação de Zelada, por exemplo, respingaria pesadamente no PMDB. O caso iria para o TRF de Porto Alegre, onde seria analisado, sob menos holofotes do que hoje. No entanto, por motivos outros, o caso pode facilmente acabar sendo retirado de Curitiba antes do fim, ou esfriado.
2. Denúncia aos políticos. Passada a fase do Impeachment, provavelmente os políticos devem ser denunciados ao STF. Digo de nomes como Renan, Collor até Romero Jucá e Edson Lobão, até onde não se sabe (Anastasia, Aécio, Cabral). É uma bomba de enormes proporções. Os Conselhos de Ética das duas casas possuirão carga de trabalho enorme pela segunda metade de 2016 e adentrando por 2017. Diante disso, qualquer pauta forte dificilmente seria votada.
Capítulo a parte cabe para Delcídio. Ele provavelmente atuou triangulado com Esteves pois ambos temiam a delação de Cerveró. O infiltrado provavelmente era Youssef. Não é a toa que o novo advogado é o Basto. Eles vão querer construir uma versão para se protegerem ou estruturar uma delação para preservar Youssef, que poderia perder todos os benefícios com qualquer juiz decente, implodindo boa parte da Lava Jato.
Nessa situação, você vai ter um movimento para resolver a questão econômica. Dilma é uma mulher decente e não vai sujar a biografia dela com qualquer tipo de anistia, mesmo que seja o mais interessante para o país no curto e médio prazo. É dar um cheque em branco para o neoliberalismo. Sem contar que acabaria com sua base de apoio instantaneamente. Temer, por sua vez, tem muito a temer e seria a figura ideal para assumir o custo político de uma espécie de anistia e operação abafa. Jobim seria o operador ideal para isso, pois é a figura de maior trânsito entre os três poderes e entre os demais partidos políticos. O PT errou na escolha de ministros para o Supremo. Faltou um operador político do quilate de Jobim ou um guerreiro do partido, como Gilmar. Pena que não teremos mais vagas no STF, com a famigerada PEC da Bengala.
No entanto, uma oposição liderada pelo PT seria bastante frágil. O partido carece de intelectuais brilhantes e parlamentares muito combativos. Para isso, o partido precisou trazer Wadih Damous, através de um acordo para apoiar o candidato de Eduardo Paes no Rio. Há parlamentares sólidos, como Zarattini ou Paulo Teixeira, mas que carecem de carisma e respeito. Na Bahia, o problema é que a bancada carece de experiência legislativa como Afonso Florence ou Jorge Solla. Aí, sobram os parlamentares do PSOL e do PC do B. Nesse, eu cito especialmente Jandira Feghali. Uma veterana da resistência ao neoliberalismo de FHC. A esquerda vai ter que se reconstruir pela mobilização nos movimentos sociais e o PSOL deve assumir o protagonismo. Não duvidaria da fundação de um novo partido para ocupar o vácuo do PT na centro-esquerda.
Nesse cenário, muito provavelmente uma solução política só será encontrada após 2018. Eleições, com um novo Congresso. E a história não acabou. Ainda vai haver a judicialização da Lava Jato no exterior. Provavelmente, nós passaremos pela mesma situação da Argentina, com os fundos abutres. Mas o preço disso será muito caro e vai requerer uma união nacional muito forte para que não percamos nossa maior riqueza.
eu
10 de dezembro de 2015 12:02 pmQto a Lava-jato no exterior..
Qto a Lava-jato no exterior, temos uma grande oportunidade quando da entrada de Multi americanas e europeias nos processo, para matar o problema.
Astom, Simens,…
O governo tem que negociar, ou matam o processo ou vou entrar firme contra essa empresas no Brasil.
Aliais, O governo já deveria ter feito isso.
Se não der na Lava-Jato, poderia aproveitar o processo contra o Cartel dos Bancos Internacionais na manupulação do Real.
Tem que cobrar Bilhões, com isso acaba-se a palhaçada.
Caso não seja feito isso, infretaremos o mesmo caso da Argentina…
Rodrigo Souza Gomes
11 de dezembro de 2015 2:17 amBem proposto e lembrado.
O
Bem proposto e lembrado.
O Ministério Público, ao já fazer acordos diretamente com as empresas, não respeita o interesse nacional.
No final das contas, a Petrobras vai estar vulnerável ao risco legal dos acionistas, bem como de demais processos.
Tais acordos deveriam ter um nível além da justiça, como a aprovação pelo Congresso Nacional, como o Senado faz com tratados.
O governo controla instâncias como o CADE que podem incomodar, mas difcilmente vão ser efetivas.
Ninguém em Brasília percebe tal oportunidade.
E nesses acordos, o Brasil poderia flexibilizar o pagamento em termos de direito ao uso de tecnologias que poderiam ser compartilhadas com as universidades públicas, o que poderia recuperar muito da engenharia nacional que foi perdida, sem contar outros setores.
A tragédia argentina não pode acontecer. O Brasil não pode ficar nas mãos de um juizinho de 1ª instância da corte de Manhattan.
Andre Araujo
10 de dezembro de 2015 3:10 amA não existencia de um NUCLEO
A não existencia de um NUCLEO CENTRAL de Poder, algo que existe na India, na China, na Russia, na Alemanha, no México, o Pais se torna de diificil ou impossivel governo. Na passagem dos regimes absolutistas para os Estados de direito, algo que seu deu com as duas grandes revoluções do Seculo XVIII, a americana e a francesa, ficou claro para os pensadores dessa nova forma de Estado, Montesquieu, De Tocqueville, Lafayette, Hamilton, que o Estado democratico era uma evolução mas não uma solução para os dilemas da governabilidade. Mesmo com os valores da igualdade e liberdade, haveria um Estado e este necessitaria um Governo. A democracia não dispensa a existencia de um GOVERNO central de razoavel força e autoridade obedecido por todos, sem contestações ou oposições perigosas.
Essa centralidade não pode admitir ilhas de poder autonomo, não importa a justeza de alguma causa que queiram perseguir, da busca por certo valores morais ou éticos, o Estado não se prsta a isso, tarefas do campo da filosofia, da religião da moral. O Estado precisa antes ser operacional e obedecido do que virtuoso.
Paises onde muitos podem mandar simplesmente é ingovernavel, como é hoje o Brasil Mas assim não era. O Governo Kibitschek era amplamente democratico mas com autoridade incontestada, quando preciso usando a força como fez nas revoltas de Jacareacanga e Aragarças, na censura a estações de radio e TV que transmitiam discursos radicais de Carlos Lacerda. A construção de Brasilia em 5 anos só foi possivel pela operação dessa FORÇA CENTRAL que passava por cima de contestações e foram muitas, focadas principalmente pelo alto custo e corrupção na construção da Nova Capital.
O mesmo com a industria automobilistica, criada com favores e exceções, como importar maquinas usadas sem cobertura cambial, algo só possivel passando por cima de corporações como CACEX.
Governos que permitiriam multiplicação de nucleos de poder, como o de Jango, cairam sem que ninguem lutasse por eles,
com Jango ocorreu a pior coisa que pode acontecer a um Governo, ninguem ter medo dele.
O erro fatal do PT foi o “republicanismo” que criou poder independente na PGR e na Policia Federal, algo que NÃO existia até o Governo FHC. O proprio STF era muito mais respeitoso ao Poder Central até o Governo JK, raramente se via o Tribunal na imprensa., só em questões especialissimas o STF enfrentava o Governo.
A historia não perdoa governos fracos e que se deixam emparedar, a Democracia está longe de ser algo sagrado e tampouco é um regime perfeito. Democracia não é um regime rigido, cujas regras são sacrossantas. As vezes é necessário um desbalanceamento a favor do Poder Central, nos EUA está o caso da prisão de Guantanamo, antidemocratica, ilegal e ilegitima, o mundo inteiro condena, mas o Poder Central não toma conhecimento. Alguem ouviu falar de um enfrentamento da Procuradoria Geral dos EUA conntra a Presidencia por causa de Guantanamo, uma masmorra onde presos não tem processo e nem identidade conhecida, com penas aplicadas sem lei e sem logica.
. A França, o pais da Revolução Francesa, da “igualdade, liberdade, fraternidade” teve depois dessa jornada a ditadura de Napoleão, a volta dos Bourbons, a chegada dos Orleans, a Segunda Republica, o novo Imperio de Napoleão III, a Terceira Republica que fuzilou 80.000 cidadãos no episodio da Comuna de Paris, em plena democracia, sem processo e sem julgamento, jogando os cadaveres em valas comuns, sem a dignidade de um enterro, depois veio o
Governo colaboracionista de Vichy, a Quarta e a Quinta Republica gaulista, esta a atual. Altos e baixos, mais autoritarismo ou menos, de acordo com as circunstancias, Democracia é um regime imperfeito de instabilidade quase permanente, estabilidade plena teve Salazar em Portugual e Franco na Espanha em quase 40 anos cada um, mas a Democracia não é tão ampla que possa enfraquecer o Estado deixando na lona e inerte sem ação, como está hoje, um Estado que tem medo da policia e da procuradoria, um arremedo de Estado, se em 1822 houvesse esse tipo de Estado o Brasil se fragmentaria em 40 republiquetas, so se manteve uno por figuras de autoridade como Pedro I, Regente Feijó, Jose Bonifácio, Pedro II, Duque de Caxias, Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Arthur Bernardes, Getulio Vargas, figuras que tinham clara noção
do poder como fato da realidade e não como decorrencia de filigranas da lei, a lei não segura um governo sem poder.
Rodrigo Souza Gomes
10 de dezembro de 2015 3:42 amO vício do republicanismo
O vício do republicanismo adotado pelos governos liderados do PT acaba sendo consequência de alguns motivos:
1. Vítima do não-republicanismo dos governos anteriores: Nos governos pós-1985, as instituições tinham um controle firme do governo para controle político, prova disso é a PF do governo FHC, um cargo eminentemente político, em que os diretores gerais eram filiados ao PSDB ou a partidos da base. Isso vem, aliás, de mais atrás, do tempo em que não tinha
2. Falta de controle: O PT ganhou em 2002 com um amplo mandato, mas sem a segurança suficiente para reformar as instituições do Estado. Indo por esse caminho, Lula seria deposto. Por exemplo, o chavismo na Venezuela teve uma base militar sólida que permitiu reverter situações como o golpe de 2002. Na Argentina, o peronismo kirchnerista teve uma base social forte e mobilizada. Diante disso, Lula precisou sacrificar a vida interna do PT para não perder o comando do povo.
3. A prioridade de governar para todos ao invés de contemplar coalizões que garantissem solidez. Por exemplo, o Maduro com a situação difícil que a Venezuela enfrenta, tem uma força política que hoje o PT não tem. O funcionalismo público que é parte da classe média pensante foi expandido e melhor remunerado, mas diante das limitações em beneficiá-lo, Dilma tornou-se alvo de uma fúria incompreensível e absurda. E a velha classe média, não a AA, mas a B, possui uma enorme rejeição ao PT hoje, quando poderia ser um sustentáculo importantíssimo para o governo se manter
E discordo contigo do republicanismo do governo Kubitschek. O governo deu certo, pois por um lado, a solução de problemas era menos complexa do que hoje. Bastava a vontade do presidente que um pequeno problema se resolvia. Hoje, os órgãos de controle são mais fortes, o que evita desvios, mas cria problemas enormes. As anistias de Jacareacanga e Aragarças foram gestos de fraqueza. O governo JK foi magnânimo com os golpistas, mas em menos de uma década, Juscelino estava cassado, humilhado por idas constantes ao quartel, chegando ao fundo do poço da prisão e da humilhação. Lula seguiu o mesmo caminho com os malfeitos da era FHC e hoje, o seu destino tende a ser o mesmo.
Selma G
10 de dezembro de 2015 9:11 amSó não concordo com o “O
Só não concordo com o “O funcionalismo público que é parte da classe média pensante foi expandido e melhor remunerado, mas diante das limitações em beneficiá-lo, Dilma tornou-se alvo de uma fúria incompreensível e absurda.”.
A parte do funcionalismo que conheço mais de perto (MA) teve reajuste de até 40% (os concursados recentes, os mais antigos em menos) e sempre cuspiram fogo contra o Lula e o PT. Quase que a unamidade votou em JS já em 2006.
Andre Araujo
10 de dezembro de 2015 11:39 amAgradeço seu comentario bem
Agradeço seu comentario bem articulado. As revoltas de Jacareacanga, no começo do governo e Aragarças , mais para o fim, foram debeladas sem nenhuma dificuldade, muito menos fraqueza do governo. Dificuldade haveria se houvesse resistencia no Alto Comando para a ação punitiva, o que não houve. A anistia de JK, como explico em meu post linkado, foi para não perturbar seu plano de desenvolvimento , meta maior de JK.
A perseguição a JK dez anos depois, deu-se em um contexto completamente diferente, seu governo já tinha acabado há tempo e o fator desencadeante da repressão foi João Goulart e sua imensa inabilidade politica, JK pegou a rebarba.
https://jornalggn.com.br/noticia/a-revolta-de-jacareacanga-e-os-anos-dourados-de-jk-por-andre-araujo
Sérgio T.
10 de dezembro de 2015 11:49 amExatamente
E exatamente pelos motivos e consequências por você tão bem expostos, a pergunta que muitos se faziam já na época e hoje se tornaram certezas, seria se o governo do PT não deveria ter ousado mais e se preocupado menos.
Após o surgimento do mensalão, um caixa 2 partidário transformado pela mídia em roubo pessoal e enriquecimento ilícito de políticos do PT (o caso do Genoíno é emblemático e logo se constatou que contra a sanha da ignorância e do preconceito nenhum argumento adianta), muitos já alertavam que o “jogo” seria pesadíssimo, mas elegemos o PT para transformar as instituições políticas e as relações de poder.
Minimamente seriam regulações nos setores de imprensa, justiça e legislativa.
A do marco regulatório da imprensa foi abandonada.
No setor de justiça se chegou a tentar com Márcio Thomaz Bastos e Paulo Lacerda, mas foi estranhamente abortada quando do episódio das investigações Satiagraha e Castelo de Areia devido pressões de Gilmar Mendes e os factóides plantados pela imprensa (Veja à frente). Aliás ali houve uma clara inflexão no eixo de poder, algo que nunca foi explicado por Lula ou o PT. Até onde me informei, a anulação da Satiagraha e da Castelo de Areia nos tribunais superiores produziu intensa revolta entre juízes de primeira instância, MPF e PF.
Na frente legislativa, chegou-se a propor timidamente uma reforma política. Mas tudo foi feito meio sem negociação, e para dizer o mínimo… Vontade. Aparentemente a direção do PT apoiou timidamente e ficou esperando o que os outros iam pensar… Até onde me lembro, foi a primeira derrota do governo Lula no Congresso.
Hoje diante da fraqueza explícita que paraliza o governo Dilma, inclusive o obrigando a tomar iniciativas que durante a campanha dizia que não tomaria, ou seja, mentindo para seus eleitores, o PT sendo demonizado por boa parte da população, pois a ojeriza pregada como um tsunami pela grande imprensa já chegou nas classes baixas, fica a constatação… Deveria ter ousado mais e muito antes, e se fosse para perder, perderia antes e agora o partido já estaria ressurgindo depurado…
Um abraço.
LACosta
10 de dezembro de 2015 11:15 amEntubados
Já te disse aqui AA,
Principalmente naquele que não foi elevado à Post principal quando tivestes a coragem de dizer com todas as letras que a letargia, a patota de Madre Thereza, e aqueles que só sonham não trazem o desenvolvimento. E ainda pensando nele arrisco a dizer que houve um pecado maior, infelizmente, para os quadros que deviam não só pensar o futuro, mas realizá–lo de forma diferente agora, no presente, principalmente no período de 2000 a 2010 onde os velhos foram embora e os novos não estavam prontos.
O que se vê hoje são as almas penadas dos arcaicos tentando fazer políticas como faziam a 50 anos e os novos sofrendo de complexo de Cristovam Colombo, quando partem não sabem para onde vão e quando chegam não sabem onde estão.
E para piorar ainda existem aqueles que se apresentam com a capa do novo repetindo mantras modernosos que exalam odores de múmias faraônicas, com seus jatos Lear–Jets aterrizando em aeroportos putrefatos construídos em cima de cemitérios clandestinos.
MILTON MURILO 43
10 de dezembro de 2015 11:59 amO não governo de Dilma
A situação é bem essa mesmo.
Qualquer grupo organizado para uma tarefa tem um núcleo de poder. Num governo federal brasileiro falta o que Nassif corretamente chama de “estado maior”. Um grupo reduzido, pensante estrategicamente de forma a unir, com a necessária coerência, as ações das instituições num objetivo. Imagino formado por políticos e economistas, já experientes em governos anteriores, sintonizados com as idéias colocadas no período eleitoral.
O exemplo americano diz claramente como deve ser um governo atuante e sincrônico. Os exageros, desvios e erros de condução devem ser coibidos pela visão de médio e longo prazo desse núcleo duro. Assim mantem-se a visão de projeto e afastam-se as indevidas ações tomadas no momento, o chamado voluntarismo.
Ao presidente caberia a orientação geral e o não delegável trabalho político na ocupação de seu espaço.
O Brasil, hoje, não tem esse tipo de organização. Dilma tem descido de suas funções para entrar na luta diária do governo federal e suas idiosincrasias. Quer controlar tudo pois não tem um órgão de sua confiança que o faça Toma medidas ao sabor do momento, sua política econômica não é coerente tecnicamente e politicamente é um engano frente a seu discurso eleitoral. Nesse sentido a crítica de Ciro Gomes é extremamente válida. Esqueceu os aliados, seus eleitores e juntou-se ao adversário. A recessão que vivemos é testemunha dolorosa.
A visão republicana das instituições é outra idéia perdida no protagonismo caótico de instituições. O MPF, a PF, e outros órgãos, são ligadas ao GOVERNO FEDERAL e como tal devem ser comandadas. Do jeito que está são elefantes em meio aos cristais. Sem comando, sem objetivos claros e coerentes viram massa de manobras para os mais “caras de pau”
A mídia bate sem nenhuma interferência e contraditório como se falassem verdades; nenhum anunciante aceitaria críticas tais como são feitas contra o governo. O republicanismo, no caso, deveria exigir imparcialidade. Críticas são necessárias e devem ser feitas claramente mas não mentiras, calúnias e manipulações descaradas. É um setor cheio de benesses fiscais, desregulado, oligopolizado no qual a Agência reguladora se omite descaradamente. Onde o repulicanismo ?
Nos últimos governos populares.isso tem sido uma constante.
Da para imaginar o que seria a economia com uma visão “republicana”: o caos completo resultando numa revolução.
É de se esperar que tenha havido um aprendizado do que é um republicanismo leniente que mais serve para justificar a inação do que como atuação isenta e se mude a forma de organizar o governo e sua atuação. Afinal tempos tempestuosos são prenhes de mudanças.
atenir
10 de dezembro de 2015 12:07 pmParabéns Andre, pelo belo
Parabéns Andre, pelo belo artigo.
O problema maior hoje no Brasil é exatamente esse, falta de poder central. O republicanismo infantil do PT levaram a essa letargia interminavel. Hoje temos um juiz, alguns poucos procuradores e uma tropa de choque da pf dando as cartas da governabilidade ou da instabilidade.
Além de empoderar esses orgãos (pf e mp), nomearam inimigos para cargos importantes da republica.
O pior é que o governo não tem um assessor que tenha uma visão mais abrangente da situação. É um partido sem assessores que prestam.
Nem na cadeia eles aprendem.
Esses pessoal do pau-de-arara está sendo um vergonha em termos de conhecimento de poder. Nesse ponto a direita não titubeia.
altamiro souza
10 de dezembro de 2015 3:18 amo tempo da lava-jato
o tempo da lava-jato constrange o tempo político…
pois o tempo da lava-jato é a da falsa moraliade,
manipulações, vazammentos e conluios et caterva etc, etc….
o tempo político acabou se perdendo nessa contaminação da lava-jato….
e sem política, com a dominação da falsa moral da lava-jato,
resta o ódio,as contínuas manipulações do conluio et caterva.
e o inevitável retrocesso, se a política não for valorizada pela maioria.
a política é a única saída, portanto….
quem sabe faz-se a hora.
Marcos Carvalho
10 de dezembro de 2015 4:11 amÉ a Justiça das Borboletas.
sabra arad
10 de dezembro de 2015 6:39 pmTeoria do Caos
Vocês conhecem a teoria do Caos.
Um simples farfalhar de asas de uma borboleta no Paraná, gera o caos no Brasil.
Marcos Carvalho
10 de dezembro de 2015 9:14 pmBoa!!!
Vou usar esta pra ilustrar a foto.
José Carlos - Spin
10 de dezembro de 2015 7:38 amTécnico vs político e o nascimento do “republicanismo” anti-PT
Quando Lula foi eleito em 2002, no momento de indicar pessoas aos cargos, veio à tona o conflito técnico vs político, nascendo daí um republicanismo de uma perna só que, tal como um Saci Pererê sob mando da máfia midiático-penal a tocar o terror contra petistas ou amigos de amigos de amigos de petistas ou alguém que possa de alguma forma ter-se alinhado a petistas. Sim, foram boas as intenções de Lula, claro, se vivêssemos num pais com mídia e elite civilizada mas não em Pindorama. A autonomia da PF, o respeito à lista tríplice do MPF, a indicação ou manutenção de pessoas que Lula nem conhecia para Órgãos como STF CEF, BB, PF, Abin, etc, pariu por exemplo a patética “técnica” Lina Vieira, uma tucana de carteirinha cujo esposo havia sido ministro de FHC
[video:https://www.youtube.com/watch?v=DyLUs_e7Gkc%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=tg5PikFTuNs%5D
joel lima
10 de dezembro de 2015 8:22 amConhece-se um grande país não
Conhece-se um grande país não só pelas lideranças que gera, mas por sua força para resistir aos governantes medíocres. Por isso defendo que Dilma cumpra todo o seu mandato, pois isso vai obrigar o país (pelo menos a parte séria que há no poder do país) a criar mecanismos para que o país ande o mínimo possível, memso quando contar com um líder político do nível de Dilma.
alexis
10 de dezembro de 2015 8:39 amCatta Preta
É mais do que urgente que o Ministério Público (ou o Moro), peçam à Advogada Catta Preta que esta conte das ameaças sofridas por ela, que a fizeram fugir para Miami. O Cunha deve ser detido rápido.
alexis
10 de dezembro de 2015 9:18 amAlien Temer, oculto no ventre do Governo
Paulo Filho
10 de dezembro de 2015 6:06 pmOculto?
Foi cortejado pelo PT durante o governo Lula, até conseguir o apoio do PMDB para a Dilma em seu primeiro mandato e no segundo também.
MarFig
10 de dezembro de 2015 9:34 amA lavajato mira apenas um
A lavajato mira apenas um partido porque foi criada com esse objetivo e é uma operação midiática . Se Janot indiciasse o Aécio, por exemplo, não haveria holofotes, entrevistas, capas de jornal ou reportagem de meia hora no jornal nacional. Ele seria desmoralizado pela mídia piguenta até a sua destituição do cargo.
José Carlos - Spin
10 de dezembro de 2015 11:30 amUma mão lava a outra…
No longiquo 2004 o Moro projetou a Lava Jato como uma versão piorada da Mãos Limpas que destroçou a economia italiana e, no vácuo político, levou ao poder o “impoluto” magnata das comunicações Sivlio Berlusconi. No plano diabólico do Moro, a mídia faria o papel de criar consensos perante a opinião publica contra certos “escolhidos” a serem apontados como bandidos e assim garantir prisões e condenações e, como uma mão lava a outra, a quadrilha Moro-MPF-PF-Instâncias superiores pouparia os aliados da mídia, como temos visto
Nassif: Como a Lava Jato foi pensada como uma operação de guerra [contra o PT]
https://jornalggn.com.br/noticia/como-a-lava-jato-foi-pensada-como-uma-operacao-de-guerra
carlos batista
10 de dezembro de 2015 2:00 pmMeu Caro.
Quem esta no poder
Meu Caro.
Quem esta no poder tem que responder pelo comando que exerce.
SDS
André A. S.
10 de dezembro de 2015 9:23 pmO problema meu caro, é que o
O problema meu caro, é que o Judiciário não tem sido imparcial e sim muito seletivo para poupar aliados da midia
Rute Cunha
10 de dezembro de 2015 2:52 pmEntre na página do facebook
Entre na página do facebook do juiz Sérgio Moro. Ela não escamoteia. Ela é transparente. O GOLPE foi orquestrado. Fiquei atônita. Tudo isso me lembra as manobras de Hitler para tomar o Corredor Polonês e convencer o povo alemão que estavam sendo maltratados na Polônia. Leia André Maurois, “As causas da Segunda Guerra Mundial”e veja o que que se é capaz de fazer pelo PODER. Tem também um belíssimo texto que Mário Schenberg pronunciou numa colação da USP, em que ele discursa sobre o fascismo, dizendo mais ou menos isto: que o fascismo instala o terror, o medo e se apresenta como salvador. Lógico que é uma operação midiática (Hitler usou desse recurso), mas quem está coordenando junto com Moro? Que é o PSDB, não tenho dúvidas. Mas quem? A Globo perdeu quatro vezes para o povo, mesmo instaurando mentiras e tentando “criar”fatos, para criar COMOçÃO. Sérgio Mota, morreu e não fez a delaçao premiada. Não sei. Com comoção, não pensou o povo alemão; não pensa o povo brasileiro. Mas a história, na maioria das vezes faz justiça; esperemos passar esse tempo de trevas no Brasil.
Paulo Filho
10 de dezembro de 2015 5:25 pmLava-jato despercebida
A questão é a seguinte: se a Dilma efetivamente estivesse governando, se estivesse cumprindo 50% daquilo que prometeu nas eleições, se fosse capaz de liderar sua imensa base parlamentar, a lava-joto não teria tantos holofotes assim.
Antonio Carlos Silva - Brasil
10 de dezembro de 2015 10:03 amÉ muito triste esta sinuca de
É muito triste esta sinuca de bico .
Defendermos a legitimidade deste governo tendo que suportar a inapetência e incompetência(beirando a quinta-colunismo) de um sujeito igual a este :
[video:https://youtu.be/I9VMIUgvZH8%5D
Sérgio T.
10 de dezembro de 2015 11:33 amMas não se esqueça…
Mas não se esqueça que ao menos em tese, ele tem um cargo indicado por alguém eleito, ou seja, ele tem plena aceitação de Dilma.
Chega a ser constrangedor o que tenho visto na defesa do indefensável. Temos ministros que sabotam com anuência da chefia, que sempre deve ser desculpada, como se fosse vítima.
O último episódio emblemático é o de Delcídio Amaral (mas poderia ser André Vargas), um câncer velho na política, aceito nos quadros do partido com os já velhos argumentos do pragmatismo. Depois quando é pego fazendo o que sempre fez, o constrangimento não deve ser culpa do partido, ele seria um infiltrado do PSDB…
É de doer…
Paulo Filho
10 de dezembro de 2015 1:06 pmArroubo de patriotismo
É realmente deprimente o que está acontecendo em nosso país. Até nos governos militares o Ministro da Justiça era uma referência. Nós, brasileiros comuns, estamos à mercê de um executivo que não governa e de um parlamento que não cumpre suas funções. A crise econômica se torna cada vez mais aguda. A Dilma deveria ter um arroubo de patriotismo e renunciar. Afinal, mesmo que salve seu mandato, continuará sem conseguir formar uma equipe de governo com uma maioria comprometida no parlamento. Embora seja incerto, considero provável que seu vice reúna melhores condições de formar um novo governo, que efetivamente governe.
Daniel Klein
10 de dezembro de 2015 10:46 amSerá o parlamentarismo a solução?
Para se entender as organizações políticas dos países ocidentais, nos quais se praticam formas diversas de democracias, seria necessário analisar a evolução da Europa a partir do final da Idade Média, quando a região era dividida em coisa de cinco mil unidades políticas. O nível de violência era inacreditavelmente alto, talvez 20% dos adultos tendo mortes violentas. Rapidamente o sistema evoluiu para formação de estados governados por monarquias absolutistas, exceto na Inglaterra, que bem cedo criou um parlamento. O principal teórico dessa transformação foi Thomas Hobbes, cuja obra Leviatã influiu enormemente na organização política da Europa. Para que a vida deixasse de ser uma guerra permanente de todos contra todos, ensinava Hobbes, as pessoas teriam de se submeter a uma autoridade inquestionável (Leviatã), que poderia ser um monarca ou uma assembleia. As revoluções francesa e americana levaram a estados organizados democraticamente, o povo elegendo seus governantes. Montesquieu e principalmente J.J. Rousseau foram os principais teóricos da revolução democrática. Montesquieu propôs a organização do Estado em dois poderes, o Executivo e o Legislativo. Não reconheceu o Judiciário como um poder independente. O mundo democrático acabou adotando a divisão em três poderes.
Rousseau foi um pensador extremamente paradoxal. Tornou-se conhecido como o filósofo da liberdade. Mas advogou que para que as coisas funcionassem cada indivíduo teria de abrir mão da sua liberdade individual em favor da volonté générale. Com isso, e mais outros inacreditáveis equívocos das suas teorias, dentre eles a aceitação da ideia da tabula rasa de John Locke, ele acabou sendo o grande inspirador também das principais formas de totalitarismo do século XX. O homem não tinha qualquer natureza de origem biológica, sendo assim seria ilimitadamente maleável. O fascismo, o nazismo e o comunismo na verdade foram propostas de reengenharia de sociedades compostas supostamente por pessoas inteiramente maleáveis, sem qualquer natureza inata, dispostas por isso a abrir mão de qualquer liberdade individual em benefício de uma tirania que supostamente representaria a volonté générale.
A democracia americana foi a única que nunca teve retrocesso, talvez exatamente por não aceitar a renuncia da liberdade em favor de uma volonté générale. Talvez pelo culto americano ao herói solitário, foi adotada na constituição de 1776 o sistema presidencialista. Mas o povo não poderia ficar à mercê de um governo excessivamente forte, e logo criaram a Segunda Emenda, pela qual cada cidadão teria o direito de se armar para se proteger de eventuais tiranias do Presidente. Um erro, o presidencialismo, levou a outro, cujas consequências têm sido catastróficas, um índice de violência cinco vezes maior do que o das modernas democracias europeias.
No caso brasileiro, criou-se o pior dos cenários, um presidencialismo convivente com dezenas de partidos, o que gera um parlamento que não funcionaria nem se falássemos inglês. Daí o presidencialismo de coalizão, que é por essência o toma-lá-dá-cá.
A experiência tem demonstrado que a democracia funciona melhor em sistemas parlamentaristas, sejam republicanos, sejam monarquistas. Está aí toda a Escandinávia para ilustrar as virtudes do parlamentarismo. Defendo um governo parlamentarista no Brasil, com no máximo cinco partidos.
D_P
10 de dezembro de 2015 11:56 amParlamentarismo com o
Parlamentarismo com o parlamento que temos só pode ser piada.
A reforma partidária é sim urgente, não tem condição termos mais de 30 partidos….
Daniel Klein
10 de dezembro de 2015 1:19 pmgovernante é melhor do que parlamentar?
E por que, cargas d’água, os governantes são melhores do que os parlamentares? Há também de se considerar dois fatos:
1 – Um parlamento caudatário do executivo, em que o protagonismo (não falando de outras “regalias”) do parlamentar depende de sua subserviência ao governante, sempre o degrada e promove a baixaria. Não por coincidência, os melhores parlamentos se encontram nos países parlamentaristas.
2 – Ao legislar sem compromisso com o resultado prático dos seus atos, como acontece no regime presidencialista, o parlamentar tende a tornar-se irresponsável.
Fábio Henrique Carmo
10 de dezembro de 2015 1:58 pmVocê já parou pra pensar que,
Você já parou pra pensar que, se o Brasil fosse parlamentarista, o primeiro-ministro hoje seria Eduardo Cunha?
Carlos Alberto Freitas Lima
10 de dezembro de 2015 11:42 amBANCO DO BRASIL, JUROS PARA MICRO EMPRESÁRIO 12,53% AO MÊS.
NASSIF, não sei porque defendo essa joça de governo, sinceramente não sei que síndrome me faz defender isso. Hoje na manhã quando abri o extrato do banco do BANCO DO BRASIL onde minha pequena empresa tem conta JUROS DE 12,53% no cheque giro, isso que está ai não é governo, sem brincadeira, não sei quem mais é ladrão se é só o cunha ou tudo que está ai, não é possível uma PRESIDENTA ter tanta RAIVA do povo que a elegeu, não sei onde ela que chegar com essa loucura. O BANCO DO BRASIL já deveria ter sido vendido PRIVATIZADO, age como os outros donos do Brasil, os bancos particulares, como podemos sustentar uma instituição financeira que mais parece aqueles agiotas do século passado que quebrava seus credores e lhes tomava até a alma dos filhos e a mulher. O BANCO DO BRASIL está tomando até a dignidade dos micro empresários o que que a DILMA quer mais de nós, o que? Esse juros chega a 320,64% ao ano, num crescimento negativo, como pagar uma conta dessas, que diabo de governo é esse? Está MALTRATANDO o povo desde o 1º dia do segundo mandato, mentiu para os micro empresário e enfiou dinheiro na turma da LAVA JATO via BNDES e está quebrando o BRASIL, não sei porque ainda defendo essa por assim dizer PRAGA. NASSIF, estamos de olho aberto contra o GOLPE, más isso que o GOVERNO DILMA tem feito com o POVO é o que? Porque ninguém faz uma campanha contra esse GOLPE contra também o povo? Por que? Porque tanto dinheiro para banqueiro, porque? Quem explica tamanho confisco no bolso das pessoas, porque essa PRAGA continua GOVERNANDO, desse jeito, maltratando o povo brasileiro de todo jeito, por que? Tem hora que não acredito mais em nada. Nós só temos duas opções ou continuar sendo pastel ou virar coxinha.
Johnny Camello
10 de dezembro de 2015 11:48 amTem que mudar os programadores do sistema.
Nossa democracia e instituições não podem ser moeda de troca de um bando de picaretas. O Eduardo Cunha (PMDB) me remete aos tempos medievais onde os projetos de poder eram pautados por interesses monárquicos e religiosos. Ele faz parte de um projeto que parece querer usar a religião para alcançar o poder (esse vídeo me assustou muito https://www.youtube.com/watch?v=KQSWyIjeUGY). O único problema nisso tudo é que os meios utilizados são chantagem, ameaças, manipulação, autoritarismo e fanatismo. As nossas conquistas como república democrática, uma democracia muito nova por sinal, não podem ser ameaçadas por Eduardos, Dilmas, Lulas, FHCs, Aéceos, Alkimins e partidos. Todos esses picaretas agem dentro de um sistema que os legitimam e nos brindam todos os dias em nosso horário nobre com a novela “A República das Bananas”, motivo de chacota no exterior. Quem faz a configuração do sistema (leis e normas) são os deputados e senadores da república, e aí é que o bicho pega… O PMDB comanda as duas casas desde o governo Sarney, e todos tiveram que se render a ele. Os melhores ministérios e cargos chaves para fazer caixa pra campanhas e comprar apartamentos em Miami. E o que tem a ver democracia com isso tudo? É ela que nos permite de forma pacífica e civilizada, através do nosso direito pátrio de votar, mudar os programadores do sistema (deputados e senadores). Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós. E que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz!!!! E vamos às urnas!!!
eu
10 de dezembro de 2015 12:05 pmSo tenho uma…
Só tenho uma discordancia, a leniencia só não ocorreu, pq a midia bombardeou a AGU que queria fazer, não houve apoio no PGR.
Agora com a crise chegando aos grandes da midia, teremos a oportunidade de avançar.
Sergio SS
10 de dezembro de 2015 2:25 pmNão somente a mídia boicotou,
Não somente a mídia boicotou, como tb o fizeram o minúsculo juíz Moro e todo o MPF do Paraná, deixando claro que o objetivo não é punir corruptos (pessoas) mas sim desmontar a base da economia (petróleo e cosntrução civil) e jogar o povo contra o governo. Por trás disto temos as parcerias informais da PF do Paraná com o departamento de justiça dos EUA… Só um ingênuo não percebe as várias frentes do golpe.
João Carlos Nejm
10 de dezembro de 2015 12:12 pmQue pressão?
Qual a pressão que Janot recebeu? Deixar nas entrelinhas é papo de político e não de jornalista.
J.C Nem
10 de dezembro de 2015 2:16 pmO que vc sugere como alternativa?
Que Aécio está limpo ou que Janot é amigo dele “pro que der e vier”?
Já sei: está apenas querendo saber tuuuuudo explicadinho nos míiiiinimos detaaalhes…
Jossimar
10 de dezembro de 2015 12:14 pm“Mais que isso, a Lava Jato
“Mais que isso, a Lava Jato promoveu um desequilíbrio político ao mirar sua lupa sobre um partido apenas. Se o Procurador Geral da República Rodrigo Janot não tivesse cedido à pressão do PSDB mineiro, e denunciado Aécio Neves – tanto pelas declarações de Alberto Youssef quanto pela conta em Lienchenstein – seriam abortadas tentações golpistas e se poderia combater a corrupção sem viés político.”
Como já comentei aqui várias vezes, o objetivo da lava jato jamais foi combater a corrupção. Serve ao golpe municiando a mídia golpista com vazamentos que nem sempre são confirmados mas dão manchetes principalmente contra petistas, ao mesmo tempo que blindam corruptos contra os quais há provas irrefutáveis. Caso dos Cunhas.
O Já NOT foi rápido para mandar prender o Delcídio por causa de uma gravação onde, digamos, planejava um crime que não foi cometido, e não age para prender os Cunhas, contra os quais há provas cabais de crime.
Podemos concluir então:
– O objetivo da lava jato, do Ministério Público e do PGR jamais foi combater a corrupção;
– A lava jato, o Ministério Público e o PGR estão dando cobertura para criminosos golpistas levarem adiante o projeto de derrubar um governo eleito democraticamente;
– Contra a Dilma não há prova de crime. Mas, contra os Cunhas, Pauzinho do Dantas, Sampaio, Aloisio 500 paus, e vários outros que encabeçam o golpe há. Porque estão soltos?
– A AP 470 e a lava jato criaram vários contos quase sempre não corroborados por fartos ou provas, afirmando que políticos ligados ao PT roubaram bilhões da Petrobrás. Onde está o dinheiro? que contas de petistas foram descobertas em paraísos fiscais? Se o PT roubou porque o partido está quebrado? Achamram o dinheiro dos triliardários Genoino, José Dirceu, etc. acharam o triplex do Lula? Provaram que o filho do Lula é oi homem mais rico do mundo?
Até agora os ladrões comprovados da Petrobrás, Cunha, Barusco, Costa e outros nunca foram petistas e o dinheiro estava nas contas deles não do PT.
– Nunca vi ladrão que rouba para os outros. O Cerveró, o Costa, o Barusco, os Cunhas estão aí para não me deixar mentir. Ladrão rouba para benefício pessoal e não para ajudar quem quer que seja.
Francisco Santos
10 de dezembro de 2015 12:18 pmFaltou dizer que o governo não tem mais dinheiro
Faltou dizer que o governo não tem mais dinheiro pra comprar o Congresso, o que está entrando vem dos lobs de empresa pra aprovar projetos de interesse
Sem poder receber dinheiro de empresa pras Campanhas
Sem esquemas do mensalão e das lava-jato da vida
Esse burburinho no Congresso é porque ficaram sem dinheiro também, imagine esse desespero perto das eleições municipais
Por isso o interesse de todos em retirar a Dilma, uma mulher honestíssima, que em seu governo fez acabar com a desgraça que é a corrupção no Congresso, pelo menos a parte que era alimentada pelo governo até o momento
Acabou a grana, graças ao Moro e a à Dilma, que não fez um gesto sequer de solidariedade a esses corruptos, por isso ela tem sair
Se fosse outro governo a Lava-Jato jamais teria esse alcance, o PSDB é o maior tapete do mundo
O Moro tem de rezar pra Dilma ficar
O STF tem de apressar a prisão de todos os denunciados
Só assim haverá paz novamente nesse país
Lucinei
10 de dezembro de 2015 12:27 pmDisputa pelo poder
“Minimizar” impactos, Nassif? “Sensibilidade”? Você acha mesmo que ainda é tempo de exigir isso dessa gente grosseira, vulgar, baixa?
Passados os primeiros momentos ficou mais que claro que o objetivo não era combater a corrupção coisíssima nenhuma; que o objetivo era político. Issso ainda durante o primeiro e o segundo turno. Que dirá agora no terceiro…
A decisão de limitar a apuração à partir de 2002 – mesmo com Barusco e o Cerveró repetindo que as coisas aconteciam desde 96 – os vazamenntos seletivos, o tratamento dado à cunhada do Vaccari, a mobilização do Eduardo Cunha no dia do recesso parlamentar (quer “sincronia burocrática” maior?) não são suficientes? O que mais será?
… É o País da mistificação…
Parece haver um enorme esforço para não saber com quem e de quem estão falando.
É por essas e outras que o Delfim Neto, por exemplo, fala com a maior tranquilidade que depuseram em 64, declarando o cargo vago, um Presidente Constitucional, fazendeiro, para “salvar” a democracia das garras do “comunismo”.
jc.pompeu
10 de dezembro de 2015 12:35 pmseu nassif amarelado virou
seu nassif amarelado virou analista crítico do mas pero si entretanto… e de tantas ressalvas e mais ressalvas do contraditório prosopopeico das querelas edificantes de bar em bar… nauseantes.
Esmael Leite da Silva
10 de dezembro de 2015 12:57 pmO Eduardo cunha teve
O Eduardo cunha teve $5.000,000,00 (cinco milhões de dólares) retirado de sua conta bancária na Suiça através de uma ação promovida pelo Ministério Público Federal, a Procuradoria Geral da República ofereceu denuncia, o Supremo Tribunal Federal aceitou, Eduardo Cunha ficou muito, muito, muito bravo e dirigiu todo o seu ódio contra o Executivo, viu no poder que detém a possibilidade de recuperar muito dinheiro, Não julgar a ação que lhe foi ofertada e deixar ele na Presidencia da Câmara é uma falha grávissima do STF, um celerado nunca pode ser o homem que conduz o próprio julgamento. Cunha se aproveita do poder que detém e dos interesses que envolvem este poder, para que nunca possa ser julgado, formou uma quadrilha dentro da Câmara para se imunizar contra o devido processo legal, esta crise tem um nome, STF, porque não decide sobre a ação. O Brasil sofre com a crise, o STF tem o remédio mas não quer ministrar, é uma falha clara ou é de seu interesse que esta crise se prolongue, da a parecer que não se interessam pelo Brasil, talvez estejam doentes também. (Me sentindo enojado com esta omissão)
Esmael Leite da Silva
10 de dezembro de 2015 12:58 pmO Eduardo cunha teve
O Eduardo cunha teve $5.000,000,00 (cinco milhões de dólares) retirado de sua conta bancária na Suiça através de uma ação promovida pelo Ministério Público Federal, a Procuradoria Geral da República ofereceu denuncia, o Supremo Tribunal Federal aceitou, Eduardo Cunha ficou muito, muito, muito bravo e dirigiu todo o seu ódio contra o Executivo, viu no poder que detém a possibilidade de recuperar muito dinheiro, Não julgar a ação que lhe foi ofertada e deixar ele na Presidencia da Câmara é uma falha grávissima do STF, um celerado nunca pode ser o homem que conduz o próprio julgamento. Cunha se aproveita do poder que detém e dos interesses que envolvem este poder, para que nunca possa ser julgado, formou uma quadrilha dentro da Câmara para se imunizar contra o devido processo legal, esta crise tem um nome, STF, porque não decide sobre a ação. O Brasil sofre com a crise, o STF tem o remédio mas não quer ministrar, é uma falha clara ou é de seu interesse que esta crise se prolongue, da a parecer que não se interessam pelo Brasil, talvez estejam doentes também. (Me sentindo enojado com esta omissão)
Adriana Valente
10 de dezembro de 2015 1:02 pmCHARGE
Francisco de Assis
10 de dezembro de 2015 1:08 pmINOCENTEMENTE (ESPERA-SE) OU ABJETAMENTE, JANOT AUXILIA O GOLPE
INOCENTEMENTE (ESPERA-SE) OU ABJETAMENTE, JANOT AUXILIA O GOLPE
“Erga omnes – assim foi nomeada recentemente, pelo MPF e pela PF, uma fase da Lava Jato”
É preciso perder algumas ilusões: Rodrigo Janot, inocentemente (espera-se) ou abjetamente, está sendo um auxiliar do golpe. E observe-se que ele não tem idade e nem conseguiu chegar ao cargo atual por ser ou para ser ingênuo. Mas quem sabe, se o gangster Eduardo Cunha (P-MDB) recebeu o ‘benefício da dúvida’ de alguns entre os seus cúmplices, por que o PGR não o mereceria também, agora de todos os cidadãos?
Ao não tomar as iniciativas penais cautelares – entre as quais o afastamento do cargo e mesmo a prisão – contra o notório criminoso Eduardo Cunha (P-MDB), que não só obstrui escancaradamente as investigações contra si, mas chantageia um país inteiro pela televisão – ao vivo – para se safar dos seus crimes, o PGR Rodrigo Janot está auxiliando a consecução do objetivo principal do bandido, e dos seus cúmplices, que é aplicar um golpe na democracia brasileira, tornar o Congresso em um Colégio Eleitoral para eleger INDIRETAMENTE Michel Temer (P-MDB), com o PROGRAMA INTEGRAL DE GOVERNO – agora com o nome pomposo de ‘Uma ponte para o futuro’ – que o povo derrotou nas eleições de 2014 e que continua a rejeitar, mesmo na aplicação parcial a que o governo Dilma foi chantageado e forçado a conceder até aqui.
Já são meses que a Suiça transferiu para o Brasil – estranhamente, pois abrindo mão de sua soberania judicial – uma AÇÃO PENAL contra o gangster Cunha (P-MDB). E até hoje Janot não abriu ação no STF a respeito. É problema de tradução? É desconfiança da Justiça suiça? É proibido adicionar novos dados aos autos de um processo?
Mas veja-se a primeira denúncia que Janot ajuizou no STF contra o gangster Cunha (P-MDB), há mais tempo ainda. O gangster protelou o quanto pode a decisão do STF sobre a aceitação da denúncia, até aí faz parte. Mas o próprio Janot ajudou o gangster, retardando a decisão do STF, ao ofertar prazo adicional para a defesa responder acusações do delator Fernando Baiano, que Janot ADITOU ao processo antes do julgamento da aceitação da denúncia original. Janot podia muito bem fazer isso após o gangster tornar-se réu. Por que cabe uma pergunta: se Janot tinha dúvidas na denúncia original, por que a fez, antes da hora?
Não há dúvida que, bem sucedido o golpe, Michel Temer (P-MDB), diretamente ou por interpostas pessoas, realizará todos os atos necessários para beneficiar cada um dos golpistas que o elegerem, PRINCIPALMENTE o gangster Eduardo Cunha, O SEU PRINCIPAL ELEITOR. Se temos, referendada pelo STF, uma Lei de Anistia a estupradores, torturadores e assassinos da ditadura, por que razão, motivo ou circunstância, não se poderia anistiar, ou de outra forma premiar, os crimes de um Eduardo Cunha (P-MDB)? Ora, essa infâmia já virou jurisprudencia, à revelia do Supremo, ao ser aplicada pelo juiz Moro a Alberto Youssef, concedendo-lhe a liberdade e entregando-lhe, IMPUNEMENTE, sabe-se lá quanto da fortuna oriunda dos seus crimes, inacreditavelmente lavado – mais branco impossível – pela própria Justiça brasileira.
Como já se escuta falar, por que Moro e Janot, inocentemente (espera-se) ou abjetamente, não podem virar ministros de um STF ampliado ou nas vagas de alguns ministros atuais legalistas, que se recusem a apoiar o golpe?
—————————————————
PS: P-MDB é abreviação de Podre-MDB, a Banda Podre do PMDB de Temer & Cunha, associada aos golpistas do PSDB, DEM, PPS, PSC, SD e às bandas podres de outros partidos.
Wendel
10 de dezembro de 2015 1:21 pmE……………………….
Sempre votei no PT e continuarei votando, não por ideologia e muito menos plor simpatia.
Contudo, quero deixar claro que os oponentes, que para mim não passam de entreguistas, traidores, quinta-colunas e outros vários adjetivos, nunca mereceram meu voto.
Quanto ao governo do PT, sinto declarar que a incompetência politica ao longo destes mais que 12 anos de governo, em muito me decepcionaram. Decepcionaram no sentido de não terem conseguido armar um arcabouço de defesa de seu programa! De não terem tido competência para solidificar o poder auferido nas urnas! De não terem nomeados técnicos e intelectuais afinados e dispostos a defenderem o plrograma progressita proposto! Enfim de não terem tido a coragem para romper de uma vez por todas com as amarras conservadores que agora os querem enforcar!
E evidente que não tendo a maioria no Congresso, Lula teve que formar um governo de coalizão, e isto foi um grande empecilho para seu governo.
Mas então perguntamos – porque não se fêza a regulação da midia que ao longo de seu governo e da Dilma sempre fizeram tudo para desestabilizá-lo?
Taí o preço que agora têm que pagar !!!!!
E se tudo der errado, só nos cabe fazer a a guerra civil, como propôe o panfleto FSP, e aí, talvez estejamos é ajudando os acima citados – traidores, entreguistas, quinta-colunas, apátridas oportunistas, etc, etc, etc.
E tem mais, os abutres internacionais, estão de bico aberto para abocanhar nossos corações e mentes, além de nossos recursos naturais e patrimônio. !!!!!!!!!
Tenho dito !!!!!!!!!!
Cambada de covardes !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
W.Gusmão
10 de dezembro de 2015 4:15 pmVai que é tua Wendel!!!
Concordo, assino embaixo.
Entreguistas, quinta-coluna (se bem que são visíveis), traidores da pátria, vendilhões, apatrídas (se bem que me parecem american citizen).
A guerra civil talvez seja a útlima das últimas opções, pois, como estão vão querer tirar proveito.
Disse tudo …
aliancaliberal
10 de dezembro de 2015 1:27 pmNassif, Lava Jato é efeito e
Nassif, Lava Jato é efeito e não causa.
Se o governo não roubasse e não permitisse roubar nada disso estaria acontecendo não existiria Lava Jato.
Todos no governo estão envolvidos, um não pode denunciar o outro porque tem rabo preso.
Um governo que rpuba e deixa roubar o que um ministro da justiça vai fazer, no minimo pedir demissão, e denunciar todas as falcatruas, mas ele também deve dever algo.
Então fica no cargo como vaca de presépio. chegamos a Eduardo Cardoso.
O Observador
10 de dezembro de 2015 1:31 pmO tempo e o vento
O que está dito é verdade, mas é verdade apenas em nosso país. Para dar maior precisão aos comentários há que se acrescentar o local onde estas coisas ocorrem. Então, nossa justiça é lenta, nossa política é confusa, nossas instituições não funcionam adequadamente.
E isto acontece, não devido à aspectos legais ou técnicos. Acontece dedido à aspectos culturais. Não importa o regime, o funcionário público concursado ou eleito sempre foi cercado de imunidade. Então faz o que quer, na hora em que lhe aprouver. Não se preocupa com cobranças, pressões por resultados, melhoria da eficiência, excelência nos serviços, nada disso importa.
E isto é generalizado. São os funcionários da CEF, os peritos do INSS, os professores do ensino médio, os atendendentes e o corpo médico do SUS, os que trabalham no Banco Central, as polícias, os do judiciário, os do executivo, e, obviamente, os políticos, seus assessores e toda a rede que representa a caríssima manutenção de um regime democrático.
A preocupação de um ministro do STF com a economia é a mesma de um perito do INSS que posterga os exames nos segurados porque está insatisfeito com seu salário então deixa de fazer o que devia para atender aos seus interesses.
Não existe em nossa cultura traço sequer de responsabilização por vagabundagem , exceto na iniciativa privada.
Falando mais especificamente da justiça, tome-se como exemplo uma simples ação trabalhista. Se a empresa decidir usar todos os recursos de apelação que pode utilizar, uma ação destas pode se extender por mais de 8 anos. E por que isso? Porque entre um julgamento e outro, passam-se meses. Meses em que a pasta da ação fica dormindo sobre as mesas dos sonolentos revisores, aguardando seus pareceres, que são longos, monótonos e que super escritos. Chega-se a um ponto em que o empresário fica dispensado de obedecer a própria CLT, dada a imunidade oferecida pela demora na execução das sentenças.
E a causa de toda esta vagabundagem reside no fato que o salário e o emprego do funcionalismo é intocável. Haja o que houver, o ministro do STF vai receber seu salário, mesmo que país esteja à míngua, que pessoas estejam com fome, sendo despejados de suas casas, que empresários estejam quebrados, que a economia esteja em caos. E pior, ele ainda tem garantia de empregabilidade para apodrecer no cargo se quiser.
Então, antes de filosofar à respeito de instituições e regulamentos, o que precisamos é institui a insegurança no meio do funcionalismo, para banir dos quadros funcionais com agilidade quem amarra o curso das coisas.
Bem, se queríamos uma impossibilidade, está nesta proposta acima porque neste país os funcionários públicos jamais perderão seus privilégios, consequentemente, jamais trabalharão produtivamente.
Resta para consolo, admitir que o ministro, conhecedor do país em que vive, foi prudente ao recomendar um momento de reflexão. O PT tenta confundir propositalmente a população, criando a confusão em que se declara vítima de golpe, mesmo sendo o impeachment uma prerrogativa constitucional, portanto legal.
E há gente que consegue ser tão ignorante a ponto de admitir que nós possamos viver assim até 2018. O pior é isso.
João de Paiva
10 de dezembro de 2015 1:41 pmExcelente artigo,
Excelente artigo, Nassif.
Apenas uma correção: segundo estudos realizados por consultorias respeitadas, o prejuízo ao País, decorrente da Lava Jato, (operação auxiliar ao golpe de Estado, capitaneada pela PF, pelo MP do Janot e pelo juiz sérgio moro) implica numa queda de 2,5 pontos percentuais no PIB brasileiro (Mais de R$200 bilhões).
Você não diz diretamente, mas seu texto demonstra que a Lava Jato NUNCA teve e NÃO tem o propósito de combater efetivamente a corrupção no aparato estatal. O objetivo, que para mim já está claro dese o início do ano passado, é aniquilar um partido (o PT), um espectro político (a esquerda) e derrubar um governo, para que o poder político volte à plutocracia e à casa grande. O PT, Lula e Dilma, os governos focados em minimizar a exclusão social, esses são intrusos no ambiente que a casa grande sempre considerou exclusividade dos escravocratas e seus descendentes.
luiz gustavo
10 de dezembro de 2015 4:11 pmAcorda Brasil…
Meu prezado… acorda para a realidade… olhe ao seu redor… abra bem o olhos… despidos de IDEOLOGIA… e avalie a situação que estamos hoje… refaça seu pensamento… para isso, pense nos 500.000 mil demitidos da construção civil… pense no PIB em queda livre… pense na inflação a 10% em 12 meses… pense em Cunha… pense em uma base ALIADA construída na banganha… pense no rebaixamento da nossa nota de crétido… pense nos bebês microcéfalos… pense na nossa saúde… pense na nossa segurança… pense nos 5 garotos fuzilados no Rio do Pezão, aliado do partido… pense, pense, pense e reflita… reflita, reflita e reflita…
sabra arad
10 de dezembro de 2015 6:23 pmPense e repense
Acorda Luiz Gustavo ,pense , pense e repense, pois voce parece ser uma repetição do Jornal Nacional, ou o Terror Nacional. Pense e repense na posição que o país alcançou durante os governos do PT e relembre a ladainha monetarista de FHC. Naquela epoca provavelmente voce colocava a culpa na crise mundial, agora a crise mundial saiu das paginas do Jornal Nacional. Para voce a crise da Petrobras não tem ligação com a crise do Petróleo e não tem ligação nenhuma com a crise internacional. E também nada a ver com possíveis interesses no pré-sal.Provavelmente voce acha que o desemprego não tem nada a ver com as relações entre estado e empreiteiras. È obvio que o problema com as empreiteiras tem seu lado criminal, e corrupto, mas o problema que deveria ser posto por todos é como separar o joio do trigo e resolver isto a contento. O problema dos políticos que voce parece defender é que querem tocar fogo no circo. Não se importam que o país chegue numa espiral recessiva . Voce deveria refletir e pensar um pouco mais e talvez consiga chegar a conclusão que as ações políticas contra o PT, não são de fato contra os seus erros, mas sim conta os seus acertos. Eu ficaria horas e horas , linhas e linhas enunciando os erros dos políticos que pretendem , o impeachment. Pense e reflita se eles tem em seus curriculos algo de bom que fizeram pelo país. E posso lhe dizer Luiz Gustavo que eu também estou decepcionado com o segundo governo Dilma.
João de Paiva
10 de dezembro de 2015 8:10 pmVocê é que está sob os
Você é que está sob os efeitos soníferos e emburrecedores dos venenos que a mídia comercial lhe injeta nos olhos, nos ouvidos e no cérebro, diàriamente. Em 2002, FHC entregou o País com inflação acima de 12%, menos de R$30 bilhões em reservas cambiais e desemprego na casa dos 8%; a situação era, portanto, pior do que hoje. Compare o crescimento da economia e dos indicadores sociais nos oito anos de governo FHC com os oito anos de Lula; ou com os quatro anos do 1º mandato de Dilma. Os dados são públicos e qualquer um pode consultar.
Se for inteligente, politizado e souber um pouco de História, há de se lembrar que na era FHC a base aliada era composta pelo PSDB, PFL, PP e, como sempre, por meio das barganhas e negociatas que você cita, o mesmíssimo PMDB e outros quetais. Ou você não se lembra de ACM e José Roberto Arruda (aqueles que fraudaram o painel do plenário)?
Eu moro no Rio e sei que os plantadores da degradação, da miséria e da violência foram aqueles que tomaram o poder em 1964. O aedes aegypti, o mosquito transmissor da febre amarela, da dengue, da febre chikungunya e, como ficamos sabendo agora, do agente causador de microcefalia em bebês, estava presente no Rio de Janeiro no início do século XX (há mais de 100 anos, portanto) e por causa dele Oswaldo Cruz queria obrigar toda a população da ciade a se vacinar (está nos livros de História e nos jornais da época a chamada “revolta da vacina”). O mosquito foi considerado erradicado no País na década de 1950; mas em meados da década de 1980 ocorreram epidemias de dengue no Rio, indicando que o mosquito estava de novo presente nos grandes centros urbanos. E na década de 1980 não eram o PT, Lula ou Dilma que ocupavam o Palácio do Planalto. Na década de 1970 o Brasil passou por uma epidemia de meningite, mas nenhum veículo da mídia pôde divulgar; você deve saber o motivo, não?
Em 1983 o Brasil quebrou; a inflação superou os 100% e a dívida externa (não a interna, cujos juros são controlados pelo governo) era de aproxiamadamente 100 bilhões de dólares, ou cerca de 25% do PIB. As agências ‘de risco’, aquelas especializadas em ataques especulativos contra o Brasil e que ameçam ‘rebaixar’ o Brasil como potencial mal pagador são as mesmas que atestaram saúde plena da economia dos EUA (pricipalmente setor imobiliário) e do mundo capitalista em 2008. O resultado você deve saber qual foi.
Segurança… sempre a mesma bandeira levantada pelos que vão na conversa da imprensa e no discurso de justiceiros, como os da bancada da bala ou pseudo-jornalistas e apresentadores de programas policialescos. Leia Foucault, Weber, Maquiavel, Marx, Jessé Souza, para ter uma idéia de qual é a lógica do aparelho repressor do Estado e como ela é implementada e introjetada na mente das pessoas. Observe a forma como Ackmin, o Pezão (que você citou) e o Beto Richa comandam a PM nos estados que governam. A lógica é a mesma.
Você escreveu 500 milhões, mas deve ter querido dizer 500 mil que perderam o emprego na construção civil. Acredito que sejam mais. Arrisco a dizer que cerca de 1,5 milhão de pessoas perderam o emprego no setor de óleo, gás e construção civil. Eu penso neles e nos excluídos e que não tiveram oportunidade. E o maior culpado por essa grave situação não é um político ou alguém de governo; mas um juiz: sérgio moro. A Lava Jato, que NUNCA teve e NÃO tem o propósito de combater efeticvamente a corrupção, é responsável por cerca de 70% da queda do PIB. É claro que um juiz não pode ser responsabilizado sozinho, pelos problemas que o País enfrenta. A parcela de culpa dos governantes e políticos todos sabemos e conhecemos. O Mais grave é que as instituições burocráticas do Estado (PF, MP e Judiciário), que deveriam investigar, denunciar, julgar e punir quem comete crime, mas ao mesmo tempo assegurar que as empresas pudesssem continuar a funcionar, gerando emprego e renda, realizando projetos essenciais e promovendo o desenvolvimento social e econômico do País, se aliaram à mídia golpista e conspiram para derrubar o governo, aniquilar o PT e a esquerda; e assim devolver o poder central à plutocracia.
Você é que precisa pensar e refletir mais, Luiz Gustavo.
Miguel A. E. Corgosinho
10 de dezembro de 2015 2:10 pmNa reconstituição pós lava
Na reconstituição pós lava jato, mpf, stf, congresso (minúsculos) frente às extensões corruptas no governo, Banco Central, Ministério da Fazenda, como se fossem instrumentos dirigentes de cogência absoluta, irradiaram o momento histórico do Brasil consoante a imprensa golpista concretizar o desprestigio do governo, para o qual conceberam a crise de expressão restrita a esta alienação presente; visando a disseminação do golpe no impeachment.
O congresso que, de toda forma, provocou a mudança de paradigma do neoconstitucionalismo do Estado, em face de teoria particular específica de organização político-jurídica de fraternidade e solidariedade partidária, concorre na perspectiva de dominação do poder central e desrespeitos aos direitos fundamentais de outros, da lei, impossível dos legisladores estarem na classificação da CF/88. Assim, o caráter ideológico do constitucionalismo programático, como se originou fora dos padrões internacionais, não deve continuar atrelado à norma jurídica de imperatividade da polícia unilateralmente sufocando direitos fundamentais; e, na mesma visão, a superioridade da carga valorativa do mercado estar num patamar acima da dignidade dos poderes que governam a vigência do mandato, criminalizar o interesse maior do executivo na eficácia da garantia de condições minimas que, ao passo da atualidade respectiva, praticou feitos condensados dentro do conjunto de transformações do Estado.
Mendes sfgsf
10 de dezembro de 2015 2:32 pmE A ECONOMIA, NASSIF
Nassif, você somente fala do lava-jato. Muda o disco. Que tal falar sobre a recessão ? Sobre o descalabro econômico petista ?
Felipe Lopes
10 de dezembro de 2015 2:46 pm“amparar governantes incapazes”
Diz o Nassif: “para amparar governantes incapazes de articular minimamente um projeto político”. Será que ele já se convenceu de que qualquer um dos demais candidatos à presidência na última eleição eram infinitamente melhores que a Dilma?
José Adailton V Ribeiro
10 de dezembro de 2015 3:21 pmEquilíbrio
A malandragem da esquerda está em desvantagem.Isto é só mais uma prova de que no capitalismo a direita sempre leva mais vantagem quando se trata da avaliação de privilégios.Seria este um exemplo de bullying da bandidagem.
Fernando Moreno
10 de dezembro de 2015 5:17 pmProposta
Com todo esse caos instalado, grande parte, por políticos e autoridades que respondem a processos no STF ou STJ, para passar o Brasil a limpo de verdade, uma ação conjunta desses Tribunais com o fim de julgar todos os políticos e membros de Tribunais de Contas com processos pendentes, sejam eles prefeitos, Deputados ou Senadores, Membros de TCU etc., seria a melhor coisa para o país, ainda que ficassem só por conta disso durante um ano. Outra questão é o prolongamento infinito da Operação Lava Jato. Todo mundo sabe que está sendo usada politicamente. A investigação é necessária, mas que se investigue tudo, inclusive a oposição. Por que, mesmo tendo sido citados vários políticos da oposição, nenhum foi denunciado? Ou os Tribunais e o Ministério Público começam a agir imparcialmente, ou todo o país irá à bancarrota.
MILTON MURILO 43
10 de dezembro de 2015 10:56 pmProposta
A nossa “justiça” existe para punir pobres e proteger ricos e poderosos.
Desde sempre a legislação é feita por e para ricos e potentes.
Não por outro motivo temos uma caudalosa quantidade de facultadas de direito.
O pobre, como não tem recursos, logo é punido.
O rico/poderoso contrata bancas e bancas e bancas de advogados para postergar o julgamento final. Isso quando interesses inconfessáveis diversos não deixam o processo “estacionado” em algum desvão aguardando a prescrição. Para tanto os exemplos são vários e cotidianos. Agora se ve, nova e claramente, a tomada das instituições por um lado político. Uma operação que poderia/deveria passar o país a limpo limita-se a agir como os mafiosos: sai à caça dos “inimigos” e desconhece os malfeitos dos amigos. Algumas investigações andam rápidas, outras nem começam – não vem ao caso.
O governo federal que deveria fazer o contraditório e reposicionar algumas instituições é dirigido na área por um eunuco político, leniente e omisso face aos desmandos que aparecem na mídia em instituições sob o seu, teoricamente, comando.
E la nave va.
arkx
10 de dezembro de 2015 5:33 pmaquele tempo acabou
-> “É o que ocorre com Eduardo Cunha. Um país inteiro sob o tacão de um possível futuro condenado. […] Como se resolve isso? Apressando as denúncias, afastando os denunciados e atacando a organização criminosa.”
toda a estratégia do lulismo é baseada na permanente conciliação dos conflitos sociais, amortecendo-os através da incorporação ao governo de seus representantes.
um loteamento fisiológico de cargos e orçamento conforme o poder político de cada setor social: para os banqueiros o Ministério da Fazenda, para os pelegos sindicais o Ministério do Trabalho, para os agroexportadores o Ministério da Agricultura, alguém com trânsito no MST no Desenvolvimento Agrário, um tecnocrata no BC, uma ex-presa política nos Direitos Humanos, etc…
esta poderia até ter sido até uma opção razoável lá em 2003, como tática inicial de uma bem planejada estratégia de mudança a partir de uma progressiva alteração da correlação de forças. ganhar corpo e musculatura, e passo a passo caminhar no rumo das grandes transformações sociais exigidas por um projeto de desenvolvimento com inclusão social.
com tempo revelou-se despudoradamente aquilo que já era evidente desde o agora longínquo segundo turno das eleições de 1989: Lula e o núcleo central que dominou o PT jamais tiveram qualquer intenção de mudar nada. tudo desde então se resumiu a um projeto de poder.
atualmente o setor dominante no Brasil se estilhaçou. uma inescrupulosa briga de gangues patrimonialistas duelando pelo poder do Estado, pela posse do patrimônio público e pela subserviente condição de sócia minoritária do grande interesse internacional.
agora, o tempo da conciliação acabou. e não se dará através do lulismo a superação da atual crise.
se você tem a coragem de admitir o colapso daquilo tudo que antes parecia ter solidez, saiba: você é da resistência.
sabra arad
10 de dezembro de 2015 5:59 pmSerá que é uma questão de
Será que é uma questão de tempo? ou será apenas um plano estratégico?, como voce mesmo defendeu Nassif. Qualquer desavisado, sabe que a Lava Jato foi encaminhada com um dado viés. Mas apesar do tempo e dinheiro publico gasto, e das vidas afetadas, não conseguiu pegar o Lula, embora tenha conseguido macular definitivamente o PT. Me espanta não frisarem o papel da Lava Jato na destruição tanto do setor da construção civil, ( crucial para o PAC) como a Petrobrás. E mais recentemente da governança do país. A Lava Jato se esvai, porque ao invés de, de fato, buscar a corrupção, tomou um viés para esconder corruptos e através da delação premiada, chegou até a premiá-los. A paralisia do país esta demonstrando claramente o viés pouco republicano , ou quiçá pouco nacionalista,desta operação. Um simples ato da justiça prendeu Delcidio , mas esta paralisado sem prender Cunha que por sua vez paralisa o país. Onde está o juiz que alegou que Vaccari deveria ser preso por ser um todo poderoso tesoureiro de partido com possíveis riscos de manipulação. Este mesmo juiz se cala diante da mais desavergonhada manipulação de Cunha e vem a publico bater palmas para o desvio de uma operação, que de caça a sonegadores, se tornou caça ao filho do ex presidente, ou será ao ex-presidente. De fato a Lava-jato vai se esvair, por ela mesmo, E no momento corre o risco de não poder mais conter o número de provas contra os amigos. Apesar da fixação obssessiva deste Juiz e de seu companheiro Gilmar Dantas contra o PT, os números não mentem pois a maioria absoluta de envolvidos , pertencem a outros partidos como pmdb pp. Isto não impediu de sem provas condenar Vaccari e vir a publico para alimentar o mito de um Dirceu machiavélico. Não investigou Furnas porque segundo ele não estava ligao a Petrobrás. Mas continua querendo investigar |Angra e a Eletrobrás. Tudo isto me diz que os sonhos da Manu Pulite estão cada vez mais sujos.
Marcos Carvalho
10 de dezembro de 2015 6:23 pmEle virá em uma nuvem e todos o verão.
Esmael Leite da Silva
10 de dezembro de 2015 8:53 pmO tempo da Lava Jato, e tempo
O tempo da Lava Jato, e tempo politico, o tempo do STF
Caro Janine sua reflexões sobre o tempo e os acontecimentos que afligem o povo brasileiro, me evocaram sábias palavras do Padre Antônio Vieira e que agora destino:
Aos Ministros do STF
Sermão da primeira Dominga do Advento.
Padre Antônio Vieira.
A respeito do que Eduardo Cunha está fazendo na Presidência da Câmara dos Deputados e do que esta acontecendo em relação ao destino das Leis, da Segurança Jurídica, da Democracia e do Brasil.
A omissão é o pecado que com mais facilidade se comete e com mais dificuldade se conhece; e o que facilmente se comete e dificultosamente se conhece, raramente se emenda. A omissão é um pecado que se faz não fazendo; e pecado que nunca é má obra, e algumas vezes pode ser obra boa, ainda os muito escrupulosos vivem muito arriscados em este pecado. Estava o Profeta Elias em um deserto metido em uma cova, aparece-lhe Deus e diz-lhe: Quid hic agis, Elia? « E bem Elias, vós aqui? » — Aqui, Senhor! Pois aonde estou eu? Não estou metido em uma cova? Não estou retirado do Mundo? Não estou sepultado em vida? Quid hic agis? E que faço eu? Não me estou disciplinando, não estou jejuando, não estou contemplando e orando a Deus?—Assim era. Pois se Elias estava fazendo penitência em uma cova, como o repreende Deus e lho estranha tanto? Porque ainda que eram boas obras as que fazia, eram melhores as que deixava de fazer. O que fazia era devoção, o que deixava de fazer era obrigação. Tinha Deus feito a Elias profeta do povo de Israel, tinha-lhe dado ofício público; e estar Elias no deserto quando havia de andar na corte; estar metido em uma cova, quando havia de aparecer na praça; estar contemplando no Céu, quando havia de estar emendando a terra, era muito grande culpa.
A razão é fácil, porque no que fazia Elias salvava a sua alma; no que deixava de fazer perdiam-se muitas. Não digo bem: no que fazia Elias, parecia que salvava a sua alma; no que deixava de fazer, perdia a sua e as dos outros: as dos outros, porque faltava à doutrina; a sua, porque faltava à obrigação. É muito bom exemplo este para a corte e para os ministros que tomam a ocupação por escusa da salvação. Dizem que não tratam de suas almas, porque se não podem retirar. Retirado estava Elias e perdia se; mandam-no vir para a corte para que se salve. Não deixe o ministro de fazer o que tem de obrigação, e pode ser que se salve melhor em um conselho, que em um deserto. Tome por disciplina a diligência, tome por cilício o zelo, tome por contempla,cão o cuidado e tome por abstinência o não tomar, e ele se salvará.
Mas porque se perdem tantos? Os menos maus perdem-se pelo que fazem, que estes são os menos maus; os piores perdem-se pelo que deixam de fazer, que estes são os piores: por omissões, por negligências, por descuidos, por desatenções, por divertimentos, por vagares, por dilações, por eternidades. Eis aqui um pecado de que não fazem escrúpulo os ministros, e um pecado por que se perdem muitos. Mas percam-se eles embora, já que assim o querem; o mal é que se perdem a si e perdem a todos, mas de todos hão-de dar conta a Deus.
Uma das cousas de que se devem acusar e fazer grande escrúpulo os ministros, é dos pecados do tempo. Porque fizeram no mês que vem o que se havia de fazer no passado; porque fizeram amanhã o que se havia de fazer hoje; porque fizeram depois,.o que se havia de fazer agora; porque fizeram logo, o que se havia de fazer já. Tão delicadas como isto hão-de ser as consciências dos que governam, em matérias de momento. O ministro que não faz grande escrúpulo de momentos não anda em bom estado: a fazenda pode-se restituir; a fama, ainda que mal, também se restitui, o tempo não tem restituição alguma.
E a que mandamento pertencem estes pecados do tempo? Pertencem ao sétimo; porque ao sétimo mandamento pertencem os danos que se fazem ao próximo e à república, e a uma república não se lhe pode fazer maior dano que furtar-lhe instantes. Ah omissões, ah vagares, ladrões do tempo! Não haverá uma justiça exemplar para estes ladrões? Não haverá quem ponha um libelo contra os vagares? Não haverá quem enforque estes ladrões do tempo, estes salteadores da ocasião, estes destruidores da república? Mas porque na Ordenação não há pena contra estes delinquentes e porque eles às vezes se acolhem a sagrado, por isso a sentença do Dia do Juízo há de cair principalmente sobre as omissões.
Gilson AS
10 de dezembro de 2015 9:24 pmSacanagem, só conseguir
Sacanagem, só conseguir acertar duas vezes
Hcc
10 de dezembro de 2015 10:34 pmQue é isso nassif
A Dilma foi a primeira, lá trás, de dizer que as empresas não deviam ser paralizadas. E ninguem disse nada….
Foi a primeira a desmascarar a lava jato pedindo o que eles não podiam dar, um inquerito amplo e totalmente abrangente ( e eles só depois de 2003, se o pt estiver por perto, e esquecendo o aécio todo dia). O pt já provou que nada tem com a corrupção, mas eles não se conformam e pesquisarão até os arquivos encontrados em marte quando lá chegarmos. E ninguem disse nada…
Foi aprimeira que gritou, lá atras, que a Petrobrás não era corrupta, mas vítima dos corrutos e do lava jato. E ninguem disse nada….
Foi a primeira a dizer que o lava jato estava tirando sem motivo 1,5%, por baixo, do pib nacional. E ninguem disse nada…
Agora você a culpa de não reagir???
Mas conformemo-nos, no país do lava jato o cunha é o imperador; faz e disfaz como quando e onde quer. Estabelece ritos e sub ritos. Ele soube ler o ambiente e assumir o poder, enquanto você atacava a Dilma diariamente e sem a mínima razão.
O cunha é que manda e… conformemo-nos. É a vida.
Marcos Antônio
10 de dezembro de 2015 11:27 pmO Temer está agindo…
Vai
O Temer está agindo…
Vai modificar sua estratégia de defesa para se DESVENCILHAR DA DE DILMA!
Enquanto Dilma fica com os problemas e os ataques, ele AINDA vai JOGAR TUDO NAS COSTAS DO PT!
É bom o PT e aliados passar a agir, por que quando acordar o trator já passou…
É alem de traidor é bifacial, tem 2 caras, uma com cara de coitado e outra esfaqueando pelas costas…
Miguel A. E. Corgosinho
11 de dezembro de 2015 12:34 amTempo da lava jato é como
Tempo da lava jato é como realizar a corrupção de aparência.
O Tempo político, parado no tempo, para dar forma total ao impeachment.
A representação concreta faz todo conteúdo para a insoldável unidade exterior*.
Enquanto o homem nasceu para pensar, cultivar a ciência, quer dizer que, enquanto homem.
* Unidade exterior: O Tempo.
Diogo Costa
11 de dezembro de 2015 12:50 amSanta ingenuidade
Das 03 maiores empreiteiras deste país (Camargo Correa, Andrade Gutierrez e Odebrecht), duas JÁ FECHARAM acordo de leniência, como determina a lei. Ou seja, estão livres, leves e soltas para continuar trabalhando perfeitamente com o poder público, em todos os níveis, em que pese as investigações da Lava Jato.
A única empreiteira que ainda não fez o acordo de leniência – por que não quis – foi a Odebrecht. E o governo federal não tem absoluta e rigorosamente nenhuma culpa pelo fato do sr. Marcelo Odebrecht se recusar a fazer um acordo de leniência como determina a lei e como os seus concorrentes já fizeram.
Este blog passou o ano inteiro de 2015 fazendo coro com as postulações de larápios como Eduardo Cunha e outros meliantes menos cotados. Passou o ano inteiro defendendo os “coitadinhos” dos empreiteiros (com os seus bilhões de reais bem guardados em bancos diversos e os melhores advogados que o dinheiro polpudo pode contratar).
Qualquer cidadão deste país já compreendeu, desde sempre, que o golpe de estado é a moeda de troca oferecida pelo meliante Cunha para não ser cassado. Bem como é também a parte espúria de um acordo feito pelo PSDB e pela banda podre do PMDB para destruir e enterrar para todo o sempre a Operação Lava Jato, preservando os ladrões.
Ao invés de denunciar o golpe de estado, de denunciar a moeda de troca do ladrão Cunha e de denunciar que golpistas e criminosos de diversos naipes pretendem dar o golpe de estado para impedir o avanço das investigações, este blog continua com a ladainha de culpar a lei e não os criminosos.
Ora, as 03 gigantes do mundo da construção civil no Brasil sempre tiveram total possibilidade de fazer acordos de leniência e seguir em frente tocando as obras! Duas delas, como já foi dito, JÁ FIZERAM o famoso acordo de leniência e estão operando normalmente. E assim é com todas as outras empresas deste país. Para isto existe a lei.
Alexandre Weber - Santos -SP
11 de dezembro de 2015 12:52 amNMHO o problema brasileiro é o apontado pelo Nassif: O Modelo
Nassif escreveu: ” Se o modelo só se sustenta com grandes lideranças, há algo de errado na montagem institucional.”
A montagem institucional brasileira, sim ela existe, é capenga, anacrônica e ineficiente. Fosse diferente e desse Norte, Rumo e Estrela para o Brasil, na minha humilde opinião, não estaríamos enfrentando os problemas políticos e econômicos atuais.
Mas a culpa não é só do PT, todos os partidos brasileiros são incompetêntes para sanar tal dificuldade, não estão aparelhados para tanto.
O problema é de tal monta, que mesmo a frase sendo uma conclusão do artigo do Nassif, nenhum comentarista ousou sequer mencioná-la, quanto mais propor um diagnóstico da situação e uma proposta de solução.
Assim, vai a minha, solitária e corajosa como sempre, Dilma de uma estrutura com eficiência comprovada para o seu governo, monte 14 ministérios com 72 secretarias de forma que exista unidade entre você e seus comandados, sem que existam sobreposições de competências e direitos. Cada secretaria cuidará de seus mistéres em consonância e equilíbrio com todas as outras, junto com os ministérios e voce. Uma harmonia que significará muito mais do que a soma das partes, com resultados que parecerão mágicos a partir do primeiro segundo de sua implantação.
Exige uma liderança que só a presidência da república detêm, ou seja, só a sua vontade será capaz de produzir este verdadeiro milagre em prol do povo e da Nação.
Acorda, Dilma!
ROGERIO FARIA
11 de dezembro de 2015 2:21 amDuzão da Turma do Fundão dá seus golpes!
CLIQUE NA IMAGEM PARA MAIS TIRINHAS!
alexis
11 de dezembro de 2015 9:08 amA Globo
A rede Globo vai comunicar que a Kátia apontou uma mangueira de bombeiro na cara do Serra (tipo “bolinha de papel”)
Maria Luisa
11 de dezembro de 2015 9:36 amChefes de Estados
O governo ruiu porque não tem direção. A unica pessoa dirigindo ali, é a presidente Dilma, e isso, mesmo em circustâncias normais, não é bom. No momento atual, temos ai a clara catastrofe desse tipo de governo: enclausurado, emparedado e assustado.
O PT conseguiu governar entre as turbulências do primeiro mandato até obter certa tranquilidade no segundo, porque houve gente como José Dirceu. Hoje, quem ha?
Nem o proprio partido parece disposto ou tem condições de salvar o governo Rousseff. Isso também demonstra que o partido ruiu.