
Do site de Marcelo Auler
Lava Jato: Adivinhem quem estava na cela com Cerveró?
Um novo e importante personagem surge na história do possível vazamento do rascunho da delação premiada do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que, segundo consta, teria ido parar nas mãos do banqueiro André Esteves, dono do Banco BTG Pactual.
Teoricamente, este novo personagem que o Blog descobriu na tarde de quinta-feira (03/12), não tem o menor interesse naquilo que Cerveró e seus defensores estavam oferecendo à Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília, para poder conquistar algum benefício na sua pena. Mas, tratando-se de quem é, tudo é possivel e até mesmo seu advogado admite que será inevitável investigarem seu cliente.
Cerveró estava na custódia da Polícia Federal do Paraná enquanto seus advogados negociavam com a PGR. sem participação dos delegados federais da Força Tarefa, a delação premiada. Não se trata de um procedimento simples. O acordo é feito em um documento no qual se estipula o que cada parte vai oferecer à outra. Mas, a ele juntam-se os chamados “anexos” que são resumos dos casos que o delator pretende contar. Estes resumos é que são analisados pelos procuradores para se ter certeza de que a delação terá informações novas. Toda esta preparação demora porque o preso é obrigado a escrever o que sabe, passar para seus advogados digitarem e depois apresentarem aos procuradores que podem exigir mais detalhes. É um vai e volta de papel, no qual o preso sempre acrescennta à caneta algo mais do que está digitalizado.
Delcidio do Amaral tinha uma cópia da delação de Cerveró impressa e falou de outra com anotações à mão que estaria com o banqueiro André Esteves – Foto Reprodução
Pelo que consta, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) – preso desde o dia 25, na superintendência da Polícia Federal em Brasília -, tinha uma cópia digitalizada de um ou mais anexos. Ela(s) lhe(s) teria(m) sido entregue(s) pelo então advogado do ex-diretor da Petrobrás, Edson Ribeiro, que foi preso ao desembarcar no Rio, vindo de Miami (EUA) no último dia 27.
Na conversa gravada pelo filho de Cerveró, Bernardo, no dia 8 de novembro, em um hotel de Brasília, Delcídio e Ribeiro falam da existência de outra cópia do rascunho da delação que estaria em poder do banqueiro Esteves. Esta, segundo eles, com anotações à caneta, feitas à mão, pelo próprio ex-diretor da Pertrobras. Ou seja, se a cópia existe, foi feita de um papel que estava com o preso na custódia da SR/DPF/PR.
Por conta dessa conversa gravada o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), na sessão do dia 25 de novembro, em que ele levou à 2ª Turma do Supremo a sua decisão de prender todos, desbafou:
“Vem à tona a grave revelação de que André Esteves tem consigo cópia de minuta do anexo do acordo de colaboração premiada assinado por Nestor Cerveró, confirmando e comprovando a existência de canal de vazamento na operação Lava Jato que municia pessoas em posição de poder com informações de complexo investigatório”.
Há, porém, uma questão básica. Pelo que o blog levantou, o tal documento em poder de Esteves até agora não apareceu. Isto foi dito por pessoas próximas a todos estes fatos que estão em Curitiba e confirmado pelo advogado do banqueiro, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Cacai,em Brasília; “ele não tinha documento nenhum, nunca viu este documento, nem tinha o menor interesse no que Cerveró ia ou não denunciar. Foi tudo fala do senador Delcídio do Amaral”,declarou o defensor ao blog. Leia mais →

José X.
4 de dezembro de 2015 5:22 pm“Na conversa gravada pelo
“Na conversa gravada pelo filho de Cerveró”
eu sempre rio quando leio isso 🙂
chanceLer01
4 de dezembro de 2015 5:27 pmQuem pensa além daquilo que a
Quem pensa além daquilo que a imprensa venal apresenta, sabe que o Youssef não é um simples delator mega premiado, é ele verdadeiramente um agente do stablishment paranaense.
Edi Passos
5 de dezembro de 2015 1:04 amVerdade,
até porque seu chefe sempre foi um conhecido e sumido senador, desde os tempos que roubavam juntos na Prefeitura de Londrina!
Ivan de Union
4 de dezembro de 2015 5:45 pm!!!!!!!!! Estou muito
!!!!!!!!! Estou muito surpreso com essa!
Auler parece estar corretissimo a respeito do “Japa”!
antonio francisco
4 de dezembro de 2015 5:59 pmViche, o advogado do banqueiro é o Kakai??
Se é o Kakai, já já o banqueiro estará solto e não se falará mais nisso.
Kakai foi o advogado dos Perrella, que se encontram livres, leves e soltos:
http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/121883/Helic%C3%B3ptero-do-deputado-Perrella-450-kg-de-coca%C3%ADna.htm
Kakai é o advogado de Mânica, que teria sido o mandante do assassinato dos 3 auditores fiscais e 1 motorista em Unaí, MG. Mânica foi condenado, mas está em liberdade porque ainda cabe recurso.
http://www.otempo.com.br/cidades/j%C3%BAri-condena-norberto-m%C3%A2nica-a-100-anos-de-pris%C3%A3o-1.1155132
Norberto Mânica, seguido pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
nilo filho
4 de dezembro de 2015 6:24 pmÉ bem provável, quase certo –
É bem provável, quase certo – porque esse é o “modus operandi” de inúmeros membros do MP (vazar fatos à imprensa e interessados para que exerçam pressão sobre os magistrados) – que os próprios procuradores da lava-jato vazaram as informações e dados sdos procedimentos e processos.
Marco Vitis
4 de dezembro de 2015 7:15 pmEstratégia de Moro
Pelo documento analisado pelo Nassif, o vazamento faz parte da estratégia concebida por Sérgio Moro.
Rufus
4 de dezembro de 2015 8:28 pmA PF no Paraná é um puteiro,
A PF no Paraná é um puteiro, e lá quem manda é uma pessoa só.
É o brimo Youssef.
Jaiminho
4 de dezembro de 2015 8:58 pmO Alberto Yussef estava na
O Alberto Yussef estava na cela com o Cerveró e agora estará com o Bumlai. Esse doleiro é delator e laranja do juiz de merda (sempre parafraseando Saulo Ramos) Sérgio Moro.
Bruno Leonelo Payolla
5 de dezembro de 2015 4:00 amAs verdadeiras quadrilhas
As verdadeiras quadrilhas estao na PF, PGR e judiciario de Curitiba. O STF e o Congresso Nacional estaochantageados por eles.