4 de junho de 2026

Escolas do Sistema S vivem “clima de terror”, diz presidente da FEPESP

Demissões de professores, fechamento de classes, fim do sistema SESl/SENAl articulado ao ensino médio e outras medidas estão sendo motivadas por gestores e por Skaf, alertou Celso Napolitano
 
 
Jornal GGN – O professor da Fundação Getúlio Vargas e presidente da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (FEPESP), Celso Napolitano, denunciou ao GGN o “clima de terror” instalado nas unidades do Sistema S, sobretudo no SESI/SENAI, com ameaças de demissões em massa e diminuição de carga horária no Ensino Fundamental e Médio, incentivados pelos próprios gestores, incluindo o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.
 
As ameaças foram relatadas pelos professores do Serviço Social da Indústria e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, e confirmadas pela Federação. Com coleta de depoimentos, os cortes dos educadores foram confirmados e o representante patronal justificou-se pela “previsão orçamentária de 2016, enviada pelo SESI Nacional”, que contemplará uma queda na arrecadação de 6,9%.
 
Entre as medidas de cortes anunciadas pela entidade estão o fim do período integral do 6º ao 9º ano, a partir de 2016, e a não abertura de matrículas para o 1º ano do Ensino Fundamental, nas Unidades Externas que funcionam em prédios alugados ou cedidos.
 
“A FEPESP entende que as drásticas medidas não são motivadas pela anunciada redução de 30% nas verbas do Sistema S”, afirmou Celso Napolitano. 
 
Diante do cenário identificado, de previsão de professores desempregados e estudantes sem ensino, a Federação convocou uma reunião emergencial com os sindicatos integrantes da FEPESP, que ocorrerá no próximo dia 13 de outubro. O presidente ainda comunicou que “já está tomando atitudes para entender os cortes na educação do SESI/SENAI, como a convocação de um audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e um pedido de esclarecimento junto ao Congresso Nacional”.
 
Abaixo, o documento que reúne qual é o cenário no SESI e as medidas de cortes levantadas, encaminhado ao GGN.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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9 Comentários
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  1. mz

    9 de outubro de 2015 11:09 pm

    Isto cheira à sabotagem, bem

    Isto cheira à sabotagem, bem ao estilo direita venezuelana.

  2. André STK

    9 de outubro de 2015 11:10 pm

    Terrorismo?

    Se é para fazer terrorismo,que se faça uma auditoria nas contas dos ¨gestores¨do sistema S.

    Resumindo.Ou trabalha…ou cai fora!!!

  3. Marco Antonio D.

    9 de outubro de 2015 11:39 pm

    Pressão por causa da CPMF ?

    Todos sabemos que Skaf e seus amigos da FIESP detém um poder nas mãos. Eles empregam muita gente em suas empresas.
    Também sabemos que no Brasil existem muito empresários que sonegam impostos e esconder dinheiro em paraísos fiscais, como estamos vendo no escândalo do CARF e na Operação Zelotes.

    Ocorre que o governo federal recentemente propôs a recriação da CPMF, imposto de 0,02% par ajudar a reelquilibrar as contas do Estadoe  que tem potencial para rasterear as movimentações bancárias de todos… inclusive dos sonegadores. 

    Curiosamente os que mais gritam contra a contibuição mísera da CPMF  e ainda fazem campanha enganando o povo, são os mais ricos empresários do Brasil. eles se recusam a andar na Lei e pagar seus impostos corretamente.

    Esses problemas no Sistema S estão parecendo pressão e chantagem dos empresários contra o governo: ou se tira o imposto para a sonegação continuar correndo solta, ou os homens-de-bem da Casa Grande, digo FIESP, irão tomar medidas… em represália. Contra alunos e empregados.

     

  4. Ivan de Union

    9 de outubro de 2015 11:42 pm

    Que bom que ambos Abril e

    Que bom que ambos Abril e rede golpe estao tentando comprar escolar!

    Que novidade!

  5. Marco Vitis

    10 de outubro de 2015 1:32 am

    O objetivo é a CPMF

    Skaf está fazendo terrorismo para jogar a sociedade contra o governo.

    O objetivo dele é impedir a aprovação da CPMF que dificultará a sonegação.

  6. Antonio Amorim

    10 de outubro de 2015 4:46 am

    TERRORISMO

    O Skaf é um chantagista sem vergonha à serviço do Eduardo Cunha. É um bandido !!!!

    Meu filho estuda no SESI e pago R$ 394,00 de mensaliade, o que para Lnhares-ES, não está muito fora do cobrado pelas outras escolas particulares.

    Portanto, além da receita disponibilzada pelo governo, ainda há receitas pagas pelos pais. Não há motivos que justifique esta chantagem vergonhosa. 

  7. SILOÉ-RJ

    10 de outubro de 2015 4:52 am

    CHANTAGEM

    Tudo isso é marola!!!

     O fdp do SCAF sempre se utilizou do sistema S pra descarregar o seu imposto.

    O que ele menos quer é despertar em outras empresas esse filão.

    Os MARINHOS, os bancos, a ABRIL, sempre se prevaleceram das fundações para isso.

    Com a CPMF a concorrência no setor vai aumentar, 

    Daí esse chororô.

  8. Dorlei

    10 de outubro de 2015 11:38 am

    SESI e Abril

    Só para ilustrar. Nas bibliotecas do SESI só entram publicações da Abril (Veja e Cias) e Editora Globo.

  9. Celestino de Oliveira Brito

    10 de outubro de 2015 11:46 am

    Isso demonstra que a

    Isso demonstra que a administração na iniciativa privada é incopetente, ao contrário do que querem fazer crer.

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