17 de junho de 2026

Greve geral da Finlândia é a maior das duas últimas décadas

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Enviado por alfeu

Do Esquerda.net

 
Paralisação foi convocada pelas três grandes centrais sindicais do país, que representam 80% da população ativa, contra um pacote de medidas de austeridade decretadas pelo governo após o fracasso das negociações com os sindicatos.

Dezenas de milhares de finlandeses manifestaram-se nesta sexta-feira no centro de Helsínquia, paralisando a capital finlandesa, contra um pacote de medidas de austeridade anunciado pelo governo de centro-direita.

Portos, aeroportos, transportes urbanos, correios, fábricas de papel, comércio e serviços públicos foram dos setores mais afetados pela paralisação.

O protesto foi convocado pelas três centrais sindicais do país – SAK, STTK e Akava –, que representam 80% da população ativa (2,2 milhões). Na semana passada, e depois de fracassarem as negociações com patrões e sindicatos para um “contrato social” que reduzisse os custos de produção, o governo dirigido por Juha Sipila anunciou medidas para reduzir a despesa pública e o custo do trabalho.

Austeridade na Finlândia

Entre estas medidas estão a redução dos dias de férias dos trabalhadores dos atuais 38 para 30, com a qual o governo prevê poupar 640 milhões de euros, a redução do pagamento de horas extraordinárias e a redução do pagamento do primeiro dia de baixa por doença de 100% para 75%.

Outra medida é a redução de 1,72% da prestação paga pelas empresas à Segurança Social por cada trabalhador e transformar dois feriados em dias livres não-remunerados.

As três centrais sindicais opõem-se unanimemente ao pacote de cortes, argumentando que eles afetam sobretudo os funcionários públicos e os trabalhadores com empregos precários. “O corte das horas extra é uma tesourada nos nossos rendimentos, que pode chegar a um quarto dos nossos salários”, disse a enfermeira Sirkku Alsthed, que completou: “Se todos temos de contribuir para sair desta situação, também os empregadores deviam contribuir com a sua parte.”

Quatro anos de recessão e dívida pública duplicou

A recessão que vive a Finlândia vai entrar no quarto ano consecutivo. O seu PIB está 4,5% abaixo do valor registado em 2007. A dívida pública duplicou para 63% do PIB e o desemprego já atinge 11%.

O atual governo finlandês, formado em maio, é composto pelo Partido do Centro, de Sipila, pelos Verdadeiros Finlandeses, um partido eurocético de direita, e pelo Partido da Aliança Nacional (NCP, conservador). O governo finlandês foi um dos mais duros em relação à Grécia na maratona de reuniões do Eurogrupo, defendendo a austeridade extrema para o país e opondo-se a um novo resgate, e manifestando-se a favor da expulsão da Grécia do Euro. Os Verdadeiros Finlandeses chegaram a ameaçar sair do governo se a Finlândia fosse a favor do novo resgate.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. juca999

    20 de setembro de 2015 3:51 pm

    É…

    se os verdadeiros filandeses querem fazer isso com os filandeses, o que não fariam  com outro povo. O verdadeiro finlandês quer ver o filandês se ferrar, parecido com o Brazil x Brasil.

  2. anarquista sério

    20 de setembro de 2015 3:58 pm

    Depois da modernidade ou

    Depois da modernidade ou globalização, anos atrás, é a primeira vez que vejo tanta insatisfação no mundo.

      O que está acontecendo ?

      Afinal, o ”conforto” nos  prejudicou ?

       Eu era mais feliz no tempo do fogão a lenha, do telégrafo ,do fax etc

       E tbm em parques :

       Ofereço essa música pra vc, de saia quadriculada e camisa branca, esta canção.

      Casei assim.

    1. Fernando L.

      22 de setembro de 2015 12:52 am

      Não é o conforto… é a mídia…

      Naquela época do “fogão a lenha, do telégrafo ,do fax etc” não tinha facebook e celular com whatsapp. Quando alguém chegava na sua casa sentava na sala e a gente DESLIGAVA A TV. Você era feliz porque vivia a vida real e não a vida “sensacionalista e sofrida” que enche as empresas do PIG e da Internet de dinheiro $$$$$

  3. Edivaldo Dias Oliveira

    20 de setembro de 2015 4:21 pm

    Lá como cá!

    “O corte das horas extra é uma tesourada nos nossos rendimentos, que pode chegar a um quarto dos nossos salários”, disse a enfermeira Sirkku Alsthed, que completou: “Se todos temos de contribuir para sair desta situação, também os empregadores deviam contribuir com a sua parte.”

     

    Lá como cá, são sempre os trabalhadores que são chamados para pagar a conta. A diferença é que lá o governo é de direita e cá é de…de…De que mesmo heim?

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