5 de junho de 2026

Especialistas dizem que país deve sair mais forte da crise

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Enviado por BRAGA-BH

Do Tribuna da Bahia

 
Para economistas e cientistas políticos, Poderes tendem a se consolidar, e não há risco de golpe

Embora as principais crises vividas pelo Brasil no século XX tenham ocasionado rupturas dos modelos econômico e político, o atual cenário vivido pelos brasileiros durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) pode fortalecer a democracia e as instituições republicanas.

Durante as crises de 1929 e da hiperinflação na década de 80, o Brasil passou por mudanças de regime, o que não deve acontecer agora, segundo especialistas. Apesar do pessimismo da população, Gustavo Krause, ex-ministro da Fazenda de Itamar Franco, entende que a crise atual não é institucional.

Em sua avaliação, passamos por uma falta de confiança dos agentes econômicos “devido ao ajuste fiscal” e por instabilidade política “devido à operação Lava Jato”, mas as instituições estão funcionando.

“O Judiciário e o Legislativo continuam fortes, ainda que tomem rumos equivocados. O Executivo está enfraquecido, mas segue constituído. Após este período, os Poderes serão mais robustos. As instituições sairão fortalecidas e mais independentes. Também acredito na resiliência do povo brasileiro em momentos delicados”, disse.

O otimismo do ex-ministro é compartilhado pela historiadora da PUC Minas Júlia Calvo, para quem a Lava Jato terá poder transformador na cena política nacional.

“O volume da corrupção descoberta alcançou os grandes caciques, o que vai nos levar a uma troca de agentes políticos. Além disso, o Judiciário e a Polícia Federal são importantes neste momento e, quando a crise acabar, eles ficarão mais representativos. A sociedade civil também estará mais organizada para não deixar que aconteça o que aconteceu nos últimos anos em relação à corrupção. As manifestações de 2013 exemplificam isso”, enfatizou Calvo.

Aproveitando o momento de crise política, o ex-aliado do Planalto e presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quer resgatar a proposta de alterar o sistema político de presidencialismo para parlamentarismo. A empreitada, no entanto, não deve passar do discurso, na avaliação do cientista e consultor político Carlos Manhanelli.

“A maneira como o governo está lidando com a crise econômica sinaliza um alcance de médio prazo. Entendo que o presidencialismo, já escolhido pelos brasileiros em plebiscito em 1993, não vai mudar. Não acredito em mudança para o parlamentarismo, por exemplo. Temos um modelo sólido o bastante para suportar o momento atual.”

Na opinião do vice-presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon-MG), Pedro Paulo Pettersen, o país já tem uma democracia mais madura. Ele ressalta que uma ruptura pioraria a crise econômica.

“O Brasil atual é diferente. As instituições são maduras. Isso significa que as rupturas são menos prováveis. Se ela acontecesse, a crise econômica seria agravada. Para superar a crise política, é preciso fortalecer a democracia. O eleitor pode escolher outro candidato em 2018. É importante não termos rupturas até lá.”

Pettersen aponta que a turbulência deve fazer o governo mudar a forma como combate a inflação. “Temos que superar a nossa política cambial, que segue a mesma cartilha há 30 anos. Ela é utilizada de maneira equivocada apenas para controlar preços. Você não pode definir a competitividade de uma indústria apenas pela taxa de câmbio”.

Democracia Duradoura. Em 2015, o Brasil completou 30 anos ininterruptos de vigência da democracia. É o maior período do país neste modelo de regime. Atualmente, a democracia brasileira é a quarta maior do mundo.

 

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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13 Comentários
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  1. Andre Araujo

    11 de agosto de 2015 11:47 am

    O texto tem um otimismo

    O texto tem um otimismo forçado. As crises economicas e o grande desemprego não consolidam instituições fracasssadas, ao contrario, a Historia brasileira mostra que nessas crises que colocam em risco a sobrevivencia dos cidadãos há profundas mudanças nas instituições. A Revolução de 1930 foi resultado da crise economica que jogou os preços do café no chão e ameaçou a economia brasileira. Temos ainda dois anos de crescente desemprego e exaurimento de empresas e setores, como ser otimista nesse quadro?

    A Lava Jato não significa aperfeiçoamento e sim mudança de trilho na politica, vai desaparecer o financiamento de politicos por empreiteiras, o que fortalece os politicos que tem fortuna propria e os candidatos de igrejas e seitas, que se financiam dentro do grupo, tudo isso não é bom para a democracia. Ao mesmo tempo a Lava Jato quebra a espinha dorsal de um grande setor dinamizador de negocios, concessões e obras no Pais e nada ficou no lugar. Sem as empreiteiras não se melhora a infra estrutura do Pais e isso vai custar infinitamente mais que os valores pretensamente recuperados em propinas.

    O texto não aponta qual o gatilho que vai relançar a economia brasileira na rota do crescimento, pelo que está hoje não há esse gatilho e o Pais deve atravessar um longo ciclo de estagnação e miseria sem perspectivas de melhora.

    Inqueritos, processos e prisões não são o caminho do desenvolvimento em nenhum cenario economico e social.

    O texto é oco e mero “wishful thinking” não tem elementos de concretude para lastrear o que afirma, é o que alguem “acha” que vai acontecer, sem dizer porque, como ou de que modo tudo vai ficar melhor.

    1. Lucas Tranquilin Silva

      11 de agosto de 2015 12:10 pm

      E o embasamento?

      “Temos ainda dois anos de crescente desemprego e exaurimento de empresas e setores. (…) o Pais deve atravessar um longo ciclo de estagnação e miseria sem perspectivas de melhora.” – de onde você tirou isso? da CBN? isso que você afirma como verdade inconteste é justamente o que os especialistas refutam em suas análises. Quer que eu acredite em você em vez de eles, é isso?

      1. Andre Araujo

        13 de agosto de 2015 2:22 am

        Nada a ver. Escrutinar o

        Nada a ver. Escrutinar o futuro não exige a “”verdade”” porque ninguem sabe qual vai ser o futuro, voce pode dar uma visão sua, não uma verdade, porque é algo que vai acontecer, então ainda não se materializou uma verdade, a minha opinião vale tanto a de qualquer outro humano.

    2. ruyacquaviva

      11 de agosto de 2015 2:32 pm

      Prezado Araújo, vou tomar a

      Prezado Araújo, vou tomar a liberdade de registrar este seu comentário para uso daqui a um ou dois anos, talvez menos, em uma análise comparativa de discursos ao longo do tempo. Fixo-me principalmente nas frases:

      “Temos ainda dois anos de crescente desemprego e exaurimento de empresas e setores, como ser otimista nesse quadro?”

      e

      “o Pais deve atravessar um longo ciclo de estagnação e miseria sem perspectivas de melhora.”

      Muitas pessoas fizeram essas mesmas afirmações em 2008 e quando confrontadas com elas no segundo semestre de 2009 e em 2010, negaram ter feito tais afirmações. Coo o sistema do Blog não permite localizar facilmente os comentários pelo conteúdo, vou salvar texto e imagem de sua afirmação e comparar os eventos futuros com a suas afirmações feitas no presente momento.

      Ambosê somos participantes antigos do blog e tenho certeza que em breve estaremos revendo este momento, agora com uma prova material para identificar em um futuro próximo quem tem razão neste momento, já que minha opinião é conflitante com a sua.

       

       

      1. Andre Araujo

        13 de agosto de 2015 2:26 am

        Meu caro Ruy, ninguem é sabio

        Meu caro Ruy, ninguem é sabio com relação ao futuro, cada um de nós pode dar seu palpite sem riscos, não sei se é isso que vai acontecer, é apenas minha opinião, que pode não coincidir com a sua. 2015 não tem nada a ver com 2008, quando havia uma crise financeira nos EUA e nos só poderiamos pegar o reflexo dela mas aqui não havia uma crise endogena, hoje a crise é domestica e não reflexiva, as causas são internas e resultam de desequilibrios construidos aqui.

  2. Jose Mayo

    11 de agosto de 2015 12:09 pm

    Bacana isso… Tudo acabando numa grande e bem temperada pizza!

    Uma delação aqui, outra ali… os otários satisfeitos da impressão de que foi feita “justiça”, os meliantes mais ainda pelo “preço pequeno” da traquinagem espoliativa com direito a guardar parte da propina… Maravilha!

    Das cinzas desse lamaçal desidratado poderá sim, surgir, da “república de bananas” que vivemos hoje, uma outra, de “figos e mel” (também terá melão com presunto parma, para alguns), onde os ex-corruptos deitarão novas raízes e se tornarão “novos-corruptos”, com novos esquemas e sinecuras brotando como fungos em terra molhada…

    É isso! Nem bananas e nem figos! Montaremos a “República do Cogú”, com direito a chá das cinco!

    E que siga a festa hipócrita!

  3. rdmaestri

    11 de agosto de 2015 1:00 pm

    O parlamentarismo nunca vingará no Brasil!

    O parlamentarismo tens suas vantagens e desvantagens, sobrevive tanto em países estáveis como países sujeitos a crises endêmicas, logo poderia sem problema nenhum ser introduzido no Brasil, entretanto ele possui uma característica que o torna COMPLETAMENTE INVIÁVEL NA ESTRUTURA POLÍTICA DO NOSSO PAÍS, a necessidade de uma gerência profissionalizada no governo do Estado.

    Para que haja um sistema parlamentarista é necessário que todos os cargos abaixo de ministro e excetuando um secretário particular deste o resto dos cargos deveriam ser ocupados por funcionários de carreira. Isto pode parecer bom, mas não tanto! Então vejamos o porquê.

    Primeiro, com a introdução do parlamentarismo deve-se praticamente extinguir praticamente todos os cargos de confiança (CCs) e substituí-los por uma burocracia estatal de carreira.

    Num parlamentarismo nada impede que o primeiro ministro seja substituído três ou até mais vezes num ano, formando-se gabinetes sucessivos de partidos ou de coligações totalmente adversas, para tocar a máquina estatal deve-se contar com uma administração que não fique sujeita a estas mudanças permanentes, senão a cada mudança de gabinete todo o quadro diretivo de segundo e terceiro escalão deverá ser mudado.

    No sistema presidencialista atual uma mudança de ministério não implica necessariamente numa mudança de todos os escalões de governo, pois o poder ainda pertence ao presidente da república, governadores e prefeitos, no caso de um parlamentarismo o poder ficaria dividido, o Estado sobre o poder de um Presidente (ou governador ou prefeito) e o Governo nas mãos de um primeiro ministro ou de cargos congêneres nas demais unidades.

    Com o Presidente pertencendo ao mesmo partido do primeiro ministro este problema de gestão é mais ou menos minimizado, porém como o Estado sempre é muito poderoso, quem poderia virar uma “Rainha da Inglaterra” seria o primeiro ministro e não o Presidente.

    Já no caso de termos um Presidente de um partido ou tendência ideológica diferente do primeiro ministro, coisa que é corrente em países parlamentaristas, se estabelece o que se chama a COABITAÇÃO, ou seja, dois governantes com visões políticas antagônicas um dependendo do outro. Se o país não tem uma longa tradição parlamentar e não houver uma certa tolerância entre o primeiro ministro e o presidente toda a região de superposição de poderes, que inevitavelmente existe em todos os sistemas parlamentaristas, é paralisada por ordens conflitantes.

    Pode se pensar que no sistema parlamentarista com a extinção dos CCs a profissionalização da gestão pública a estrutura governamental se tornaria mais enxuta e o grau de corrupção diminuiria. Pois a experiência diz ao contrário, em países parlamentaristas o número de funcionários em relação a quantidade da população é muito maior, e para que se estabeleça um controle da ação dos burocratas o sistema judiciário deve ser alterado criando tribunais administrativos que sirvam para julgar os desmandos dos funcionários de quadro.

    Quanto a corrupção ela tende a aumentar até que décadas após a introdução do sistema se crie sistemas de controle. Um ministro recém empoçado num sistema parlamentarista pode receber centenas de documentos que deverão ter sua assinatura de imediato e no meio destes documentos certamente estarão algumas dezenas de legalidade duvidosa, logo um ministro deverá antes de começar a despachar normalmente se inteirar de toda a burocracia estatal, o que levará a um período longo de inação do governo. Se sobreposto a este período de adaptação aos trâmites burocráticos houver mais uma mudança de governo teremos uma total paralisação da máquina pública durante meses ou mesmo anos.

    Outro problema que não se leva em conta é que com um sistema parlamentarista as garantias de estabilidade dos empregos na função pública deverá ser ainda maior, pois se cada primeiro ministro mover ou substituir cargos de segundo e terceiro escalão a vida destes funcionários virará um inferno. Por outro lado esta caracterização de todo o quadro funcional como uma Cargo de Estado, se dará poderes ilimitados as corporações de classe. E como no judiciário, a cada passagem de um novo primeiro ministro benefícios como os obtidos pelo o judiciário serão estendidos a toda a classe dos funcionários públicos.

    Em resumo, a instituição de um sistema parlamentar num país de tradição presidencialista terá a tendência de:

    1) Imobilizar o Estado ainda mais do que ele é.

    2) Criar conflitos permanentes entre o Presidente e Primeiro Ministro.

    3) Encarecer o Estado aumentando o número de funcionários (e funcionários aposentados, já que CCs não tem aposentadoria!

    4) Mudar a corrupção de escalões superiores para escalões mais baixos com pessoas que terão vinte ou trinta anos para forjar esquemas que enganem os controles.

    5) Tornar o Estado refém de corporações (transformando todos os funcionários como funcionários do poder judiciário que ganham duas ou três vezes mais dos que os do poder executivo).

    1. FABIO PLACIDO

      11 de agosto de 2015 5:44 pm

      PARLAMENTARISMO

      Escreveu bastante mas não mencionou o principal…Nós sabemos o que fariam parlamentares financiados pelas empresas que estão ai.

  4. Alexandre Weber - Santos -SP

    11 de agosto de 2015 1:06 pm

    O projeto Estrutura Diamante para o Brasil

    Sairá o Brasil mais forte e temperado da atual crise político-econômico-institucional?

    Esta é a pergunta de um milhão de Dólares?

    Na minha modesta opinião, lembrando a falácia da janela quebrada, concordo com o André que destruindo empresas, lideranças não se conseguirá maior desempenho político e econômico, é preciso recolocar empresas e lideranças fazendo a coisa certa, de forma a beneficiar o povo e a nação, ai sim, estaremos dando um salto de qualidade para melhorar a vida dos brasileiros.

    O Governo Dilma é um governo sem forma, um aglomerado disperso, onde cada um vê seus interesses dentro do seu universo particular, não é uma equipe que reme  o barco para o mesmo lado, na verdade, nem barco existe, estão cada um em sua balsa no salve-se quem puder.

    O Brasil quando compuser uma nova estrutura  institucional e na minha opinião a melhor é a que imita um Diamante, terá as condições mínimas e necessárias para dar Rumo e Norte ao governo, o que fornecerá a base para o fortalecimento. Crises são épocas de oportunidades, onde mudanças difíceis encontram novos caminhos para acontecer, mas a sorte só favorece aos que estão atentos e preparados para tirar vantagens disto.

    Entendo que a crise econômica ainda não fez o seu zenith, deve se aprofundar rapidamente e será de proporções épicas, mas isto não impede de irmos preparando o Brasil para suportar os seus efeitos, minimizando danos e prejuízos e explorando novas oportunidades, reformas de base como uma mudança na estrutura de governaça, com a reforma ministerial para 14 pastas e 72 secretarias já seria um primeiro passo nesta travessia de mil léguas que se apresenta de forma inarredável.

    Dilma, tenho esperança que você, com sua sabedoria e bem querer para o povo e a nação irá presente-a-la com com este Diamante, que é bruto no início, mas depois de voce lapidá-lo, resplandecerá como uma jóia rara no concerto das nações.

  5. Gilson AS

    11 de agosto de 2015 1:21 pm

    Acredito que a Dilma será a

    Acredito que a Dilma será a própria Fenix, e o menino maluquinho terá dificuldade de se eleger dep. estadual em MG.

  6. Mogisenio

    11 de agosto de 2015 2:50 pm

    Mil teses

    Olá debatedores,

    estou concordando – em  maior ou menor grau –  com todas as teses apresentadas

    E para formular a minha, partirei da tese principal que foi a do próprio texto: “especialistas dizem que o brasil deve sair mais forte da crise”. – Braga BH

    Segue-se com outras teses apresentadas pelos diversos comentaristas(autores) do blog, a saber:

    Estrutura diamante –  A.Weber

    Parlamentarismo não vingará no Brasil –  rdmaestri

    Tudo acabando numa grande pizza temperada –  J. Mayo

    O texto tem um otimismo forçado – A. Araujo

    E o embasamento? – L. Tranquilin

    A tese do Weber nos sugere que a melhor estrutura institucional  é aquela que imita um diamante, isto é, algo perene, sólido, duradouro e raro, raríssimo. Daí, suponho, nos trouxe a  sua ideia de “fortalecimento”o que pode realmente ser bom. Porém, há problemas, sobretudo, com o termo “nação” usado em sua tese.  Explico mais adiante.

    A tese do rdmaestri é expressamente taxativa:  Parlamentarismo é completamente inviável para na estrutura política do pais. E ele elencou, com bastante propriedade, as razões e alguns fundamentos para a inviabilidade. De fato, não há falar em parlamentarismo no Brasil de hoje. Todavia, Isso não quer dizer que seja impossível o parlamentarismo no Brasil. Aliás, lembrei-me de Tancredo Neves, de “parlamentarismo” contra Jango,   de eleições INDIRETAS etc.

    A tese do Mayo já é conhecida por nós. Afinal, gostamos de pizza. Ademais, os próprios “empreendedores” italianos, precusores do “empreendedorismo brasileiro”, também gostavam de pizza, não é mesmo? É certo que hoje já não são estes os nossos “empresários”, mas , é razoável supor que a tradição se encarregou de propagar o “gosto” do passado. Em suma, a pizza, de uma forma ou de outra, sempre está presente em nossas “mesas” ( inclusive, nas mesas de negociação coordenada, na das assembléias, do senado etc)

    A tese do Araújo nos remete ao otimismo forçado. Causou-me, inicialmente, uma sensação meio que paradoxal, vez que o “otimismo”, na minha opinião,  ou é otimismo ou é outra coisa. E sendo outra coisa, não será otimismo.   Difícil “qualificar” o otimismo, portanto.

    Mas acredito que  compreendi sua tese quando apontou que As crises economicas e o grande desemprego não consolidam instituições fracasssadas(…)

    Nessa esteira, fez-me lembrar da nova economia institucional ( NEI) que serve de base para o Welfare State. Todavia, há problemas sérios com este Estado de bem-estar  nos dias atuais. E se há problemas com o Estado, necessariamente, há problemas institucionais. E, se há problemas institucionais, há problemas com o USO do PODER. Lado outro, não creio que a “revolução de 1930” foi resultado de uma crise econômica que jogou preços do café no chão e ameçou a “economia” brasileira. Ora, e a “semana da arte moderna” com tenentes?

    Por último, a tese do Tranquilin refuta a tese do Araújo, alegando falta de embasamente desta ou sugerindo fundamentação da “CBN”, e , talvez (especulo) da globo, e consequentemente, da grande mídia. Se for isso, de fato e de direito, com ou sem direito, sobretudo, com “liberdade de expressão de meia tigela, estou de acordo o embasamento temerário.

    A minha tese  NÃO parte da opinião de “especialistas” sobretudo, quando “dizem” algo sem pé nem cabeça. Também não parte de estrutura sólidas, ou  do parlamentarismo inviável. Muito menos de um otimismo forçado (dado o caráter meio paradoxal da expressão e da  fragilidade ou da falaciosidade contida na “ciência econômica”).

    Mas, na minha tese também há ingredientes tais como:

    “Trigo”, mesmo que  seja “dolar”. Trigo=dolar.

    Tomate, mesmo que  possa causar forte  “inflação”. Afinal, segundo os economistas de escol , com a inflação do Tomate devemos aumentar superávit primário, baseando-se no  tripé macroeconômico para ,então, agradar os rentistas e para que “todos” nós sejamos felizes para sempre e amigos para sempre. 

    “Sal”, mesmo que este nos faça lembrar de “salário”.  Ora, sabemos que muito sal faz mal à saude. Tá salgado? Então tem muito “salário”, logo, reduza o sal para manter o “emprego”.

    Untando a panela e juntando  o trigo, o  tomate, sal e água( por favor, pouca água pois, precisamos exportá-la de graça) podemos colocar na “mesa de negociação” uma boa pizza.

    Eu também colocaria na minha tese um pouco mais de “embasamento”.

    Partindo-se então da pizza com embasamento, penso que as instituições SÃO AS REGRAS DO JOGO num  dado momento. Fortalecê-las é fortalecer AS REGRAS DO JOGO num dado momento. Democracia representantiva, com sulfrágio universal ( de meia tigela,  mas , convenhámos, bem melhor do que  o “universo”  da década de 1930!) serve para fazer parecer que as REGRAS DO JOGO não são do tipo CARACU. Mas, no fundo, vamos combinar, tem grandes pitadas de pizza a palito servida , no bar,  com uma boa caracu. Sei que não é. Mas que parece, parece.

    Democracia nos leva a pensar em algo antagônico às instituições. Aliás, nos leva a uma conclusão , embaraçosa, pois, contrária até mesmo à própria regra mor do jogo, que é a CR/88.

    Aproximando-se do final de minha tese, penso que Democracia, sem má-fe intelectual, certamente, não consegue conviver com o sistemão capitalista de transnacionais mundo afora.

    É balela pensar em democracia com sistema capitalista que empresta dinheiro ad eternum cobrando juros exponenciais a la Grécia. 

    E no Brasil, puxa vida! , ah meu Brasil….

    Quero saber quando vamos conseguir realizar só o  que colocarei agora. Veja bem, é só isso:

    Criar uma sociedade livre, justa e solidária, erradicando a pobreza( inclusive, a de espírito…capitalista ou protestante, escolha!)  Esta é a minha tese.

    E quero saber quando nossas “instituições”,  com ou sem embasamento na  “ciência econômica”,   cumprirão com este acordo. Ah, mas quero saber mesmo. É só isso que quero ver para crer.

    Saudações 

  7. Ze Guimarães

    11 de agosto de 2015 11:35 pm

    30 anos

    Fazem trinta anos que usam esta mesma história de que o Brasil sairá “mais forte da crise”.

    O Brasil sai da crise, dá um vôo de galinha pousa em outra crise. Sai da outra, dá outro vôo de galinha e pousa em outra crise. De crise em crise, passam-se as décadas.

    Como o Brasil vai sair mais forte, se várias de suas maiores empresas faliram? Camargo Correia, Odebrecht, etc. E a dpivida publica de três trilhões que estará muito maior, isto também é força? A imagem do país manchado pela guerra jurídica contra empresas bilhonárias… a insegurança de investir num país como o Brasil. Isto seria uma força terrivel.

    Francamente, pensei que só a direita tinha alucinações.

    O Brasil só sairá mais fortalecido quando fizerem outra Constituição, que realmente tenha apenas três poderes e não cinco, seis ( MP, PF, PGR, mídia e outros poderes mais). Duvido que façam, quem tem poder está confortável e não quer mudanças alguma.

  8. Ze Guimarães

    11 de agosto de 2015 11:38 pm

    “Força sem bom senso”

    “O Judiciário e o Legislativo continuam fortes, ainda que tomem rumos equivocados.”

    Nunca li asneiras de tamanha magnitude. Os “rumos equivocados” estão arruinando o país como nunca se viu em toda a história, e o autor vê uma “força” neste fato.

    Isto é que é “forçar” a popularidade de Dilma. Mas nem assim, seria mais bonito admitir que força sem bom senso de nada serve.

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