5 de junho de 2026

Os erros do jornalismo e o extrato falso de Romário na Veja

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Da Folha de S. Paulo

O extrato falso de Romário

Por Vera Guimarães Martins

“Veja” pediu desculpas e revisa a apuração do caso; o jornalismo só tem a ganhar se o resultado vier a público

Resumo para quem esteve em coma ou em Marte nos últimos dias: há pouco mais de duas semanas, “Veja” publicou cópia de um suposto extrato do banco suíço BSI que atribuía ao ex-jogador e hoje senador Romário Faria (PSB-RJ) uma conta com saldo de R$ 7,5 milhões. Ter dinheiro no exterior não é problema, desde que montante seja declarado à Receita Federal e, se o dono for político, à Justiça Eleitoral. A conta em questão não cumpria nenhuma dessas exigências.

Quem acompanha os discursos do Congresso sabe que no plenário só há inocentes. Como todo “homo brasiliensis”, o ex-atacante também negou, mas partiu ativamente para a defesa: pegou um voo para a Suíça e de lá voltou com um documento atestando que o extrato era falso e que aquela conta não era dele. O próprio BSI solicitou ao Ministério Público de Genebra que apure a autoria do crime de falsificação.

Em nota na quarta (5), “Veja” pediu desculpas a Romário e aos leitores e anunciou que está revisando passo a passo o processo de apuração. Torço muito para que a revista torne público o resultado. Refazer o caminho percorrido, desnudar o ponto do tropeço e, onde houve dano, pedir desculpas são passos imprescindíveis de um processo penoso, mas profundamente didático: fortalece os controles profissionais, obriga o jornalista a aparar sua arrogância e, creio, é um roteiro mais eficiente para manter a confiança do leitor do que tentar disfarçar o erro ou menosprezar sua importância.

Tenho a convicção (ingênua?) de que discutir erros e procedimentos às claras ajuda a combater um certo pensamento simplório de que a grande imprensa dá informação errada de propósito, para atender interesses escusos –como se ela mesma não pagasse por isso, em perda de credibilidade e de dinheiro. Nenhum veículo está livre de episódios de jornalismo ruim, mas é a forma como lida com isso que traça a diferença entre quem serve ao leitor e quem serve a outros interesses.

Romário, que anuncia pedido de R$ 75 milhões de indenização à “Veja”, diz que não ficou totalmente surpreso. “Eu sabia que isso viria. Assumi a presidência da CPI do Futebol, e as pesquisas mostram meu nome à frente na disputa pela Prefeitura do Rio.” São razões suficientes para ser catapultado ao mundo pantanoso dos falsos dossiês.

Neófito na política, o senador diz não ter ideia de onde pode ter surgido o falso extrato. “Quem passou a ficha foi alguém que, em princípio, deve ser da confiança deles [os repórteres da “Veja”]. São eles que têm que dar o nome, mas não sei se vão fazer isso”, afirmou à coluna. Eu também não, mas aplaudiria se o fizessem. A revelação do trapaceiro escancararia de quem foi o blefe.

O caso guarda similaridade com um erro que desabou sobre a Folha em 2009, quando o jornal publicou, atribuindo ao Dops, uma ficha criminal que relacionava a então ministra e pré-candidata Dilma Rousseff ao planejamento de ações armadas (leia reconstituição emhttp://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u556855.shtml). O papel também era fraudado.

“O que acho que ficou mais claro ainda para mim: documento não é solução; é a coisa mais falsificável e falsificada de todos os tempos”, afirmou à ombudsman Eurípedes Alcântara, diretor de Redação da “Veja”. “Por maior que seja a certeza do repórter sobre a origem e a autenticidade, o documento é só o começo de um processo bem mais complexo de apuração. Pode ocorrer –e não estou sequer cogitando ser esse o caso do extrato– que a verdadeira história esteja em como o documento saiu de um HD ou de um arquivo na nuvem, ganhou pernas e chegou ao jornalista.”

Alcântara diz que, de certa maneira, o jornalismo funciona como as montadoras de veículos. “Elas dependem de fornecedores. Nós dependemos de fontes. Quando um fornecedor, por alguma razão, entrega um lote de peças defeituosas, a montadora faz imediatamente um ‘recall’. Não adianta limitar-se a culpar o fornecedor. O reconhecimento rápido, público e sem rodeios do erro equivale no jornalismo ao ‘recall’ das montadoras. O leitor confia em nós, não nas nossas fontes.” Então, é por essa confiança que ele merece conhecer todo o enredo.

Ombudsman tem mandato de 1 ano, renovável por mais 3, para criticar o jornal, ouvir os leitores e comentar, aos domingos, o noticiário da mídia

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46 Comentários
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  1. Jorge Lima

    9 de agosto de 2015 4:53 pm

    É piada isso?

    Porque a sério não pode ser. Menos mal que é online, pois só foram desperdiçados bits. 

  2. Carlos FM

    9 de agosto de 2015 4:54 pm

    Bizantinos!
    Que lindo! Como são puros e angelicais os responsáveis pelo jornalismo de esgoto da Foia e da Óia!

  3. Gilberto Cruvinel

    9 de agosto de 2015 4:59 pm

    A Ombudsman da Folha esteve em coma ou em Marte?

     

    A quem a Ombudsman da Folha acha que convence (ou engana) com essa postura “Oh que bom que Veja está apurando onde foi que o  processo de apuração falhou, isso melhora o jornalismo e atende o leitor”?. Ou ela acha mesmo que Veja ainda tem algum cacife para se colocar na posição de “estamos apurando onde foi que erramos”?

    Basta citar três episódios onde o “processo de apuração de Veja falhou”: 1) a longa parceria Veja/Carlinhos Cachoeira, onde o bandido criava factóides para derrubar inimigos/concorrentes e Veja dava em manchete 2) a invasão do quarto de hotel de José Dirceu 3) a capa de Veja na véspera da eleição de 2014 pela qual a revista foi condenada a dar direito de Resposta.

    Vera Guimarâes é quem deve ter estado de coma ou em Marte nos últimos anos para escrever como se a revista ainda tivesse alguma credibilidade ou achar que, nós leitores, somos todos adolescentes aprendendo a ler notícias.

    1. Cafu

      9 de agosto de 2015 5:28 pm

      E é cínica a comparação com o episódio da ficha falsa da Folha.

      A Folha nunca admitiu o erro. Depois de dois laudos técnicos comprovando a fraude, o jornal afirmou em editorial que não podia sustentar nem negar a falsidade da ficha. Saiu pela tangente e não reconheceu a barrigada.

    2. Under_Siege

      9 de agosto de 2015 5:29 pm

      ombudsman de meleca…

      esta tal Vera Guimarães. A que melhor representa a face ditabranda da FSP desde a criação do cargo.

       

      Patética! 

       

      1. veranis

        9 de agosto de 2015 5:44 pm

        Realmente é péssima. Havia lá

        Realmente é péssima. Havia lá um ombudsman que era bom. Marcelo Leite. Mandei-lhe vários e-mails quando assinava a folha e ainda  tinha a ilusão de que poderia se tornar um jornal decente, e ele me respondeu a todos de verdade, não com aquelas mensagens automáticas. Não durou, pois era duro com o jornal, e a folha prefere ombudsman de enfeite como essa senhora vera.

  4. stanilaw Calandreli II

    9 de agosto de 2015 5:16 pm

    Carlinhos Cachoeira.

    É o meu palpite! Siga o Cachoeira que chega lá! 

  5. Edivaldo Dias Oliveira

    9 de agosto de 2015 5:22 pm

    Céus! quanto cinismo.

    Por que classificar seu texto de igenuo seria uma ofensa a jornalista. Assim, é mais autentico e honesto qualificar sua autora de cínica. Que tempos…

     

  6. Emma

    9 de agosto de 2015 5:32 pm

    Outro…

    Outro que está processando a Veja pelo mesmo motivo é Máximo Kirchner, filho da presidente argentina e candidato a deputado nas eleições que estão ocorrendo hoje no país vizinho.

    Em março a Veja e o Clarin – grupo editorial inimigo explícito dos Kirchner – publicaram que Máximo tinha uma conta no exterior. Quando questionados Veja diz que a fonte foi o Clarin e vice-versa !!! O editor argentino disse que “não teve tempo de ouvir o outro lado antes de publicar a denúncia, pois era hora do fechamento”. Tóooim…irmãos siameses Veja e El Clarin!

  7. Edsonmarcon

    9 de agosto de 2015 5:34 pm

    Quem falsificou?

    O documento era falso. QUEM falsificou?

     

     “Elas dependem de fornecedores. Nós dependemos de fontes. Quando um fornecedor, por alguma razão, entrega um lote de peças defeituosas, a montadora faz imediatamente um ‘recall’. 

     

    O cara está dizendo que o documento com “defeito” veio do “fornecedor”.

    Que se não me engano foi o MP.

     

    Com a palavra agora, o MP.

  8. Marco St.

    9 de agosto de 2015 5:39 pm

    Parafraseando o Tim Maia,

    Parafraseando o Tim Maia, isso só existe no Brasil:

    Prostituta se apaixona, cafetão tem ciumes, traficante se vicia e pobre é de direita.

    Completaria com “Ombudsman de jornal picareta cobra honestidade e rigor de revista picareta.”

    É o fim!! 

     

  9. Manoel Junior

    9 de agosto de 2015 5:42 pm

    Não merece crédito.

      O problema não é a fonte. O problema é quem vai à fonte.

  10. MarFig

    9 de agosto de 2015 5:45 pm

    Ué, não foi o jornal que essa

    Ué, não foi o jornal que essa moça trabalha que publicou a ficha falsa da Dilma? 

  11. Marco Vitis

    9 de agosto de 2015 5:46 pm

    Vera e Veja

    Vera tem a mesma raíz que Vero, Verdade.

    Porém, essa análise da Vera é uma desavergonhada Falácia.

    Somente  a Vera ainda não compreendeu que a Veja serva a outros interesses e NÃO ao leitor.

    Vera e Veja – uma pequena diferença…

  12. Luiz Fernando Mendes de Santana

    9 de agosto de 2015 6:02 pm

    Antes de publicar que tal checar?

    A ombudsman da Folha é uma “inocente”!

    Falou, falou e não disse o óbvio: A VEJA não checou com o Banco se o extrato era verdadeiro!

    A comparação com as montadoras é ridícula, pois 99% dos erros são de projeto.

    Enfim. 

    Pra que serve um ombudsman?

  13. Ricardo Cavalcanti-Schiel

    9 de agosto de 2015 6:13 pm

    Cinismo ao quadrado

    A articulista funda a sua análise em uma premissa notoriamente equivocada: Quem disse que a Veja está interessada em fazer jornalismo?

    E como ela fala do alto de um órgão de midia que compartilha a mesmíssima perspectiva da Veja, então, essa verborréia toda sobre “jornalismo” só pode ser uma coisa: exercício de cinismo.

  14. Jossimar

    9 de agosto de 2015 6:17 pm

    É impressão minha ou opost

    É impressão minha ou opost está defendendo a incompetência da Veja?

    Nesta caso foi cometido um crime. vai ficar por isto mesmo?

    É por isto que o Brasil virou uma escilhambação.

  15. Dão Ferreira

    9 de agosto de 2015 6:28 pm

    Os erros do jornalismo e o extrato falso de Romário na Veja

    Tá de brincadeira né dona Vera? Me recuso a crer que a senhora quer dar um clima de seriadade  a essa porcaria chamada Veja!

  16. Jair Fonseca

    9 de agosto de 2015 6:43 pm

    “Erros”?!
    Faz-me rir!

    “Erros”?!

    Faz-me rir!

  17. Arthemísia

    9 de agosto de 2015 6:53 pm

    Onde estavam os justiceiros

    Onde estavam os justiceiros do MP e do Judicário que não impediram mais um crime da imprensa? Minha teoria é a seguinte: se a Folha tivesse sido condenada pela ficha falsa de Dilma, a Veja poderia não ter feito a mesma coisa com Romário e tantas outras pessoas. Da mesma forma, se o MP e o Judiciário tivessem investigado as denúncias envolvendo a empreiteiras e a Petrobras em 1996, o país teria evitado a perda de tantos milhões. O crime no Brasil compensa e continuará compensando porque a justiça continua sendo seletiva.

  18. joão adalberto

    9 de agosto de 2015 6:59 pm

    UMBERTO ECO

    Ele é que tem razão.

  19. alfredo sternheim

    9 de agosto de 2015 7:13 pm

    Estragos em reputações

    O artigo da ombudsman da Folha passa bem distante de um fato incontestável: uma reportagem ou manchete mentirosa estraga reputações. Nem sempre o  leitor que leu a mentira toma conhecimento da correção ou pedido de desculpas muito tempo depois (as vezes, anos como no caso de um famoso ator de TV no Brasil). Resultado: a mentira fez o seu estrago. No caso de Romário, o estrago pode ter sido menor porque ele foi rápido, botou a boca no trombone e viajou até Genebra. Caso não existissem essas atitudes, muita gente estaria pensando que Romário realmente enganou o fisco, como disse a Veja. Mas nem a Veja, nem a Folha, nenhum orgão da imprensa está preocujado com reputações destruídas. Caso contrário, estariam brigando por uma justiça mais ágil , mais rápida nas suas respostas nesses casos principalmente. Em vez disso, fica elogiando o jogo de cena de uma ministra do STF quando disse que “cala a boca já morreu”, ao apoiar as biografias não autorizadas. Ela poderia ter se empenhado em criar mecanismos do Judiciário para respostas rápidas também nesses casos. Em tempo: segundo pesquisas de faculdades públicas de Direito, a média do tempo de uma ação nosso Judiciário, desde a primeira apresentação até a sentença final é de sete anos. Triste Brasil com essa Justiça dispendiosa e lerda.

  20. João de Paiva

    9 de agosto de 2015 7:30 pm

    Ha, ha, ha, ha,ha, ha!!!

    Ha, ha, ha, ha,ha, ha!!! Parece piada uma ouvidora – que em tese deveria representar o olhar atento, observador e crítico do público leitor – se esforçar por defender o indefensável, a desonestidade, a mentira criminosa praticada semanalmente pela revista da editora abril (em minúsculas, que é mais do que essa editora merece). O espírito de corpo é tal que ainda coloca sob suspeição o Senador Romário Faria. Quanta cara de pau e desonestidade intelectual da ouvidora Vera Guimarães Martins! Não sabe a jornalista que qualquer cidadão, inclusive  parlamentar, é, segundo a Constituição Federal, inocente até que se prove o contrário e que a decisão condenatória tenha transitado em julgado na última instância, o STF? E a ouvidora da FSP ainda vem contemporizar com o editor da “óia”. Francamente! A ouvidora deveria fazer como aquele jogador perna de pau: dizer que está com dor de barriga e pedir para ser substituída no intervalo. Vai procurar tua turma, Vera!

  21. JoãoP

    9 de agosto de 2015 7:46 pm

    Essa Vera, com esse cinismo

    Essa Vera, com esse cinismo tosco, não poderia trabalhar em outro orgão do PIG; ah, ia esquecendo, a veja também daria emprego a ela.

  22. Orlando2

    9 de agosto de 2015 8:34 pm

    O
    Erro é o car…..io!
    A quem pensa que engana esta senhora?

  23. IZA13

    9 de agosto de 2015 8:37 pm

    Pra que serve

    Sério mesmo?

    Pra que serve a ombudsman da Folha? 

    Só se for pra gente dar boas gargalhadas.

    É piada pronta na certa.

    Prefiro Zé Simão como ombudsman. Tenho certeza que seria muito honesto.

  24. Ulisses s

    9 de agosto de 2015 8:57 pm

    A Veja vai corrigir seu erro?

    Sim, na hora que pagar os 75 milhões de indenização ao Romário. Aí vão descobrir o erro. E abrir a porteira para novos processos contra a imprensa. Jurisprudência. A não ser que a justiça for novamente canalha. Como sempre foi.

  25. Fernando Cravo

    9 de agosto de 2015 9:12 pm

    Não houve erro

    Houve banditismo. Tem que pagar.

  26. Quintela

    9 de agosto de 2015 9:26 pm

    Desculpe Nassif e

    Desculpe Nassif e leitores.

    Sei que aqui tem a democracia e a pluralidade de pensamentos.

    Mas essa matéria é uma imbecilidade sem fim.

    Todos nós sabemos como VEJA faz “jornalismo”… 

    Uma montadora não aceita as peças do fornecedor sem conferir as especificações solicitadas e sem os teste rigorosos por amostragem.

    Até o último segundo VEJA acusou e condenou.

    Será que os Civitas não sabem o que passa em VEJA?

    Será que Nassif ainda acredita nisso?

    VEJA e Falha… Juntas no famoso ABRAÇO DOS AFOGADOS. 

    Uma mente e a outra confirma.

  27. jcordeiro

    9 de agosto de 2015 9:55 pm

    Verdade verdadeira

    Nassif: nossa ingenuidade não pode descer tão baixo a ponto de imaginar que isto vá dar em alguma coisa. A Veja, mesmo nos seus momentos de glória, sempre foi safada, parcial e sensacionalista. Mesmo com a ausência do “Capo” Civita, continuou ela alcoviteira e alarmista, vendendo ilusão de imparcialidade e de jornalismo puro e idealista. Só visava (e assim continua) o lucro. Tanto que, com a crise, esta prestes à bancarrota. Por outro lado, não podemos esquecer a figura pitoresca do senador Romário, dizendo-se “indignado”. É matreiro o suficiente para fazer da atual situação um palanque para qualquer coisa que lhe garanta vantagem eleitoral. Idealismos, nem pelo futebol. Evidentemente, isto não seria motivo para a Veja despejar sobre ele, ou quem quer que seja, as costumeiras inverdades. Mas não vou estranhar se a Empresa, garantindo-lhe cobertura total e irrestrita na campanha para prefeito do Rio, não consiga um acordo amigável, ficando apenas no pedido de desculpas. Promete, como o doleiro Youssef, regenerar-se, despachar os 2 repórteres, mais um ou outro funcionário envolvido, e as coisas ficam “como dantes no quartel d’Abrantes”. Até essa de “investigar a fonte do documento” é piada de mau gosto. Possivelmente criem um laranja, a ser remunerado por caixa 2, e as coisas imitarão a “Transamazônica”, que sai do nada e segue até coisa nenhuma. Na verdade, este é o retrato de corpo inteiro, sem retoques, da grande mídia brasileira.

  28. TALES MICELI FAVA

    9 de agosto de 2015 10:15 pm

    Recall??? Lensei estar tratando de seres humanos
    Igual um recall? Amigo estamos falando de pessoas aqui. Essa visão mecanicista do ser humano é ultrajante. Saiba que jornalismo trata de pessoas, e essas nem de longe são parecidas com veículos. Quando uma fonte difama erroneamente um inocente, este pode ter sua vida arruinada, e não há Recall ou peça que reponha isso. Deveríamos discutir como impedir que o jornalismo tendencioso e arrogante, que não representa toda a sociedade cívil, exerça sua função sem ética, sem escrúpulos, e sem compromisso com a verdade.

  29. Egomet Leão

    9 de agosto de 2015 10:39 pm

    Deveria haver algum tipo de

    Deveria haver algum tipo de pena para quem tenta manipular opiniões, situações ou deduções que inflijam pessoas –  è isso que esta “jornalista” pensa que está fazendo. Mas, se houvesse pena para isso no Brasil, teria de ser aplicada pela Justiça e acontece que  – mesmo com o jornalismo que o País tem – o maior mal do Brasil é, disparado, a Justiça.

    O que essa pessoa, a “ombudsman (sic!)” da Folha, tenta fazer é um crime. É querer fazer de idiota a pessoa comum, sã, diferente dela. É procurar com isso diminuir ou desfazer totalmente as chahces de Romário aplicar um prejuízo bastante significativo àquela escória da Veja.

    Acontece que só quem poderia julgar e condenar a revista (que, a rigor, foi quem espalhou a calúnia) seria a Justiça e, como se sabe, isto é impossível – ela não vale o que-o-gato-enterra.

  30. Eduardo Pereira

    10 de agosto de 2015 12:20 am

    Cinismo
    Cinismo barato dessa mulher querendo explicar o inexplicável ! Corja de miseráveis , gente sem pudor , imorais ! Todo apoio a Romario no seu processo milionário contra essa corja !

  31. Iara G

    10 de agosto de 2015 12:34 am

    Ora e a Folha e sua seletividade? E a lista do HSBC

    Não divulgar de maneira séria e devida é tão pesado como o que Veja faz. Pouco a pouco caminham para a degradação, para o esquecimento. 

  32. João Marcelo Andrade

    10 de agosto de 2015 1:25 am

    Veja precisa ser punida financeiramente
    Montadoras gastam milhões de reais para fazer recall e manter a credibilidade perna seus consumidores.
    Enquanto a Veja não for punida ela vai continuar sendo esse lixo de revista.
    O problema é que o Eurípedes recorre e o Gilmar Mendes engavetamento as punições. Triste realidade da justiça brasileira.

  33. Roberto Baginski

    10 de agosto de 2015 2:14 am

    Pobre Zé Simão
    Assim, a ombudsman da folha acaba tomando o emprego do José Simão. Ela trabalha no mesmo jornal que, após ter sido desmascarado no episódio da publicação da ficha flagrantemente falsa da Dilma, “retratou-se” com um “autenticidade da ficha não foi provada.” Agora, espera que a veja dê lição de jornalismo. Faz-me rir, sra. ombudsman, faz-me rir.
    .

  34. MaGon

    10 de agosto de 2015 2:42 am

    O mercado das notícias

    Vale lembrar o filme “O mercado das noticias” de Jorge Furtado que relembra o falso quadro de Picasso que foi parar 3 vezes na capa da FSP. Alguns leitores, entendidos em artes, avisaram que o quadro, que a Falha dava como verdadeiro, era uma simples reprodução em forma de pôster (sequer tinha as mesmas dimensões).

    O jornalão só foi admitir o erro depois do filme, e bem timidamente, bem escondidinho lá pelo meio do jornal.

    Dona Vera, não é ingenuidade de reporter não. É má-fé misturada com arrogância.

  35. MaGon

    10 de agosto de 2015 2:47 am

    Aliás…

    alguém já disse que nenhum jornal faliu por apostar na falta de inteligência dos leitores. A  Veja conta com isso, mas toda regra tem sua exceção.

  36. Gilson.Raslan

    10 de agosto de 2015 3:49 am

    Muito simples: a retratação

    Muito simples: a retratação do esgoto Veja não foi para restabelecer a verdade, mas para se ver livre de entregar ao Baixinho Corajoso R$ 75.000.000,00. Simples assim.

  37. CB

    10 de agosto de 2015 10:06 am

    Será que alguém acha mesmo

    Será que alguém acha mesmo que a direção daquela editora não sabe a origem do extrato falsificado? Me engana que eu gosto. A porcaria da revista só apareceu com este ridículo pedido de desculpas porque Romário reagiu prontamente e a desmascarou, caso contrário o assassinato de reputação seguiria adiante até atingir seu objetivo.

  38. Antonio A. B. Neto

    10 de agosto de 2015 11:42 am

    Ayres Brito que ajudou a

    Ayres Brito que ajudou a derrubar a lei de impreensa estava ontem no seu lero-lero intragável e na sua “sapiência” de fundo de quintal, desfiando seu poetismo de quinta categoria, pregando abertamente o golpe contra Dilma. 

  39. drigoeira

    10 de agosto de 2015 11:49 am

    Nassif tá querendo fazer propaganda na inveja…

    Só isto mesmo para publicar este post dos cordeiros de plantão.

    E o baixinho dando exemplo aos políticos mais experientes.

  40. Cintra Beutler

    10 de agosto de 2015 1:55 pm

    Falsa mea-culpa

    Esse panfleto – termo aqui usado na falta de outra definição mais apropriada – está fazendo o óbvio: se retratando.

    Mas não pensem os senhores que tal demonstração de “mea culpa” por parte do editor é uma prova do comportamento liso e hobesto com relação à acuidade factual ou do esmero em noticiar.fatos (ou indícios) que possam ter alguma comprovação empírica.

    É, na verdade, uma arrogante e pretensiosa falsa modéstia, postura sórdida de quem finge assumir o erro, mas continua acreditando nele. De quem posa de humilde para obter a condescendência dos seus leitores manipulados e recuperar a suposta – porém inexistente – “credibilidade”. Como se a Abril agora tivesse algum cuidado com o que ela publica.

    O Jornalismo passa ao largo desse panfleto de esgoto.

  41. Cintra Beutler

    10 de agosto de 2015 2:20 pm

    Conversinha

    Algo me diz que Veja e Folha combinaram esse artigo para limpar a barra do detrito sólido, irmanadas xifopagamente como são. Não me surpreenderia.

    É essa promiscuidade entre os comparsas da mídia que é duro aguentar. Tá tudo em casa.

  42. Cintra Beutler

    10 de agosto de 2015 2:26 pm

    Imprensa que eu gamo

    Eu dou mais crédito ao artigo abaixo que a Veja:

    http://www.hariovaldo.com.br/site/2015/08/03/policia-comprova-bomba-atirada-no-instituto-lula-era-de-chocolate/

  43. Cintra Beutler

    10 de agosto de 2015 3:01 pm

    Bomba! Dirceu estaria por trás do extrato falso de Romário”

    Dirceu estaria por trás do extrato falso de Romário para prejudicar revista Veja:

    http://www.hariovaldo.com.br/site/2015/08/06/dirceu-estaria-por-tras-do-extrato-falso-de-romario-para-prejudicar-revista/

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