
Jornal GGN – A redução da meta de superávit primário, economia para pagamento de juros da dívida pública, afetou as expectativas para a inflação, segundo avaliação do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central publicada na ata da última reunião do colegiado.
No último dia 22, o governo anunciou que a queda na arrecadação federal provocada pela retração na economia levou a equipe econômica a diminuir para R$ 8,747 bilhões – 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) – a meta de superávit primário do setor público para este ano. Anteriormente, a meta de esforço fiscal para União, estados, municípios e estatais correspondia a R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB).
“Alterações significativas na trajetória de geração de superávit primários impactam as hipóteses de trabalho contempladas nas projeções de inflação e podem contribuir para criar uma percepção menos positiva sobre o ambiente macroeconômico no médio e no longo prazo”, diz o comitê.
O Copom diz ainda que contas públicas sustentáveis contribuem para “diminuir o custo de financiamento da dívida pública, com repercussões favoráveis sobre o custo de capital de modo geral e, em última instância, estimula o investimento privado no médio e no longo prazo”.
“Especificamente sobre o combate à inflação, o comitê destaca que a literatura e as melhores práticas internacionais recomendam um desenho de política fiscal consistente e sustentável, de modo a permitir que as ações de política monetária [elevações da taxa Selic] sejam plenamente transmitidas aos preços”, acrescentou o BC.
Colegiado muda prognósticos para tarifas
Ao mesmo tempo, o Copom aumentou a projeção para o preço da tarifa de energia elétrica de 41% para 50,9%, este ano. A estimativa para o preço do botijão de gás também subiu, de 3% para 4,6%. A estimativa para o preço da gasolina ficou praticamente estável, ao passar de 9,1% para 9,2%.
De acordo com a ata, a projeção para as tarifas de telefonia é que a queda seja de 3%, ante 4,4% previstos em junho.
Para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados, o comitê projeta variação de 14,8% em 2015, ante 12,7% considerados na reunião do Copom de junho. Em 2016, a projeção para os preços administrados por contrato e monitorados é de 5,7%, ante 5,3% indicados na reunião do comitê de junho.
(Com Agência Brasil)
Deixe um comentário