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Principal concorrente de Janot, o subprocurador Carlos Frederico Santos criticou duramente o atual PGR: “tem que ter consciência e ver o que é liderança, o que é liderar”

Jornal GGN – Ás vésperas da entrega à presidente da lista dos três procuradores indicados ao cargo maior do Ministério Público Federal, Rodrigo Janot foi duramente criticado pelo subprocurador Carlos Frederico Santos, o segundo cotado à Procuradoria-Geral da República, no último debate dos candidatos, realizado nesta segunda-feira (03). “Você conhece o procurador-geral da República? Você sabe o que pensa o PGR? Ou você sabe o que pensam por ele? Me dá um norte do Ministério Público Federal? O que é lido é do procurador-geral da República ou é de terceiros?”, questionou.
O subprocurador afirmou que o comando de Janot não tem transparência de tomadas. “A gente tem que ter consciência e ver o que é liderança, o que é liderar. Líder não pode falar uma coisa e fazer outra. Porque ele é um exemplo. Líder tem que respeitar regras internas para cobrar fora da casa. O dever do líder é levar as pessoas a fazer o mesmo que ele faz”, disse Carlos Frederico Santos.
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Em resposta, o atual procurador-geral da República reafirmou, como vem fazendo em todos os discursos de campanha, que pretende continuar no posto para concluir o trabalho que iniciou contra a corrupção.
“Minha derradeira gestão terá como uma das prioridades, o acolhimento. Com esse acolhimento e juntos, vamos intensificar o combate à corrupção”, disse, criticando indiretamente o segundo cotado, o subprocurador Carlos Frederico Santos: “sem vender ilusões e alardear bravatas (…), a minha paz e a minha felicidade são fortalezas que se baseiam numa falta de ambição pessoal”.
O último evento promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), realizado nesta segunda-feira (03), colocou em debate Rodrigo Janot, Carlos Frederico e os subprocuradores-gerais Raquel Dodge e Mario Bonsaglia.
Em sua fala, Raquel Dodge também criticou o atual comando do MPF, guiado, segundo ela, por “um pensamento único e hegemônico”.
Para a procuradora, a falta maior da PGR é atuar sem diálogo e sem sequência às instâncias inferiores. “O princípio da unidade da ação institucional opera o bom efeito de exigir a integração institucional. É importante que as ações judiciais propostas em primeira instância tenham segmento garantido pela atuação dos procuradores regionais e dos subprocuradores gerais da República em suas respectivas áreas de atuação. O labor institucional deve ter começo, meio e fim”, disse.
“Para ter legitimidade e ser compatível com a Constituição, esse trabalho de coordenação deve contar com a participação de todas as instâncias. (…) Também não pode afastar independência funcional na decisão de posição contrária. São princípios que se harmonizam e contribuem para a eficiência da atuação institucional, sem determinar um pensamento único e hegemônico”, disse a procuradora.
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Já Carlos Frederico Santos referiu-se à direção de Janot como uma verticalidade “de cima para baixo”, do qual discorda. “Devemos preservar a unidade. Eu não acredito no princípio da unidade verticalizado de cima para baixo. Acredito no princípio da unidade que brota na base e chega até a cúpula do Judiciário, aonde podemos dar uma deliberação positiva. Aquilo que nós conseguimos, as nossas conquistas, em ações promovidas pelo Ministério Público devem ser mantidas a cada momento”, disse o procurador.
Para ele, a PGR deve valorizar todos os setores do Ministério Público. “A minha atitude será de outro viés, prestigiar as iniciativas vitoriosas dos colegas e não me pautar por situações diversas”, afirmou.
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Raquel Dodge lembrou sobre as dificuldades do sistema online do MPF. Para ela, é preciso ampliar as ferramentas de controle da atuação institucional. “Nosso sistema atual não dá conta do acervo do Judiciário, decorrência também da ausência de controle. (…) Falta implantar no MP um sistema de compliance e adotar ferramentas de apoio à atividade fim, para acelerar os resultados a serem alcançados”, alertou, sobre a necessidade dessas plataformas na atividade dos procuradores.
O “sistema de compliance” proposto pela procuradora, explica ela, visa estabelecer prioridades dentro de uma organização de diálogo.
“As prioridades de atuação devem ser definidas na primeira instância, em um sistema integrado de definição e monitoramento. A atuação prioritária deve ser amparada por estrutura adequada à sua implementação, conforme as respectivas necessidades. (…) Prioridades distintas exigem estruturas diferentes, com corpo técnico especializado, além de unidades de investigação com ferramentas apropriadas”, propôs.
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Também sobre as ferramentas digitais, o subprocurador Carlos Frederico Santos caracterizou o atual modelo como “uma vulnerabilidade que tem que ser corrigida”. “Temos que começar essa correção pelo Sistema Único. Ele se agiganta, a cada dia, e nós que estamos efetivamente trabalhando para ele e não ele para nós”, disse.
Para Carlos Frederico, a plataforma deve refletir as práticas de integração da Procuradoria Geral da República. “O entrosamento entre instâncias é fundamental. E essa é uma missão do procurador-geral da República, sim. Procurador-geral tem que fazer isso, mas para tomar esta medida, ele tem que estar apto e com capacidade ao diálogo”, afirmou.
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Nesta quarta-feira (05), os mais de 1 mil procuradores votarão em seus candidatos, definindo os três escolhidos para a lista tríplice que será entregue à presidente Dilma Rousseff.
paulo vi
4 de agosto de 2015 9:38 pmTodos gente muito esperta,
Todos gente muito esperta, todos gente muito ligeira. A única certeza: o menino Aécio é inimputável.
Ivan de Union
4 de agosto de 2015 10:45 pm“atual procurador-geral da
“atual procurador-geral da República reafirmou, como vem fazendo em todos os discursos de campanha, que pretende continuar no posto para concluir o trabalho que iniciou contra a corrupção”:
Eh. So que o “atual procurador” nao tem unzinho “traballho que iniciou” contra corrupcao tucana pra mostrar depois desses anos todos.
Esse porco so tem “trabalhos que iniciou” contra o petismo e contra o governo e NENHUNS outros.
Janot, vai engavetar sua vovozinha!@&*#(!!!
Elo
5 de agosto de 2015 1:17 amGanham muito!
Ganham muito!
José Muladeiro
5 de agosto de 2015 4:06 pmQue economia faria se fosse extinto!
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzz