De um lado, Ricardo Lewandowski atende a direito de defesa do deputado, de outro, MPF não quer perder elementos de prova e pressiona por condenação de réus

Jornal GGN – Com a tentativa de Eduardo Cunha de suspender o processo sobre corrupção em contrato de navios-sonda na Petrobras, que tramita na Justiça Federal do Paraná, por envolver o seu nome nas investigações, o Ministério Público Federal e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) cedem nesta semana à uma corrida de dois extremos.
Por um lado, atendendo a normativas constitucionais do direito de defesa, nesta quarta-feira (22), o presidente do STF Ricardo Lewandowski pediu a urgência ao juiz Sergio Moro, que comanda os processos da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná, para lhe enviar todos os autos do processo que envolve o lobista Júlio Camargo, o doleiro Alberto Youssef, o intermediário do PMDB Fernando Baiano e o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.
O intuito é decidir sobre um pedido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de suspender o processo, uma vez que depoimentos do lobista Júlio Camargo trazem o indicativo de que o deputado foi beneficiado no esquema. Na última semana, Camargo disse que Cunha recebeu US$ 5 milhões com a contratação de navios-sondas pela estatal.
O peemedebista havia enviado uma petição ao STF, pautando-se pela justificativa de que seu nome não poderia ser investigado por Sergio Moro. Com o foro privilegiado, o processo contra o parlamentar deve ser conduzido apenas na Suprema Corte.
A tratativa de Cunha é mais uma forma de sua defesa adiar o início do processo no STF.
Na prática, a suspensão do processo que envolve Júlio Camargo e os outros três réus anularia o efeito de prova contra Cunha, além de paralisar o processo de condenação ou absolvição dos denunciados.
Por outro lado, de posse de todas os indícios dos crimes listados, o Ministério Público Federal não quer perder a validade das investigações do caso específico. A decisão foi enviar, ainda hoje, a Moro um reforço da conclusão do órgão de que os réus devem ser condenados.
Os procuradores da República pedem que os denunciados sejam condenados a devolver R$ 296,8 milhões aos cofres públicos – valor estimado do prejuízo causado à Petrobras pelo “gigantesco esquema criminoso” montado por “empresários que pagavam propina a altos funcionários da estatal a fim de garantir contratos para a execução de projetos e empreendimentos de seus interesses”.
No pedido, o MPF traça todo o histórico já descrito na denúncia de como o esquema de corrupção ocorria. As petições com as solicitações da Suprema Corte e do Ministério Público Federal constam no andamento do processo na Justiça do Paraná. Enquanto correm contra o tempo, o juiz Sergio Moro terá à sua disposição, a partir da próxima quarta-feira (29), a ação para que decida pela condenação ou absolvição dos investigados.
Alexandre Weber - Santos -SP
23 de julho de 2015 10:00 pmCeleridade processual no STF o ex-presidente Gilmar praticou
Dois habeas corpus em menos de 6 horas.
Neste ritmo de STF dá para colocar esta quadrilha em cana em menos de dois dias.
Gilson.Raslan
23 de julho de 2015 10:02 pmCHICA, PURA CHICANA
E quem disse que o Sérgio Moro está processando o Eduardo Cunha? O nome do Eduardo Cunha foi citado por Júlio Camargo durante seu interrogatório perante o Sérgio Moro, apenas isto. É claro que com a citação do nome do deputado, o Juiz, com certeza, vai enviar cópia do interrogatório de Júlio Camargo ao STF para as providências legais, como aconteceu quando o Jaime Careca, em seu depoimento perante o MPF, citou o nome do Anastasia e do próprio Eduardo Cunha como beneficiário de propinas.
Esse Eduardo Cunha está pondo chifre na cabeça de cavalo e pensa que pode fazer com o STF o que aprontou com a Justiça do Rio de Janeiro.
Severino Januário
23 de julho de 2015 11:33 pmQuando Lewandowsky mandou
Quando Lewandowsky mandou Moro não julgar nada e mandar todo o processo para o STF, ele se antecipou ao golpe que iria livrar Cunha. Ele abortou o golpe armado para anular o processo. Agora as coisas estão bem mais claras. Tudo indica que o Júlio Camargo fez novo depoimento a pedido do Baiano e citou Cunha exatamente para que todo o processo tenha a obrigação de subir ao STF. Eles seriam então julgados lá, no STF, obrigatoriamente, juntamente com Cunha. Cumprindo este trâmite, tudo estaria perfeito, tudo estaria nos conformes. Não haveria possibilidade de que algum depoimento ou mesmo o processo todo fosse anulado. Mas há de se perguntar, onde estaria a vantagem para Baiano e Camargo em serem julgados em Brasília e não em Curitiba? Eles não queriam isso. Eles queriam exatamente anular todo o processo e ficarem livres, ou pelo menos deixarem Cunha livre.. A armadilha toda está aí: Moro ia julgar Baiano, Camargo, Cerveró, etc., em Curitiba, e ele não poderia fazer isso. Ele tinha essa intenção, tanto que já havia ditoo que não podia calar os depoentes, como se tivesse sido por acaso que citaram Cunha e ele não interferiu. quando já havia interferido por isso antes, em outros processos da Lava Jato. Todos deveriam ser julgados em Brasília. Quando Lewandowski proibiu Moro de fazer qualquer julgamento deste processo específico, ele acabou com o golpe armado. E agora o Ministério Público Aecista não se conforma com isso, e quer que Moro julgue de qualquer maneira os citados, mesmo passando por cima de ordem do STF, mesmo que o STF lhe tenha proibido de fazer isso. Estamos diante da possibilidade de uma desobediência, ou seja, da quebra do Estado de Direito, por parte de Moro, insuflado pelos conhecidos procuradores aecistas que pediram o julgamento por parte de Moro. Pelo fato de ter citado Cunha, todo o processo obrigatoriamente deverá subir para Brasília. Mas se o julgamento for feito em Curitiba para qualquer um réu, Camargo, Baiano, etc., então o processo estaria anulado, porque por ter Cunha como citado e nele só o STF poder julgá-lo. Se Moro fizer isso, julgar o que não pode julgar, então o STF estará ultrajado por um membro do próprio judiciário. Que acontecerá? Moro será destituído? Ou se fechará o Supremo?
edsontadeu
23 de julho de 2015 11:35 pmCONCORDO COM CHICA PURA e
CONCORDO COM CHICA PURA e alem do mais o caso que envolve politicos estar nas maos de Zawasck e uma coisa nao tem nada a ver com ele. O JUiz nao pode impedir que um delator cite nomes de politicos no principio o Moro pedia aos reus para evitar tiocar no nomes de politicos isso porque ele queria nadar em aguas sujas para condenar o pessoal do Pt mais expliocitamente o Vaccari .Agora que ele alcançou seus objetivos ele entao deixou que se citasse o nome do Eduardo Cunha e de Renan Calheiros.
Apenas a citaçao dos nomes dos dois nao implica rtealmente que Moro esteja abrindo algum processo contra Eduardo Cunha. e o Presidente do Supremo tem que ver esse lado e pédirt apenas que tudo que envolva Eduardo Cunha seja encaminhado como ja foi a PGR . Mais isso nao cessa os processo que ora estao nas maos de Moro. embora eu sei que a intençao deles é destruir a Petyrobras e as empreiteiras que sao responsaveisd por mais de 2 milhoes de empregos no Brasil.Moro tambem pode esta fazendo o jogo daqueles que estao por traz do jogo sujo contra o governo e as empreiteiras. Vai deixando as aguas rolarem e nas proximas eleiçoes eles fazem o carnaval deles como fizeram em 2014
chanceLer01
23 de julho de 2015 11:36 pmDepoimento forjado com
Depoimento forjado com propósitos bem definidos. Moro e Cunha jogam no mesmo time e batem um bolão. A lava-jato desde sua publicização prestou-se como instrumento de chantagem. Eduardo Campos acusado pela revista Veja nas diligências inicias, desapareceu tão logo tornou-se oposição a Dilma e ao PT. O Presidente da Câmara conhece bem as credenciais que lhe conduzem ao direito e à blindagem perante a justiça e a imprensa. Será vitimizado e logo, logo a citação de Júlio Camargo será somente mais uma em sua ficha corrida.
Severino Januário
24 de julho de 2015 1:28 amHá aí um engano. A queda de
Há aí um engano. A queda de braço não é entre o STF e o MPF. A queda de braço é, por um lado, do Moro e seus procuradores aecistas do MPF do Paraná, e por outro o STF e a PGR. Entre os primeiros parece haver a intenção de forçar uma situação em que Cunha se livre da prisão.
Senão vejamos: Os réus do processo em questão são Baiano, Cerveró e Camargo. Camargo citou o deputado Cunha em seu depoimento e por essa razão, todo o processo deverá subir obrigatoriamente ao Supremo, para que sejam todos investigados e julgados lá, tanto Cunha como os outros três.
Mas o MPF de Curitiba, ou seja, os conhecidos procuradores aecistas, querem que Moro julgue imediatamente Cerveró, Baiano e Camargo lá mesmo em Curitiba. Se isso acontecesse, o processo todo estaria anulado, porque teria sido julgado em instância incapacitada.
Mas Lewandowski, talvez pressentindo este golpe, proibiu Moro de fazer qualquer julgamento deste processo até que o Supremo esteja melhor informado e situado quanto a ele. Se Moro atender aos procuradores aecistas e desobedecer ao presidente do STF, poderá até ser destituído ou terá acontecido um golpe interno no Poder Judiciário, a partir da desobediência intencional e flagrante.
joao
24 de julho de 2015 2:16 amNao Bate!
Ate ai tudo está certa e não estou entendendo o juiz Moro não, nem o Cunha e muito menos o Renan. Tem alguma coisa não batendo certo, eram todos contra Dilma, Lula e o PT, antes a Petrobras, agora principalmente entre Cunha e os políticos no geral contra PGR, MP e Moro, o histórico/tempo no senado da atividade do senador Collor aumento minha incerteza desta relação do MP, PGR verso políticos, para Cunha estar apostando tudo além de ser culpado. A minha impressão é que isto significa fichinha e pode ter peixe graúdo nesta rede. Muito estranho a targeta negra da PF, isto não vazou foi entregue ao repórter e o estadão tirou da reta e não justificou como recebeu da PF ou de outra pessoa da justiça. Os aliados descobriram que estavam sendo passado para traz uns por outros? E qual a razão do MP, o juiz e a justiça desviarem o alvo do PT, Dilma e Lula. Ate o PIG também afastaram eles como alvo do lava jato para outras manchetes!
hsv18
24 de julho de 2015 2:43 amNassif, as vezes penso que
Nassif, as vezes penso que essa situação deplorável da nossa política é causada pela mansidão da Dilma e do PT. Prova disso, basta usar o exemplo do bumba.
André Oliveira
24 de julho de 2015 7:32 pmO peemedebista havia enviado
O peemedebista havia enviado uma petição ao STF, pautando-se pela justificativa de que seu nome não poderia ser investigado por Sergio Moro. Com o foro privilegiado, o processo contra o parlamentar deve ser conduzido apenas na Suprema Corte.
O fato de seu nome ter sido citado pelo depoente não significa que ele esteja sendo investigado pelo juiz. Não há relação entre uma coisa e outra. O único episódio conhecido que demonstra um procedimento investigativo de Cunha foi a visita da PF à Câmara e a seu gabinete para procurar dados sobre a tal documento que ele afirma não ter sido digitado em seu computador. Essa busca foi autorizada pelo ministro Zavaski que preside as investigações de políticos com foro privilegiado no âmbito da lava-jato.