4 de junho de 2026

Autoridades dos EUA denunciam pirâmide financeira de brasileiro

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Jornal GGN – A Securities and Exchange Comission (SEC, na sigla em inglês), órgão que fiscaliza o mercado financeiro nos Estados Unidos, acusa a empresa DFRF de ser uma pirâmide financeira. Segundo a acusação, a DRFR, montada pelo empresário brasileiro Daniel Fernandes Rojo Filho, captou R$ 50 milhões de 1,4 mil investidores.

A empresa diz que possui mais de 50 minas de ouro no Brasil e na África, mas o SEC afirma que o faturamento e a remuneração paga aos investidores vem dos recursos colocados pelos associados no negócio, o que caracteriza uma pirâmide financeira.

A captação de investidores começa em 2014, junto com a com comunidade brasileira e hispânica no Estado de Massachussets, mesmo local que abrigava a sede da Telexfree, outra pirâmide financeira investigada pela SEC.

Enviado por veras

Do iG

 
Promessa de lucro com minas de ouro era falsa; investidores correm risco de perder o dinheiro aplicado no negócio
 
A DFRF, montada pelo empresário brasileiro Daniel Fernandes Rojo Filho nos Estados Unidos, é uma pirâmide financeira que amealhou R$ 50 milhões de cerca de 1,4 mil investidores. A acusação é da Securities and Exchange Comission (SEC, na sigla em inglês), xerife do mercado de capitais norte-americano.

 
A empresa alega possuir mais de 50 minas de ouro no Brasil e na África, mas seu faturamento e a remuneração paga aos investidores decorre dos recursos colocados pelos associados no negócio, como é típico em pirâmides financeiras, acusa a SEC.
 
Os investidores eram enganados com a promessa de que seus recursos estariam garantidos e de que a empresa possuia uma linha de crédito com um banco suíço privado. A DFRF também mentia ao dizer que 1/4 de seus recursos era destinado a programas de caridade na Árrica.
 
“DFRF e seus operadoras alegavam falsamente que estavam administrando um negoćio de minas de ouro lucrativo quando na realidade estavam operando um esquema Ponzi e uma pirâmide financeira que explorava investidores, especialmente em comunidades étnicas, que estão ameaçados de perder milhões de dólares”, disse John T. Dugan, diretor regional associado  do escritório da SEC em Boston. “Os investidores não foram informados inteiramente sobre o valor real e a segurança de seus investimentos.”
 
Rojo Filho, segundo a SEC, retirou mais de R$ 19 milhões dos recursos investidos pelos participantes para comprar carros luxosos e pagar por outras despesas pessoais. O empresário e seis promotores serão julgados por fraude à legislação de valores mobiliários dos Estados Unidos.
 
A captação de investidores começou a ser feita em 2014, por meio de reuniões públicas e particulares realizadas po Rojo Filho e os promotores junto às comunidades hispânica e brasileira no Estado de Massachussetts, diz a denúncia da autoridade do mercado de capitais norte-americano. O volume de recursos amealhado com os investidores saltou de  R$ 314 mil em junho de 2014 para R$ 12,6 milhões apenas em março de 2015.
 
A reportagem enviou um e-mail para o endereço disponível no site da DFRF e ligou para o telefone informado no mesmo local, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
 
Em 2014, autoridade denunciou Telexfree
 
A acusação de pirâmide financeira contra a DFRF ocorre 1 ano e 3 meses depois de a SEC denunciar a Telexfree pela mesma prática. O negócio, lançado também em Massachusetts por um empresário brasileiro e outro norte-americano, ganhou fôlego ao desembarcar no Brasil, onde foi bloqueado em 2013 por uma decisão da Justiça do Acre.
 
No mês seguinte, a Secretaria de Estado de Massachusetts, que também havia acusado a Telexfree, acusou a Wings Network, outra empresa criada por também por um brasileiro, de ser uma pirâmide financeira que em 5 meses conseguiu arrecadar R$ 40 milhões.
 
Os representantes da Telexfree sempre negaram irregularidades. Os da Wings Network não foram localizados à época para comentar o caso.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. Renato Lazzari

    7 de julho de 2015 1:42 pm

    Há mais de um ano a agência

    Há mais de um ano a agência de notícias sem fins lucrativo “Pública” já denunciava esse cara.

    http://apublica.org/2014/02/chanceler-brasileiro-cartel-de-sinaloa/

     

    Isso para que não se diga que não há quem faça jornalismo sério no Brasil. Mas porque o que é produzido de notícia fora do eixo Globo-Abril-OESP-Folha (e seus aliados locais na capitais de estados) acaba sem visibilidade, senão por questões econômicas? Dinheiro privado com poder público sempre corrompe o poder público?

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