4 de junho de 2026

Cunha diz que STF não vai se meter nos trabalhos do Congresso

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Jornal GGN – Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, disse na quinta-feira (2), após a repercussão da manobra que reduziu a maioridade penal de 18 para 16 anos na Casa, que o Supremo Tribunal Federal (STF) não interfere no processo legislativo. “No máximo analisa a constitucionalidade ou não do produto acabado, que é a lei final.”

A aprovação da matéria por Cunha será questionada no STF por deputados contrários à redução da maioridade penal. Eles alegam que o presidente descumpriu o regimento interno e a Constituição ao colocar em votação, na mesma sessão legislativa, um texto que já havia sido rejeitado anteriormente.

Segundo informações da Agência Câmara, Cunha destacou que a rejeição da redução da maioridade penal na madrugada de quarta-feira (1º) foi contornada por um substitutivo, ficando resguardada a proposta original (PEC 171/93). “Acontece que não é a mesma matéria. É uma matéria da qual foi votada o substitutivo. Esse substitutivo foi rejeitado. Resta a proposta original com as suas emendas e seus destaques e as suas [PECs] apensadas. Foi isso o que aconteceu”, disse o presidente.

Precedente

Eduardo Cunha apresentou parecer do próprio Supremo que julgou, em 1996, uma situação semelhante e declarou a medida constitucional. No acórdão, o STF definiu que, no caso de a Câmara dos Deputados rejeitar um substitutivo, e não o projeto original, não se aplica o artigo 60 da Constituição. “Afastada a rejeição do substitutivo, nada impede que se prossiga a votação do projeto originário”, salientou, citando a decisão. 

O PSOL emitiu uma nota à imprensa explicando que Cunha não colocou em votação o substitutivo, porque esse texto era ainda mais radical do que o que havia sido rejeitado um dia antes na Câmara. O que o peemedebista teria feito foi apresentar uma emenda aglutinativa de maneira irregular, recortando trechos de várias PECs e emendas apresentadas ao projeto não aceito pelos deputados.

Leia mais: Explicando a manobra de Cunha para reduzir a maioridade penal

O texto aprovado pela Câmara é uma emenda dos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Andre Moura (PSC-SE) à PEC 171/93, prevendo a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, nos casos de crimes hediondos (estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Foram 323 votos a favor e 155 contra, em votação em primeiro turno. O Plenário precisa ainda analisar a matéria em segundo turno.

Com informações da Agência Câmara

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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9 Comentários
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  1. Odonir Oliveira

    3 de julho de 2015 6:03 pm

    Pelamor ! O blog hoje tá brabo, hem

    Gente, dá um refresco, vai !

    Vamos intercalar arte, música, literatura, outras informações, pelamor.

     

    1. Athos

      3 de julho de 2015 6:26 pm

      É sexta feira

      🙂

  2. Sérgio Rodrigues

    3 de julho de 2015 6:42 pm

    Uma coisa é uma coisa….

    Mas o STF tem o dever de defender a Constituição!….

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    3 de julho de 2015 6:43 pm

    Cunha não tem como decidir
    Cunha não tem como decidir pelo STF, nem pode limitar a atuação do Tribunal. Creio que ele cometeu um erro mortal: invadiu a seara alheia. Vai levar paulada logo logo. E se violar decisão judicial será enjaulado em flagrante delito.

  4. Monier.,.,.,.

    3 de julho de 2015 7:00 pm

    Infelizmente esse aí está bem

    Infelizmente esse aí está bem assessorado, porque é isso mesmo. O STF não costuma interferir no processo legislativo, para isso que existe Comissão de Constituição e Justiça nas duas casas.

    Mas se continuar com esse tipo de entrevista, talvez o pessoal se coce.

  5. Inforo

    3 de julho de 2015 7:07 pm

    Só um p…… para peitar outro.

    Só um p…… para peitar outro.

    Traduzindo: “Aqui no congresso quem manda sou eu, não ST… da pqp que mude minha decisão”

  6. Malú

    3 de julho de 2015 7:51 pm

    O imperador Cunha já

    O imperador Cunha já determinou que o Estado é Ele e pronto, acabou. 

  7. gabi_lisboa

    3 de julho de 2015 7:55 pm

    Falou o todo poderoso, cadê a tal da

    coração valente para articular um freio nesse maluco metido a napoleão?

  8. lenita

    4 de julho de 2015 1:57 am

    Faloooouuu!

    O homi falou e disse. Ponto final. Quem manda no Brasil sou eu, e mais ninguém. Ouviram ?

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