3 de junho de 2026

A injustiça contra Julian Assange

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Enviado por Adir Tavares

Do resistir.info

A injustiça contra Assange tem de terminar

por John Pilger 

No dia 19 de Abril completam três anos que Julian Assange, fundador e editor da WikiLeaks, se refugiou na embaixada equatoriana em Londres. A questão chave neste extraordinário encarceramento é justiça. Ele foi não foi acusado de qualquer crime. O primeiro promotor sueco afastou as alegações de má conduta para com duas mulheres em Estocolmo, em 2010. 

As acções do segundo promotor sueco foram e são comprovadamente políticas. Até recentemente, ela recusava-se a vir a Londres para entrevistar Assange – a seguir disse que estava para vir e depois cancelou o seu compromisso. 
É uma farsa, mas uma farsa com sinistras consequências para Assange caso ousasse por os pés fora da embaixada equatoriana. A investigação criminal dos EUA contra ele e contra a WikiLeaks – pelo “crime” de exercer um direito consagrado na Constituição dos EUA, contar verdades desagradáveis – é “sem precedentes quanto à escala e à natureza”, de acordo com documentos estado-unidenses. Por causa disto, ele enfrenta grande parte da sua vida no buraco infernal de um presídio de máxima segurança dos EUA caso deixe a protecção do Equador em Londres. 

As alegações suecas não são mais do que um espectáculo secundário em tudo isto – as mensagens SMS entre as mulheres envolvidas, lidas por juristas, só por si o ilibariam. Elas referem-se às acusações como “cozinhadas” pela polícia. No relatório da polícia uma das mulheres diz que foi “atropelada”(“railroaded”) pela polícia sueca. O que é uma desgraça para o sistema judicial da Suécia. 

Julian Assange é um refugiado sob o direito internacional e o governo britânico deveria dar-lhe o direito de passagem para fora do Reino Unido, para o Equador. O absurdo acerca dele “escapar sob fiança” é simplesmente isso – um absurdo. Se o seu caso de extradição tramitasse nos tribunais britânicos de hoje, o Mandato Europeu de Prisão (European Arrest Warrant) seria jogado fora e ele seria um homem livre. Então o que tenta o governo britânico provar com o seu absurdo cordão policial em torno de uma embaixada cujo refugiado Assange não tem intenção de abandonar? Por que não o deixam ir? 

Por que um homem não acusado de qualquer crime tem de passar três anos numa sala, sem luz, no coração de Londres? O caso Assange amplia muitas verdades e uma delas é o crescente totalitarismo global de Washington, pouco importando quem seja eleito presidente. Muitas vezes perguntam-me se penso que Assange tenha sido “esquecido”. Na minha experiência, incontáveis pessoas de todo o mundo, especialmente na Austrália, sua pátria, entendem perfeitamente bem a injustiça que está a ser cometida contra Julian Assange. Eles reconhecem a ele e à WikiLeaks ter desempenhado um serviço público grandioso ao informar milhões acerca do que os poderosos lhes planeiam por trás das suas costas, as mentiras dos governos e seus interesses escusos, a violência que eles iniciam. Os poderosos e os corruptos abominam isto, porque é a verdadeira democracia em acção. 

19/Junho/2015

O original encontra-se em johnpilger.com

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7 Comentários
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  1. Ivan de Union

    25 de junho de 2015 10:51 am

    Ele vai ser gigolado pelo

    Ele vai ser gigolado pelo resto da eternidade.  Essa historia eu ja vi na propria pele…

  2. marco aurélio barroso

    25 de junho de 2015 12:22 pm

    Nassif,

    Urge de imediato um corretor linguístico em seu excelente blog. Estamos às raias do ridículo.

    No dia 19 de abril fizeram três anos

    Não fizeram foi coisa nenhuma!

    1. Ivan de Union

      25 de junho de 2015 4:19 pm

      De fato nao fizeram mesmo. 

      De fato nao fizeram mesmo.  Releia o texto sem modificar lo.  Eh COMPLETAM.

      QUEM “completam”, a data ou os 3 anos?

    2. Anarquista Lúcida

      26 de junho de 2015 12:55 am

      Ridículo é apelar para gramatiquice na discussao de 1 tema

      Essas “normas” descritas nas gramáticas normativas sao uma ficçao. Nao só nunca corresponderam à linguagem falada de ninguém, mas só correspondiam à escrita de escritores literários da segunda metade do Séc. XIX. Desde o Modernismo nao correspondem à escrita literária (e o Modernismo está quase fazendo 100 anos!) e tb nao correspondem à escrita contemporânea de cronistas e jornalistas. Sao uma ficçao, e uma ficçao perversa.

  3. Athos

    25 de junho de 2015 12:51 pm

    Como assim numa sala sem luz?
    Como assim numa sala sem luz?

  4. Jorge Vieira

    25 de junho de 2015 1:46 pm

    Quem governa o mundo são os

    Quem governa o mundo são os ricos e poderosos e vai continuar assim enquanto os 99% restantes não se juntarem e guilhotinarem esses fdp´s.

  5. Morais Valente

    25 de junho de 2015 3:43 pm

    Já está comprovado que pelo

    Já está comprovado que pelo menos uma das mulheres que fez a denúncia contra ele é agente da CIA. Essa é a “democracia dos EUA” tão propalada por holywood e seus agentes hipócritas pelo mundo.

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