14 de junho de 2026

Contradições em depoimentos de Costa e Youssef permanecem

Depois de 14 fases da Operação Lava Jato, delatores ficam frente a frente e não solucionam divergências em informações
 
 
Jornal GGN – Já passadas 14 fases da Operação Lava Jato, em mais de sete meses desde as primeiras prisões preventivas de réus apontados no esquema de corrupção da Petrobras, os indícios que sustentam a investigação ainda são frágeis. A base de todos os processos são os depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, algumas vezes complementares, mas com informações contraditórias e divergentes. 
 
Nesta segunda-feira (22), a Polícia Federal de Curitiba colocou Costa e Youssef frente a frente, durante oito horas, pela primeira vez em um depoimento. Mas não foi suficiente. As principais divergências permanecem. 
 
Entre elas, a de Costa que afirmou que o doleiro autorizou, em 2010, o repasse de “contribuições” para as campanhas da então governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e do senador Humberto Costa (PT). O doleiro, por outro lado, afirmou que não entregou dinheiro a eles e que é possível que o ex-diretor “tenha se confundido” ou que a entrega, fruto de caixa 2 com dinheiro da Petrobras, teria sido feita por outros operadores do esquema de corrupção. Roseana e Humberto Costa negam as acusações.
 
Outro ponto ainda não esclarecido foi a divergência sobre a campanha da presidente Dilma Rousseff, também em 2010. Costa disse ter autorizado Youssef a repassar R$ 2 milhões ao caixa petista a pedido do ex-ministro Antonio Palocci, na época deputado federal e coordenador da campanha. O doleiro, entretando, disse que não fez pagamentos para a eleição da presidente e nega ter tratado deste assunto com Palocci.
 
Como não houve instalação de inquérito sobre essa parte dos depoimentos, os delegados e procuradores da Força Tarefa decidiram adiar o tema para outra acareação. O advogado Tracy Reinaldet, um dos que defendem Youssef na Lava Jato, disse, porém, que não trataram da campanha de Dilma “porque todos já estavam muito cansados”. A acareção levou cerca de 8 horas.
 
De acordo com os advogados dos dois delatores, não houve tensão nos momentos em que ficaram frente a frente, apesar de terem “trocado farpas”, em determinado momento, um apontando que o outro “não se lembrava direito”.
 
Com informações da Folha e Valor
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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16 Comentários
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  1. Mello

    23 de junho de 2015 12:02 pm

    Fugido

    Nassif, teve um que fugiu das malhas do Moro…

     

    Seria Moro “mãos de alface”, ou “seletivas”?!!?!?!?!?

    1. PauloBR

      23 de junho de 2015 12:54 pm

      Depende

      Alface no sentido de verdura ou naquele consagrado pelo Youssef?

  2. Mello

    23 de junho de 2015 12:02 pm

    Fugido

    Nassif, teve um que fugiu das malhas do Moro…

     

    Seria Moro “mãos de alface”, ou “seletivas”?!!?!?!?!?

  3. Odonir Oliveira

    23 de junho de 2015 12:16 pm

    Favorecimentos…

    VOCÊ ESTÁ NO MEU TIME?

    INTEGRIDADE?

    ÉTICA ?

    BEM COMUM?

     

    VID-20150621-WA0018.mp4

     

    [video:VID-20150621-WA0018.mp4 ]

  4. peregrino

    23 de junho de 2015 12:43 pm

    também, pudera…

    dois pilantras forjaram escudos impenetráveis e juiz acredita que a delação não é apenas para se livrarem de outras práticas nada convincentes ou legais

  5. jc.pompeu

    23 de junho de 2015 12:49 pm

    “Contradições em depoimentos

    Contradições em depoimentos de Costa e Youssef permanecem

    pois então,

    que permaneçam presos a pão e água e sem visita íntima até que se desfaçam as contradições pulp fiction nos autos da delação premiada.

  6. Marly

    23 de junho de 2015 1:08 pm

    Costa deve ter horror à Dilma…

    Não foi Dilma quem o afastou da Petrobrás em abril de 2012?   Daí…

  7. DanielQuireza

    23 de junho de 2015 1:10 pm

    Pois então as duas delações

    Pois então as duas delações devem ser anuladas e os benefícios a eles concedidos devem ser suspensos.

    Desde o começo deste caso eu tenho dito aqui que a forma como estão se utilizando da delação está equivocada.

    Ou a lei é mal feita ou estão se utilizando dela de maneira equivocada.

    Delação deveria ser de fatos concretos e pontuais, sempre seguida de provas cabais. É normal que criminosos gravem fatos e guardem documentos para se precaver. Pois bem, era só diserem os fatos concretos e pontuais e apresentarem as provas concretas.

    Da forma como estão fazendo é um verdadeiro absurdo. Falam qualquer coisa, de ouvir dizer, incriminam pessoas sem prova alguma, sem mesmo indícios. E pior, o juiz está prendendo sem que as pessoas tenham sido condenadas.

     Se o que está ocorrendo na Lava Jato for ser utilizado em todo o páis, em todas as investigações, o País estaria completamente inviabilizado. A maioria das pessoas conhece atos ilíticos de maior ou menos grau de ouvir falar ou de presenciar, obviamente que não tendo provas. Se todos fossem delatar, acabaria o País.

     

     

     

  8. batista neto

    23 de junho de 2015 1:13 pm

    Sensacional será o próximo capítulo….

    Não percam o proximo caítulo da farra do Moro. Dizem que no próximo os dois delatores vão se confrontar com trajes apropriados e serão autorizados a utilização de golpes de artes marciais curitibanas.

     

    Eu acho que, na verdade, esse Moro está precisando de um convite para ir procurar servir-se daquele expediente recomendado pelo Boechat ao malazartes.

  9. Gilson AS

    23 de junho de 2015 1:16 pm

    Diz o dito popular, ” a

    Diz o dito popular, ” a mentira tem pernas curtas, por isso não vão muito longe”

  10. Schell

    23 de junho de 2015 2:53 pm

    Não fosse a covardia do STJ,

    Não fosse a covardia do STJ, do STF, do CNJ e do MPF (com seu CNMP) e tudo isso teria acabado há tempos. Só sobrevive por conta da mídia que acovarda essa “otoridades”. Ou, pior, pelo conluio entre eles a fim de cassar o PT de qualquer maneira. Golpe dos golpes: branco, midiático, judiciário e parlamentar. Quem perdeu no voto não se acostuma: a democracia, sabemos todos, é o governo dos perdedores, pois, aos ganhadores cabe (caberia) exercitar suas políticas. Mas, o país virou essa barafunda de merda. Se pelo menos o governo tivesse bancada parlamentar ou a Dilma fosse diuturnamente à mídia…

  11. alexandredea

    23 de junho de 2015 4:09 pm

    Outros operadores ?
    Que “outros operadores” ?

    Isso não interessa à PF ?

    Por quê ?

  12. Doug_SP

    23 de junho de 2015 4:29 pm

    São réus confessos. E um dos

    São réus confessos. E um dos dois está mentindo. Se mentiram acaba o acordo delação premiada.

    Cadeia neles, simples assim. E mal sabem eles o que X9 passa no xilindró.

  13. EJ

    23 de junho de 2015 4:34 pm

    Histórias

    Quem, por alí, não anda inventando histórias, cada um com seu objetivo?

  14. João de Paiva

    23 de junho de 2015 5:38 pm

    Essa acareação é de

    Essa acareação é de FORTÍSSIMO interesse público. Por que o midiático juiz não convocou as emissoras de rádio e tv, assim como os jornais, para acompanharem? No farsesco e midiático julgamento da AP-470, figuras como Gilmar Mendes, Luiz Fux, Ayres Brito, Marco Aurélio Mello, faziam prosopopéia e encenações (pois estavam num palco, representando uma farsa, como hoje bem sabemos), para chamar a atenção e confundir, além de oprimir os réus, sobretudo aqueles do Partido dos Trabalhadores. Agora vemos a Justiça Federal da república do paraná, liderada por esse juizeco vaidoso e prepotente (Sérgio Moro), convocar dois delatores que se contradizem, na vã tentativa de conciliar o inconciável. É impossível, sob qualquer lógica com validade científica, histórica ou jurídica, conciliar contradições. Se os procuradores do MPF, os policiais federais e os magistradados estudarem um pouquinho de Matemática, Filosofia, História e Lógica perceberão que NÃO há base de sustentação para essa operação lava jato. Se os tribunais superiores aplicarem corretamente a Lei, repeitando a Constituição Federal, toda investigação DEVE SER ANULADA, por vício de origem. Ademais, foram usadas provas obtidas de forma ilícita. O precedente da Operação Castelo de Areia está aí, para não nos esquecermos. A batata do juizeco da república do paraná, dos procuradores fanfarrões e dos delegados aecistas foi colocada no forno.

  15. Ricardo S

    23 de junho de 2015 8:24 pm

    Com tantas contradições, está

    Com tantas contradições, está claro que ou os dois delatores estão mentindo ou pelo menos um deles está. Como pode um juiz mandar prender pessoas, e manter por tanto tempo presas, sem provas e sem trânsito em julgado, simplesmente porque criminosos delatores fizeram-lhes acusações?

     

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