
Da Folha
Luiz Fernando Vianna
RIO DE JANEIRO – Vai se tornando público o que era comentado desde a morte de Jaime Gold, no último dia 20: o adolescente rapidamente apresentado como responsável pelas facadas que mataram o médico, no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, não estava na cena do crime.
Ele pratica assaltos, sim, e por isso integra a lista dos “suspeitos de sempre”. A polícia parece ter lançado mão dela para mostrar eficiência e dar à sociedade e à imprensa o que estas queriam: um menor de idade para ser linchado (desta vez, apenas virtualmente).
Queridinha dos jornais quando lhes interessa, a delegada Monique Vidal, da 14ª DP (a primeira a cuidar do caso, antes da Divisão de Homicídios), comentou no Facebook que a única testemunha afirmara ser impossível reconhecer os criminosos –e quem conhece aquela área escura da Lagoa entende isso. Monique Vidal fortaleceu, assim, a hipótese de o adolescente detido ser uma “bucha”, um falso culpado.
Dos dois rapazes que roubaram a bicicleta de Gold, pelo menos um é menor de idade. Ou seja, quem defende a redução da maioridade penal pode continuar vibrando. Mas a polícia que queremos é essa, que fabrica culpados e encerra as investigações sem encontrar provas?
Na quinta (28), o jornal “O Globo” informou que policiais são suspeitos de controlar a venda de produtos roubados, sobretudo celulares, no camelódromo da rua Uruguaiana. (Isso é tão novidade no Rio quanto dizer que há tramoias na CBF.)
Vejamos, então. Os celulares roubados nas ruas rendem dinheiro para policiais. A população pede mais policiamento. Quando este aparece, prende um ladrão que já conhece, pois é um elo da mesma cadeia econômica. Se não aparece, cidadãos assustados contratam empresas de segurança privada. Entre os donos destas estão policiais e ex-policiais.
A banca sempre ganha.
Jair Fonseca
2 de junho de 2015 5:21 pmNada como um clássico do cinema.
“Vão atrás dos suspeitos de sempre”, diz o comisário de polícia ao final de Casablanca, para livrar um amigo.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=vtSmfws0_To%5D
Maria Luisa
2 de junho de 2015 5:33 pmJa vimos
Eu disse isso no comentario quando da triste morte do médico Jaime Gold, que quando assassinam alguém da classe média acima, logo a policia aparece com o suspeito-assassino-ideal. Eh quase sempre a mesma historia.
Edivaldo Dias Oliveira
2 de junho de 2015 5:57 pmÉ preto, é pobre, é favelado?
É preto, é pobre, é favelado? É suspeito…Ou seria suspreto?
Athos
2 de junho de 2015 7:08 pmA eficácia da polícia sempre
A eficácia da polícia sempre acende suspeitas.
Porque sabemos como eles fazem.
Mas não é nossa função questionar.
Existe imprensa para isso. Mas…existe mesmo?
Lenilson
2 de junho de 2015 7:16 pmA banca sempre ganha!
A banca sempre ganha! Exatamente isso, o pior é que ela não é formada apenas por poiciais bandidos.
Messias Franca de Macedo
3 de junho de 2015 12:15 am[Ainda sobre ‘clamor da
[Ainda sobre ‘clamor da turba’!
Ah essa irresponsável e criminosa ‘opinião publicada’ pelo PIGolpista e fascista!]
EXTRA! EXTRA! EXTRA!
ATENÇÃO BRASIL DO BEM!
SENSACIONAL!
Viva o inocente e honesto Henrique Pizzolato!
Viva a doutora Andrea Pizzolato!
A Verdade Vos Libertarão!
Deus é bom!
E pelos justos!
[Mensalão com recursos públicos foi o do QUADRILHEIRO/MENSALEIRO fujão réu confesso DEMoTucano Eduardo ‘AZARedo’ do time corrupto do ‘Aécio Furnas Forever’, José (S)erra, ‘Aloysio R$ 300 mil’, finado Sérgio (Gu)erra et caterva!]
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AP 470: PARA BB, DESVIO FOI BEM MENOR DO QUE PARA JB
(…)
A equipe jurídica do Banco do Brasil já encontrou comprovantes da execução de muitos dos serviços que deveriam ter sido prestados pela agência que atendia o banco na divulgação dos cartões de bandeira Visa. A equipe trabalha com elementos do inquérito 2474, que Barbosa manteve sob sigilo enquanto esteve no STF, e com dados da contabilidade e do acompanhamento de execução de contratos do próprio banco. Além do mais, as transferências não foram autorizadas apenas por Pizzolato, o que também o favorecerá.
A conclusão de que não houve o desvio que Barbosa transformou em peça fundamental da AP 470 pode não alterar a pena da maioria dos condenados mas pode fortalecer os processos de revisão criminal pelo menos em favor de Pizzolato, Marcos Valério e os publicitários Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, estes últimos ainda cumprindo pena em regime de prisão fechada.
(…)
A diferença de valores demonstrará o quanto Barbosa pesou a mão para envenenar a opinião pública em relação ao caso do chamado mensalão, embora a compra de votos nunca tenha sido provada. Onze parlamentares receberam recursos do valerioduto mas com onze o governo não formaria a maioria de que precisou para aprovar as reformas da Era Lula.
FONTE [LÍMPIDA!]: http://terezacruvinel.com/2015/06/02/acao-bb-tambem-favorece-pizzolato/:
Thais Linhares
3 de junho de 2015 10:35 amPastor (?) coloca a foto do menor na rede
Dos riscos do linchamento. Coisa que só gente muito pertubada faz: A foto do menino correu a rede, postada em primeira mão por um PASTOR em seu blog (tenho tudo em print – blog, face que postou aqui – inclusive as ameaças feitas pelos psicopatas auto-intitulados “gente de bem”). Não darei o nome do pastor, nem dos acéfalos que colocaram em suas TLs. Mas se aqui fosse um país minimamente civilizado, eles teriam de prestar contas de sua perversidade.A turma é tão BURRA que nem se tocou da incomum “eficiência” da polícia em capturar o guri (cujo endereço eles já sabiam desde SEMPRE!!!) e das manobras de manipulação midiática para forçar uma política populista e desastrosa.”Cada povo tem a justiça que merece” – cairia bem aqui pra essa massa “de bem”.Em tempo: DENUNCIEI o PASTOR e os que postaram a foto na TL segundo o procedimento padrão para CRIMES cometidos na Internet.A foto parecia tirada de DENTRO de uma viatura policial. Não havia a fonte, nem como confirmar o que quer que fosse. Mas lá estava, uma criança condenada pelo ódio burro e cego de gente que não enxerga a sujeira do próprio rabo.
Jair Fonseca
3 de junho de 2015 2:08 pmParabéns pelo que fez, Thais.
Parabéns pelo que fez, Thais. Infelizmente, a mídia corporativa e as redes ditas sociais estão estimulando o que há de pior em nosso povo.
tiao
3 de junho de 2015 11:55 amÉ a repetição cotidiana do
É a repetição cotidiana do caso Bar Bodega.