Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Em artigo na Folha, Elio Gaspari diz que a elite brasileira que forma o chamado “mercado” deveria fazer “política na vitrine” e tentar emplacar um candidato a presidente em 2018. Em vez disso, aponta Gaspari, deu o golpe em Dilma Rousseff e, agora, sonha em fazer o mesmo com Temer. Com exceção dos grupos que defenderam Marina Silva e Aécio Neves em 2014, cujas pretensões estão claras desde a última disputa, diz.
Por Elio Gaspari
O mercado abandonou Temer
A primeira ideia foi a de se eleger Aécio Neves. Faltaram 3 milhões de votos (3%). Então veio a segunda chance, a de se derrubar Dilma Rousseff. Deu certo e Michel Temer foi para o Planalto com uma plataforma oposta à da campanha de Dilma, mas com uma base de apoio parlamentar quase idêntica.
O chamado “mercado” encantou-se com a restauração de Temer e seu projeto de reformas. Agora que o governo esfacela-se, a mesma turma que contribuiu para a queda de Dilma sonha com o que seriam as reformas de Rodrigo Maia. Sabem que a da Previdência sobrevive só no essencial: a criação de um limite mínimo de idade para a maioria das aposentadorias. A trabalhista está vendida às centrais sindicais que não vivem sem a unicidade e o imposto de um dia de trabalho da choldra.
O “mercado” começou a vender Temer, comprando Rodrigo Maia. Jogo jogado. A Lava Jato ensinou muitas coisas e talvez a principal tenha sido a exposição de como o andar de cima faz política com o caixa dois.
Deixando-se 2017 de lado, vem aí 2018 e será preciso surgir um candidato capaz de enfrentar Lula (ou seu poste). Se o andar de cima parar de reclamar do Brasil, de seus políticos e da falta de quadros, poder-se-á sair da gramática que gera Temers, Aécios e Rodrigos. Basta que exponham seus quadros. Em 2014, só Armínio Fraga (com Aécio Neves) e Neca Setúbal (com Marina Silva) puseram a cara na vitrine.
Até o ano passado, a França parecia presa no dilema da falta de candidatos. Apareceu o meteoro Emmanuel Macron, fundou um movimento, elegeu-se e arrastou as fichas formando uma sólida maioria parlamentar. Antes de militar profissionalmente no Partido Socialista, Macron trabalhou no banco Rothschild. Nos últimos 50 anos a Maison Rothschild produziu dois presidentes da França. O outro foi Georges Pompidou (1969-1974). O andar de cima francês faz política na vitrine. O brasileiro passa férias na França e fala mal de Pindorama.
bonobo de oliveira, severino
9 de julho de 2017 11:40 amVitrine.
Comprar uma candidata que montou um partido para chamar de seu, aproveitando para surfar na onda dos apolíticos, horizontais e apartidários, porque não tem nome de Partido, chama-se REDE? Haja Zeitgeist (de porco!). Com a vantagem que surfaria na onda da não política, sem abandonar a desgastada bandeira ambiental, porque se chama SUSTENTABILIDADE. Isso seria jogar às claras? Na vitrine? As velhas raposas da UDN teriam muito a aprender com essa extraordinária demonstração dissimulação e de oportunismo político fisiológico, que o Gaspari tenta travestir de transparência.
Naldo
9 de julho de 2017 12:34 pmQuanto cinismo, até a mídia
Quanto cinismo, até a mídia perdeu o pudor?
O tal “mercado”, deveríamos parar de usar esse eufemismo e nomear os larápios, derrubou a Dilma, não sem antes de.promover uma campanha difamatória selvagem que levou o.mineirinho a segundo turno. Os larápios são os responsáveis pelo atual estado do país,alguns deveriam de estar presos e esse colunista pede que nos salve indicando o larapio-candidato?
Carlos FM
9 de julho de 2017 12:50 pmA voz do dono
Quaquaquaquaquá!
Gaspari posa de crítico da plutocracia, quando todo o mundo sabe que ele é seu porta-voz, assim como os jornais que publicam sua comédia sem graça
romulus
9 de julho de 2017 2:24 pmGLOBO E MORO VÃO ELEGER RODRIGO MAIA PRESIDENTE?
GLOBO E MORO VÃO ELEGER RODRIGO MAIA PRESIDENTE? E TEMER? RUIM SEMPRE PODE PIORAR! (PARTE 1)
Por Romulus
Parte (1)
– Brasil: sucessão de golpes e contragolpes. “Do mal”, mas também “do bem” (!)
– Segundo turno (literalmente? rs) dos infernos: “Fora, Temer” vs. “Fica, Temer”
– Notem: a alternativa (?!) é… Rodrigo Maia!
– Binarismo “do bem”: Globo a favor? Sou contra!
– Churchill e Simone Veil: aliança ~tática~ até com o diabo, se Hitler invadisse o inferno
– Parênteses – Siome Veil faz o feminismo avançar até na morte!
Parte (2)
Item (A): a “rodada” do “jogo” tomada no “atacado”
– Marco Aurélio Mello e Delfim Netto
– Núcleo duro debate: a marcha da História política no Brasil: golpes e contra-golpes
Item (B): a “rodada” tomada no “varejo”
– Os Juristocratas se autodefinem: Carlos Fernando, Dallagnol e Moro. Sem pudores
– O vai ou racha do acordão: o HC de Palocci no STF
– Armas de dissuasão para alvos distintos: “o fantasma de Lula Presidente” vs. “Parlamentarismo já” vs. “intervenção militar”
– Nas mãos hábeis de peemedebismo, a combinação desse arsenal nuclear incentiva o acordão.
– O drama dos blogueiros de esquerda: antes “perdidinhos” (?), agora alguns começam a “se encontrar”
– Mas os políticos ~profissionais~ da esquerda continuam com o… ~amadorismo~.
– Natural ou (bem) cultivado?
– Cassandras continuarão gritando e arrancando seus cabelos, mas…
– O contra-ataque juristocrático e o “lock-in” jurídico: deixar um fait accompli para os seus sucessores
– A temeridade política de agir como se “toda a direita e todos os neoliberais fossem iguais”
– Globo e Dallagnol confirmam, revoltados: Lula ~está~ contemplado no acordão!
– ~Está~: fotografia do momento…
– E no filme? Lula ainda restará, no final?
Item (C): golpes do futuro
– O “lock-in” via Tratado internacional
– A farsa ~e~ a tragédia da operação “Macron/ En Marche!” brasileiros
– A blindagem do STF contra um novo Presidente de esquerda
Valha-nos…
(ao gosto do freguês)
– … Deus/ Espíritos de Luz/ “Design inteligente”/ “Energias ‘do bem’ ~não~ antropomórficas”/ “Universo”/ caos aleatório randômico…
– Tá valendo qualquer apelo!
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rdmaestri
9 de julho de 2017 3:32 pmNa verdade Macron se elegeu com as calças na mão.
Há um mito que a eleição de Macron foi a coisa mais fácial que se criou na Europa nas últimas décadas, porém na verdade Macron se elegeu com as calças na mão.
A única força política que poderia fazer frente a Macron era Melénchon, e chegou muito perto, perto demais para as previsões. Se Macron tivesse ido para um segundo turno com Melénchon a sua plataforma pseudo-esquerda-direita (não é centro!) teria sido demolida em um ou dois debates e a coisas caminhariam em outra direção, mas através de uma manipulação mediática intensa onde TODA A IMPRENSA FRANCESA caiu de pau da forma mais primitiva possível (chegaram a falar que Melènchon era BOLIVARIANO!) e conseguiram frear por muito pouco a subida dos Insumises.
Porém o jogo final ainda não terminou, daqui a algumas semanas, terminadas as férias dos franceses (durante as férias nunca acontece nada) vão começar as manifestações contra a modificação da CLT deles, parece que teremos algo que nem em Hamburgo, onde uma manifestação contra o capitalismo juntou cem mil pessoas e para esconder isto apareceram do nada 8.000 black-blocs para chamar atenção não aos 100.000, mas aos 8.000.