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  1. Webster Franklin

    11 de maio de 2015 4:27 am

    Carta aberta a Mujica:”Perdão pela mídia canalha brasileira

    Carta aberta a Mujica: ‘Perdão pela mídia canalha brasileira, Dom Pepe’

     

    Postado em 10 mai 2015  por :     

    image

    Mujica, perdoe nossa velha mídia que já não sabe o que fazer.

    O senhor deve ter acompanhado com mais que justificada indignação o que o esgoto do jornalismo brasileiro tentou tramar contra a esquerda sul-americana essa semana, numa escala também continental de estupidez e cinismo.

    Talvez sejam até mais estúpidos do que canalhas, por ainda não terem se dado conta de que já não controlam a informação como controlavam.

    Se há poucos anos, o ritual tribal da nossa mídia era uma revista jogar uma acusação ao vento, o Jornal Nacional bater os seus tambores e a opinião pública estar formada, hoje quase em tempo real são desmascarados.

    Fossem outros tempos, a “confissão” atribuída a Lula, com base no que afirmavam que o senhor teria dito e não disse, seria suficiente para que vencessem uma eleição.

    Mas veja que já tentaram isso justamente nessas eleições e perderam.

    “Eles sabiam de tudo” foi a manchete de uma lamentável revista brasileira dois dias antes do segundo turno que elegeu a presidente Dilma.

    É verdade que foi por pouco, e é justamente isso que os leva às raias da loucura.

    Não aguentam mais perder ou imaginar perder outra vez em 2018. Mas há doze anos essa mídia não elege o presidente da sua preferência, e só agora o governo parece disposto a enfrentá-la.

    Regulamentação e democratização da mídia é o maior pesadelo das famílias que hoje ainda acreditam controlá-la e se veem acuadas como nunca.

    Como um gambá assustado, antes de serem devoradas pela internet, soltam então um odor terrível, que atingiu até o senhor no Uruguai, mas que logo se dissipará no ar de um mundo novo. Em parte, já foram devoradas, e agora apenas apodrecem para servir de adubo.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/carta-aberta-a-mujica/

  2. Webster Franklin

    11 de maio de 2015 4:44 am

    Depois de alguns anos de hibernação, a retomada neoliberal

    Rede Brasil Atual

     

    MARCIO POCHMANN

     

    Depois de alguns anos de hibernação, a retomada neoliberal

     

    Depois de autorizar entrada de dinheiro estrangeiro na saúde e a formação de oligopólios no ensino privado, Legislativo tenta, com a lei da terceirização, fazer o país andar para tráspor Marcio Pochmann publicado 09/05/2015 10:23 Tomaz Silva/Agência Brasil Manifestação

    Projeto da terceirização seria a maior e mais profunda reforma neoliberal do trabalho

    Após sua hibernação por mais de uma década, o neoliberalismo vem registrando sinais recentes de seu reaparecimento. Para ser introduzido ainda no início dos anos 1990, durante a passagem do governo Sarney para o de Collor de Mello, o neoliberalismo contou com três condições fundamentais. A primeira, provocada pela recessão econômica no início da década de 1990, que buscou enfraquecer seus opositores, como os sindicatos, diante da inexorável elevação do desemprego e da redução no poder aquisitivo dos salários.

    A segunda condição foi revelada pelos constrangimentos impostos pela revisão do papel do Estado através das transferências de funções públicas ao setor privado viabilizadas pela privatização de empresas estatais e corte generalizado no gasto público. A terceira condição ocorreu constituída pela implementação de várias medidas de flexibilização das regras nas áreas financeira, comercial, produtiva e trabalhista.

    Essas três condições estruturadoras do neoliberalismo dos anos 1990 no Brasil encontram-se, guardada a devida proporção, retomadas no período recente, o que pode contribuir, ao que parece, para a reversão da posição governamental que até então se movia majoritariamente contrária. Inicialmente, pelo reaparecimento de um novo quadro recessivo, capaz de alterar a trajetória positiva de elevação no nível de emprego e de ampliação salarial. Na sequên­cia, a abertura para o crescimento da presença do setor privado em paralelo à contenção do Estado em ­algumas atividades.

    Exemplo disso pode ser observado pela aprovação da legislação que incentiva a entrada de capital estrangeiro na saúde, responsável, até o momento, pela aquisição de quase meia centena de hospitais no país. Um movimento comparável localiza-se também na educação, com o estabelecimento de oligopólios privados no ensino superior e participação importante do capital estrangeiro. A contenção no gasto público em todos os níveis imposta pela retomada do programa de austeridade fiscal permanente, assim como a possibilidade de haver novas rodadas de concessões no serviço público, pode apontar para uma nova fase de apequenamento do Estado no Brasil.

    Por fim, o atual vigor legislativo expresso pelo rápido avanço da pauta patronal e antilaboral estabelecida pela condução de votações sobre a terceirização e o Simples trabalhista. De um lado, o projeto de lei da terceirização tal como apresentado poderá representar o rebaixamento das condições de trabalho e remuneração dos empregados não terceirizados ao precarizado já vigente entre os terceirizados.

    Em síntese, o trabalhador terceirizado no Brasil recebe remuneração que equivale, em média, à metade da percebida pelo empregado não terceirizado. Além disso, a rotatividade do terceirizado é duas vezes maior que a do empregado não terceirizado. De outro lado, o encaminhamento das proposições estabelecidas em torno do projeto do Simples trabalhista poderá permitir redução sensível na proteção que o empregado assalariado possui por meio da Consolidação das Leis do Trabalho. Ou seja, a maior e mais profunda reforma neoliberal do trabalho que o Brasil conhecerá.

    http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/106/depois-de-alguns-anos-de-hibernacao-a-retomada-neoliberal-4984.html

     

  3. Webster Franklin

    11 de maio de 2015 5:29 am

    Viomundo
    Celso Bandeira de

    Viomundo

    Celso Bandeira de Mello: O governador Beto Richa tem de responder pelo massacre; a sanção natural é o seu impeachment

    publicado em 09 de maio de 2015 às 20:57

    11145030_541643062643773_9200855104578793829_o-00111182653_541646615976751_4323329252472774429_o11194430_541636402644439_8330496594947513510_o

    Julgamento simbólico da violência praticada pelo governo do estado contra servidores na Faculdade de direito da UFPRF: Beto Richa é condenado por juristas.  Fotos: Théa Tavares, no Facebook

    Impeachment de Beto Richa: questões jurídicas

    por Tarso Cabral Violin, no Blog do Tarso 

    Em evento na Universidade Federal do Paraná, realizado no dia 8 de maio pela Faculdade de Direito da UFPR, o maior jurista do Direito Administrativo de todos os tempos, Celso Antônio Bandeira de Mello, disse que cabe o Impeachment do governador Beto Richa (PSDB) pelo Massacre do Centro Cívico em Curitiba no dia 29 de abril de 2015. Na carta final do evento, elaborada por juristas, concluiu-se que o governador é responsável pelo massacre contra os professores, estudantes, servidores e cidadão naquele triste episódio da história de Curitiba, do Paraná e do Brasil.

    Já que algumas expressões dos arts. 54, XI e 89 da Constituição do Estado do Paraná foram consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (ver a decisão recente na ADIn 4.791), basicamente o Impeachment de Richa deve seguir, naquilo em que for compatível com a realidade estadual, o que determina a Constituição de 1988, em face ao princípio da simetria, e da Lei 1.079/50 (crimes de responsabilidade).

    O art. 85 da Constituição da República e o art. 88 da Constituição do Estado do Paraná e art. 4º da Lei 1.079/50 definem os crimes de responsabilidade como “os atos do Governador que atentarem contra a Constituição Federal, a Constituição do Estado” e listam alguns crimes. No caso do governo Beto Richa, no Massacre de Curitiba foram desrespeitados “o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais” e “a probidade na administração”.

    Não se aplica, por decisão do STF, a exigência do art. 89 da Constituição do Paraná, que prevê a necessidade de admissão da acusão contra o Governador por 2/3 dos deputados estaduais, e que o julgamento por crime de responsabilidade seria da própria Assembleia.

    O Governador ficará suspenso de suas funções por até 180 dias, nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo.

    A Lei 1.079/50 (art. 7º) tipifica entre os crimes contra o livre exercício dos direitos políticos, individuais e sociais, “servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua”, “subverter ou tentar subverter por meios violentos a ordem política e social” e “provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis”. Claramente o governo Beto Richa descumpriu esse preceito legal.

    Também o governo não atuou com probidade administrativa, segundo o art. 9º, quando atuou ao: “expedir ordens ou fazer requisição de forma contrária às disposições expressas da Constituição”, “usar de violência ou ameaça contra funcionário público para coagí-lo a proceder ilegalmente” e “proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”.

    O processo de Impeachment contra o governador Beto Richa se dará da seguinte forma, nos termos da Lei 1.079/50 (arts. 75 a 79):

    1. Qualquer cidadão poderá denunciar o Governador Beto Richa perante a Assembléia Legislativa, por crime de responsabilidade;

    2. A denúncia assinada pelo denunciante e com a firma reconhecida, deve ser acompanhada dos documentos que a comprovem ou com a indicação do local em que possam ser encontrados, com rol de pelo menos cinco testemunhas;

    3. Apresentada a denúncia e julgada objeto de deliberação, se a Assembléia Legislativa do Paraná, por 2/3 dos deputados (Constituição Federal), decretar a procedência da acusação, será o Governador Beto Richa (PSDB) imediatamente suspenso de suas funções;

    4. Se Richa for condenado por crime de responsabilidade, perda o cargo, com inabilitação de até 8 anos (Constituição Federal), para o exercício de qualquer função pública, sem prejuízo da ação da justiça comum;

    5. O julgamento será realizado por um Tribunal de Julgamento composto de cinco membros do Poder Legislativo e de cinco Desembargadores, sob a presidência do Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, que terá direito de voto no caso de empate;

    6. Os membros do legislativo desse Tribunal serão escolhidos mediante eleição pela Assembleia legislativa; e os desembargadores serão escolhidos por sorteio.

    7. Só poderá ser decretada a condenação pelo voto de dois terços dos membros do tribunal de julgamento.

    8. Esses atos deverão ser executados dentro em cinco dias contados da data em que a Assembléia enviar ao Presidente do Tribunal de Justiça os autos do processo, depois de decretada a procedência da acusação;

    9. Aplicar-se-ão no processo e julgamento do Governador, de forma subsidiária, o regimento interno da Assembléia Legislativa e do Tribunal de Justiça e o Código de Processo Penal.

    Portanto, o que falta para que Beto Richa sofra o Impeachment?

    Que um cidadão o denuncie junto à Assembleia Legislativa do Paraná; que a sociedade paranaense pressione para que 2/3 dos deputados estaduais decretem a procedência da acusação; que a sociedade paranaense pressione para que sejam eleitos 5 deputados estaduais decentes para compor o Tribunal de Julgamento e que tenhamos sorte no sorteio dos 5 desembargadores; e que 2/3 dos membros do Tribunal de Julgamento condenem o governador ao primeiro Impeachment de governador no Brasil.

    Seria uma lição para que nunca mais professores, estudantes, servidores e cidadãos fossem gravemente agredidos pelo Poder Público.

    No lugar de Richa entraria a vice-governadora Cida Borghetti (PROS).

    Tarso Cabral Violin é advogado, Professor de Direito Administrativo, mestre e doutorando (UFPR) e autor do Blog do Tarso

    Abaixo a íntegra do julgamento

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/celso-bandeira-de-mello-o-governador-beto-richa-tem-de-responder-pelo-massacre-a-sancao-natural-e-o-seu-impeachment.html

     

  4. Oráculo

    11 de maio de 2015 9:49 am

    A Globo deita e rola na defesa de seus interesses

    Globo continua blindando Cunha

    10 de maio de 2015 | 14:16 Autor: Miguel do Rosáriohttp://tijolaco.com.br/blog/?p=26706

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    Alguma surpresa? Globo e Cunha são unha e carne. Para a Globo, Cunha é fundamental para deixar o governo sempre sob ameaça do impeachment, de um lado, e travar qualquer debate sobre democratização da mídia, de outro. Para Cunha, a Globo é fundamental para lhe blindar de qualquer denúncia.

    *

    TV GLOBO: Jornal Nacional atua como assessor de imprensa de Eduardo Cunha

    Presidente da Câmara é acusado de arquitetar requerimentos de informações sobre empresa contratada pela Petrobras que teriam sido feitos como forma forçar pagamento de propinas; jornal ‘esconde’ a notícia

    por Helena Sthephanowitz, na Rede Brasil Atual
    publicado 10/05/2015 11:19

    Apresentador William Bonner leu a notícia sem a ênfase tradicional dada às notícias que envolvem o PT
    Um dos fatos jornalísticos importantes na quarta-feira (6) foi o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A diligência foi pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizada pelo ministro do STF Teori Zavascki, dentro do inquérito que investiga o suposto envolvimento de Cunha na Operação Lava Jato.

    Cunha esta sendo acusado de ter arquitetado a elaboração de dois requerimentos de informações sobre uma empresa contratada pela Petrobras que, segundo delação do doleiro Alberto Youssef, teriam sido feitos como forma de pressão para o pagamento de propinas. Os pedidos foram apresentados na Câmara em 2011 pela hoje prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Pereira de Almeida, na época suplente de deputado. Mas registros eletrônicos mostram Cunha como autor desses requerimentos.

    Durante delação premiada, o doleiro Alberto Youssef afirmou que Cunha receberia propinas sobre um contrato de aluguel de navio-plataforma das empresas Samsung e Mitsui com a Petrobras. Disse que quem intermediaria o pagamento ao PMDB seria Júlio Camargo, representante das empresas. E que as empresas suspenderam o pagamento da comissão a Camargo, o que interrompeu os pagamentos ao PMDB. Youssef disse que Eduardo Cunha pediu “a uma comissão do Congresso para questionar tudo sobre a empresa Toyo, Mitsui e sobre Camargo, Samsung e suas relações com a Petrobras, cobrando contratos e outras questões (…) este pedido à Petrobras foi feito por intermédio de dois deputados do PMDB”. Segundo o doleiro, seria para fazer pressão sobre as empresas para retomar os pagamentos.

    O que reforçou as suspeitas do Ministério Público Federal foi o fato de que os requerimentos mencionados por Youssef de fato foram apresentados na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara por Solange Almeida. Ela assumiu ser a autora do requerimento, mas demonstrou não dominar o assunto, parecendo não ser ela a mentora do requerimento. Tanto Solange como Cunha admitiram que assessores do atual presidente da Câmara ajudaram a elaborar e redigir o documento.

    As propriedades digitais do arquivo com o texto do requerimento que estava no site da Câmara, onde aparecia o nome do autor do documento: Eduardo Cunha. Esta notícia levou Cunha a demitir o diretor do Centro de Informática da Casa, Luiz Antonio Souza da Eira. Já ex-diretor, Eira prestou depoimento ao Ministério Público, que teria sido a gota d’água para pedir o mandato de busca e apreensão.

    Essa é a notícia, e seria salutar que o Jornal Nacional, depois de narrar os fatos, objetivamente ouvisse a versão de Cunha. Mas o jornal inverteu as bolas. Colocou como protagonista da notícia não o fato, mas a defesa de Cunha, a começar pelo título “Presidente da Câmara classifica busca de documentos desnecessária”. O texto sucinto, bastante ameno, foi apenas lido batido pelo apresentador William Bonner, sem infográficos explicativos que contextualizem os fatos, sem imagens da operação de busca, sem declarações de viva voz de Cunha, nem de nenhum membro do Ministério Público. Completamente diferente de como são noticiadas outras ações da Operação Lava Jato quando os alvos foram pessoas ligadas ao PT.

    Na prática, o jornal minimizou a notícia e praticamente fez o texto que a assessoria de imprensa do deputado faria. Um vexame jornalístico.

    A diferença de tratamento no noticiário para fatos idênticos – e que teriam maior dimensão pelo cargo que Cunha ocupa –, conforme o alinhamento político com os interesses da emissora, demonstra a clara parcialidade do jornalismo. Persegue os “desafetos” que pensam e agem diferente dos interesses da emissora, enquanto protege os “amigos”, alinhados com os interesses empresariais, econômicos e de poder.

    Cunha tornou-se “amigo” da mídia oligárquica ao declarar-se contrário a qualquer marco regulatório para democratizar as comunicações. Tem colocado em votação a pauta conservadora e reacionária pedida em editoriais do jornal O Globo, como o Projeto de Lei 4.330, da terceirização ilimitada, que precariza os direitos do trabalhador. E promoveu uma sessão solene na Câmara para bajular os 50 anos de fundação da TV Globo, apesar de a emissora ter apoiado a ditadura, que chegou a fechar o Congresso por mais de uma vez. Além disso, volta e meia, tem espezinhado o governo Dilma com uma pauta oposicionista bem ao agrado do jornalismo que a Globo vem praticando.

    Não é a primeira vez que o JN protege Cunha de desgastes políticos, minimizando uma notícia desfavorável a ponto de praticamente retratá-lo como vítima acima de qualquer suspeita. Na noite do último dia 28, quando a Folha de S.Paulo publicou o documento citado acima, o telejornal deu vexame semelhante em uma matéria com o título “Cunha nega autoria de requerimento sob suspeita na Operação Lava Jato”.

    Em entrevista ao programa Fantástico no ano de 2011, a então entrevistadora Patrícia Poeta perguntou à presidenta Dilma Rousseff sobre “toma-lá-dá-cá” nas relações com parlamentares. Talvez encontrasse respostas nas atuais relações fraternas de Eduardo Cunha com a emissora em que trabalhou.

     

  5. Pedro Penido dos Anjos

    11 de maio de 2015 11:24 am

    O casamento do Dr Kalil é um

    O casamento do Dr Kalil é um retrato perfeito do Brasil. Por Paulo Nogueira

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    Postado em 10 mai 2015por : Noivos e padrinhos

    Noivos e padrinhos

    Será que Lula e Dilma têm noção do desgaste de imagem que é comparecer a um casamento com tamanha ostentação como foi o do cardiologista Roberto Kalil Filho?

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    Presumo que sim.

    E acho também que eles não faziam ideia de que o casamento atrairia tanta atenção. Era para ter uma cobertura limitada à Caras, não fosse um grupo de paneleiros que irrompeu, para alegria da imprensa.

    O noivo é evidentemente alguém apaixonado pelo poder. Em seu primeiro casamento, nos anos 1980, os padrinhos foram o general Figueiredo, o último da ditadura, e Maluf, em quem se via então um bom potencial para chegar ao Planalto.

    Agora, os padrinhos foram Lula, Dilma e Serra.

    Caso haja um terceiro casamento, bastará ver quem estará na presidência.

    Minha reflexão número 1, ao ver este tipo de coisa, é: que falta faz um Mujica no Brasil.

    Simplicidade, simplicidade e ainda simplicidade. O exato oposto do que se viu ontem no casamento.

    E hipocrisia em doses colossais.

    O jornalista Ricardo Noblat, presente, postou uma foto em que sua mulher sorri, triunfalmente, ao lado de Dilma, as duas em cintilantes vestidos de noite.

    Como tantos articulistas da Globo, Noblat vive de bater em Dilma e em Lula. Foi ele que, pouco tempo atrás, escreveu que Dilma tinha tido uma guerra de cabides com uma empregada.

    Noblat escreveu na ocasião: “Uma pessoa que não ama seus semelhantes, ou que não sabe expressar seu amor por eles, não pode ser amada.”

    Mas, pelo visto, pode ser bajulada, ou se deixar bajular.

    Dilma com Rebeca Noblat

    Dilma com Rebeca, mulher de Noblat

    Dilma não teria como fugir de uma foto tão embaraçosa, tirada pelo articulista dos cabides? Existe, é claro, a possibilidade de que ela não soubesse de quem se tratava.

    Fora disso, é incompreensível e, para mim, inaceitável.

    Na noitada paulistana, genuínos mesmo em sua estupidez e ignorância desumanas, apenas os paneleiros que foram gritar as bobagens de sempre que lêem na mídia que os imbeciliza e os manipula.

    O casamento de Kalil é um retrato da promiscuidade política que tanto atrapalha o avanço social do Brasil.

    É muita confraternização e pouco atrito. E sem atrito, sem confronto, você não remove privilégios e mamatas que fizeram do Brasil uma das eternas capitais mundiais da desigualdade.

    Jamais entendi o seguinte.

    Roberto Marinho foi um dos patronos do golpe, e um dos responsáveis pelos mais de vinte anos de duração de uma ditadura cheia de mortes, torturas e perseguições.

    Depois, manipulou um debate que custou a Lula uma eleição.

    E o mesmo Lula, ao chegar enfim ao poder, não apenas comparece ao enterro de Marinho e faz um elogio fúnebre inteiramente dissociado da realidade como decreta luto oficial de três dias.

    Enquanto isso, no mundo das coisas concretas, o governo do PT continuou, ano após ano, a colocar meio bilhão de reais em publicidade na Globo – um dinheiro que financiaria o exército de Mervais, Jabores, Kamels, Wacks et caterva.

    Você entende?

    Eu não.

    Ah, sim. Faltaram os irmãos Marinhos no casamento de Kalil.

    Mas eles estavam representados por Noblat e sua mulher, aquela da foto festiva com Dilma.

     

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