5 de junho de 2026

Inauguração do Teatro Porto Seguro é palco de protestos

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Fotos: Rafael Bonifácio (Ponte Jornalismo), Adriano Vizoni (Folha), Pedro Garbellini (GGN)

Jornal GGN – A inauguração do Teatro Porto Seguro, no bairro Campos Elíseos, em São Paulo, trouxe ao palco dois dramas distintos. Enquanto a festa corria, na última terça-feira, dia 5, dentro do belo teatro, na rua acontecia um protesto contra a higienização do centro, organizado pelo Coletivo Autônomo dos Trabalhadores Sociais. O Coletivo acusa a prefeitura de São Paulo, o governo do Estado e a Porto Seguro como responsáveis pela truculência das polícias em ação de limpeza das barracas na região da Cracolândia, ocorrido na quarta-feira, 29 de abril.

A equipe do Jornal GGN esteve nesta movimentação. O padre Julio Lancelotti fez declarações a pedido dos jornalistas presentes, enfatizando o caráter higienista da ação da empresa, que traveste de benemerência a ação de tirar do caminho o que não agrega valor ao seu patrimônio. Veja um videoclipe do protesto logo depois do depoimento do padre Julio Lancellotti.

https://www.youtube.com/watch?v=U35IfiDbbb4 height:394]

[video:https://www.youtube.com/watch?v=06RCMytxzSA height:394

Segue abaixo os posicionamentos da Prefeitura de São Paulo e da Porto Seguro, concedidos a Luís Adorno e Paulo Eduardo Dias, da Ponte Jornalismo.

Polícia tenta esvaziar Cracolândia em estreia de teatro

Confira a nota da prefeitura na íntegra:

Nenhuma atividade da Prefeitura na região da Luz serve o propósito de beneficiar interesses comerciais ou privados no bairro. A Prefeitura rejeita veementemente a acusação de “higienização” feita por movimentos sociais não identificados. O acompanhamento e leitura dos materiais disponíveis desde o início do trabalho transversal de redução de danos na Luz (http://www.capital.sp.gov.br/portal/noticia/5599) permitirá à Ponte e a seus leitores conhecer as ações e intenções da administração municipal (não se trata de “versão”).

Com relação aos dois pontos específicos questionados pelo repórter, informamos que:

  1. O efetivo reforçado da GCM depois da ação pactuada de desmontagem de barracos serviu justamente para evitar que fossem remontados, evitando assim o ressurgimento da ocupação do espaço público e da configuração específica que acarretava em “cobertura” para traficantes; e
  2. A limpeza na região é feita diariamente ou duas vezes por dia desde o início do programa De Braços Abertos. Essa ação é necessária devido ao acumulo de resíduos sólidos, relacionado à atividade de reciclagem realizada por algumas das pessoas que frequentam a região. Relacionar a ação cotidiana de limpeza à acusação de “higienismo” social é uma distorção de má-fé que só pode ser feita por pessoas desavisadas, desinformadas ou interessadas na manutenção de um status quo de extrema vulnerabilidade, insalubridade e degradação social e humana.

Procurada, a Porto Seguro se manifestou através de sua assessoria de imprensa, que informou “não possuir nenhuma relação com as ações realizadas na Cracolândia”.

Confira o posicionamento da Porto Seguro na íntegra:

“A matriz da Porto Seguro está em Campos Elíseos há cerca de 40 anos, por isso o compromisso em apoiar o desenvolvimento do bairro. Em relação ao Teatro Porto Seguro, o projeto inicial era a construção de um anfiteatro para eventos internos. No início das obras, realizadas para acompanhar o crescimento da empresa, decidiu-se investir e compartilhar esse equipamento cultural com a cidade. 

A construção do Teatro Porto Seguro tem como objetivo incentivar a cultura brasileira. A proposta é oferecer uma programação de qualidade que ao mesmo tempo estimule a diversidade do público. A companhia esclarece que não possui nenhuma relação com as ações realizadas na Cracolândia”.

 

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. Athos

    7 de maio de 2015 4:48 pm

    Como sempre digo, ideologia

    Como sempre digo, ideologia sempre atrapalha.

     

    Neste caso, o local foi limpo, não porque SP quer o lugar limpo. Esquerdas, o local foi limpo para que?

    Para a Porto seguro ganhar centenas de milhões de dólares explorando uma BOSTA DE UM TEATRO?

    Teatro tudo bem …O problema é O Capital. kkkkkkk A quem incomoda o Capital?

     

    Na boa, esquerdas, sai fora dessa lenga lenga. Se quer criticar a polícia, critique a polícia!

    Mas ficar nessa lenga lenga justo com quem COLOCOU DINHEIRO NUM LUGAR COMPLETAMENTE DEPRECIADO DA CIDADE soa meio RIDÍCULO!

     

    Século 21 e ainda essa porcaria de ideologia?

    Algo contra o centro limpo? A PM é o problema MESMO? EStão ali protestando POR CAUSA DA PM?

    Bom, não parece!

    Vá aproveitar o Centro limpo de sua cidade! 

    1. Fernando L

      7 de maio de 2015 5:51 pm

      A ideologia não é o importante neste caso…

      Você se esquece que tudo é feito dentro da lei de incentivo a cultura? O problema não é só “limpar” o centro é que você é quem paga pela limpeza, que depois vai virar um teatro enorme (propaganda permanente da Porto Seguro).

      Quer “limpar’o centro? Tudo bem … Mas precisa dar de graça prá Porto Seguro e ainda um desconto enorme no imposto de renda que ela vai usar só a metade para a reforma, a outra metade é pura publicidade das “boas intenções” da Porto Seguro. Você faz bons comentários as vezes mas tem horas que descamba para a completa ingenuidade…

      1. Athos

        7 de maio de 2015 6:23 pm

        kkkkkkk
        A PM, a violência da

        kkkkkkk

        A PM, a violência da PM, como eu imaginava, era pura retórica para as massas.

        O que nao pode é a Porto Seguro ganhar alguma coisa. Isso ja é demais.

         

        Obrigado por provar meu ponto.

  2. Altino Ferreiro

    7 de maio de 2015 5:09 pm

    Padre Julio

    Padre Julio vive da miséria humana. Vem perdendo espaço na mídia em função das boas práticas adotadas pela Prefeitura de SP em relação à população de rua: Pronatec PopRua, Braços Abertos, humanização da Guarda Civil, etc. Agora, criticar a única empresa que investe na Luz por fazer um teatro, aí já é demais.

  3. Fernando L

    7 de maio de 2015 5:45 pm

    Toma Porto seguro!!

    O povo está convidado a ir ao teatro ???

    Este é o grande cinismo desses teatros Portos Seguro, Bradesco, O Centro Cultural Praça da Liberdade, e vários exemplos Brasil afora. Ganham do governo do estado ou da prefeitura alguns prédios antigos maravilhosos mas caindo aos pedaços. Depois fazem a reforma com isenção de impostos total ( porque é dentro da lei de incentivo a cultura). E por fim montam um teatro lindo e luxuoso só para elite. Onde o povo não entra nunca ! Nem como platéia para assistir e muito menos como artista para se apresentar, porque esses teatros maravilhosos são só para artistas estrangeiros, globais ou muitoooo ricos!!

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