5 de junho de 2026

Em cerimônia de premiação, diretora fala sobre viabilidade do pré-sal

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Jornal GGN – A Petrobras recebeu o prêmio máximo da exploração distante da costa na Offshore Technology Conference (OTC), no último domingo (3). No evento, a diretora de Exploração e Produção da estatal, Solange Guedes, apresentou um panorama do pré-sal e falou sobre o desenvolvimento tecnológico. Ela também falou sobre a viabilidade da produção.

“Nós podemos garantir que o pré-sal é viável com um custo de produção de nove dólares por barril. Se considerarmos que duas FPSOs [plataformas de petróleo] ainda não estão produzindo com sua capacidade total, o custo de produção será menor ainda. A eficiência operacional em torno de 92% contribuiu significativamente para atingirmos estes custos baixos”, afirmou.

Solange Guedes disse as reservas do pré-sal excederam as expectativas. A média de produção por poço na Bacia de Santos é de 25 mil barris de petróleo por dia (bpd). Há cinco poços produzindo cada um mais de 30 mil barris por dia. Nos campos de Sapinhoá e Lula, há poços em que a média de produção chega a 40 mil barris por dia. “Esses números com certeza irão contribuir para a redução de poços em nossos futuros projetos do pré-sal, o que será um grande benefício para a redução de custos”, comentou.

A Petrobras desenvolveu tecnologias para tornar a produção no pré-sal viável técnica e economicamente. “Para conquistar o pré-sal nós investimos intensamente em tecnologia”, disse Solange. Daí o reconhecimento na OTC.

A Petrobras pretende manter a estratégia de desenvolver novas tecnologias para acelerar a curva de aprendizado e padronizar os processos. “Continuaremos impulsionando a inovação. Mais do que nunca, precisamos de tecnologia orientada para otimização”.

Solange disse que os desafios na bacia de Santos foram maiores, pois não havia infraestrutura instalada e os reservatórios  estão localizados em profundidades de água que chegam a 2.500 metros, com camada de sal de dois mil metros de espessura e reservatórios em profundidades totais de até 7 mil metros. Em Campos foi mais rápido.

Além de Solange, técnicos e executivos da companhia também falaram, sobre 10 soluções tecnológicas que foram desenvolvidas, “decisivas para o sucesso da implementação dos projetos no pré-sal”.

A empresa desenvolveu e realizou: a primeira boia de sustentação de risers; o primeiro riser rígido desacoplado em catenária livre; o mais profundo steel lazy wave riser; o mais profundo riser flexível, a primeira aplicação de risers flexíveis com monitoramento integrado; a maior profundidade de perfuração de poço usando a técnica de pressurized mud cap drilling; o primeiro uso intensivo de completação inteligente em águas ultraprofundas; a primeira separação de CO2 associado ao gás natural em águas ultraprofundas; o mais profundo poço de injeção de gás com CO2; o primeiro uso do método alternado de injeção de água e gás em águas ultraprofundas.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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11 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    6 de maio de 2015 3:58 pm

    E depois tenho que ouvir que o Brasil não tem

    indústria, se tem é um lixo, que não tem tecnologia, importa tudo e coloca só a etiqueta, ela mesmo importada do Japão ou da Alemanha, etc…

    E quando falo de minha experiência profissional, ninguém escuta já que não sou fonte de veja/exame/globonews e quetais.

    Esses leitores/espectadores da mídia “brasileira” me cansam.

  2. Hcc

    6 de maio de 2015 4:10 pm

    Que isso?

    “Nós podemos garantir que o pré-sal é viável com um custo de produção de nove dólares por barril.”

    O que que é isso? Estamos melhor que a arabia saudita. Equivalente ao custo de produção de agua mineral. Estrondo.

    Nassif,comio fica você, que aderiu à lógica do tudo errado?

    Fale-nos a respiito disso. E dos bilhões de dolares que cairam no colo da educação da pátria verdadeiramente educadora.

  3. Sergio Navas

    6 de maio de 2015 5:15 pm

    O Paulinho da Farsa Sindical

    O Paulinho da Farsa Sindical é um pelego, e não acrescenta nada a ninguém, o máximo que poderá fazer é sortear brindes em showmícios para dar quorum.

  4. Marcos Antônio

    6 de maio de 2015 5:27 pm

    9 dólares?
    Esse aqui é

    9 dólares?

    Esse aqui é lugar!

    Submarinos nucleares URGENTE!

  5. edmorc

    6 de maio de 2015 6:19 pm

    Custo

    Fiquei cabreiro com esse custo de 9 dólares, pois há no site da Petrobrás a informação de que o custo de produção considerado nos projetos do pré-sal era US$ 45, sem as estruturas de escoamento de gás, podendo chegar a 50-52 com a estrutura completa. Mesmo com os ganhos de produtividade, a diferença é muito grande.

     

    http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/esclarecimento-viabilidade-de-producao-no-pre-sal.htm

    1. Marcus Vinícius Coelho

      6 de maio de 2015 6:49 pm

      Esse valor de US$ 45/barril,

      Esse valor de US$ 45/barril, que não é custo de produção mas preço de venda no mercado, é usado, apenas, para verificar a viabilidade econômica dos investimentos na exploração e produção. É usado para se estimar o Valor Presente Líquido (VPL) das receitas e despesas previstas no investimento, se o resultado for positivo (VPL > 0), o investimento é rentável.

      O custo de produção da Petrobras no início deste século andava na casa de US$ 12 – 14/barril, mas isso era para o pós-sal. Com o aumento da produtividade dos poços (aumento da produção/poço), que hoje é em média de 24.000 barris/dia, o custo cai, CONSIDERAVELMENTE; na época mencionada, o que hoje é média era o melhor resultado já obtido.

  6. DanielQuireza

    6 de maio de 2015 7:17 pm

    Ser viável é uma coisa.
    Ser

    Ser viável é uma coisa.

    Ser rentável é outra.

    Ser importante para o desenvolvimento industrial e tecnológico do País é ainda outra.

  7. DanielQuireza

    6 de maio de 2015 8:00 pm

    Esse custo de 9 o barril é

    Esse custo de 9 o barril é fora da realidade. Quer dizer que a margem então vai ser de quanto, 80%  ?

    Evidente que tem coisa errada ai.

    1. rdmaestri

      7 de maio de 2015 7:03 am

      Daniel, depende de vários fatores.

      A Petrobrás estava acostumada a trabalhar em depósitos formados por turbiditos (correntes de água+areia+material orgânico) que escorreu do continente há milhões de anos. Agora os depósitos são em rocha calcárea, uma rocha que tem características completamente diferentes dos depósitos dos outros campos.

      Se o poço apresenta uma produção excelente e se a detectção das zonas com petróleo se torna simples diminuindo o que se chama o risco exploratório o preço cai. Chamo a atenção que os depósitos da Arábia Saudita são em rocha calcárea.

      Espero que a notícia esteja correta, pois na realidade U$9,00 por barril é uma verdadeira dádiva dos deuses, é algo que ninguém imaginava ou esperava, mas se for verdade, acertamos na quina!

  8. sersikera

    6 de maio de 2015 10:05 pm

    ??????

    Num dia a diretora da ANP anuncia o adiamento para no mínimo 2017 do primeiro leilão realmente exploratório do pré-sal sob o regime da partilha (seria por causa dos preços atuais do petróleo). No outro a diretora da Petrobras anuncia que produz no pré-sal a 11 dol/bbl. No mínimo está faltando sintonia entre a agência e a estatal.

    A verdade é que enquanto perdurar a exdrúxula cláusula da operação única da Petrobras, a exploração de novas áreas no pré-sal vai continuar empacada e o país vai continuar perdendo investimentos profutivos.

  9. luka

    6 de maio de 2015 10:46 pm

    Seria interessante saber em

    Seria interessante saber em que outras áreas a tecnologia da Petrobrás pode ser aplicada. 

    É incrivel a capacidade técnica, parece nossa NASA, mas seria tão mais incrivel saber onde mais todo esse conhecimento pode ser aplicado. 

    E não, não acho que a aplicação em petróleo seja pouca coisa, mas saber que o conhecimento se expande é melhor ainda. 

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