Em cerimônia de premiação, diretora fala sobre viabilidade do pré-sal

Jornal GGN – A Petrobras recebeu o prêmio máximo da exploração distante da costa na Offshore Technology Conference (OTC), no último domingo (3). No evento, a diretora de Exploração e Produção da estatal, Solange Guedes, apresentou um panorama do pré-sal e falou sobre o desenvolvimento tecnológico. Ela também falou sobre a viabilidade da produção.

“Nós podemos garantir que o pré-sal é viável com um custo de produção de nove dólares por barril. Se considerarmos que duas FPSOs [plataformas de petróleo] ainda não estão produzindo com sua capacidade total, o custo de produção será menor ainda. A eficiência operacional em torno de 92% contribuiu significativamente para atingirmos estes custos baixos”, afirmou.

Solange Guedes disse as reservas do pré-sal excederam as expectativas. A média de produção por poço na Bacia de Santos é de 25 mil barris de petróleo por dia (bpd). Há cinco poços produzindo cada um mais de 30 mil barris por dia. Nos campos de Sapinhoá e Lula, há poços em que a média de produção chega a 40 mil barris por dia. “Esses números com certeza irão contribuir para a redução de poços em nossos futuros projetos do pré-sal, o que será um grande benefício para a redução de custos”, comentou.

A Petrobras desenvolveu tecnologias para tornar a produção no pré-sal viável técnica e economicamente. “Para conquistar o pré-sal nós investimos intensamente em tecnologia”, disse Solange. Daí o reconhecimento na OTC.

A Petrobras pretende manter a estratégia de desenvolver novas tecnologias para acelerar a curva de aprendizado e padronizar os processos. “Continuaremos impulsionando a inovação. Mais do que nunca, precisamos de tecnologia orientada para otimização”.

Solange disse que os desafios na bacia de Santos foram maiores, pois não havia infraestrutura instalada e os reservatórios  estão localizados em profundidades de água que chegam a 2.500 metros, com camada de sal de dois mil metros de espessura e reservatórios em profundidades totais de até 7 mil metros. Em Campos foi mais rápido.

Além de Solange, técnicos e executivos da companhia também falaram, sobre 10 soluções tecnológicas que foram desenvolvidas, “decisivas para o sucesso da implementação dos projetos no pré-sal”.

A empresa desenvolveu e realizou: a primeira boia de sustentação de risers; o primeiro riser rígido desacoplado em catenária livre; o mais profundo steel lazy wave riser; o mais profundo riser flexível, a primeira aplicação de risers flexíveis com monitoramento integrado; a maior profundidade de perfuração de poço usando a técnica de pressurized mud cap drilling; o primeiro uso intensivo de completação inteligente em águas ultraprofundas; a primeira separação de CO2 associado ao gás natural em águas ultraprofundas; o mais profundo poço de injeção de gás com CO2; o primeiro uso do método alternado de injeção de água e gás em águas ultraprofundas.

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