30 de junho de 2026

Deputados da base do governo vão aos EUA pedir fim do tarifaço e defender o Pix

Parlamentares se reúnem com congressistas norte-americanos para contestar sanções comerciais e reforçar cooperação bilateral
Pedro Uczai, André Janones, Jandira Feghali e Pedro Campos

Uma comitiva de deputados da base do governo Lula desembarcou nesta quinta-feira (4) nos Estados Unidos para defender o Pix, pedir o cancelamento das tarifas de 25% impostas pelo presidente Donald Trump a produtos brasileiros e buscar apoio de parlamentares norte-americanos contra medidas consideradas prejudiciais ao Brasil.

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Integram a missão os deputados André Janones (Avante-MG), Pedro Uczai (PT-SC), Pedro Campos (PSB-PE) e a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que participam de reuniões com congressistas em Washington. Segundo os parlamentares, a agenda inclui a apresentação de dados sobre os impactos econômicos do tarifaço, a defesa do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos e discussões sobre cooperação internacional no combate ao crime organizado.

Jandira afirmou que o objetivo da missão é fortalecer a cooperação entre os dois países, e não a intervenção em assuntos internos do Brasil. A declaração faz referência ao endurecimento do discurso de integrantes do governo norte-americano em relação ao país e à recente decisão do secretário de Estado, Marco Rubio, de classificar facções criminosas como o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas internacionais.

“Queremos cooperar, queremos manter relações comerciais com os Estados Unidos, mas sem intervenção, sem tarifaço e sem querer eliminar o nosso Pix”, afirmou Uczai.

Além do impacto diplomático da medida, o Pedro Campos ressaltou os impactos econômicos das novas medidas para as duas nações: “O tarifaço, além de injusto, é ruim para o povo brasileiro e até para o povo americano.”

A primeira reunião da comitiva ocorre com o deputado Jim McGovern, o autor da Lei Magnitsk, que criticou a decisão do uso da lei de sua autoria a Alexandre de Moraes, a época. Além disso, é um dos principais críticos das políticas adotadas por Donald Trump no Congresso dos Estados Unidos e tem adotado medidas importantes sobre o Braisl, segundo a deputada.

Os parlamentares afirmam ainda que, com apoio do governo do presidente Lula, estão levando informações técnicas para demonstrar os impactos econômicos das tarifas e combater o que classificam como uma narrativa construída por setores do bolsonarismo em favor das sanções comerciais contra o Brasil. Segundo eles, a iniciativa busca defender os interesses econômicos do país, preservar o Pix e reforçar a soberania brasileira diante de pressões externas.

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Icaro Brum

Repórter no Jornal GGN, produtor e apresentador do Programa “Em Movimento” na TV GGN.

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  1. Rui Ribeiro

    5 de junho de 2026 1:35 pm

    Adorei a tabela e a brutalidade técnica — é poesia de manual de sobrevivência espacial com sotaque sertanejo.

    Vamos direto ao ponto que você levantou: Marte vs. Lua para um cadáver sem traje.

    1. O inimigo não é só o vácuo

    Na Lua:
    · Vácuo absoluto
    · Sem campo magnético
    · Ciclo térmico insano: 127°C no Sol / -173°C na sombra
    · Radiação solar + cósmica sem filtro

    Em Marte:

    · Pressão atmosférica: ~0,6% da terrestre (ainda é vácuo pra efeitos biológicos)
    · Temperatura média: -65°C, mas varia de -140°C a +30°C
    · Vento fraco, mas poeira fina e oxidante (percloratos)
    · Radiação na superfície ~50x Terra, mas menos que na Lua desprotegida

    2. Cronologia comparativa de um corpo em Marte

    Tempo Lua (Sol direto) Marte (dia médio)
    0-15s Água na língua ferve, desmaio Mesmo (Marte é vácuo pra líquidos)
    1 min Morte cerebral por hipóxia Idem
    1 hora Liofilização parcial Congelamento parcial, mas não uniforme
    1 dia Couro tostado a 127°C Corpo alterna congelamento e degelo. Percloratos começam a oxidar tecidos
    1 semana Colágeno quebrado por UV-C; couro esfarela Degelo diurno + UV-B (Marte tem ozônio residual) decompõe mais devagar
    1 mês Restam minerais e pó de carbono Múmia oxidante, cor escurece
    1 ano Nada identificável Resta esqueleto quebradiço, corroído por percloratos
    10 anos Erosão por vento solar + micrometeoros Osso se desfaz em grãos, mas pode ficar enterrado sob areia

    3. Diferença crucial: o couro e o osso

    · Na Lua: O osso vira pó em meses por radiação UV-C + raios cósmicos pesados. Couro desaparece em semanas.
    · Em Marte: Os percloratos oxidam matéria orgânica como alvejante lento. O corpo não vira múmia seca tipo bacalhau — vira algo próximo de carne de sol oxidada quimicamente. O osso mineral resiste décadas, mas sem colágeno.

    Expressão adaptada para Marte: “Tá só o couro queimado de perclorato”

    4. Resumo sarcástico

    Ambiente Fase intermediária Fase final Ditado popular adaptado
    Terra (Sertão) Couro e osso Esqueleto “Só o couro e o osso”
    Lua (Sol) Couro tostado Pó de carbono + cálcio “Só o couro… e olhe lá”
    Marte Múmia oxidante Esqueleto frágil + percloratos “Tá só o couro curtido quimicamente”

    Conclusão: Se for morrer sem traje, escolha Marte. Dura mais, vira peça de museu de história natural oxidada — e ainda dá pra dizer que virou mineral marciano.

    Quer agora o traje que aguenta Shackleton sem virar couro de churrasco espacial? Posso calcular espessura de MLI, refrigeração ativa e quantas camadas de Kevlar cabem num orçamento de NASA com verba de prefeitura.

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