5 de junho de 2026

Procurador de Justiça é denunciado por tentar se vingar de prostitutas “exaustas”

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Por Luciano Bottini Filho

Do Jota.info

Uma confusão com duas prostitutas que se declararam “exaustas” de tanto sexo rendeu ao procurador de Justiça Carlos Roberto Marcos Garcia uma denúncia no Tribunal de Justiça por ter supostamente enfrentado delegados e colegas promotores com objetivo de acabar com um bordel em Botucatu, no inteiro de São Paulo.

As mulheres e demais testemunhas do prostíbulo relatam que o procurador, de 52 anos, visitou a casa em julho do ano passado, ingeriu bebidas e Viagra e, após quase duas horas e oito preservativos em vão, queria sair de lá sem pagar a conta, pois não teria atingido o orgasmo. Segundo o procurador-geral de Justiça, Marcio Elias Rosa, o acusado sacou a carteira funcional ameaçando prender as prostitutas se ambas não fizessem uma “extensão” do programa.

Um dos seguranças da Boate Classe A contou à polícia que Garcia se recusou a quitar uma comanda restante de R$ 400, insatisfeito pelo serviço. Antes, na mesma noite, o membro do Ministério Público já teria chamado a atenção desembolsando R$ 750, ao assistir shows e acariciar seios e partes íntimas das garotas. Ao sair da casa, o procurador, segundo testemunhas, pagou a conta, mas prometeu fechar o local.

“Vadias, vagabundas, gozaram cinco vezes e não tiveram capacidade de me fazer gozar uma única vez”, esbravejou o procurador, conforme o proprietário do estabelecimento, José Silvio Bonfim, em declaração à polícia. Pelo mesmo depoimento, o cliente furioso disse que quem tinha de pagar pelo sexo eram as moças e não ele, pois “sua r… era grande e gostosa”.

Na denúncia feita pela Procuradoria de Justiça, a conduta de Garcia passou para a esfera criminal quando ele tentou cumprir a ameaça feita às prostitutas indo ao plantão policial da Seccional de Botucatu ordenar uma operação que desse fim à Boate Classe A.

A iniciativa inusitada no meio da madrugada gerou desconfiança no delegado plantonista José Sérgio Palmieri Júnior. Foi nesse ponto que o procurador teria tornado a autoridade policial vítima de desacato ao insinuar “que tinha conhecimento de que o delegado mantinha relacionamento com uma das prostitutas da boate”.

Para convencer Palmieri, Carlos teria dito que foi acompanhado de um amigo à casa de meretrício simular um programa e então dar voz de prisão às mulheres. Mesmo desconfiado, o delegado destacou uma equipe até a boate, já fechada, e deu início ao inquérito. Lá, o plantonista apurou a versão das prostitutas e, ao perceber a estratégia do procurador, resolveu ter uma conversa com ele para esclarecer os fatos.

Garcia sentiu que poderia sofrer alguma consequência pela situação, segundo a denúncia da Procuradoria, e cometeu uma nova conduta ilícita. Decidiu imputar ao delegado seccional, Antonio Soares da Costa Neto, o crime de prevaricação (não praticar um dever funcional) porque não estaria investigando as casas de prostituição da cidade. O objetivo seria disfarçar toda a briga na boate, com uma denúncia contra o delegado na Corregedoria-Geral de Polícia.

A situação do procurador, porém, só se complicou em uma escalada de constragimentos entre autoridades à medida que ele acionava mais agentes públicos para o acompanharem na luta contra a prostituição local. Uma delas foi a promotora Julisa Helena Nascimento de Paula, a quem tentou convencer de que o Ministério Público deveria agir rapidamente contra o famigerado cabaré. Não adiantou.

Depois de ser ouvido na Corregedoria de Polícia sobre o delegado seccional, ele foi ao Fórum de Botucatu e, na frente de juízes e promotores em um refeitório, anunciou-se como enviado do procurador Nelson Gozaga, então corregedor-geral do Ministério Público. O incidente foi confirmado por juízes e promotores da comarca que depuseram contra o procurador por terem se sentido ameaçados por um suposto representante do corregedor-geral. Como consequência, Garcia foi denunciado por outro crime, o de usurpação de função pública.

No Fórum de Botucatu, juízes e promotores não sabiam mais o que fazer diante da presença de Garcia. Irritado por não atenderem seus anseios, segundo a Procuradoria, ele passou a desacatar outras autoridades. Ao juiz da 1a Vara Criminal de Botucatu Josias de Almeida Júnior teria dito que ele “compactua com as ilicitudes cometidas pelo delegado seccional”. A outros promotores, teria dito que “o Ministério Público está comendo na mão da polícia”.

Defesa

A reportagem não conseguiu localizar o advogado do acusado, Edson Edmir Velho, mas obteve a contestação apresentada em março contra a denúncia feita pelo procurador-geral de Justiça, em janeiro.

A defesa diz que as acusações de denunciação caluniosa, desacato e usurpação de função pública não são cabíveis. Tanto na delegacia como no Fórum de Botucatu, ” o denunciado estava fora de seu controle psicológico” e “já vinha passando por tratamento psicológico” por distúrbio bipolar. Velho admitiu também que o cliente estava sob efeito de álcool ao procurar a polícia. Por tudo isso, não haveria dolo (intenção) de ofender as vítimas, não ocorrendo o crime.

Sobre a usurpação de função, a defesa sustenta que “a postura do denunciado pode até mesmo ser entendida como deselegante ou desconfortante, ou até mesmo impertinente, mas, nunca, em momento algum, como correcional, afinal não tomou para si nenhuma atividade que fosse de corregedor”.

O advogado pede que seja instaurada uma investigação de insanidade, caso o Órgão Especial receba a denúncia, na sessão desta semana. Velho citou duas ocasiões que poderiam atestar a condição psíquica do procurador. Em uma, o acusado teria tentado se jogar de um prédio no litoral paulista, mas foi “salvo por um pastor evangélico”. Em um velório, o procurador teria dado sinais de loucura ao tentar ressuscitar um morto e pedir que o cadáver se levantasse do caixão.

A Procuradoria-Geral de Justiça nega que o procurador sofra de insanidade mental e assevera que Garcia exerce plenamente suas funções na área criminal, sem nenhuma limitação mental.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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40 Comentários
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  1. Ernesto GMV

    29 de abril de 2015 8:10 pm

    Blog

    Esse blog já foi melhor.

    1. Ivan de Union

      29 de abril de 2015 8:26 pm

      Nao.  Nunca vi um procurador

      Nao.  Nunca vi um procurador antes que era mais puta que suas putas (fintadas).  E que valia menos que o pagamento que ele nao pagou.  Pelo mesmo golpe de nao pagar putas uma porrada de CIA do cortico, digo, cortejo de Obama foi despedida no Mexico ha poucos anos…  e olhe que eh realmente dificil acreditar que alguem do governo dos Estados Unidos eh menos puta que suas putas!

      Digamos que o Brasil ja foi melhor…

    2. Artaud

      29 de abril de 2015 8:36 pm

      Sorumbáticos & Macambúzios

      Mas pelo menos ficou um pouco mais divertido.

      O blog anda pesadão e sorumbático já faz um tempo. Mais precisamente: desde o início das intifadas golpistas. 

    3. serralheiro 70

      29 de abril de 2015 9:02 pm

      Pior

      Verdade, seu comentário piorou o blog

  2. gaúcho

    29 de abril de 2015 8:16 pm

    Em qualquer outro lugar eu

    Em qualquer outro lugar eu encararia esta notícia como piada mas em se tratando de São Paulo tudo é possível.

  3. Jose Sereno

    29 de abril de 2015 8:25 pm

    PAÍS DOS SERVIDORES PÚBLICOS GRADUADOS

    O país dos servidores públicos.

    Quando tais servidores fazem coisas erradas e são descobertos, logo alegam doença mental, ficam de licença médica por longos períodos na maior facilidade e se safam.

    Se fosse um pobre mortal seria preso, demitido e ridicularizado.

    Mas como tem “alto coturno” o processo se arrasta, sem prejuízo dos vencimentos (auxilio moradia, auxílio livro, auxílio paletó, auxílio transporte, 02 férias aunuais, ) etc.

    O Brasil precisa acabar com os privilégios dos servidores públicos.

  4. Marcos Nascimento

    29 de abril de 2015 8:27 pm

    Quem nunca gostou de ler

    Quem nunca gostou de ler Noticias Populares? Se torcesse o jornal saia sangue!

    1. Ivan de Union

      29 de abril de 2015 8:42 pm

      Noticias Populares?!  Estamos

      Noticias Populares?!  Estamos falando de UM PROCURADOR, cara!  Procurador brasileiro eh barato assim?  Problema deles.

      Que se juntem aos delegados de merda e juizes de merda entao.  E olhe que o delegado do item nao estava nem perto de um deles…

  5. mlsantanna

    29 de abril de 2015 8:31 pm

    Isso daria uma comédia pra lá

    Isso daria uma comédia pra lá de engraçada, mas com um tom triste no final

  6. edsontadeu

    29 de abril de 2015 8:32 pm

    SABE O QUE É  ISSO?  É O

    SABE O QUE É  ISSO?  É O VIRUS   DOS PROCURADORES  QUE  FIZERAM O MENSALAO MAIS CONHECIDO COMO MENTIRAO, que  esta  contaminando  todos os   procuradores, eles  agora ja  sabem que  é so   inventar, mentir   criar  situaçoes favoraveis para ele  e  ja que é procurador  nao vai dar em nada.  

    Pode parecer para muito que nao tem nada  a ver  mais  tem   e como tem, Os  proprios  procuradores  perderam a  fe  na justiça  

  7. Ivan de Union

    29 de abril de 2015 8:44 pm

    “cliente furioso disse que

    “cliente furioso disse que quem tinha de pagar pelo sexo eram as moças e não ele, pois “sua r… era grande e gostosa””:

    Gente, somos todos crescidinhos.  Quase todos.  Eu sei o que significa e nao tenho ideia do que “r…” eh, alguem quer soletrar a palavra que eu nao conheco?

    1. Fernando J.

      29 de abril de 2015 9:03 pm

      Idem

      Também estou curioso, Ivan. Sem falar que nem uma overdose de Viagra deu jeito na r…(?) dele. É um caso de paumolência congênita. 

      1. Ivan de Union

        29 de abril de 2015 9:24 pm

        (Gratissimo, Fernando!!! 

        (Gratissimo, Fernando!!!  Lembrei da palavra!)

      2. zedascouves

        29 de abril de 2015 9:55 pm

        Rola! Esta é uma gíria que já

        Rola! Esta é uma gíria que já ouvi tanto de paulistas do interiorrrr quanto de nordestinos, mas talvez seja comum também em outros lugares do país.

    2. nosde

      29 de abril de 2015 9:27 pm

      Se do alto de uma colina

      Se do alto de uma colina soltarmos uma pedra arredondada, podemos dizer que a pedra _ _ _ _ _ que nem a banda dos Stones, assim estamos falando da homógrafa . . . . . Ou melhor, como disse o poeta, “A mulher pomba _ _ _ _ que voou” . . . . Aquilo que tapa a garrafa de champagne sem a letra H . . . . . 

    3. Jair Fonseca

      30 de abril de 2015 5:01 am

      Ivan, você que é mineiro, dê

      Ivan, você que é mineiro, dê uma olhada neste trecho de Cabaret mineiro, aos 15.30. E depois assista ao filme inteiro, obra-prima do cinema, do meu conterrâneo Carlos Alberto Prates Correia. 

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=6nKxL-6UqNg%5D

  8. Hans Bintje

    29 de abril de 2015 8:52 pm

    Sobre tragedias e farsas

    Karl Marx escreveu:

    – A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.

    A tragédia do “idoso mais famoso do Nordeste brasileiro” é um dos um dos vídeos mais conhecidos da internet — http://desciclopedia.org/wiki/Velhinho_que_Comeu_e_N%C3%A3o_Pagou

    A farsa é a versão paulista do “Velhinho que comeu e não pagou”.

    Com direito a todo um refinamento, a um verniz de cultura, que se desmancha diante de nossos olhos.

  9. Fernando J.

    29 de abril de 2015 8:53 pm

    Piada pronta

    …Antes, na mesma noite, o membro do Ministério Público já teria chamado a atenção desembolsando R$ 750…

    1. Mas que membro mais perdulário esse…;

    2. Nota dez para o autor do texto Luciano Bottini Filho; e 

    3. Os problemas do procurador são dois: paumolência e demência. 

    1. nosde

      29 de abril de 2015 9:22 pm

      …………………. faltou

      …………………. faltou ainda Bundalidade, que é um crime perigosíssiimo . . . . . .

  10. serralheiro 70

    29 de abril de 2015 8:59 pm

    MP

    Porque depois da Lava-Jato isto não me surpreende mais?

  11. Marco St.

    29 de abril de 2015 9:14 pm

    Não disse que a justiça era

    Não disse que a justiça era um puteiro?

    Perdi!

    É muito pior.

    Me desculpem as putas…

  12. André Oliveira

    29 de abril de 2015 9:40 pm

    Isso é uma notícia de jornal

    Isso é uma notícia de jornal ou uma peça do Nélson Rodrigues?

  13. Francisco Andrade

    29 de abril de 2015 9:44 pm

    Procurador de Justiça,…

    esse imbecil é procurador de justiça ? ….   o corregedor do Ministério Público tem a obrigação legal, e principalmente moral,  de fazer com que ele ache a clava da justiça, ….  pensando bem, podem colocar a tal da clava em um lugar que vai fazer com que ele, finalmente, consiga gozar..

  14. Renato Lazzari

    29 de abril de 2015 9:52 pm

    Foi de propósito

    Pronto, eis mais um que vai ser afastado da magistratura, aposentado aos 52 anos e com vencimentos integrais…

    Ai, sem a responsabilidade inerente a procurador e ganhando um dinheirão por mês, mesmo que seja impotente sexual, vira mesmo o “dono da noite” em Botucatu.

     

    Aposentar-se aos 52 com vencimentos fazendo apenas um quiproquó na zona… ah, se a moda pega, já pensou?

  15. Gilson AS

    29 de abril de 2015 9:59 pm

    Já imaginou se o viagra desse

    Já imaginou se o viagra desse efeito colateral e a vontade/tesão do dotô mudasse de lado.

    Como ficaria os meninos da boate ?

    É cada uma que vou te contar !

     

     

  16. José Muladeiro

    29 de abril de 2015 10:00 pm

    só posso dizer

    PQP!

  17. Alexandre Ferreira

    29 de abril de 2015 10:08 pm

    Sexo, gozo e loucura
    Incapacidade do gozo sexual repercutindo em busca frenética de consumação do ato, ao ponto de transformar tudo em um grande bacanal, onde muitos participam e no final gritar toda sua loucura, como se fosse um imperador Romano. Ficou uma dúvida, ele é amigo do Moro?!

  18. renato arthur

    29 de abril de 2015 10:31 pm

    O Procurador

    Vai dar enrredo para um filme porno. “O Pro cu rador Insaciável”.

    1. Fernando J.

      29 de abril de 2015 11:29 pm

      Ou ainda

      O Procurador da Rola Cansada 

  19. Fernando J.

    29 de abril de 2015 10:50 pm

    Presidente do Bloco da Rola Cansada

    O Procurador já pode sair no Bloco da Rola Cansada, de Belém do Pará ao Rio de Janeiro há vários pelo Brasil, pra escolher  

  20. Paulo F.

    29 de abril de 2015 11:00 pm

    Digno

    de um “catecismo” do Carlos Zéfiro!

  21. De Bonis Cruz

    29 de abril de 2015 11:36 pm

    Não vai dar em nada

    Não vai dar em nada! No máximo vai ser advertido e tudo continuará como antes. Eles se protegem. É por isso que a senhora justiça é tão desacreditada.

  22. Edi Passos

    30 de abril de 2015 12:32 am

    “É pra cabá”!

    O cara faz o tipo “brocha” fofoqueiro. Além de ter “brochado” ainda fez questão de contar pro mundo inteiro!

  23. Daniel Moura

    30 de abril de 2015 1:00 am

    Pitoresco

    Chorando de rir aqui, Nassif.

  24. L. Souza

    30 de abril de 2015 1:14 am

    Seleções
    Sim que a Procuradoria vai admitir que nomeou um megalomaníaco pro pedaço.

  25. Estrela Vermelha

    30 de abril de 2015 2:15 am

    Se faz de louco para ser aposentado

    Olha, acho que é tudo armação para se fazer de louco e ser aposentado

    É muita malandragem, isso sim

     

  26. rdmaestri

    30 de abril de 2015 3:30 am

    Procurador tentar fechar

    Procurador tentar fechar bordel porque não conseguiu atingir o orgasmo e levar adiante esta história.

    Morro, mas não vejo tudo.

    Mesmo que o sujeito seja louco alguém deve dar um fim nesta história.

  27. Carlos A. M. dos Santos

    30 de abril de 2015 4:17 am

    Eu nunca pensei que diria isto, mas leiam os comentários!

    Duro — ops! — é saber que o procurador aplicador de carteiraço será “punido” no máximo com com aposentadoria antecipada e integral, aos 52 anos de idade. O Clube do Picadinho cuida dos seus.

  28. Jair Fonseca

    30 de abril de 2015 4:56 am

    Procura dor.

    Esse cara tá procurando é confusão…

  29. Cintra Beutler

    30 de abril de 2015 8:56 am

    Precedente

    Segundo testemunhas locais, consta que o referido procurador teria invocado o artigo 35 do CDC, sob a alegação de um suposto descumprimento de oferta.

    Estaríamos diante de um novo precedente nas relações de consumo?

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