12 de junho de 2026

Juan Arias: Bíblia não é leitura para crianças nas escolas

Governo Bolsonaro parece querer usar as escrituras para transformar escolas em "centros de lavagem cerebral", diz colunista do El Pais
Foto: Câmara dos Deputados

Jornal GGN – Juan Arias publicou artigo no El Pais desta segunda (25) frisando que quem propõe que escolas misturam matérias como matemática, geografia e história com as escrituras da Bíblia certamente não leu o Antigo Testamento.

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A Bíblia, lembrou Arias, não é leitura para criança, por mais que o governo Bolsonaro ensaie uma invasão da “cosmovisão cristã” nas escolas que mais parece uma tentativa de transformar as unidades de ensino em “centros de lavagem cerebral”.

O artigo de Arias surgiu a partir da cogitação do MEC em nomear Iolene Lima para a secretaria-executiva da Pasta. Iolene propôs que “todas as disciplinas do currículo escolas serão organizada sob a visão das escrituras”, mas acabou demitida sem nunca ter assumido o cargo.

“(…) o novo Governo ultraconservador de Jair Bolsonaro propõe uma solução ao ensino que devolve o país às cavernas da pré-história.”

“Pessoas como Iolene”, escreveu Arias, “ao que parece não leram a Bíblia, especialmente o Antigo Testamento. Colocar os textos bíblicos nas mãos das crianças para que aprendam matemática ou o que for, é como colocar em suas mãos uma bomba atômica. Ou nos esquecemos de que a Bíblia, da qual existem mais de um milhão de estudos para tentar interpretá-la, é um dos textos mais complexos não só da literatura mundial como da religião judaico-cristã?”

O articulista lembrou que “o Deus do Antigo Testamento, o que hoje o Ministério da Educação do Brasil propõe como monitor do ensino escolar, ‘é um personagem invejosos e orgulhoso de sê-lo, mesquinho, injusto, um controlador implacável, vingativo, limpador étnico, sedento de sangue’.”

“Se já é difícil explicar a uma criança os horrores e belezas que estão dentro do coração da Bíblia, um texto que deveria ser lido, como nos dizia meu pai, professor rural, “somente quando forem adultos”, não é difícil de entender o retrocesso cultural e pedagógico que pode significar ao ensino brasileiro, que até a matemática deva ser ensinada com a Bíblia.”

Leia o artigo completo aqui.

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Schell

    25 de março de 2019 8:40 pm

    Interessante: todo o papo bolsonarista et caterva, olavinhos e olavetes juntos, priorizam o deus fundamentalista-neo-evangélico do antigo testamento, ou seja, a conversa-fiada dos bolsonazis nada tem a ver com o cristianismo que, como até as antas sabem, é fundado no novo testamento. Haja paciência com os “negocistas-da-fé-de-mais”.

  2. peregrino

    25 de março de 2019 8:41 pm

    Toda criança deve ser guiada para longe de qualquer pensamento dominante…
    e de qualquer livro que não tenha palavras vivas

  3. O velho

    26 de março de 2019 5:14 am

    Quem melhor mostra a Bíblia, suas passagens sangrentas (mandar um urso matar 40 crianças porque chamaram um careca de careca…) e suas consequência na educação é o humorista Márcio Américo, com seu personagem Pastor Adélio (denominado dez anos do ator da facada), o pastor mais honesto…

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