5 de junho de 2026

Governo do DF derruba espaço de candomblé filial da tradicional Casa do Caboclo; OAB aponta intolerância religiosa

"Nosso sagrado estava ali. Não podemos tirar nada, arrebentaram a cerca e, sumariamente, derrubaram tudo", diz presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB-DF

Jornal GGN – Por volta das 7h da manhã do dia 20 de maio, uma segunda-feira, o DF Legal (antiga Agência de Fiscalização-Agefis) derrubou a construção de uma filial do terreiro de candomblé Caboclo Boiadeiro, o centro mais antigo do Distrito Federal, fundado em 1975. As informações são do G1.

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Segundo o jornal, o governo do DF alega que a área era pública e sofria de parcelamento irregular. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal apontou a ação como “um ato de intolerância religiosa” e está recorrendo para restituir o espaço ao grupo religioso.

“Nosso sagrado estava ali. Não podemos tirar nada, arrebentaram a cerca e, sumariamente, derrubaram tudo”, afirmou ao jornal a presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB-DF, Patricia Zapponi. Segundo ela, “louças, imagens e itens sagrados foram destruídos”.

“Foi um ato de intolerância religiosa. Têm várias construções à nossa volta, nenhuma foi derrubada, só a nossa”, completou.

Os responsáveis pelo local disseram que não receberam nenhuma notificação do governo do DF. O espaço, localizado no Lago Norte da capital, atendia em média 100 pessoas por sessão.

“Arrebentaram a cerca e começaram a derrubar a casa do lado de fora, sem procurar saber o que era”, contou o líder Américo Neves Filho, conhecido como Pai Lilico. Segundo ele, mesmo com documentos em mãos de pedidos que foram feitos para regularização do local, os fiscais “não pediram para ver” e iniciaram o processo de derrubada da construção.

Em nota, o DF Legal disse que o prédio onde funcionava o centro de candomblé era “recente e irregular” e ainda estava “sem identificação e tratava-se de parcelamento irregular de área pública”.

“O imóvel não possuía características de templo religioso e, sim, de moradia” disse em comunicado enviado ao G1. O órgão destacou ainda que “não necessitam de prévia notificação” para remoção de locais públicos.

Ainda segundo o órgão do DF, o governo recebeu uma denúncia de desmatamento em área de preservação ambiental onde estava a filial do terreiro Caboclo Boiadeiro. Na ocasião, a Agência de Desenvolvimento (Terracap) identificou a construção e pediu uma atitude do DF legal.

Entretanto, no ano passado, os responsáveis pelo terreiro já haviam entrado com pedido de regularização da área junto à Secretaria de Meio Ambiente e à Agricultura do DF, porque o lote fica próximo ao Córrego do Urubu. Para ler a reportagem do G1 na íntegra, clique aqui.

Redação

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2 Comentários
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  1. peregrino

    27 de maio de 2019 6:10 pm

    já ouvi dizer por aí que é bom fazer ponto riscado para compensar alterações de energia local…
    senão, se usaram de maldade para destruir o local quem usou pode ser desviado do seu destino

    apesar de “encantados”, rudes alegres e cantantes, pisou na bola com a disciplina e respeito é tombo
    certo em qualquer destino, mesmo quando já marcado ou não

  2. peregrino

    27 de maio de 2019 8:05 pm

    recomendei porque gosto muito dos pontos riscados…
    quando perdido criança em Bangu das noites escuras brincava com muitos do céu e das toalhas de doces e adorava quando variavam…………………………………………o tempo que se mede entre aberto e fechado como céu e terra que nos prende
    foi por isso que ouvi dizer que são entradas que devemos cuidar compensar ou vigiar para que recentes não ocupem lugar dos antigos da humildade e da caridade

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