5 de junho de 2026

“Se tiver arma de fogo, é para usar”, defende o presidente Jair Bolsonaro

Declaração polêmica foi dada a um grupo de caminhoneiros, na tarde desta sexta-feira, quando também se colocou como vítima da dificuldade de governar o país
Foto: Reprodução

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro disse que o decreto que ele assinou que flexibiliza o porte de armas no Brasil “já abriu as portas” e estimulou o uso da letal munição como meio de defesa: “Se tiver arma de fogo, é para usar”.

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A fala foi feita durante o almoço, nesta sexta-feira (31), com um grupo de caminhoneiros, em um restaurante da estrada de Anápolis, Goiás, ao lado do governador Ronaldo Caiado (DEM). Diante das poucas perguntas que respondeu, Bolsonaro também voltou a se apresentar como vítima na posição de presidente, dizendo que “come o pão que o diabo amassou”.

Em contradição aos seus próprios últimos atos de gestão, logo após o decreto que justamente institucionalizou o sistema de nomeações políticas e o loteamento do governo federal, mostrou estar sendo “difícil” governar: “Eu estou comendo o pão que o diabo amassou. Não loteamos ministérios, bancos oficiais e estatais. (…) Só muda se alguém cassar o meu mandato.”

Também estavam no local o ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas, que foi quem respondeu a maior parte das perguntas dos caminhoneiros, e o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL), além do porta-voz Otávio Rêgo de Barros.

Em uma das poucas manifestações que fez enquanto almoçava, Bolsonaro perguntou aos cerca de 30 caminhoneiros que estavam ali quem defendia o porte de armas de fogo. Alguns levantaram as mãos, suficiente para o mandatário fazer a defesa explícita do uso da violenta munição pelos brasileiros:

“No decreto, eu acabei com a comprovação da efetiva necessidade. Por enquanto, está um pouco caro ainda, mas vamos diminuir isso aí. Mas já abriu as portas, dá entrada. Tem um tempo de dois ou três meses [de prazo] para conceder o porte. Eu coloquei lá [no decreto] como profissão de risco [os caminhoneiros]. Quanto mais arma, mais segurança. Se tiver arma de fogo, é para usar”, disse, sem titubear.

Redação

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5 Comentários
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  1. Jus Ad Rem

    31 de maio de 2019 8:49 pm

    O que o energúmeno presidente parece não compreender é que o caminhoneiro que levar uma fechada no trânsito ou um xingamento, também usará… Quem vai garantir que não usará? O Bozo?

  2. Lúcio Vieira

    31 de maio de 2019 8:52 pm

    Agora que o atual dono do STF está sorridentemente ladeando o presidente que não gosta de gente (nada original, pois entre outros João Figueiredo preferia os cavalos ao ser humano), o que mais teremos? Brasil: a bíblia em baixo do braço, a arma no coldre, cada um para si e que os milicianos nos protejam.
    Pessoal, domingo pela manhã vai ter batismo evangélico especial para o pessoal alinhado da política e do judiciário e que querem processo acelerado, pois não basta ser intolerante, tosco e irado, tem de ser ungido por algum picareta. Local: lago de Paranoá em homenagem ao governo que para no tempo.

  3. AMORAIZA

    31 de maio de 2019 11:36 pm

    Mas tem que ser arma de fogo, presidente?
    Não pode ser uma tramontina?

  4. Carlos Elisio

    1 de junho de 2019 5:36 am

    Esta ameba é vitima sim, do seu proprio discurso de odio decorrente de sua incompetência e de suas parcerias obscuras.

  5. Rui Ribeiro

    1 de junho de 2019 11:59 am

    É para usar independentemente de situação de legítima defesa?

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