4 de junho de 2026

Sérgio Moro nega ter pedido suspensão de contratos de empreiteiras

 
Jornal GGN – O juiz Sérgio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, afirmou que não sugeriu a suspensão de contratos em andamento das empreiteiras denunciadas, mas que considerou que “as prisões cautelares dos dirigentes das empreiteiras eram, lamentavelmente, necessárias para coibir a continuidade do ciclo delitivo de formação de cartel, fraude à licitações, corrupção e lavagem de dinheiro”.
 
De O Globo
 
 
E lembra que é necessário maior controle das obras em andamento
 
Por Cleide Carvalho
 
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, divulgou nota afirmando que não sugeriu a suspensão de contratos em andamento das empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato. Na nota, ele explica que “argumentou nas decisões e nas informações é que, segundo seu entendimento, as prisões cautelares dos dirigentes das empreiteiras eram, lamentavelmente, necessárias para coibir a continuidade do ciclo delitivo de formação de cartel, fraude à licitações, corrupção e lavagem de dinheiro, já que haveria indícios de habitualidade criminosa, e que a única alternativa eficaz à prisão cautelar seria a suspensão dos contratos. Daí a necessidade de permanência das preventivas, pois a outra medida, suspensão dos contratos em curso, seria mais gravosa para terceiros, empregados das empreiteiras, e para as obras em andamento”.
 
Na nota, Moro ressalta, porém, que isso não exclui a necessidade de um maior controle pelo Poder Público sobre os contratos em andamento, “o que não pode ser feito diretamente por este Juízo”.
 
Ao detalhar, a pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os motivos pelos quais defende a permanência na prisão dos executivos de empreiteiras, Moro afirmou ainda que não bastava que eles se afastassem formalmente do comando das empresas, como vem ocorrendo. “Também foi argumentado que seriam imperativas as prisões cautelares para garantir o afastamento de fato dos dirigentes das empreiteiras da gestão dos contratos, indicando ainda que o modo pelo qual, segundo as acusações, praticam seus negócios não é aceitável pelo Judiciário e pela sociedade, objetivo este que não seria alcançado por mero afastamento formal deles da direção das empresas, mas com a persistência do controle de fato”.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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15 Comentários
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  1. hc.coelho

    31 de janeiro de 2015 1:59 pm

    Disse me disse

    É um “disse me disse” cruel. Então quem disse isso? Não era melhor esclarecer quem disse que o juiz diz agora que não disse? E se disse, porque disse? Já houve dezenas de casos semelhantes. Sempre disse me disse. Sempre dixando dúvidas no ar.

    Enquanto isso a petrobrás sangra.

    Mas vai vender. A petrobrás é feita da resistência aos seus odientos inimigos desde o dia wm que nasceu.

    1. Pedro Luiz

      31 de janeiro de 2015 2:37 pm

      Moro Aparício.

      No caso do Moro nem é necessário colocar a melancia no pescoço – É A PRÓPRIA MELANCIA!!!

      Mais Defensor da Moral e Bons Costumes e sempre são os piores.

      Pedro Luiz

    2. Webster Franklin

      31 de janeiro de 2015 3:46 pm

      É uma constância esse dise me

      É uma constância esse dise me disse, hc. coelho! É a Globo querendo livrar a cara do Juiz.

       

  2. ThomasM

    31 de janeiro de 2015 2:03 pm

    Os maiores inimigos da
    Os maiores inimigos da Petrobras são os Diretores que entregaram a empresa a sanha da corrupção. Eles estavam (estão? ) dentro da própria empresa envenenando a maior empresa latino americana.

  3. anarquista sério

    31 de janeiro de 2015 2:31 pm

    Enquanto  Dom Lulone não for

    Enquanto  Dom Lulone não for preso,pouca coisa se modificar.

    Dom Lulone escapou do mensalão, o que foi um tremendo retocesso pro país.

            Se escapar de novo,então pode fechar o país.

                 Vamos aguardar nos próximos dias,quando se anuncia uma penca pre prisões.

                  Algyns teimam em dizer que Dom Lulone é estadista.

                  Mas que estadista éesse que desaparece nas horas difícies?

                          Presumom que estadista seja o contrário– esteja na frente lutando por seus pares.

                           Alguém viu Dom Lulone por ai nos últimos 45 dias?

                             Se um dia a Petrobrás se recuperar, Dom Lulone reaparece.

                              Isso é ser estadista?

  4. MANREL

    31 de janeiro de 2015 2:36 pm

    SUSPENÇÃO

    Esse garotinho nesta escola, se continuar assim, brincando com a nação,  já já , pode levar uma SUSPENÇÃO

  5. Messias Franca de Macedo

    31 de janeiro de 2015 3:24 pm

     
    … O “juiz” ‘Sérgio Moro

     

    … O “juiz” ‘Sérgio Moro no PSDB [e a esposa advogada também]’ está começando a dar ‘mingués’, digamos, mais ostensivos – e eloquentes!

    Os sinais evidentes de exaustão!

    Mesmo porque a “grande” mídia não tem a mesma força de antanhos!

    Viva a internet!

    O outro rábula, o do MENTIRÃO, que o diga!

    Resta saber se “o menino MALUQinho” – incensado pela mídia fascigolpista – repetirá “o rito processual do joaquim barbosa”!

    Ou seja, encaminhar pedido de antecipação da aposentadoria especial!

    E começar a peregrinação pelos rincões deste ‘Brasilzão do Meu Deus’ proferindo palestras pagas!

    Será que o ‘Moro [no PSDB]’ “aguentará os trancos até o dia da condecoração com o título ‘Personalidade do Ano de 2014!’?

    Cerimônia a ser celebrada no projac!

    Sob as bençãos dos filhos do “dotô” Robert(o) Marinho!

    O perigo: a divina providência (sic) se abater sobrer o tal “juiz”!

    A mesma providência que abateu o Eduardo Campos!

    A mesma providencial providência (idem sic) que se abateu sobre o juiz Alberto Nisman!

    “O figurino do colo” da Cristina Kirchner é o mesmo da Dilma Rousseff?

    Com a resposta “os(as) jornalistas amigos dos patrões barões da ‘grande’ mídia nativa – e também pós doutos em jornalismo de moda”!

  6. Ugo

    31 de janeiro de 2015 3:47 pm

    mais um napoleão de …

    A escolha destes meretissimos é feita a partir do curriculo Pinel.

  7. alfredo machado

    31 de janeiro de 2015 4:17 pm

    Controle das obras, what ?

    Nassif,

    “E lembra que é necessário maior controle das obras em andamento”

    Como eu sempre digo, este irresponsável não tem a menor idéia a respeito do ambiente no qual está a decidir sobre isto ou aquilo, mas ele, como todo arrogante que se preza, se basta. 

    Caso não seja feita uma profunda revisão no rito que ordena as Licitações e execução de respectivos Objetos, não existirá controle suficiente para colocar o trem no trilho. Pode começar pelo papel do Judiciário em todo o processo, nefasto, mas isto seria exigir demais do raciocínio do poodle Homem do Ano.

    Esta prá lá de necessária revisão, o poodle de antolhos já praticamente bombardeou por conta desta trajetória triste de se ver, mas que muitos idiotizados fazem questão de defender.  

  8. serralheiro 70

    31 de janeiro de 2015 6:31 pm

    Divindade trapalhão.


    O divino jurídico midiático quebra o Brasil e faz cara de paisagem!

  9. Liduina

    31 de janeiro de 2015 9:01 pm

    Não esqueça da seca no estado

    Não esqueça da seca no estado mais rico do país .Mexe no PIB, mexe com as estruturas sociais…

    Geraldim não é bobo. Tudo isso desestrutura o país.

  10. Alzir

    31 de janeiro de 2015 9:07 pm

    Em vez de punir os ladrões

    Ele distribui prêmios! Assim não dá.

  11. PAULO Maranhão

    31 de janeiro de 2015 11:42 pm

    Manutenção das empresas que trabalham para a PETROBRAS

    Nassif,

    A fim de que não haja descontinuidade nas obras e serviços prestados pelas grandes empresas investigadas na LAVA JATO, por que não buscar NOMEAÇÃO DE INTERVENTORES nessas empresas?? Deve haver um meio legal de fazê-lo.

    Assim, não haveria demissões em massa, diminuição nos investimentos, paralisação de obras, etc e mais prejuízos ao País.

  12. PAULO Maranhão

    31 de janeiro de 2015 11:42 pm

    Manutenção das empresas que trabalham para a PETROBRAS

    Nassif,

    A fim de que não haja descontinuidade nas obras e serviços prestados pelas grandes empresas investigadas na LAVA JATO, por que não buscar NOMEAÇÃO DE INTERVENTORES nessas empresas?? Deve haver um meio legal de fazê-lo.

    Assim, não haveria demissões em massa, diminuição nos investimentos, paralisação de obras, etc e mais prejuízos ao País.

  13. patinho medroso

    1 de fevereiro de 2015 4:12 am

    dizem isso e dizem aaquilo

    dizem isso e dizem aaquilo mas a sangria contra o país continua….

    solução adequada para  manter o emprego nas

    empresas, por enquanto não vi nada.

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