5 de junho de 2026

Glenn Greenwald é chamado para falar no CCS sobre ameaças que estaria recebendo

A audiência com o jornalista ficou agendada para o dia 1º de julho. A iniciativa de chamá-lo partiu do representante da sociedade civil no Conselho, o advogado Miguel Matos
O jornalista Davi Emerich (ao microfone) foi favorável à vinda de Greenwald, mas propôs que outros jornalistas também fossem chamados, para que a audiência seja equilibrada | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

da Agência Senado 

Glenn Greenwald é chamado para falar no CCS sobre ameaças que estaria recebendo

O Conselho de Comunicação Social (CCS) aprovou nesta segunda-feira (17) a vinda do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, editor do site The Intercept, cuja subsidiária brasileira vem publicando desde o dia 9 de junho, conversas mantidas através de redes sociais pelo ex-juiz Sergio Moro — hoje ministro da Justiça — com procuradores da Lava Jato entre os anos de 2015 a 2018. Nos diálogos (aos quais, o ministro em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada, disse “não reconhecer autenticidade”), ficaria evidenciada a condução política da operação contra o PT e o ex-presidente Lula, segundo o site de notícias de Greenwald.

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A audiência com o jornalista ficou agendada para o dia 1º de julho. A iniciativa de chamá-lo partiu do representante da sociedade civil no Conselho, o advogado Miguel Matos.

— Não podemos fechar os olhos para o que vem ocorrendo neste país. É algo de uma gravidade extrema, e intimamente ligado também à nossa atuação neste conselho. O imbróglio em torno do que vem sendo divulgado pelo The Intercept é algo sem precedentes na história brasileira. E Greenwald tem dito que vem sofrendo inúmeros atentados ao livre exercício do jornalismo. É preciso então que ele venha aqui e esclareça o que vem acontecendo. A liberdade de imprensa é a garantidora do Estado democrático de direito, não podemos fechar os olhos para o que está se passando — esclareceu Matos.

Amplo debate

O jornalista Davi Emerich também foi favorável à vinda de Greenwald, mas defendeu que o CCS não poderia ignorar, neste momento, a conjuntura política que divide o país. Por isso, solicitou que outros jornalistas também fossem chamados, visando que a audiência não se tornasse “manca” num debate público.

A partir daí, a presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, sugeriu a participação do jornalista Claudio Dantas, do site O Antagonista. E o presidente do CCS, o cientista político Murillo de Aragão, sugeriu ainda a participação na mesa dos jornalistas Daniel Bramatti (presidente da Abraji — Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e Maria José Braga (presidente da Fenaj — Federação Nacional dos Jornalistas e também conselheira do CCS), além do ex-ministro do STF, Carlos Ayres Brito. Os nomes acabaram sendo acatados pelos demais membros do conselho.

Fake news

Durante a reunião, o CCS também aprovou o relatório de Patrícia Blanco que pede aprimoramentos ao PL 559/2019, apresentado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e ainda em análise na Câmara dos Deputados. O projeto busca incluir uma disciplina específica nos currículos dos sistemas de ensino médio e fundamental, tratando sobre a utilização ética das redes sociais e contra a disseminação das notícias falsas (fake news).

Mas em seu relatório, acatado pelo CCS, Blanco defende que a educação midiática no que diz respeito ao uso das redes sociais, ao nível dos ensinos médio e fundamental, deve se dar em sinergia com diretrizes já estabelecidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a diversas disciplinas ligadas aos currículos de ciências sociais e da natureza. Entende também que a criação de mais uma disciplina nestes currículos esbarra em dificuldades estruturais ligadas a custos e à contratação de pessoal especializado por parte de todas as unidades da Federação, dentre outras questões de praticidade infra-estrutural.

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5 Comentários
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  1. Ubiratan Rosa Passos

    18 de junho de 2019 2:59 pm

    Espero que o Glenn cale os direitistas, mas estou com receio de que isso não aconteça. è armação contra ele.

  2. Rui Ribeiro

    18 de junho de 2019 3:03 pm

    Quem vai entregar o celular primeiramente: O Deltan Dallagnol ou a Najila?

    No telefone da Najila tem a gravação do suposto estupro. No celular do Dallagnol não deveria ter crime nenhum. Porque esse rato pançudo não entrega o celular?

  3. naldo

    18 de junho de 2019 3:47 pm

    Menos mal…….. que o congresso queira protege-lo das ameaças…….

    E segundo informações vem mais revelações por ai…..tem neguinho usando fraldas desde já, e não são apenas as velhas figurinhas desbotadas da trolha-a-jato……

    Só pelo episódio em que esse senhores arrogantes foram até a porta de gente humilde, para ameaça-las, merecem ser desmascarados……..e no último video senti o seo Nassif tenso…..calma seo Nassif, o Brasil que pensa, precisa do senhor……..

  4. Carlos Elisio

    18 de junho de 2019 6:17 pm

    Conforme a direção do Conselho, para garantir equilíbrio haja vista a polarização politica atualmente observada o convite deve ser estendido a outros jornalistas. Não entendi!
    Se a convocação feita ao editor do “The Intercept” se deveu a ameaças sofridas por este, porque a presença de rwsponsaveis blogs como Antagonista? Por acaso fosse ao contrário, agiriam da mesma forma?
    Claro que um jornalista experiente e premiado como Gleen Greenwald não cairá em armadilhas, mas qualquer coisa um pouco fora da curva neste pais sem lei é preocupante.
    Aliás, já que pretendem ampliar o debate, porque você não foi convidado Nassif?

  5. abelardo

    18 de junho de 2019 6:23 pm

    Mas logo o Ayres Brito? Já está ficando chato! Com todo respeito, ele parece uma espécie de robô coringa da rede Globo. Sua figura já é tão freqüente e corriqueira na telinha, que quando escalado quase todos já imaginam qual será a sua opinião. Vai ser um saco!

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