Por André Motta Araújo

Em um Pais onde mais de metade das casas não tem esgoto, onde não há falta de mão de obra, cimento e tubos de concreto, cortar gastos de investimento parece uma insanidade. Havendo fatores de produção, havendo a necessidade, não tem logica, APENAS POR RAZÕES CONTABEIS, cortar investimento publico como se esse ato ajudasse a economia a se mover. Vai produzir efeito oposto. A ECONOMIA VAI PARAR MAIS.
A solução é NÃO CONSIDERAR NO ORÇAMENTO INVESTIMENTO COMO DESPESA. Muitos paises adotam esse critério racional. Investir não é gastar, quem investe cria ativos que vão ter retorno futuro, não é custeio.
O orçamento de investimento desliga-se do orçamento de custeio e deve ser tratado como outra peça contabil.
Grande parte do ORÇAMENTO DE INVESTIMENTO tem como fonte de financiamento recursos extra-orçamentarios, como fundos acumulados para esse fim, FGTS, Fundo de Telecounicações, Fundo Nacional de Aviação Civil, FAT e dezenas de outros. Isso não pode ser misturado com despesa pura, que vai e não volta.
A organização desses investimentos e de suas fontes de funding deveria ser tratada em outro conjunto de contas.
Estamos com crescimento nulo do PIB, com a economia parada, cortar investimentos publicos por causa de quimicas contabeis é suicidio. Produz de imediato redução de arrecadação e ao fim do dia essa perda de receita anula o corte.
OS CORTES NO ORÇAMENTO não vão produzir nenhum crescimento. A teoria classica diz que COM ORÇAMENTO EQUILIBRADO os investidores voltarão a invesrtir. Isso é apenas uma PRESUNÇÃO. Pode haver cortes no orçamento, exigindo um esforço absurdo e os investidores não voltarão o que é o que provavelmente vai acontecer.
POLITICAS ORTODOXAS EM PLENA RECESSÃO nunca funcionaram para fazer a economia girar novamente.
Foi o que prounha o Presidente Herbert Hoover em 1933, em plena crise economica. Roosevelt foi eleito e fez o contrario, AUMENTOU OS GASTOS PARA TIRAR A ECONOMIA DA RECESSÃO.
Não acredito nas receitas ortodoxas em situações de paralisia da economia.
Simplesmente não vai dar certo, aprofunda a recessão, explode o desemprego, cai a arrecadação.
Essa receita já foi tentada nos ultimos 80 anos sem sucesso.
Acredito em reformas de programas e instituições, não simplesmente cortar despesas, estas aumentam a recessão, a arrecadação cai , na conta de padaria volta-se à estaca zero, cai o gasto mas tambem cai a receita, qual a vantagem?
As desvantagens são terriveis, especialmente no desemprego e na perda de oportunidades e de tempo para o conjunto da economia. O Brasil teve anos de extraordinario crescimento com orçamento completamente desequilibrado, o que mostra a escasssa correlação entre uma coisa e outra, mas concordo que a longo prazo
e nunca em plena recessão deve existir o objetivo do equilibrio que é mais sadio em periodos de crescimento do que em plena crise. A recieta GRECIA é ruim para o Pais em seu conjunto embora possa agradar setores do mercado.
alexis
12 de janeiro de 2015 3:14 pmExcelente
Excelente colocação André!
Tudo o que o Estado bota dentro do país (Bolsa Família, aumento real do salário mínimo, etc.) gira e se multiplica em favor do Brasil. Trata-se de um investiento, na perspectiva nacional do fato.
hc.coelho
12 de janeiro de 2015 3:18 pmEconomistas
Mas os economistas não entedem assim. Inclusive o Nassif. São contábeis-políticos, ou sei lá o que, e distorcem o que é real. É incrivel a fuga da realidade deles baseadas em teorias mirabolantes e falsas. Para eles estamos em crise, embora seja impossível estacionar onde tem comercio em qualquer parte do país.
Eu aposto que o Bolsa Família, por exemplo, entre dezenas de vantagens, devolve rápido,um tempo incerto mas breve que poderia facilmente ser definido, se quizessem, o que nele se gastou.
Os bobos são obrigados a escutar as besteiras dos miriam-sademberg fazendo analises matemáticas simples e imediatas sempre com o intuito de defender suas indefensáveis besteiras.
Sérgio T.
12 de janeiro de 2015 3:32 pmDefesa sem terem pedido…
Êpa “hc”, até onde sei o Nassif “fecha” com os conceitos emitidos no texto do AA… Sei lá… Quanto ao resto, “fecho” contigo, rs.
Um abraço.
Durvalino Ferreira
12 de janeiro de 2015 3:53 pmCaro Articulista
.. valeu pela lembrança mas nao vi nenhuma sinalizaçao no sentido de que seriam tomadas açoes nesse sentido.
agora, o que espero é que nao administrem a economia com medidas pontuais como as divulgadas pela Casa civil em fim de dezembro, e basicamente para correçao de excessos na area social.
é o momento da equipe economica ser ousada e fazer acertos consistentes como a desindexaçao da economia – preços e salarios por exemplo, que vai obrigar os empresarios e estatais a se reiventarem. isso sim muda a cara do Brasil.
Yacov
12 de janeiro de 2015 4:17 pmO motivo disso é óbvio. Tudo
O motivo disso é óbvio. Tudo o que não é carreado para o financiamento direto dos endinheirados e suas esbórnias, é gasto, e não investimwento, capice?!? Quer que desenhe uma charge !?! Lembrando que EU NÃO SOU CHARLIE HEBDO.
“O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-ZIl-ZIL para TOLOS”
Carlos G P Lenz
12 de janeiro de 2015 4:19 pmpois é, concordo com a proposta…
… agora precisa explicar para o russo.
Ou para a banca (nacional e internacional) e seus acólitos… Principalmente o PIG.
No mais, pensei que já fosse assim a muito tempo. Vejo que fui um tremendo desinformado.
Flavio Patricio Doro
12 de janeiro de 2015 4:34 pmUm artigo de Bresser-Pereira
Bresser-Pereira, cuja lucidez Nassif elogiou em mais de uma oportunidade, escreve:
“O essencial [para o desenvolvimento] é aumentar a taxa de investimento, e, portanto, a capacidade produtiva do país, o que só é possível se o Estado reduzir relativamente sua despesa corrente aumentando a poupança pública, e se expectativas de lucro claramente superiores à taxa de juros estimularem as empresas a investir.”
Note-se que ele defende o controle das depesas correntes, e não de todo e qualquer gasto, para que esse equilíbrio seja atingido. Contudo, é suficientemente claro que deve haver um equilíbrio.
Segue o link:
http://www.bresserpereira.org.br/papers/2014/345-Desenvolvimentistas-liberais-consumoimediato.pdf
Detalhe: mais adiante, no mesmo artigo, o autor esclarece que a parte mais difícil de realizar, politicamente, é a administração da taxa de câmbio, e não propriamente o controle dos gastos. Faz sentido, mas, a meu ver, o grau relativo de dificuldade depende do tamanho do corte necessário para alcançar o equilíbrio fiscal.
Chico Pedro
12 de janeiro de 2015 7:50 pmBem por aí, companheiro.
Bem por aí, companheiro. Muito bom o texto do Bresser.
A macroeconomia e o planejamento se sobrepõem ao aspecto contábil.
Não precisa haver um pingo de dúvida a respeito.
Yacov
12 de janeiro de 2015 9:20 pmAuditoria da DÌVIDA, nem
Auditoria da DÌVIDA, nem pensar, né !?!?
“O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”
Maria Luisa
12 de janeiro de 2015 4:54 pmFaro fino e olho vivo
Muito bem, Motta Araujo. Problema: parece que a Dilma ouviu demais as reclamações da imprensa oposicionista durante a campanha e escolheu um Joaquim Levy para a Fazenda e o resto, é isso ai que vc esta nos lembrando. Na Europa, a escolha do arrocho e cortes para todos os lados foi um desastre… até aqui não sairam da crise.
alfredo machado
12 de janeiro de 2015 5:18 pmJudiciário roda presa
Andre,
Para conseguir alterar os conceitos Investimento ( $$ para poder produzir mais adiante) e Despesa ($$ para o papel higiênico), ambos bastante simples, ao alcance de qualquer idiota que passe pela rua, o Governo se defrontará com o de sempre, o Poder Judiciário roda presa,que, através do TCU aparelhado prá xuxu, se encarregará de passar o pente fino prá xuxu para fazer o Governo federal ajoelhar no milho.
Chico Pedro
12 de janeiro de 2015 6:12 pmNâo tem absolutamente nada a
Nâo tem absolutamente nada a ver com isso.
Gastar energia concentrando-se na alteração de conceitos é pura babozeira… Mais uma da tonelada que se produz diariamente.
alfredo machado
12 de janeiro de 2015 9:34 pmDe outra maneira
Chico Pedro,
É o que eu disse, não alterei conceito coisa nenhuma, e garanto que a maioria não tem a menor idéia quanto aos tais conceitos e mais outros.
Vou descrever a diferença de outra maneira, mais educada,
Investimento -valores gastos com a aquisição de bens como máquinas, equipamentos, veículos, etc…
Despesas – valores gastos com a estrutura administrativa e comercial da empresa em aluguel, salários e encargos, pró-labore, telefone, etc… Podem ser fixas ou variáveis.
Chico Pedro
13 de janeiro de 2015 2:05 amA questão nao passa pelo
A questão nao passa pelo judiciário ou pelo TCU. Essa alternativa que citou nao devia nem ser cogitada.
Porque é muito menos que isso…
Os carros nao vão andar mais rápidos porque a Barata Ribeiro mudou o nome para Afonso Pena.
E se houvesse esse tipo de ideia louca não é preciso falar em departamento de transito ou seus fiscais.
Ele inventou uma coisa que demorou seculos até o atual estagio.
Que no final é o que você disse: entradas e saídas, receitas e despesas. Ponto final.
Se o governo quer ajustar a economia a técnica contabil nao tem nada a ver com as medidas.
Mário Mendonça
12 de janeiro de 2015 5:31 pmPrezado Motta
Como diz o
Prezado Motta
Como diz o banqueiro Marc Tourneuil do Filme O Capital de Costas Gravas.
” É tirar dos pobres para dar aos ricos “
Abração
Jorge Rebolla
12 de janeiro de 2015 6:15 pmAproveitando a deixa…
…quando a Petrobras retomará o pagamento aos fornecedores?
O efeito cascata no setor metal-mecânico, devido à inadimplência da Petrobras, já está sufocando muitas empresas. Caso as senhoras Rousseff e Foster não encontrem uma solução rápida a quebradeira será generalizada.
hc.coelho
12 de janeiro de 2015 6:30 pmQuando parar de bater records de produção
O pessoal da petrobrás “esqueceu” de pagar os fornecedores porque está comemorando os recordes seguidos de produção. qundo o chop acabar, eles pagarão.
Rebola, vá escutar a cbn!
Chico Pedro
12 de janeiro de 2015 6:34 pmRidículo, não fosse tido
Ridículo, não fosse tido seriamente.
Uma porção minúscula do nonagésimo segundo desastre econômico brasileiro se deve a nuances contábeis. Até alcançar esta medida do problema há um oceano que a separa das principais causas.
O governo que aí está assumiu o poder em 2002 na hora dos bons ventos. Cantarolou como cigarrinha inocente, descuidou de ações em sua estrutura… Continou o processo de esfolamento da indústria, os juros lá no alto, a gastança, a cegueira…
E toca os bajuladores insuflando egos…
O resultado é esse aí. Continuem aí viajando na maionese..
chico da dilma
12 de janeiro de 2015 7:22 pmSimplismente,correto nota
Simplismente,correto nota 10,parabéns André!
sergio m pinto
12 de janeiro de 2015 8:58 pmMas, afinal, quais vão ser os
Mas, afinal, quais vão ser os investimentos públicos que vão passar pela tesoura?
Não gosto nem um pouco da idéia de cortar investimentos, mas o que fazer quando não se tem o dindin?