
Jornal GGN – O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, concedeu entrevista ao jornal O Globo e negou responsabilidade sobre contratos irregulares na Petrobras. Além disso, disse que o bloqueio de bens determinado pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, não chegou a ser realizado. Ele falou sobre a exploração política dos desdobramentos da Lava Jato e que pretende realizar uma defesa jurídica e “fazer a verdade prevalecer”.
Gabrielli afirmou também que os procedimentos adotados na Petrobras estão corretos, na imensa maioria. “Você tem mais de 55 mil contratos por ano na Petrobras. O que a direção da empresa tem que fazer é acompanhar a adequação com os procedimentos existentes. Consequentemente, a existência desses procedimentos são auferidos, avaliados. A lei americana e a lei brasileira exigem um conjunto de controles, esses controles foram todos certificados pelas auditorias na época, em 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2013. Portanto, a KPMG e a Pricewaterhouse atestaram, certificaram, que os controles estavam corretos. Então, a diretoria tem que saber essencialmente como é o controle. Se algum diretor é ladrão, é bandido, tem que punir o ladrão e o bandido. Mas isso não pode condenar a empresa”.
Gabrielli nega bloqueio de bens, sai em defesa de Lula e volta a apontar responsabilidade de Dilma
Por Patrícia França
Do O Globo
Ex-presidente da Petrobras foi denunciado pelo Ministério Público por superfaturamento de obras na estatal
SALVADOR— Alvo de acusações contra sua gestão de sete anos à frente da Petrobras, o economista baiano José Sérgio Gabrielli, que até esta quinta-feira, comandava a secretaria de Planejamento do governo da Bahia, quebrou o silêncio a que vinha se impondo. Em entrevista, Gabrielli negou que esteja com os bens bloqueados como determinou, em agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Afirma também que nem ele e nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm responsabilidade sobre contratos ditos irregulares na estatal, lembra que a presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidiam o conselho de administração da Petrobras à época dos fatos. Em abril de 2014, Gabrielli já havia responsabilizado a presidente. Gabrielli afirmou ainda que o ministro do TCU, José Jorge, “cometeu errou fundamental” ao apontar prejuízo de US$ 792 milhões na compra da refinaria Pasadena, nos Estados Unidos.
Vai estar mais livre para fazer a defesa? Qual vai ser sua estratégia?
A estratégia é fazer a verdade prevalecer. Estou tranquilo. Fazer a verdade prevalecer significa esclarecer, tirar a exploração política que está existindo sobre os assuntos, tornar os fatos explícitos e, consequentemente, fazer a defesa jurídica.
O governo Dilma, ao defender a Petrobras, tem deixado claro que os fatos ocorridos foram no governo Lula, no período da sua gestão. Como o senhor vê isso?
Objetivamente não tem nenhuma acusação contra mim. Qual a acusação contra a minha pessoa? Existem vários fatos que estão em investigação, mas nenhum deles se referem à minha pessoa.
Mas como o senhor vê a tentativa do governo, pelo menos é o que parece, de jogar a responsabilidade para a gestão passada?
Não há como haver essa tentativa nem essa realidade. Porque os fatos que acontecem, hoje, na Petrobras, são resultado da história da empresa. Portanto, não tem como atribuir a um ou outros (a responsabilidade). Há responsabilidades individuais que têm que ser apuradas. E os procedimentos da companhia são procedimentos regulares, normais.
Petrobras O fato de, na época, o senhor estar no comando da estatal, não era para ter conhecimento, por exemplo, de desvios de dinheiro para partidos?
Você tem mais de 55 mil contratos por ano na Petrobras. O que a direção da empresa tem que fazer é acompanhar a adequação com os procedimentos existentes. Consequentemente, a existência desses procedimentos são auferidos, avaliados. A lei americana e a lei brasileira exigem um conjunto de controles, esses controles foram todos certificados pelas auditorias na época, em 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2013. Portanto, a KPMG e a Pricewaterhouse atestaram, certificaram, que os controles estavam corretos. Então, a diretoria tem que saber essencialmente como é o controle. Se algum diretor é ladrão, é bandido, tem que punir o ladrão e o bandido. Mas isso não pode condenar a empresa.
E os superfaturamentos nos contratos apontados pela CGU, pelo TCU e Ministério Público Federal?
Não há superfaturamento. É importante ficar claro que não há superfaturamento na maioria dos casos. A Petrobras tem, como eu disse, 55 mil contratos, está se falando sobre alguns contratos em que há discussões técnicas sobre o que significa em termos de preço. No que se refere, por exemplo, a Pasadena, a meu ver, há um erro fundamental sobre o que significa prejuízo e o que significa valor de refinaria. O ex-ministro do TCU, José Jorge, cometeu um erro, a meu ver, fundamental.
Qual é o erro?
O erro é a consultoria contratada para fazer uma avaliação de potenciais cenários de refino, em 2005, pegar um dos 25 cenários levantados e comparar com o preço pago e chamar isso de prejuízo. O correto seria transformar e comparar o valor da refinaria com o valor das outras refinarias equivalentes na época. E quando se faz essa comparação, Pasadena está mais do que no valor na média dos valores da época.
O senhor está com os bens bloqueados e….
Não estou com os bens bloqueados. Não houve bloqueio. Até agora, o bloqueio não se efetivou.
E a quebra de sigilo?
Não houve quebra de sigilo. Há pedidos, mas não efetivação.
Dizem que senhor está saindo do governo da Bahia meio que de fininho. Isto está acontecendo?
De fininho? Eu estou aqui, (na posse do governador Rui Costa) com a imprensa toda na minha frente. Você sabe que tem muita nota plantada, há muitos interesses por trás dessa história.
O senhor esperava um apoio maior do seu partido, o PT?
O partido está me apoiando inteiramente. Não tenho do que me queixar.
Vou insistir, incomoda a postura do governo da presidente Dilma, que coloca a responsabilidade dos fatos para sua gestão e, por tabela, do ex-presidente Lula?
Não tem como estar jogando sobre nós, porque não há possibilidade. O conselho de administração da companhia era presidido pela presidente Dilma e foi presidido pelo ministro Guido (Mantega, ex-ministro da Fazenda). Como podem querer jogar sobre a Petrobras as responsabilidades? Não há possibilidade disso.
Luís Henrique Donadio
3 de janeiro de 2015 11:08 am“Afirma também que nem ele e
“Afirma também que nem ele e nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm responsabilidade sobre contratos ditos irregulares na estatal, lembra que a presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, presidiam o conselho de administração da Petrobras à época dos fatos. Em abril de 2014, Gabrielli já havia responsabilizado a presidente.“
Isso é o que o repórter tenta, o tempo todo, fazer: extrair do Gabrielli alguma coisa que soe como “a culpa é da Dilma”. Mas fica nas perguntas do repórter, por que o Gabrielli em nenhum momento endossa a ideia.
As interpretações dO Globo estão cada vez mais cada vez.
O Globo, desse jeito, poderia pegar uma frase do seu fundador, Roberto Marinho, digamos,
“Balzac fez a crônica da vida, da cultura do povo francês. Perpetuou-a. É o que, modestamente, procuramos fazer com as novelas, aqui no Brasil.”
(segundo Frases – http://kdfrases.com)
e dar como manchete,
EMPRESÁRIO BRASILEIRO QUER QUE TELENOVELAS FAÇAM “CRÔNICA DO POVO FRANCÊS”.
Bernardo Felipe Leal
3 de janeiro de 2015 11:21 amEssa imprensa é primária. A
Essa imprensa é primária. A entrevista foi realizada para extrair uma peça de acusação contra Dilma e a atual diretoria da Petrobras. Sobretudo gerar intriga entre as duas gestões. Fracassou feio, mas ainda assim manchetes o que não apurou.
edsontadeu
3 de janeiro de 2015 12:13 pmisso é uma entrevista
isso é uma entrevista direcionada a culpar tanto Lula como Dilma, isso porque em momento algum a Presidente culpou o governo de Lula. nunca houve essa tentativa .
A intençao desse jornaleco é jogar Dilma contra lula e Gabrielli, coisa mais facista nunca se viu, Tanto a Dilma como o Brasil sabe que a maior corrupçao dentro da petrobras começou exatamente quando FHC afundou a P-36 criou as maiores dificuldades e deixou a bandaleira correr solta na Petrobras, Quando Lula chegou ao governo teve que ir colocando em ordem a Petrobras mais isso requer muito tempó pois os estragos provocados pela gang de Fernando henrique foram grandes .Tanto os EUA como a direita brasileira unidos para privatizar a petrobras juntaram forças para jogar para cima do PT a corrupçao na Petrobras, Se formos olhar bem isso é uma outra tentativa de mensalao. e ainda com a Teoria do dominio do FATO ja que eles dize que Gabrieli teria que saber das corrupçoes de funcionarios.
Nao custa lembrar que em muitas empresas privadas do mundo quando existe um funcuionario ou executivo ladrao muitas vezes a coisa é tao bem feita que leva-se anos e nao se descobre ou quando se descobre o cara ja fez um estrago enorme. agora imaginem voces uma empresa do tamanho da petrobras, e ainda temos que levar em consideraçao a organizaçao crimionosa em que o Paulo Roberto Costa e Youssef faziam parte ha pelo menos 24 anos , Nao se investigar a fundo a corrupçao na petrobras é botar panos quentes nos verdadeiros culpados, e a quadrilha de FHC que assaltou todos os cofres publicos durante anos nao pode ficar impune.
Celso Giovannetti Brambilla
3 de janeiro de 2015 12:56 pmConjunto de Controles Certificados
Prezados.
Creio que o mais importante da entrevista é a afirmação de que tanto no Brasil como nos EUA, a Petrobras é auditada não por uma, mas sim duas empresas que certificaram o conjunto de controles a que essa magnífica empresa é submetida. Gostaria que as demais empresas de “mercado” apresentassem esse procedimento e a PF foi atrás de terceiros para afirmar que houve corrupção sem provas de que as barganhas entre esses corruptos e corruptores respingavam nos contratos com a Petrobras. O vexame fica por conta da PWH agora se fingir de que não sabe se os procedimentos foram cumpridos, a imagem dessa empresa ficará inevitavelmente questionada e nesse meio isso é imperdoável.
Tomara todas as empresas tivessem esse procedimento, seria muito mais difícil a corrupção se estabelecer e praticamente impossíovel exercerem a lavarem de dinheiro que na maioria das vezes busca sonegar impostos ou transformarem capital contaminado por ações criminosas em dinheiro vivo.
Atenciosamente.
CGBrambilla03012015sbc.
Marcio Almeida
3 de janeiro de 2015 1:55 pmSe não fosse…
Se não fosse o fato de todos os delatores terem mencionados até a presente data pessoas ligadas ou ao PT no esque quema de corrupção, seu racícionio seria válido.
Afora isso, não custa lembrar que o PT está há doze anos no poder, portanto há doze anos comandando a Petrobrás, se no Governo FHC tivesse havido a roubalheira que diz, de certo, o PT teria escancarado logo de cara. Coisa que nunca ocorreu.
Duas possibilidades para essa “omissão”: a primeira não havia nada que apontasse falcatruas na gestão FHC dentro da Petrobrás. A segunda: havia corrupção, e o `PT e a base aliada resolveram dar continuidade.
De qualquer forma, o escândalo esta aí. Bilhões foram roubados da Petrobrás. Acionistas viram seus investimentos na Petrobrás virarem pó. Lembrando sempre que uma parte desses acionistas são trabalhadores que investiram parte de seu fundo de garantia na Petrobrás. Investimetno que vinha sendo extremamente benéfico aos trabalhadores até a gestão Lula/Dilma. Um outro contigente de acionistas são os fundos de pensões, por conseguinte, a queda brutal da empresa afeta diretamente aqueles que pretende se aposentar.
Como se vê, os danos causados à Petrobras nos últimos doze anos transcendem questões político-ideológicas. O impacto social é muito maior do que quer se admitir.
Independentemente de qual partido é culpado, a verdade é inegável: a população brasileira foi prejudicada de uma maneira que dificilmente será ressarcida.
CELSO ORRICO
3 de janeiro de 2015 1:56 pmentrevista??
está parecendo mais uma inquisição com a tentativa recorrente de jogá-lo contra Dilma e Lula, bem tpíco da Globo..há divergências dele com Dilma e que é bem mais profunda que a simples compra de Pasadena mas que de forma democrática foi respeitada e se manteve..
Ler essa mídia, só por dever de ofício de jornalista, coisa que graças aos céus não sou..
Caetano.
3 de janeiro de 2015 3:51 pmPedimos solenes desculpas ao
Pedimos solenes desculpas ao sr. Gabrieli. Deve ter sido algum mal-entendido, a empresa com problemas de corrupção era outra.
Lucinei
3 de janeiro de 2015 3:57 pmIiiiihhh, “defesa
Iiiiihhh, “defesa jurídica”!
Tá ferrado; não connsegue aprender mesmo! Não sabe com quem está lidando!
“Defesa juríidica” em um julgamento político, Gabrielli!?
Ai, ai…
lenita
3 de janeiro de 2015 5:13 pmNão estou sabendo até hoje>
Não estou sabendo até hoje> Vão investigar somente a partir dos governos do PT? Quem souber, favor me dizer.
Pereira LF
3 de janeiro de 2015 6:50 pmTá bom. O Gabrielli faz sua
Tá bom. O Gabrielli faz sua defesa prévia, racional e firme. Terá tempo para aprofundá-la.Ontem Dilma prometeu defender a Petrobrás dos seus “inimigos internos e externos”. Bem os internos, sabemos, são aquela meia duzia de diretores e gerentes criminosos e corruptos que promoveram negociatas, over price, distribuição de comissões a dirigentes partidários, etc. Os externos, bem, não consigo imaginar quem sejam. A afirmação é exdruxula, sem sentido.
Se Gabrielli fosse um gestor minimamente competente e se Dilma fosse a tal gerentona proclamada a quatro ventos e endossada bovinamente pelo grupo empoderado, já teriam sentado e apresentado uma resposta que evitaria o sangramento contínuo da Petrobras e do Governo: a questão do custo a Refinaria Abreu e Lima.
O custo de refinarias recém construidas ou em construção pelo mundo (com as mesmas complexidades da Abreu e Lima) oscila entre US$ 10 a 25 mil por barril processado.
Há exemplos dados pela própria Graça Foster numa conversa com Cid Gomes (agora Ministro da Educação): India (US$ 13 mil), China (US$ 14 mil), Coreia do Sul (US$ 18 mil).
A Saudi Aramco construiu uma refinaria com capacidade para 400 mil barris com US$ 10 bi (US$ 25 mil), Na India foi construida a usina da Reliance Jamnagar (privada) com custo de US$ 10 mil/barril. Também na India, a HPCL Bhatinda inaugurou em 2012 uma refinaria ao custo de US$ 22 mil. A Petrovietnam Dung Quat concluiu recente uma refinaria a US$ 21 mil. E para completar: Refinaria Marathon, EUA, custo USD$ 22 mil/bp em 2009.
É só explicar: por que Abreu e Lima, capacidade 230 mil barris, orçada incialmente em US$ 2,3 bi, custará no final entre US$ 85 e 90 mil por barril?
Conclusão: Tem gente roubando de montão. A Petrobras está escamoteando e o Governo tergiversando. Ópus6!
altamiro souza
3 de janeiro de 2015 9:04 pma linha da entrevista
a linha da entrevista comandada pelo repórter
é obviamente no sentido de culpabilizar a gestão gabrielli
ou a de graça, acusar lula ou dilma, ou confronta-los.
mas gabrielli explicou bem.