18 de junho de 2026

Avanço neoliberal faz fome atingir 42,5 milhões de pessoas na América Latina e Caribe

Relatório divulgado pela ONU critica paralisação dos investimentos em políticas sociais na região
Biscoito feito de barro, água e manteiga para "enganar" a fome no Haiti / Marcello Casal Jr. | Agência Brasil

do Brasil de Fato

Avanço neoliberal faz fome atingir 42,5 milhões de pessoas na América Latina e Caribe

A fome associada à subnutrição atingiu 42,5 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe em 2018, segundo relatório divulgado pela ONU nesta segunda-feira (15) sobre o estado da segurança alimentar no mundo.

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O número equivale a 6,5% da população local e mantém a trajetória de crescimento iniciada com a crise econômica mundial e aumentada pelo avanço dos governos e ataques neoliberais na região.

“A tendência a implementar programas sociais, que vinham incidindo na redução da fome há até três anos, foi altamente afetada”, afirmou à agência espanhola EFE o diretor adjunto de Economia do Desenvolvimento Agrícola da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Marco Sánchez Cantillo.

Na América do Sul, segundo nota divulgada pela FAO, a desnutrição saltou de 4,6% em 2013 para 5,5% em 2017, mantendo o índice em 2018. “Durante os primeiros 15 anos deste século, a América Latina e o Caribe cortaram a subnutrição pela metade. Mas, desde 2014, a fome vêm aumentando”, disse o Representante Regional da FAO, Julio Berdegué.

A nota diz ainda que o aumento da fome está “intimamente associado à desaceleração econômica”, principalmente nos países cujas economias têm muita dependência da exportação de matérias-primas, as chamadas commodities – cujos preços tiveram queda acentuada a partir de 2011.

“O declínio do PIB e o aumento do desemprego resultaram em menores rendimentos para as famílias. Após vários anos de reduções acentuadas na pobreza, o número de pessoas pobres subiu de 166 milhões para 175 milhões entre 2013 e 2015, aumentando de 28,1% para 29,2% da população”, diz a nota.

No mundo

Das mais de 820 milhões de pessoas com fome, 513,9 milhões estão na Ásia (11,3% da população), 256 milhões na África (19,9%) e 42,5 milhões (6,5%) na América Latina e no Caribe.

Na África, a subnutrição cresceu em quase todas as regiões. Em países do Oriente Médio, como Síria e Iêmen, não para de aumentar desde 2010.

Edição: João Paulo Soares

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. CARPOA

    16 de julho de 2019 5:51 pm

    Vamos pegar dois exemplos próximos e mais conhecidos,Brasil e Argentina.
    A população destes países é formada maioritariamente por pobres,ou classe média baixa.
    A quem beneficíam as políticas neoliberais??? em qual destas administrações que já governaram nestes países ,os pobres tiveram ou obtiveram vantagens e progresso????
    Tanto um quanto o outro país já tiveram experiências de governos com uma visão popular ,pts no Brasil e os Kirchner em Argentina.
    Então,por que os pobres votam em neoliberais???? tenho que ter pena de sujeitos que desprezam suas próprias experiências????eu já não tenho mais,quero mais é que se fodam !!!

  2. Marvin

    16 de julho de 2019 8:20 pm

    Avanço do neoliberalismo ou 10 / 20 de governos de esquerda?
    Pode ver que grande parte dos países da americana latina que hoje se encontram nas mais graves crises, como Brasil, Argentina e Venezuela, tiveram governos de esquerda nos últimos anos. Vcs sabem que a causa principal para o aumento da pobreza não é o avanço do neoliberalismo e sim politicas de governo populistas e insustentáveis do ponto de vista econômico.

    1. Ulisses

      17 de julho de 2019 3:53 am

      Não tem vergonha nenhuma escrever bobagens. Depois da era fake news, escrever besteira virou comum mesmo sabendo que são desmentidos pela história. Deve ser por que muitos trouxas, hoje na miséria, acreditaram nestes idiotas.

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