17 de junho de 2026

O jeito Neves de controlar a mídia em Minas Gerais

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Por Andrea C. Branco

Editor de Cultura do jornal Estado de Minas censurado

Caro Nassif,

sou diretora do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e hoje a censura sem limites da Dinastia Neves fez mais uma vítima entre nós. O editor de Cultura do Estado de Minas, João Paulo Cunha, foi censurado e pediu demissão depois de ser informado que não poderia escrever mais sobre política. Sua coluna no último sábado foi brilhante e demolidora, mas ele ousou cobrar responsabilidade do senador Aécio Neves nas páginas do jornal, o que motivou a reprimenda da direção do jornal. Além de jornalista, João Paulo Cunha é um dos grandes intelectuais mineiros e tem feito uma crítica muito contundente do processo político.

Abaixo encaminho a nota do Sindicato dos Jornalistas e o brilhante texto que motivou sua saída dos Diários Associados.

NOTA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS

O Sindicato dos Jornalistas lamenta a saída de João Paulo Cunha do comando da editoria de Cultura do Estado de Minas, mais uma vítima da censura que impera nos grandes meios de comunicação e grassa em Minas Gerais. Reconhecido como um dos mais brilhantes jornalistas e intelectuais mineiros, dono de uma vasta cultura e de um texto brilhante, João Paulo pediu demissão hoje a tarde.

A decisão foi tomada depois da comunicação por parte da direção do jornal de que não poderia mais escrever sobre política na coluna que assinava semanalmente no caderno Pensar. Seu último texto foi publicado no dia 6. Batizado de “Síndrome de Capitu”, criticava a falta de uma oposição responsável no Brasil. “Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia”, diz um trecho do texto. E foi em nome dessa utopia que ele não aceitou essa imposição. Uma salva ao João!

​Síndrome de Capitu

O Brasil já tem presidente para os próximos quatro anos, o que está faltando é oposição responsável

João Paulo Cunha

Existem duas verdades aparentemente óbvias que, no entanto, não têm ficado suficientemente claras para muita gente: o país mudou e a eleição já acabou. A insistência em dar continuidade ao processo que elegeu Dilma Rousseff poderia ser apenas um luto mal vivido, mas tende a se tornar perversa no campo político. Por outro lado, a recusa em enxergar a nova configuração da sociedade, resultado de seguidas políticas de distribuição de renda e inclusão social, pode gerar um impulso no mínimo grotesco em suas alusões reativas e chamamentos à ditadura.

É preciso ir adiante. A oposição, certamente, saiu fortalecida do resultado eleitoral bastante parelho. Mas corre o risco de jogar fora esse crescimento quantitativo em nome de um comportamento pouco produtivo em termos políticos. Em vez de jogar com seu eleitor fiel, interpreta os votos de acordo com suas conveniências e joga para a plateia pelos meios de comunicação, sem perceber que essa falácia já mostrou ser um paradoxo invencível: tem mais brilho que consistência, mais efeito que substância, mais eco que voz.

A oposição de hoje parece viver, no campo da política, o que Bento Santiago, o Bentinho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, viveu em seus tormentos de alma: se perde na fantasia da traição (mesmo que ela tenha sido real). Para lembrar sumariamente o enredo do romance, Bentinho se apaixona por Capitu, desde logo apresentada como portadora de “olhos de ressaca”. São jovens de classes sociais distintas. Um arranjo permite o casamento. Logo Bentinho, já pai e bem posto na vida como advogado, desconfia que está sendo traído pela mulher com o melhor amigo, em quem vê semelhança com o filho. O casal se separa, o filho morre e Bento, sozinho, leva adiante sua sina de ser casmurro e sofrer com a desconfiança até o fim da vida.

Machado de Assis, como sempre, ao falar de seus personagens, está figurando a sociedade de seu tempo. Bentinho não sofre só pela traição, mas porque não entende que o mundo mudou. Não pode aceitar que a sociedade republicana deixou para trás as amarras elitistas do Segundo Reinado e da escravidão. Bento não reconhece a mulher, a sociedade, a história. Não pode aceitar que ela tenha uma vida independente e autônoma. Tudo que ele não compreende o ameaça. Capitu não é apenas a mulher, mas tudo que perdeu em seu mundo de referências que se esvaem. Mais que sexual, a traição é histórica. Homem de outro tempo, só resta a ele tentar convencer ao leitor e a si próprio de seu destino de vítima. E soprar um melancólico saudosismo acerca dos tempos idos, que busca reconstruir em sua casa feita à semelhança do lar da meninice.

O Brasil tem uma recorrente síndrome de Capitu: tudo que a elite não tolera se torna, por meio de um discurso marcado pela força jurídica e da tradição, algo que deve ser rejeitado. Eternos maridos traídos. A tendência de empurrar a política para os tribunais é uma consequência desse descaminho. Assim, tudo que de alguma forma aponta para a mudança e ampliação de direitos é considerado ilegítimo e, em alguns momentos, quase uma afronta que precisa ser questionada e combatida. Foi assim com a visibilidade dada aos novos consumidores populares (que foram criminalizados em rolezinhos ou objeto de ironia em aeroportos), com as cotas raciais para a universidade, com a chegada de médicos estrangeiros para ocupar postos que os brasileiros, psicanaliticamente, denegaram.

O romance de Machado de Assis tem ainda outro personagem curioso para a sociologia e psicologia do brasileiro, o agregado José Dias. Trata-se de um homem que vive às expensas da família de Bento e que, por isso, não cessa de elogiar quem o acolhe. Típico representante de certa classe média, ele é o bastião dos valores da burguesia da época, da qual só participa de esguelha. Mais burguês que os burgueses, em sua subserviência, ele gasta os superlativos e a vida a invejar e defender os “de cima”, com pânico de ser confundido com os “de baixo”. Epígonos de José Dias, hoje, são os que amam Miami, levam os filhos para ver o Pateta e participam de passeatas pedindo a volta dos militares.

Leviandade

Mas o que a síndrome de Capitu tem a ver com a política brasileira de hoje? Em primeiro lugar, ela explica por que, em vez de armar uma oposição de verdade, os partidos derrotados tentam inviabilizar a sequência do processo democrático. Em segundo lugar, pela defesa da dupla moral, que desculpa os erros do passado por causa da dimensão dos desvios de hoje, numa reedição do estilo udenista e despolitizador de analisar a conjuntura. Tudo que pode de alguma forma macular a oposição é considerado “sórdido” e “leviano”, numa substituição da política pela moral de circunstância. A corrupção, com sua espantosa abrangência, precisa ser combatida em toda sua dimensão e arco histórico. Nenhum culpado pode ficar de fora, de empresários a políticos de todos os partidos.

Por fim, a personagem machadiana ajuda a explicar a fixação em torno de determinados temas – no romance, é a traição, na vida política atual, é a inflação –, que são muito mais derivações que propriamente o que de fato interessa. A escolha dos ministros da área econômica mostrou como mesmo um governo popular e eleito democraticamente confirma as intuições de Machado de Assis. A excessiva submissão aos interesses rentistas pode ser um recuo estratégico. Mas é um recuo. Uma capitulação.

Economia não é uma ciência exata e, muito menos, isenta de componente ideológico. Um governo de esquerda precisa de uma política econômica de esquerda. Além do equilíbrio macroeconômico, o mais importante é apontar as estratégias de distribuição de renda e de investimento na área social. O deus Mercado não pode falar mais alto que os filhos de Deus. No complexo tecido que sustenta a governança, a presença das forças populares não pode ser colocada em segundo plano, como vem sendo até agora. A excessiva sujeição ao cálculo do apoio político está na base da grande corrupção que hoje enoja a todos. Por isso a reforma política popular se tornou a agenda prioritária da sociedade.

A oposição, por sua vez – e o senador Aécio Neves, candidato derrotado como seu nome de maior destaque –, tem uma tarefa a cumprir: dar um passo à frente no jogo político, com a grandeza que o momento requer. O que ainda está devendo.

Bentinho perdeu sua vida ao ficar preso a um passado de desconfianças que, de resto, até hoje divide as opiniões. Há grandes projetos que impulsionam uma vida e moldam expectativas de futuro, algo que ganhou o belo nome de utopia. Há, entretanto, obsessões que paralisam pelo rancor e ressentimento. Bentinho, é bom lembrar, nunca mais foi feliz. Foi ele mesmo o criador e a vítima da síndrome que o consumiu.​
 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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30 Comentários
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  1. implacavel

    17 de dezembro de 2014 10:18 pm

    Síndrome de Capitu

    Nunca tinha observado o romance do “Machadão” sobre esse angulo da política.

    Artigo demolidor sobre o que é Aécio Neves hoje em dia…

    Ps.: Machadão era uma forma carinhosa em que eu e um grupo de estudantes adolescentes nos referíamos a Machado de Assis em tempos idos…

  2. Ivan de Union

    17 de dezembro de 2014 10:33 pm

    Neurosis by proxy. 

    Neurosis by proxy.  Responsaveis:  os Neves, Aecio e Andreia.

    Eles nao tem problema com censura.  Tem problema psicologicos de familia e criacao.

    Ambos sao neuroticos desde a mais tenra idade.

  3. antonio francisco

    17 de dezembro de 2014 10:35 pm

    Jeito “Neves”???

    Por favor, né, gente: tem de ser “jeito Aécio Neves”, porque senão morreu o Neves, oras.

    O Brasil é um dos países do mundo onde mais existem Neves, apesar de ser um país tropical (!).

    Há milhões de Neves que têm raiva ferrenha de Aécio Neves, assim como há Silvas com raiva de algum destrambelhado Silva.

    Portanto,

    pufavô, “jeito aécio neves de controlar a mídia em minas gerais”, óráite?

     

     

    1. Sobrinho netto

      18 de dezembro de 2014 1:40 pm

      O jeito Neves foi motivado

      O jeito Neves foi motivado pelo fato de que quem controla a mídia mineira são os dois irmãos, primeiramente Andréia Neves da Cunha e o Aécio Neves da Cunha.

  4. Alan Souza

    17 de dezembro de 2014 10:49 pm

    E depois é o PT…

    Depois dizem que foi o PT que instalou uma ditadura bolivariana no país e quer censurar a mídia…

  5. leonidas

    17 de dezembro de 2014 10:54 pm

    acho que controlar a midia e

    acho que controlar a midia e inaceitavel , tenho certeza que todos os colegas do blog pensam o mesmo… rs

    1. hugo1

      17 de dezembro de 2014 11:29 pm

      Controlar é inaceitável,

      Controlar é inaceitável, regular é fundamental.

    2. Roberto Monteiro

      18 de dezembro de 2014 4:37 pm

      Então,

      que este ditos jornais se assumam como panfletos de seus preferidos e náo posem de bom jornalismo. Simples assim.

  6. Cunha

    17 de dezembro de 2014 11:07 pm

    A demissão mostra que o

    A demissão mostra que o jornalista pegou a jugular.

     

     

  7. Regina Azevedo

    17 de dezembro de 2014 11:25 pm

    Muito bom artigo.

    Muito bom artigo. Excelente.

    Regina

  8. sergior

    17 de dezembro de 2014 11:42 pm

    Perdi razões para continuar a

    Perdi razões para continuar a ler esse jornal. João Paulo era uma destas (pouquissimas) razões que restavam. O que ler em Minas ? O tablóide dos Medioli, tucanos até o fundo d’alma ? Ou o ex-jornal do Edir Macedo e do Newton Cardoso, hoje, dizem, de Andrea Neves? Minas não há mais, se algum dia houve (e ouve).  Não há alternativas. Mas, como todos sabemos, os DA são, vamos dizer, pragmáticos. Rapidamente se entenderão com Pimentel. Minha solidariedade a João Paulo, grande texto. 

  9. alfredo machado

    18 de dezembro de 2014 12:00 am

    Censura surda

    Andrea,

    Só fico imaginando o que seria dos meios de comunicação, caso o mineirim boa vida fivesse vencido a eleição, conseguiria ser pior que a do tempo de FHC, e CPI ? Nenhuma, e operações da PF? Tres por ano, e a internet ? Só o lá de cima sabe.

    O patropi terminaria por ficar famoso em função do o nível de censura surda. A liberdade de imprensa, que já é substituída pela libertinagem da imprensa, seria capaz de ficar ene vezes pior.

  10. Alberto Santos Neto

    18 de dezembro de 2014 12:07 am

    O Aécio não passa de uma farsa!

    Se o Aécio não consegue aceitar um texto como este, onde a crítica é sútil e elegante, ele não passa de ditador da pior espécie.  Ele ficaria muito bem em companhia  Kim Jong-un, ditador da Coréia do Norte. 

  11. Eliane Faccion

    18 de dezembro de 2014 12:44 am

    Eu não sei como ele conseguiu

    Eu não sei como ele conseguiu ficar até agora…Anteví esse momento pois olhava o jornal todo sábado pra ver se ele ainda continuava lá. Lamento muito, pois eu comprava o EM apenas no sábado (e entregava o resto do jornal ao jornaleiro) só para ler o João Paulo e sua edição – no mais das vezes – primorosa (a única a valer a pena no chamado Pig).

  12. altamiro souza

    18 de dezembro de 2014 12:57 am

    machado demoliu aécio e o

    machado demoliu aécio e o psdb.

    lembrei de uma teoria do sociólogo roberto schwarz

    – parece que na obra  “um mestre na periferia do cpitalismo” –

    em qu diz mais ou menos  isso, falando do problema de classes no brasil:

    a elite escravocrata copia todas  as novidades europeias –

    digamos, filosofia iluminista, essas coisas que glorificam o mundo civilizado -,

    mas aqui açoita os escravos.

    o psdb faz pior: quer copiar a europa e a crise economica de lá, e governar

    para 30 por cento da população, como fez fhc.

    o resto que se dane.

    açoite no resto……..

     

     

  13. Amado Silva

    18 de dezembro de 2014 2:00 am

    Estado de Minas

     

    Fantástico! O texto carrega raríssima riqueza literária sobre nossa obra capital.
    Só que Nassif se enganou quanto à dispensa do jornalista, por Aécio, que carece de profundidade (e sensibilidade) para entender tanto, e depois se enraivecer e expedir a ordem de exclusão. Escritos deste naipe, não são para o bico dos leitores do Estado de Minas ou da Veja.
    Uma correção: quem morreu no final foi Escobar, o amante, e não o filho do (inesquecível) Bentinho.,
     

  14. Eduardo Carnevali

    18 de dezembro de 2014 4:33 am

    O agregado é José Dias …

    O agregado é José Dias … Tofoli ?????  kkkkkk. Para o devidos fins vejam os casos:  Maluf; as contas da candidata Dilma. Personifica bem.

  15. NNN

    18 de dezembro de 2014 9:12 am

    Censura ampla, geral, irrestrita e… imparcial

    A imprensa em Minas é mesmo imparcial: lá nada se publica sobre o avião cheio de dinheiro vivo da campanha do Pimentel…

  16. Maria Luisa

    18 de dezembro de 2014 9:30 am

    Essa é a politica aecista-adreacista

    O Sindicato dos Jornalistas de MG se manifestou muito apropriadamente a respeito, o que não muda em nada a situação para os jornalistas local. Mas acho que a coisa esta tão grave em Minas que merecia acompanhamento de perto da FENAJ e todas as outras associações de jornalistas, Observatorio da Imprensa etc. Censura a esse ponto, num Pais democratico, é inaceitavel.  

  17. Anna Dutra

    18 de dezembro de 2014 10:36 am

    Este texto primoroso deveria
    Este texto primoroso deveria ser publicado aqui! Simples, preciso, claro como água e, de bônus, Machado e sua perspicácia. Clap, clap, clap!

    1. André Figueiredo

      18 de dezembro de 2014 1:28 pm

      Aplausos de pé

      Aplausos de pé

  18. Marciop

    18 de dezembro de 2014 10:49 am

    Adios EM
    A nossa sorte é a limitação da oposição e do PIG. Conviver com as diferenças fortaleceu a inagem de direita raivosa e pouco dada ao diálogo.

  19. Sobrinho netto

    18 de dezembro de 2014 12:08 pm

    ELEIÇÃO, CANDIDATOS E

    ELEIÇÃO, CANDIDATOS E ELEITORES

            Em eleição enaltecer os pontos fortes do candidato de nossa preferência e apontar os pontos fracos do candidato adversário é natural e aceitável. Inconcebível é apelar, partir para a baixaria, para a falta de respeito, com o adversário e com o eleitor.

            Se tal comportamento já deu certo em eleições passadas, atualmente é cada vez menos tolerado pelos eleitores e até mesmo pela população como um todo. O que é ótimo para o nível das campanhas eleitorais e discussão de propostas (promessas), bem como para a democracia.

            Apelou, perdeu!

            A vontade das urnas é que deve ser respeitada; o que importa é que se eleja a melhor proposta para o governo, seja ele municipal, estadual ou federal.

            Não podemos esquecer que o Poder pertence aos cidadãos e não a qualquer partido político ou coligação. Se ocorrer ou não mudança de comando tal fato deve ser encarado como parte do jogo político, é da democracia.

            Não olvidemos da Carta Magna, ao preceituar em seus comandos que:

                    Artigo 1º, Parágrafo único -. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

            Candidatos, não brinquem com a compreensão dos eleitores.

    Sobrinho Netto – 2012

  20. Maíra

    18 de dezembro de 2014 1:52 pm

    Ao Sindicato dos Jornalista de Minas Gerais

    O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais tem atuado muito bem, até onde eu sei, mesmo que esteja bastante afastada dessas terras belo-horizontinas e do jornalismo mineiro, há anos. Mas fui vítima de assédio moral, por parte do editor chefe, na redação do jornal Diário do Comércio, e fui por ele demitida, sem escutar alguma justificativa, e logo após a minha saída procurei o sindicato, além de ter pedido também uma conversa com o presidente do jornal. No sindicato, ao fazer a denúncia-reclamação, fui prontamente atendida pelo advogado do sindicato na época, e já não era a primeira a reclamar e denunciar os abusos por parte do editor-chefe. Sei que o sindicato visitou seguidas vezes o jornal, para cobrar alguma atitude da diretoria. E depois de algum tempo, soube que o editor foi devidamente afastado da redação do jornal. Nunca mais voltei ao sindicato, mas agora aproveito para agradecer e dizer da importância dessa atitude ativa e defensora dos direitos do trabalhador jornalista. Muito Obrigada, e quem sabe algum dia passo por lá para um café. Maíra. 

  21. altamiro souza

    18 de dezembro de 2014 2:35 pm

    o texto do demitido é

    o texto do demitido é magistral.

    saiu com glórias, certamente.

    e garanto que viverá muito melhor e muito mais tempo.

    se ficasse ali sob auto-censura, morreria de raiva e de stress, logo, logo.

    vida longa a ele, portanto.

    com um magnífico registro na história,

    ao contrário merdais da morte..

  22. lucio Valter Fernandes

    18 de dezembro de 2014 4:58 pm

    Sensacional !

    Texto brilhante como bem disse a diretora do Sindicao Andra. C.Branco. Irretocável.

  23. Leila Marine da Cunha Guimaraesle

    20 de dezembro de 2014 2:27 am

    Demissao do Joao Paulo.

    leila

    O EM demitiu um jornalista e intelectual brilhante, que vai fazer muita falta. Ao Joao Paulo, todos os cumprimentos pelo texto extraordinario e oportuno, urgente mesmo, nesse momento de oposicao ( perdoem-me por escrever num teclado inadequado ao portugues) ordinaria e fogueteira. Oposicao eh uma parte importante no crescimento do jogo politico. Continuam devendo, como bem disse o Joao Paulo.

     

     

     

     

  24. pedro amarildo vieira

    23 de dezembro de 2014 3:25 pm

    O Cara é um militante

    O Cara é um militante esquerdopata,não resta dúvida.Não é necessário por isso qualquer tipo de censura,porém,jornal vive de venda e é um comércio e tem dono.O PT com certeza deverá empregar o ilustre jornalista.A vida é uma eterna mutação.Todos tem de se adaptar as mudanças,até mesmo quem está acostumado, a se beneficiar da perpetuação do poder.A oposição brasileira,cansou da petralhagem vazia e oportuna.Quem é contra o Brasil é quem é a favor do PT e aliados e que acha que isso que está aí,vai ficar mais 4 anos mandando e desmandando,legitimados, pelo maior golpe eleitoral da história do Brasil.O Brasil sofreu a maior fraude eleitoral de sua história e o defensor dos corruptos fraudadores,acha que pode permanecer ileso,depois de expor uma dose cavalar, de misticismo barato, travestido de cultura.

    1. eliana batista

      29 de dezembro de 2014 3:41 pm

      Esquerdopata? Quer dizer que

      Esquerdopata? Quer dizer que o jornal e direitopata e proibi um jornalista de fazer comentarios politicos (critica a ereo never que encheu os cofres do jornal com dinheiro publico), censura e o senhor acha isso normal. Pelo seu comentario, o senhor deve ser um dos milhoes que queriam ver o Aereo como presidente da Republica, mesmo ele sendo um usurpador do dinheiro publico e eleito o pior senador do Congresso. Espero que o jornalista seja feliz saindo desse jornaleco que vive a fazer campanha para o PSDB, escondendo os escandalos e roubalheiras (Lista de Furnas, Mensalao, desvi ode dinheiro da saude, sucatemanto da educacao e etc…..). 

  25. Adenildes Souza Martins

    3 de janeiro de 2015 1:06 pm

    O jeito Neves

    O texto é magnífico. Senti saudades de meus tempos de professora de Literatura. Quanto à analogia do momento polótico foi primoroso. Penso que a oposição poderia verificar nas linhas do texto as pistas para fazer uma oposição responsável.

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