24 de junho de 2026

Nelly Rivas, amante adolescente de Perón

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Os detalhes do relacionamento Nelly Rivas e Perón aparecem agora no livro “Amor e violência”, de John Ovidio Zavala, aos 90 anos, que era advogado da família Rivas.
 
 
 
 
A jovem Nelida, a quem todos conheciam como Nelly, era “inteligente e cheia de personalidade”, se aproximou de Peron como faziam outras adolescentes que estavam quebrando em suas notas ou trabalhando nas organizações peronistas.
 
Ela conheceu Perón, então com 60 anos, no jardim da quinta presidencial, em 1953, que “ficou chocado, sem palavras”, de acordo com o autor, argumentando que, durante semanas, ocorreram visitas até ela foi instalada na residência para cuidar dos filhos da segunda esposa, Eva Duarte, que morrera em julho de 1952.
 
Nelly e Perón mantiveram um “discreto e reservado” relacionamento que teve o consentimento dos pais da adolescente, uma família de origem paraguaia.
 
La jovencísima Nelly Rivas.
 
A influência do “Nenita” ou “Nelita”, como ela era chamada por Perón, aumentou na medida em que diz Zavala, por sua insistência, o presidente fez a abertura do Festival de Cinema de Mar del Plata, em 1954, e ela foi apresentada ao público.
 
“Eu fiz tudo, porque ele era um homem feliz, porque ele sentia que tinha uma família. Nunca tive a intenção de competir com Evita. (…)”, explicou Rivas no livro.
 
Ela comemorou o seu aniversário de 15 anos com uma festa nos salões da residência oficial e foi tratada por Perón como primeira-dama até que o golpe de setembro 1955 a obrigou a fugir e o romance se tornou um drama para ela.
 
A 18 de setembro de 1955, Perón pediu-lhe para voltar para a sua casa e deu-lhe um envelope com 400 mil pesos e jóias de Evita.
 
“Servi o café que ele gostava e conhaque. Quando ele me beijou, na saída da residência, me disse: ‘Leve este dinheiro, vou vê-la em breve, boa sorte’. Eu era apenas uma mulher triste, com muito medo. Ninguém, ninguém pode entender todo o sofrimento que eu passei”, continua Nelita.
 
“Você é tudo que eu tenho e o único amor que me resta”, escreveu Perón, da canhoneira paraguaia em que buscou asilo em setembro de 1955, em uma das cartas que enviou a Nelly, através da Embaixada do Paraguai.
 
 
“Nenita fique calma. Com o que eu deixei você pode viver um tempo. Quando chegar, mandarei buscá-la e assim vamos ter uma vida tranquila”, diz outra carta.
 
Rivas estava prestes a se reunir com ele na canhoneira, mas Peron não quis, porque ela tinha de cuidar de seus pais. “Ali, eu perdi o trem da história”, lamentou em uma de suas conversas com Zavala.
 
O novo governo acusou Peron de estupro e ordenou uma busca policial na casa de Rivas, durante a qual desapareceu o dinheiro, as jóias e as cartas que ela recebeu dele.
 
Pouco tempo depois, as cartas Perón foram publicadas na imprensa e o general Perón pensou que havia sido traído pela amante.
 
“O objetivo da denúncia era forçar a volta de Peron, mas eles não conseguiram, porque juridicamente a demanda era falsa e tudo o que o governo fazia era perseguir a menina”, disse Zavala.
 
Rivas foi detida por 218 dias e permaneceu no Asilo de San Jose, onde eram trancadas as prostitutas menores de idade, de onde saiu muito enferma.
 
 
 
Zavala apelou vinte vezes, como advogado Rivas, ao novo presidente Arturo Frondizi, para que fossem devolvidos os objetos que lhe foram dados por Perón e eles nunca mais apareceram, apesar de um Tribunal de Apelações decidir a seu favor da entrega.
 
Embora casada, ​​em 1958 e com dois filhos, Rivas “continuou destroçada e marcada por toda a vida”, lamenta o seu advogado.
 
Ela voltou a ver Peron, novamente, um dia em 1973, quando o general exercia o seu terceiro e último mandato após o retorno do exílio.
 
“Durante o breve encontro, assistido e acompanhado do marido, o general disse: “Você vai entender que esta é a última vez que nos encontramos”, lembra Zavala.
 
Nelida Rivas morreu na pobreza, abandonada e esquecida por peronistas e anti-peronistas, depois de uma vida, conclui o advogado, “triste e dolorosa”.
 
Imagens:
 
Fotos de Nelida Haydee Rivas gentilmente cedidas pela Editora Planeta |  Agência EFE

Redação

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7 Comentários
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  1. MAIS UM CASO

    7 de dezembro de 2014 12:39 pm

    De fato, todos que jpá foram

    De fato, todos que jpá foram grandes l´pideres do mundo tivera alguma amante. Foi por isso que até petista ajudaram espalahar a lenda que de Lula serai amante de Rose, quando Lula nunca sequer teve conhecimento mais íntimo com tal pessoa

  2. jns

    7 de dezembro de 2014 12:50 pm

    A Primeira Vez do Poetinha

     

    Do Baú do Velho Hortencio

    O primeiro samba de autoria de Vinícius, em parceria com Antônio Maria, foi gravado por Aracy de Almeida em 1953.

    [video:http://youtu.be/AE5MkfYYNW8 width:600 height:450]

    Quando tu passas por mim
    Por mim passam saudades cruéis
    Passam saudades de um tempo
    Em que a vida eu vivia à teus pés
    Quando tu passas por mim
    Passam coisas que eu quero esquecer
    Beijos de amor infiéis
    Juras que fazem sofrer

    Quando tu passas por mim
    Passa o tempo e me leva para trás
    Leva-me a um tempo sem fim
    A um amor onde o amor foi demais
    E eu que só fiz te adorar
    E de tanto te amar penei mágoas sem fim
    Hoje nem olho para trás
    Quando tu passas por mim

    [video:http://youtu.be/RjPvYj4tL88 width:600 height:450]

    A canção foi dedicada à sua esposa Tati de Moraes, nome sob o qual escrevia Beatriz Azevedo de Melo Moraes, marcando, porém, o fim do seu casamento, após o que Vinícius casaria mais oito vezes.

  3. Motta Araujo

    7 de dezembro de 2014 12:51 pm

    https://www.youtube.com/watch

    https://www.youtube.com/watch?v=uQJLFSGFlhQ

    Na primeira metade do Seculo XX operam os dois mais habeis estadistas latino-americanos, Getulio Vargas e Juan Peron, personagens complexos, grandes politicos, sem ideologia, legando heranças que refletem até hoje.

    Ambos caudilhos e populistas, com perfis muito diferentes mas representando o mesmo fenomeno, a emergencia das classes populares como atores da vida politica em sociedades antes dominadas pel aristocracia rural.

    A Argentina na primeira metade do século era um pais governado pela alta aristocracia , donos da terra e do gado de um dos paises agricolas mais ricos do mundo, eram os “”terratenientes””, os Lanusse, Blaquier, Martinez de Hoz, Aramburu, Anchorena, familias que tinham no campo palacios estilo neoclassico francês com mordomo à inglesa, muito diferente do campo brasileiro, dominavam tambem a finança e a politica, com estilo de vida à europeia.

    Vargas era mais sutil, maneiroso e enigmatico do que Peron, este era mais vibrante e envolvente mas tinham um enredo parecido em lidar com as massas e servirem de mediadores entre os ricos e os pobres.

    O General Peron dá no video acima uma aula de sabaedoria politica, um personagem interessante e que parecia um ator, muito bem articulado, com um excelente discurso que convencia e liderava, alem disso era militar de carreira.

    O caso Nelly Rivas foi o inicio do fim de Peron na primeira fase. Por causa dessa adolescente rompeu com a hierarquia catolica, poderosissima na Argentina até hoje e a partir desse rompimento perdeu completamente o apoio de grandes camadas da população argentina, que é um Pais mais conservador em costumes e comportamento do que o Brasil.

    Vargas foi sempre mais discreto na sua vida pessoal, representava um padrão conservador e respeitavel.

    Ambos, Peron e Vargas, eram homens refinados e de cultura, Peron viveu na Europa antes de ser Presidente, Vargas,

    populista, tinha como esporte e hobby o golf, que praticava no Gavea Golf Club, um esporte elitizado naquela época,

    praticado basicamente por anglo-americanos. Vargas era populista no palanque mas não na vida pessoal.

    Peron teve um extraordinario poder e prestigio entre 1945 e 1950, quando a Argentina era dos poucos paises no mundo que tinha grande excedente de trigo e carne e imensas reservas cambiais amealhadas nos anos de guerra.

    Tal era seu cacife que sempre desafiou os EUA, a ponto de expulsar o Embaixador americano, Spruille Braden.

    Nesse ponto Vargas foi completamente diferente, um grande aliado EUA, respeitado por Roosevelt.

    Um caso Nelly Rivas seria impensavel para Vargas, para Peron, que tinha casado com um atriz duvidosa, era algo banal, Rivas não foi a unica adolescente de Peron, apenas foi a que deu escandalo.

    1. jns

      7 de dezembro de 2014 4:08 pm

      Sabe tudo
      Conde Motta y Araujo nunca abandona a missão:
      Catedrático e Catequisador de Responsa.

  4. Edivaldo Dias Oliveira

    7 de dezembro de 2014 12:55 pm

    É o Chaves

    Acho que ví o Chavez na última foto.

     

  5. Jota A. Botelho

    7 de dezembro de 2014 1:58 pm

    This comment has been deleted.

    1. jns

      7 de dezembro de 2014 7:40 pm

      Jota

       

      Não consegui localizar um post – que não foi elevado – sobre as amantes reais.

      Reuní imagens das poderosas mulheres que alteraram o rumo da da história contemporânea e, algumas, foram mais influentes que os comandantes da realeza de quem eram amantes teúdas e manteúdas.

      Como foi um trabalho braçal, que consumiu tempo/transpiração, não vou refazê-lo, mas vale a pena pesquisar sobre as mulheres espetaculares que alteraram o destino da plebe rude e ignara, na fase de fausto e glamour das monarquias européias.

      A história da vida como ela é, registra a diáfana atuação das furiosas predadoras rainhas, que, lascivamente, com força, também quebravam o coco e arrebentavam a sapucaia.

      Abs!

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