4 de junho de 2026

MPE intima estudantes de medicina da USP para investigar denúncias de estupro

Aluna da USP que foi estuprada em festa / Foto: Leonardo Soares-Uol

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Jornal GGN – O Ministério Público Estadual não vai mais esperar que os estudantes da Faculdade de Medicina da USP espontaneamente prestem esclarecimentos. Adora, a Promotoria começa a intimar o grupo que organiza os trotes na Faculdade, para investigar os relatos das estudantes que teriam sido estupradas em festas do curso de Medicina.

Do Estado de S. Paulo
 
 
Por FABIANA CAMBRICOLI E LUIZ FERNANDO TOLEDO
 
Integrantes do Show de Medicina, responsáveis por eventos da FMUSP, desistiram de prestar esclarecimentos sobre acusações SÃO PAULO – Após desistirem de prestar esclarecimentos espontaneamente ao Ministério Público Estadual (MPE) sobre as acusações de estupro em festas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), integrantes do Show Medicina, grupo de estudantes que organiza trotes na unidade, serão intimados pela Promotoria a depor e a entregar documentos sobre o funcionamento da entidade.
 
De acordo com Paula Figueiredo, promotora de Justiça dos Direitos Humanos que acompanha o caso, integrantes do grupo chegaram a procurar o MPE e agendar para esta sexta-feira um depoimento informal para esclarecer as acusações. “Hoje eles nos ligaram desmarcando o encontro. Disseram que foram orientados a não se manifestar sobre o caso.”
 
Após a decisão do grupo, ela preparou uma intimação para que os integrantes sejam ouvidos formalmente e para que apresentem documentos como o balanço dos últimos cinco anos e autorizações para realizações de eventos, entre outros.
 
Na terça-feira, duas alunas relataram, em audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), ter sido estupradas em festas do curso de  Medicina. Dois estudantes da faculdade disseram, por meio da ouvidoria da instituição, ter sido vítimas de “acusação falsa e pública de violência sexual”, que não teriam cometido. A queixa foi feita neste ano.
 
Segundo o Estado apurou, a ouvidoria não recebeu queixa sobre nenhum dos dois casos de estupro. “A ouvidoria não foi procurada nos casos que, agora, vieram à luz por meio da imprensa e, embora soubéssemos de sua existência, não pudemos agir”, disse o órgão, em nota.
 
Os supostos agressores, porém, registraram a reclamação. “Fomos procurados, entretanto, por dois estudantes que denunciaram estar sendo vítimas de acusação falsa e pública de violência sexual, que não teriam cometido.”
 
Pressão. Segundo uma das estudantes, que fez a denúncia na Alesp e preferiu não ser identificada, desde que o caso veio a público na universidade, ela vem sofrendo “forte estigmatização”. “Teve comissão sobre a regulamentação do álcool em festas e a culpa caiu sobre mim. A culpa teria sido minha e do coletivo feminista, que queria atrapalhar a faculdade.”
 
Um ano após o estupro – que teria acontecido na festa Cervejada, organizada pelo Centro Acadêmico Oswaldo Cruz (CAOC) na USP -, a jovem disse que se sente mal ao cruzar com os rapazes nos corredores da universidade. “Eles saíram totalmente impunes, os vejo quase semanalmente.”
 
Após o relato na audiência pública, também começaram a surgir ofensas nas redes sociais. A estudante disse que teve o perfil do Facebook denunciado e precisou alterar o nome no site.
 
Os deputados da Comissão de Direitos Humanos vão encaminhar à ouvidoria da USP os depoimentos da audiência.

 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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7 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    15 de novembro de 2014 1:31 pm

    Há tempos, a USP parece ser uma nau sem rumos.

    No caso da USP Med os casos escabrosos se repetem, e … nada.

  2. Ataíde Coutinho

    15 de novembro de 2014 2:21 pm

    Faz parte do curriculo da

    Faz parte do curriculo da matéria, conviver com a impunidade ? 

  3. Franbeze

    15 de novembro de 2014 3:05 pm

    É um absurdo saber

    que esses estupradores serão os futuros médicos  Roger Abdelmassih. Eles ainda são contra o Mais Médicos. São contra porque sabem que os médicos cubanos são uns dos melhores do mundo e são mais humanos e profissionais dos que os médicos brasileiros. 

  4. Ricardo Cesar

    15 de novembro de 2014 3:35 pm

    Que no dia da morte do

    Que no dia da morte do ilustre Professor Adib Jatene, esses filhinhos de papai reflitam o que estão fazendo na e com a casa de Arnaldo!

  5. anarquista sério

    15 de novembro de 2014 4:44 pm

    Aumentaram o preço das multas

    Aumentaram o preço das multas de trãnsito em até 10 x. Muitas delas nem pontos na carteira tem.São aprendidas com apenas uma multa.E foi  muito bom..

                  Por que não aumentar a pena de estupro sem condição de ser pena domicialar ou sem direrito a fiança:?

                      É cadeia mesmo.

                          Isso é barbárie medieval.

     

  6. Athos

    15 de novembro de 2014 5:23 pm

    Uma pessoa estuprada tem que
    Uma pessoa estuprada tem que comunicar a ouvidoria?
    Me explique melhor isso por favor.

    Se não procura, não da para fazer nada?

    Bem coisa de advogado mesmo…

  7. Fernando Lopes

    15 de novembro de 2014 8:21 pm

    Médicos ou monstros??

    Que médicos temos no Brasil?? Racistas contra os cubanos, fazendo campanha de direita dentro do consultório, sonegando impostos como sempre nos seu consultórios particulares e ainda estrupando mulheres como “festa da calourada”???

    Doutores são mais podres que os vermes que provocam as doenças… Dá até nojo de pensar nestes ilustres médicios de m.. do Brasil

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