
Por João Feres Júnior
É inegável que a cobertura eleitoral do jornal Folha de S. Paulo nas eleições de 2014 foi francamente enviesada contra a candidata Dilma Rousseff e seu partido, o PT. O gráfico de valências contrárias para candidatos, abaixo, não deixa dúvidas.
Dilma foi campeã de chamadas e manchetes negativas por quase todo período de campanha, com exceção de um breve momento quando Marina a ultrapassou levemente, e da última semana do gráfico, 12 a 18 de outubro, penúltima da campanha, quando Aécio pela primeira vez superou Dilma em negativos. Mas o gráfico da última semana da campanha, a que estamos encerrando hoje, mostra uma volta aos padrões anteriores, como podemos ver abaixo:
Dilma recebeu 8 chamadas ou manchetes negativas enquanto Aécio ficou com somente 3.
Como já mostrei em outros textos, esse padrão de viés da Folha fica bem aquém daquele mostrado por seus congêneres, os jornais Estado de S. Paulo e O Globo. Só para ficarmos na cobertura da última semana, o Estadão publicou 32 matérias contrárias a Dilma frente a 8 contrárias a Aécio, somente em suas capas, e O Globo atingiu a marca de 27 a 4, para os respectivos candidatos. Mesmo que possamos argumentar que a proporção de negativos de Dilma em relação a Aécio não é tão diferente assim na Folha, quase 3 (8/3) e no Estado, 4 (32/8), o nível de politização da cobertura é bem desigual. O Globo e o Estadão publicam uma avalanche de notícias negativas, enquanto a Folha é mais parcimoniosa.
Mas no sábado, véspera da eleição, o jornal paulista radicalizou bruscamente seu comportamento. A manchete lê-se em letras garrafais, acima de uma fotografia enorme que traz Aécio e Dilma apertando as mãos no debate, “Doleiro acusa Lula e Dilma, que fala em terror eleitoral”, com o subtítulo “Ambos sabiam de desvios na Petrobras, diz delator; para Aécio, caso é ‘extremamente grave’”. A Folha dá eco ao “escândalo” noticiado pela revista Veja, que essa semana adiantou em dois dias seu lançamento com claro intuito de produzir impacto eleitoral. A Folha diz ter confirmado o vazamento da informação de que o doleiro tenha citado Lula e Dilma em seu depoimento, ainda que o depoimento seja sigiloso e o próprio advogado do doleiro negue o fato.
Logo abaixo da manchete vem a chamada “Corrupção e ataques mútuos dão o tom do último debate”. O texto que segue a chamada começa “As acusações de desvios da Petrobrás voltaram à tona…”, e inclui uma citação direta de Aécio Neves dizendo que Dilma patrocinou “a mais sórdida das campanhas”. Logo abaixo, outra chamada parece confirmar a acusação que Aécio faz: “Candidatos usam só 12% do tempo na TV para propostas”.
O contraste com a Manchete de O Globo é gritante: “Sem ofensas, Dilma e Aécio duelam sobre corrupção”, com o subtítulo “Já nas perguntas de indecisos, candidatos discutiram mais suas propostas”. O resto da capa não é destituído de textos com viés anti-Dilma, mas esse não é bem o tópico aqui. A descrição que segue na capa de O Globo é bem mais fidedigna daquele que parece ter sido na verdade o debate do segundo turno em que mais se falou de políticas públicas e propostas de governo. A Folha, assim, escolheu carregar nas tintas da interpretação do debate, talvez porque achasse que combinaria melhor com o marrom da manchete.
O caderno eleições do jornal paulista, que concentra as matérias sobre o assunto, é na verdade um grande panfleto sobre o “escândalo da Veja”. Manchete de capa do caderno, quase repetindo a da capa do jornal: “Doleiro acusa Lula e Dilma; PT fala em terrorismo, e Aécio, em caixa dois”. Se não bastasse a mensagem da manchete, seu subtítulo afirma: “Alberto Youssef diz em depoimento que ex-presidente e sua sucessora tinham conhecimento dos desvios da Petrobrás”. Ou seja, o leitor que estive folheando o jornal vai se deparar com quatro títulos dizendo a mesma coisa antes de ler qualquer matéria, duas vezes na manchete de capa e duas vezes na manchete do caderno.
Essa técnica de massacre jornalístico continua dentro do caderno, com uma matéria tomando mais de metade da página 3, com o título: “Lula sabia de esquema desde 2005, diz doleiro”. Sim, parece inacreditável, mas a mesma informação é repetida aqui em letras garrafais pela quinta vez. Ao lado da matéria vem um infográfico com o suposto esquema e uma imagem da capa da revista Veja. No topo da página duas notas, uma dizendo que Lula indicou Paulo Roberto para a Petrobras e outra dizendo que Lula indicou Marcio Fontes de Almeida para o Ministério das Cidades.
A página quatro contém uma foto enorme de Dilma gesticulando abaixo do título “’Não há nenhuma prova’, diz Dilma”. A matéria que segue narra a resposta do PT e de Dilma às acusações da Veja. Ladeando a fotografia de Dilma, do lado direito, há uma matéria de igual tamanho na qual a Folha se presta a ouvir o “outro lado”, ou seja, a própria revista Veja, defendendo, obviamente, a lisura total de seu comportamento, sem em nome da defesa da verdade e da livre expressão. Abaixo da foto há uma notícia com foto de Aécio acusando o PT de caixa dois na campanha e de tentar silenciar a mídia.
Somente uma matéria toma toda a página 5 e ela centra na questão dos ataques nas campanhas. Um dos subtítulos diz que enquanto Aécio manteve a proporção do primeiro turno, Dilma dobrou o “espaço de acusações”. A página seguinte é dominada pelo título “Corrupção e troca de acusações pautam último debate”. O restante do caderno é ocupado com matérias descritivas, sem o viés patente descrito até aqui.
Impressiona a quantidade de páginas e títulos que a Folha dedica nessa edição a uma notícia que tem quase nenhum conteúdo, a suposta acusação não adiciona quase nada ao que já tinha sido narrado exaustivamente em matérias das semanas passadas, e advém de fonte muito suspeita: o doleiro condenado, cujo depoimento é sigiloso. Ao invés de assumir uma postura prudente e cuidadosa frente a uma informação dúbia mas gravíssima, com potencial efeito eleitoral, a editoria do jornal prefere alardear em tom panfletário as acusações. Age como a revista Veja.
A nota cômica dessa cobertura que a Folha faz do “Escândalo da Veja”, é uma pequena matéria incrustrada na página 3 do Caderno Eleições na qual a Folha se digna a noticiar um não fato: “Jornal Nacional não menciona reportagem”. Como se cobrando do seu congênere televisivo a adesão à campanha iniciada por Veja. O texto só poderia repetir o título, pois é difícil qualificar o que já não existiu.
A cobertura que a grande mídia fez da campanha de 2014 é um retrato de sua posição hoje na sociedade brasileira. Ao invés de cumprir a função de sustentáculo da formação da opinião pública democrática, nossa mídia expressa interesses partidários mesquinhos por meio da distorção das matérias e da escolha discriminatória do que é noticiado. A fabricação de escândalos tem marcado a cobertura eleitoral desde 2006, mas essa tentativa de produzir uma “bala de prata”, jargão de gosto horripilante, inclusive com a antecipação da publicação de revista e a manipulação editorial de notícias, como vemos agora na Folha, para produzir grande efeito, dá um tom deprimente a algo que já era bem ruim.
Enquanto escrevia essa matéria meu iPad ascendeu anunciando a chegada a edição da Folha. A mensagem escolhida pelo jornal para anunciar a edição de sábado não podia ser outra: Lula sabia de esquema na Petrobras desde 2005, diz doleiro”, seguida da singela frase “leia mais na Folha de hoje”. Sonho com o dia em que esse tipo de prática não mais ocorra em meu país.


Rabelo
25 de outubro de 2014 12:50 pmFascismo. Porque jornalismo não é
Pronto. Aí está.
Algumas pessoas estavam estranhando matérias na Folha sobre o aeroporto particular feito com verbas públicas.
Agora tudo desvela: a Falha precisava disfarçar o que viria em seguida, porque, logicamente, ninguém é ingênuo de achar que essa pauta nasceu na terça-feira. Isso já vinha sendo gestado há muito tempo entre todos os divulgadores e beneficiados.
A demonstração perfeita da canalhice foi dada por um jornalista, este sim digno do nome: http://tijolaco.com.br/blog/?p=22471
Marcos Antônio
25 de outubro de 2014 12:51 pmMuda+
o “Passa a Limpo” do estadão tem que ser passado a limpo pelo Muda+
http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,passa-a-limpo-o-ultimo-debate,1582290
Stuart
25 de outubro de 2014 12:52 pmSonho com o dia em que
Sonho com o dia em que pessoas não façam apologia à CENSURA!
“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”
George Orwell
Caíque de Paula Pereira
25 de outubro de 2014 12:59 pmVerdades a caminho.
DILMA +4, sem mais!!
DUDE
25 de outubro de 2014 1:12 pmAgora deve começar: O desespero da FOIA
E por que não o desespero da FOIA?
Credibilidade zero!
Quem vai ler são os torcedores organizados.
Almeid
25 de outubro de 2014 1:39 pmhttp://www.tse.jus.br/notic
http://www.tse.jus.br/noticias-tse/2014/Outubro/revista-veja-nao-podera-divulgar-edicao-desta-semana-por-meio-de-propaganda-paga
Revista Veja não poderá divulgar edição desta semana por meio de propaganda paga
O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a revista Veja se abstenha de veicular publicidade sobre a edição desta semana da publicação no rádio, na televisão, em outdoor e na internet por meio de propaganda paga.
O relator deferiu liminar em representação da coligação Com a Força do Povo e de sua candidata, Dilma Rousseff. Segundo as autoras, há uma tentativa da revista de influenciar o jogo eleitoral e prejudicar a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República.
A edição da revista Veja desta semana traz trechos de depoimento de envolvido em apuração de corrupção na Petrobras, com a afirmação de que Dilma e Lula sabiam de desvios ocorridos na estatal. A representação pede multa de R$ 1 milhão à revista, caso persista na divulgação da publicação.
De acordo com a decisão, ainda que a divulgação tenha nítidos propósitos comerciais, os contornos da propaganda eleitoral forçam a aplicação da legislação eleitoral por caracterizar interferência indevida e grave em detrimento de uma das candidaturas.
Segundo o ministro, o fato de a edição ter sido antecipada em dois dias e a ampla propagação da capa ou do seu conteúdo pode “transformar a veiculação em verdadeiro panfletário de campanha, que, a toda evidência, desborda do direito/dever de informação e da liberdade de expressão”.
O ministro Admar Gonzaga ainda destacou que a divulgação do conteúdo da revista na forma de publicidade comercial desrespeita a regra do artigo 44 da Lei nº 9.504/97, segundo a qual “a propaganda eleitoral no rádio e na televisão restringe-se ao horário gratuito definido nesta lei, vedada a veiculação de propaganda paga”.
“Diga-se, por oportuno, que a tentativa de interferência no curso das campanhas eleitorais, pela representada, poderá, inclusive, configurar a utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político, apurável por meio de Ação de Investigação Judicial Eleitoral, prevista no artigo 22 da Lei Complementar nº 64/90”, sustentou o relator.
O ministro ressaltou ainda que a realização de propaganda eleitoral de conteúdo negativo na véspera da eleição “poderá acarretar prejuízo irreparável ao equilíbrio e lisura do pleito”.
CM/EM
Processo relacionado: Rp. 178163
Carlos FM
25 de outubro de 2014 1:43 pmPapel de embrulhar peixe
Nada, rigorosamente nada disso aparece na capa do UOL ou no site da “foia” neste exato momento (11p2m). Quem lê o jornal impresso? Apenas os convertidos para os quais a famiglia Frias prega.
Paulo Tortamano
25 de outubro de 2014 1:48 pmÉtica é para perdedores. Bem vindo ao mundo (atual) real.
O mas velhaco poder conseguiu reaproximar o doce de sua boca. Não poderia se arriscar a perder.Apesar de já esperar algo assim nas vésperas da eleição, ver isso materializado ainda surpreende. Como em toda Revolução, a novidade da Liberdade plena também comete abuso dessa conquista. Somente o tempo tende a equilibrar como em qualquer processo evolutivo. Um dia a História explica, mas enquanto é feita, os mais ardilosos vencem.
Roberto São Paulo-SP 2014
25 de outubro de 2014 1:53 pmPSDB, FMI, desemprego e recessão nunca mais.
A frustração com os impactos do último debate eleitoral.
Estavam aguardando o último debate na esperança que o desempenho do candidato da oposição fosse muito superior ao da Presidente Dilma, o que não ocorreu, muito pelo contrário.
Com o fim do horário eleitoral e dos comícios resta apenas a imprensa para a oposição tentar impedir mais uma vitória do PT e de Lula.
Com claro objetivo de tentar aumentar a votação entre os eleitores mais ricos no sudeste, já que maioria da população ainda não tem dinheiro para comprar jornais e revistas, e pouco tempo para ouvir ou assistir rádio e televisão.
O que é apenas mais uma das contradições da concentração de renda neste país, com a maioria da população sem dinheiro para comprar jornais, é muito restrito poder de influência dos jornais e das revistas, principalmente diante de um governo que praticamente eliminou a fome com o Programa Bolsa Família.
Com a enorme queda da credibilidade da maior parte da grande mídia em função das apostas no fracasso da organização da copa do mundo de futebol, o impacto eleitoral desta nova tentativa será bem menor do que em eleições anteriores, principalmente considerando o vexame que muitos passaram nas redes sociais(imagina na copa) por terem acreditado no fracasso da organização da copa do mundo de futebol, que vinha sendo pregado pela maior parte da grande mídia.
Certamente muitos ainda estão ressentidos por terem sido enganados pela maior parte da grande mídia, e vão pensar mais do que duas vezes, para decidir o voto nestas eleições.
PSDB, FMI, desemprego e recessão nunca mais.
Conde de Rochester
25 de outubro de 2014 2:48 pmAbstenção
Só uma coisa.
A onda anti-copa não foi criada pela midia, aconteceu o contario a midia oportunisticamente potencializou um movimento de insatisfação, que crescia surdamente na população, nesta materia não tem inocente, tanto o governo como os arautos da oposição, e oposição esta encarnada principalmente por esta midia cooptada, foram os responsaveis por esta insatisfação.
A internet foi a ferramenta que possibilitou que a população conseguisse a voz que faltava, para expressar o sentimento em relação aos governos e a situação da vida cotidiana, coisa inexistente até então com o monopolio da midia passava para o povo somente a opinião das redações das midias, a informação somente existia em mão unica. Ainternet abriu varios outros canais, enrriquecendo os debates com o contraditorio e a interação das pessoas.
Com a internet a midia perdeu enormemente o poder de persuasão e manipulação sobre a população, principalmente a midia escrita, o destino desta midia é cada vez mais perder terreno na sociedade.
Aqui em São Paulo fui leitor assiduo da Folha, da Veja, e até do Estadão, apesar do exagero literal do mesmo. Estas publicações cumpriram com louvor a missão de informar, muita vez atravess dos editoriais sentiamos empatia, afinidade e simpatia porque nos representava muito bem.
Com a internet tudo mudou, hoje não compro mais jornal nas bancas, nem as manchetes das capas das revistas que se pretendem politicas, causam o mesmo impacto que antigamente.
Os blogs substituem muito melhor a tarefa de informação, e atraves dele conseguimos perceber que a midia que antigamente foi aliada nas mudanças que o população almejava, hoje cumpre um vergonhoso papel de defender interesses corporativos financeiros e politicos.
Esta midia não tem credibilidade alguma de mudar a opinião, a disposição dos cidadãos, ou determinar qualquer tendencia que altere a direção da opinião publica.
O maximo que esta midia consegue para influenciar as pessoas é potencializar o que ja exista em maturação na sociedade.
Os homens publicos são obrigados a partir de agora a realizarem as reformas necessarias para seu proprio beneficio.
Não adianta culpar o adversario pelas proprias mazelas é necessario corrigir-se, patrocinar reformas institucionais passou a ser um bom negocio para a classe politica, neste sentido que a socieddade ganha, não adianta dar uma de vitima e ficar somente nas lamurias e reclamações é necessario agir.
O que restou da antiga midia, ficou muito bem expresso nestas eleições, lamentavel patetico, vergonhoso, como eleitor neutro que faz parte dos 33% que anula o voto, diante destas manobras vergonhosas me sinto impelido a definir, finalmente o meu voto.
ljunior
25 de outubro de 2014 1:57 pmEstamos nas mãos de DataFolha e Ibope
As urnas eletrônicas não têm a menor credibilidade. O parâmetro de comparação são as pesquisas.
No primeiro turno, as urnas eletrônicas tiveram a cara de pau de dar 14 pontos a Aécio.
Se hoje a tarde aparecerem pesquisas do Ibope e DataFolha mostrando “recuperação de Aécio” é o fim! Será o “Proconsult 2” sem Brizola e com o PT covarde.
drigoeira
25 de outubro de 2014 2:08 pmFrio na barriga!!!
Pois é, se a Dilma levar a eleição amanhã, podemos sepultar de vez qualquer ocorrência de fraude nas Urnas.
CELSO ORRICO
25 de outubro de 2014 2:03 pmirmã siamesa da Veja
o otavinho sente tanto ódio do PT que se equiapara aos civitas nessa escalada de esgoto e terrorismo, ambos conseguiram destruir dois dos mais importantes veículos de comunicação do País..perderam plaboys..depois dessas elições as omertàs da maffia midiática já não terão nenhum efeito e cometerem a loucura de partir para o golpe haveerá muita resistência..
altamiro souza
25 de outubro de 2014 2:12 pma manipulação pró-aécio é
a manipulação pró-aécio é inacreditável e parece um circo de horrores.
é por essas e outras que você encontra pessoas
raivosas tucanas e não entende o motivo.
XAD
25 de outubro de 2014 8:21 pmódio terceirizado
Andrea CaldasÀ elite, aquela que tem poder material de verdade e não só status, pouco importa se a empregada vai comprar carro ou viajar de avião, até porque isto aumenta seus negócios.O que realmente os assusta é a possibilidade de alteração da desigualdade estrutural, com redução de lucros, juros, com o fim do financiamento privado de campanhas, taxação de grandes fortunas etc.Mas esta elite (de verdade) infunde o ódio e o preconceito nos chamados segmentos médios que aspiram status e privilégios.Fala contra as cotas e os programas de transferência de renda, reforma agrária, escola e saúde pública que muitos países capitalistas desenvolvidos implantaram, há muito tempo, como se fossem medidas comunistas, confiando na ignorância política de seus aríetes (muitos que inclusive, estudaram em escolas particulares, supostamente, de qualidade inquestionável).Como diz Gabriel Grube: “O pior de tudo é que essa elite opressora consegue terceirizar até seu ódio…”
Gardenal
25 de outubro de 2014 4:04 pmFico indignado quando falam
Fico indignado quando falam em jornalismo marrom e não citam o Claudio Humberto. IMPERDOÁVEL.
odairciambelli
27 de outubro de 2014 8:29 amveja globo folha
http://www.jornalggn.com.br/noticia/a-derrota-das-tecnicas-nazistas-como-sinal-de-novos-tempos-por-j-carlos-de-assis#.VEzAd4FC31s.facebook