8 de junho de 2026

EUA frustra governo brasileiro e mantêm veto à carne bovina

Ministério da Agricultura foi informado sobre o tema na última quinta-feira; assunto será levado a discussão em comitiva programada para a segunda quinzena de novembro
(Osaka - Japão, 28/06/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Reunião bilateral com o senhor Donald J. Trump, Presidente dos Estados Unidos da América. Foto: Alan Santos / PR / Agência Brasil

Jornal GGN – As autoridades sanitárias norte-americanas não se mostraram convencidas sobre a adequação da carne brasileira às normas exigidas pelo país, e decidiram manter o veto existente há dois anos. A decisão frustrou o governo brasileiro, que esperava o fim do embargo após o pedido do presidente Jair Bolsonaro a Donald Trump em encontro realizado em março último.

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Segundo fontes envolvidas no tema e consultadas pelo jornal O Globo, as justificativas apresentadas pelos norte-americanos não apresentam sustentação, uma vez que o embargo foi decidido por questões unicamente estéticas, e não sanitárias.

Os americanos apontaram abcessos na carne brasileira quando ela foi vetada, o que foi causado pela vacinação de febre aftosa no rebanho. Assim, o governo brasileiro optou por reduzir a dose da vacina e retirar substâncias que provocavam as reações na carne do animal.

O Ministério da Agricultura foi informado sobre a manutenção do veto na última quinta-feira. O assunto será abordado pela Tereza Cristina junto ao secretário norte-americano da Agricultura, Sonny Perdue, durante missão ao país programada para ocorrer entre os dias 17 e 23 de novembro.

Além da carne bovina, o Brasil pediu aos Estados Unidos aumento no acesso ao mercado norte-americano de açúcar e apoio para ingressar na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Em troca, o Brasil abriu mão do status de nação em desenvolvimento na OMC (Organização Mundial do Comércio), o que afetou diretamente as preferências em negociações agrícolas, e aumentou o volume de etanol importado dos Estados Unidos em 150 milhões de litros.

Redação

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3 Comentários
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  1. Carlos Elisio

    5 de novembro de 2019 11:42 am

    O problema agora pode estar ligado a cadeia alimentar do gado de corte. Afinal agrotóxicos estão liberados e poderão aparecer na forragem alimentar.

  2. Zé Sérgio

    5 de novembro de 2019 11:55 am

    Mais uma lição ao ‘Anão Diplomático’. Aprenda Inocente!!! Manter as diferenças e pressões no sul do Continente sempre foram os interesses norteamericanos. Por isto apoiam, armam, e financiam, tanto Argentina quanto Chile. E alimentam a sua discórdia histórica. Não repassam seus F 15 para o Brasil, que comprou Grippen Suecos? Mas o Chile os tem. E Peru ou Colômbia. Tente o Brasil aumentar seu Poderio Militar e Armamento Nuclear, para ver em quantos dias, EUA correm em assinar Tratados Militares com estes Países, nas nossas fronteiras. Abertura de Mercado de Carnes com nosso maior concorrente? É muita inocência !! Não perceberam que o apoio histórico entre EUA e Arábia Saudita é que faz o Governo daquele país colocar tantos obstáculos nas nossas exportações? Só não impede totalmente, para não dar espaço ao comércio com Irã. OCDE? Argentina estava na frente e ninguém avisou? Gigante Adormecido. Acorda ‘bebezão’, senão fica sem mamar. Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação. Mas os Americanos haviam prometido?!!

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    5 de novembro de 2019 12:05 pm

    Até 2016 o Itamaraty era conduzido por diplomatas profissionais que defendiam os interesses do Brasil de maneira ativa e altiva. Agora o Itamaraty é pouco mais do que uma agência de cafetões que fazem tudo para facilitar a vida de quem fode nosso país. Vergonhoso e humilhante.

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