Jornal GGN – O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, recuou 0,8% em agosto frente ao mês imediatamente anterior, quarta taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 3,2%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, o índice de média móvel trimestral recuou 0,8% no trimestre encerrado em agosto de 2014, frente ao patamar do mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em maio de 2013.
O número de horas pagas recuou 4,5% na comparação com agosto de 2013, marcando sua 15ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde outubro de 2009 (-5,3%). De acordo com a pesquisa, tal perfil de queda foi disseminado, já que todos os 14 locais e 15 dos 18 ramos pesquisados apontaram taxas negativas. Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de meios de transporte (-8%), produtos de metal (-9,5%), máquinas e equipamentos (-7,3%), calçados e couro (-10,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,7%), alimentos e bebidas (-1,9%) e vestuário (-5,2%). Em sentido contrário, os setores de produtos químicos (0,7%), de minerais não-metálicos (0,9%) e de fumo (5,4%) assinalaram os impactos positivos nesse mês.
Entre os locais, São Paulo (-5,4%) apontou a principal influência negativa, devido à redução no número de horas pagas nos setores de meios de transporte (-7,8%), máquinas e equipamentos (-8,5%), produtos de metal (-12,5%), alimentos e bebidas (-4,1%), produtos têxteis (-11,4%) e outros produtos da indústria de transformação (-9,3%). Outros impactos negativos importantes foram assinalados por Rio Grande do Sul (-6,0%), Minas Gerais (-4,4%), Paraná (-5,7%) e região Nordeste (-2,8%).
No índice acumulado nos oito meses de 2014, houve retração de 3,3%, intensificando o ritmo de queda frente ao fechamento do primeiro semestre do ano (-3,0%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. As taxas foram negativas em 16 dos 18 setores pesquisados.
Segundo o IBGE, os impactos mais relevantes ocorreram nos ramos de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-9,2%), produtos de metal (-7,9%), máquinas e equipamentos (-6,3%), meios de transporte (-5,5%), calçados e couro (-8,4%) e produtos têxteis (-6,0%). Os setores de minerais não-metálicos (1,4%) e de produtos químicos (1,0%) exerceram as contribuições positivas sobre o total do número de horas pagas aos trabalhadores da indústria.
Em nível regional, os 14 locais investigados apontaram taxas negativas, com destaque para o recuo de 4,6% em São Paulo, seguido pelas perdas no Rio Grande do Sul (-5,4%), Paraná (-5,1%), Minas Gerais (-2,8%) e Região Nordeste (-2,4%).
A taxa acumulada nos últimos 12 meses passou de -2,6% em julho para -2,9% em agosto de 2014, mantendo a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1%).
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