5 de junho de 2026

Sindicato dos Jornalistas do Rio e Fenaj se solidarizam com Luis Nassif por intimidação de Witzel

A ação do governador é mais um grave episódio na escalada de intolerância, censura e perseguição à imprensa

Jornal GGN – Wilson Witzel é um genocida. Seu comportamento como governador, no Rio de Janeiro, deixa um rastro de morte e dor. Luis Nassif o chamou de genocida. E muitos outros o chamaram de genocida, que tal comportamento frente ao problema enfrentado no Rio não tem outra classificação.

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Witzel reagiu a seu modo. Mandou à casa de Luis Nassif a Polícia de São Paulo que trabalha em consonância com a do Rio, a Polinter, para, com cenas de intimidação, entregar uma intimação para a prestação de ‘explicações por ter chamado Witzel de genocida’.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Federação Nacional dos Jornalistas soltaram nota em repúdio à ação intimidatória de Witzel de que foi vítima o jornalista Luis Nassif. Leia a nota a seguir.

Nota de repúdio

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) repudiam veementemente a ação intimidatória de que foi vítima o jornalista Luís Nassif, promovida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo a pedido do governador do Rio, Wilson Witzel.

Na quinta-feira, dia 7, o editor-chefe do site GGN recebeu em sua porta dois agentes da 3ª Delegacia de Investigações Interestaduais, um deles ostentando uma arma na cintura. Eles entregaram uma carta que indicava um dia na próxima semana para que o jornalista seja ouvido a respeito das críticas a Witzel.

Em artigo no GGN, Nassif chamou o governador do Rio de “genocida” em função de sua política de segurança que tem resultado na morte de inocentes, inclusive crianças como Agatha Félix, de 8 anos, atingida por uma bala perdida quando estava numa Kombi no Complexo do Alemão.

A ação do governador é mais um grave episódio na escalada de intolerância, censura e perseguição à imprensa que, lamentavelmente, tem crescido no país.

O SJPMRJ e a FENAJ manifestam sua total solidariedade a Nassif e reafirmam seu compromisso com a imprensa livre, alinhada com os interesses populares, a democracia, a liberdade e o respeito aos direitos humanos.

Rio de Janeiro, 8 de novembro de 2019

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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7 Comentários
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  1. Lúcio Vieira

    8 de novembro de 2019 7:21 pm

    Um genocida, perseguidor, intolerante e antidemocrático.

  2. Octavio Pires

    8 de novembro de 2019 7:56 pm

    Pior que a entrega de uma intimação, é que um dos policiais estava com uma arma na mão!!!! E não tem desculpa para dizer que não conhecia a pessoa procurada, porque neste país, praticamente a população toda conhece Nassif. E se não conhece deveria conhecer. Mas tudo isso é revelador de que estamos indo para algum lugar que não é lá muito bom. E talvez sirva como despertador de nossas almas!!! Se fazem isso com um jornalista famoso, imagine-se o que não fazem na periferia, – ” com os periféricos”!!!!!

    1. Carioca

      9 de novembro de 2019 9:34 am

      Permita-me: na nota está escrito “um deles ostentando uma arma na cintura.”

  3. Anônimo

    8 de novembro de 2019 11:48 pm

    Lamentável a política de segurança do governador que tem como resultado a morte de inocentes.

  4. Cristina

    9 de novembro de 2019 12:01 am

    sou solidária ao Nassif, é um grande jornalista, o mais completo de todos eles.
    O governador do Rio é um genocida. A cidade está um horror!

  5. Nabantino Gonçalves

    9 de novembro de 2019 7:26 am

    FORA WTZEL!!!

    Como defende o Nassif, é preciso cuidar e lutar para que este governador fascista seja, um dia, julgado e condenado por seus crimes imprescritíveis contra a humanidade pobre do Rio de Janeiro.

  6. Adailton Ferreira

    9 de novembro de 2019 9:05 am

    Pobre Rio, onde a cada dez palmos um fuzil que parece brotar da terra, armando milícias, traficantes, policiais, todos exterminadores do passado, presente e futuro. E a retórica de Talião (“olho por olho, dente por dente”) espuma pela boca de falsos profetas, levando os incautos a um abismo sem fim, nessa tenebrosa cegueira. Como pode uma criatura dessas chegar ao poder?

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