1 de julho de 2026

Bolsonaro e Putin terão reunião para falar da situação boliviana

Presidentes da Rússia e do Brasil vão se encontrar na próxima quinta-feira, no final da cúpula dos BRICS; tema pode ampliar afastamento político entre governantes
Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante recepção ao Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin. Foto: Alan Santos/PR - Agência Brasil

Jornal GGN – O governo da Rússia acusou a oposição boliviana de promover uma onda de violência, e insinuou que a tentativa de Evo Morales de promover o diálogo foi comprometida. A questão será discutida com mais profundidade nesta semana, em reunião entre Putin e o presidente Jair Bolsonaro após a cúpula dos Brics, programada para ocorrer entre os dias 13 e 14 de novembro em Brasília.

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Em artigo publicado no portal UOL, o jornalista Jamil Chade ressaltou que o governo russo usou a palavra “golpe” para descrever o que havia ocorrido em La Paz nas últimas horas e mandou um recado aos países sul-americanos – o que meios diplomáticos entenderam como um alerta para o Brasil, Estados Unidos e a OEA (Organização dos Estados Americanos).

O governo russo publicou uma nota na manhã desta segunda-feira, onde também pediu que as forças políticas atuem “de forma responsável”. “Apelamos a todas as forças políticas bolivianas para que sejam sensatas e responsáveis, para que encontrem uma solução constitucional para a situação no interesse da paz, da tranquilidade, da restauração da governabilidade das instituições do Estado, da garantia dos direitos de todos os cidadãos e do desenvolvimento social e econômico do país, ao qual estamos ligados por uma relação de amizade”, alertou.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também apontou a “profunda preocupação que a vontade do governo de buscar soluções construtivas, com base no diálogo, foi rejeitada por eventos que tem um padrão de um golpe de estado orquestrado”.

“Esperamos que esta abordagem responsável seja demonstrada por todos os membros da comunidade internacional, pelos vizinhos latino-americanos da Bolívia, pelos países extra-regionais influentes e pelas organizações internacionais”, disse Moscou, em uma mensagem que meios diplomáticos entenderam ser dirigida ao Brasil, que imediatamente após a queda de Evo Morales declarou que não se tratava de um golpe.

Redação

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  1. jcordeiro

    12 de novembro de 2019 1:23 pm

    Nassif: tô preocupado mesmo é com o pessoal da China. Lembra o que fizeram com eles, no tempo da DitaMole? E ainda garfaram a grana que eles trouxeram pras despesas, que até hoje não foi devolvida. O pessoal VerdeSauva é o mesmo (ideologicamente falando) daquele tempo de luz (na cara), suor e lágrimas. E o tragico disso tudo é que Sobral Pinto se foi e aquele ministro defensor do GogoboyAvivado disse que não vai alivar, desta vez.

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