15 de junho de 2026

Os erros do Banco Central com o câmbio

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Ex-Secretário de Política Econômica do governo Dilma Rousseff, principal responsável pela política econômica proativa na crise de 2008, Nelson Barbosa tem reparos à política cambial praticada pelo Banco Central.

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O câmbio tem três implicações macroeconômicas: na competitividade da economia (quanto maior a desvalorização, mais setores internos serão competitivos), na inflação (quanto maior a desvalorização, maior a inflação, e menor o poder de compra dos salários), e do crescimento (tanto apreciação quando depreciação excessiva comprometem o crescimento).

O ideal para a política macroeconômica seria ter sempre uma taxa de câmbio real elevada para manter a estabilidade do balanço de pagamentos e uma alta participação nas exportações mundiais., diz Barbosa.

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Com base nas três correlações mencionadas, para ele, o atual sistema de metas inflacionárias – “pelo menos do ponto de vista teórico” – é consistente com a estabilidade da taxa de câmbio real e do saldo em conta corrente. Ao definir o piso e a meta de inflação, o BC acaba por estabelecer limites informais para a flutuação da taxa de câmbio que, por sua vez, define limites para o saldo em conta corrente e para a taxa de crescimento potencial da economia.

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O problema é quanto se passa da teoria à prática.

Sua crítica maior é em relação à magnitude das operações cambiais do BC. Na gestão Alexandre Tombini o banco vendeu o equivalente a 25% das reservas internacionais na forma de swaps cambiais (operações no mercado de derivativos). Gastos uma munição gigantesca para meramenmte trazer a taxa de câmbio real de volta à sua média de longo prazo. “O BC deveria ter esperado mais antes de usar tamanho arsenal cambial”, criticou ele em trabalho recente, apresentado na Semana de Economia da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

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O erro do BC foi ter levado em conta apenas os impactos da variação cambial de curto prazo e não os fundamentos da economia. “O aumento do déficit em conta corrente, o financiamento crescente deste déficit por capitais especulativos atraídos pelo carry trade, o alto custo unitário do trabalho em USD e a perda de competitividade internacional da economia brasileira indicam que ainda é necessário algum ajuste da taxa de câmbio real. O BCB pode e deve suavizar a velocidade deste ajuste, mas não deve se opor a este ajuste”.

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Diz Barbosa que uma elevação adicional da taxa de câmbio real terá efeitos inflacionários no curto prazo, mas que podem ser combatidos pelos mecanismos usuais de política monetária, como a taxa de juros e os depósitos compulsórios.

“Além disso, o impacto inflacionário de uma elevação adicional da taxa de câmbio também pode ser compensado por outros instrumentos de política macroeconômica, como uma elevação do resultado primário do governo, bem como por outras ações estruturais que melhorem a produtividade e a eficiência da economia”.

O “pass-through” – efeito do câmbio sobre os preços ao consumidor – é de 5% a 10%, dependendo do ajuste ou não dos preços dos combustíveis. Esse efeito total tende a ocorrer em um período de 18 meses. “À medida que a taxa de câmbio real se estabiliza num novo patamar, o impacto inflacionário da depreciação cessa e a inflação cai no médio prazo”.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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26 Comentários
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  1. Roberto São Paulo-SP 2014

    3 de outubro de 2014 9:29 am

    Reservas cambiais e swaps cambiais tradiconal e reverso

    A questão cambial passa pelo Banco Central, já que é ele quem opera a política cambial definida pelo CMN, e administra as Reservas cambiais.

    Além de reduzir os juros da selic será necessário utilizar as demais ferramentas da política monetária, como a regulação do compulsório, do IOF, normas de regulamentação do sistema financeiro, para controlar a liquidez do sistema financeiro e o crescimento da demanda agregada.

    Em momentos de grande  variação do preços internacionais,  tanto para cima como para baixo, será preciso ajustar a taxa de câmbio para atenuar ao máximo os impactos nos preços internos da economia, para isso será necessário combinar o uso dos swaps cambiais com a venda de dólares da reservas cambiais,

    ou venda de swaps cambiais reverso com a compra de dólares para aumentar as Reservas cambiais ou para realizar resgastes antecipados dos títulos da dívida pública externa.

    A venda de dólares no mercado à vista impende atentativa dos especuladores de aumetarem o valor do dólar para rceber os prêmios dos contratos de swaps.

    Lembrando que as Reservas Cambiais, nunca deve se utilizada para tentar segurar uma determinada taxa de câmbio, e sim para trazer a taxa de câmbio para um patamar pouco acima do período anterior ao “estouro da boiada”. já que nesse período os ativos em reais estarão desvalorizados, o que diminui o poder dos especuladores de comprarem mais dólares no mercado à vista.

    Dentro disso será fundamental um maior sintonia entre o Ministério da Fazenda e o Banco Central, de modo que as medidas fiscais e monetárias seja complementares e não conflitantes entre si.

     

  2. Assis Ribeiro

    3 de outubro de 2014 10:21 am

    Por isso enquanto alguns

    Por isso enquanto alguns dizem que o governo deve procurar a paz eu digo que chegou a hora do confronto

    Querer agradar a gregos e troianos dá no que aconteceu com a candidatura de Marina

    Para se corrigir os erros no câmbio teremos que ter uma elevação da inflação mesmo com aumento de juros, como o artigo trata

    Tanto inflação quanto juros altos foram os maiores mantras entoados pela mídia e pela oposição contra o governo Lula e Dilma mesmo nesses períodos tendo as menores inflações e os menores juros

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      3 de outubro de 2014 2:29 pm

      Nem Jesus Cristo foi unanimidade

      Não existe maior fonte de problemas do que querer agradar a todos. É impossível.

      Um governo apto a tirar o Brasil do atoleiro do crescimento, é um que produza um pacto crível entre as forças vivas da sociedade e entregue o combinado.

      Tal proeza fica extremamente facilitada se a Nação tiver Rumo, Norte e Estrela, o que evita procrastinações e desvios, poupando tempo, sacrifício e recursos do Brasil e seu povo. 

      Os que estão mamando nas tetas do governo irão perder a boquinha, como choram pela mídia vão fazer fuá, mas ai ficarão visíveis e vulneráveis, o embate deve ser rápido e letal, extinguindo estes abutres de forma cabal, aplainando a rota do crescimento sustentável para os brasileiros.

    2. Ciro Daraujo

      4 de outubro de 2014 3:18 am

      Acho que a questão não é

      Acho que a questão não é tanto querer quanto poder.  Atualmente, o Brasil está em situação vulnerável devido a conjuntura externa e o desequilibrio atual das contas públicas internas e da balança.  Ou seja, a gente está dependendo de financiamento externo para fechar as contas.  Claro que temos um nível de reservas que nos garante um certo conforto, mas não é um nível de reservas que possa resistir a um ataque coordenado que teríamos se, por exemplo, as agências retirassem o grau de investimento.

      Lembrem-se que um dos grandes trunfos políticos do governo do PT é poder dizer que mandou o FMI pastar.  A derrota política que seria ir com o pires na mão atrás do FMI é particularmente cara politicamente para o PT.

      Não acho que isso acontecerá no curto prazo.  Acho que no final das contas o ajuste será feito.  Mas o mercado cobrará caro por esse ajuste.

      Nelson Barbosa é um excelente quadro.  Sua saída do governo foi um grande baque e para mim foi quando demonstrou claramente o quão equivocado estava o governo na questão macroeconômica e das finanças públicas.  Acho que ele seria tanto um ministro da fazenda (se deixado trabalhar) quanto um presidente do BACEN excepcional.

      Agora, isso vai passar pela presidente deixar o ministro ocupar o ministério.  Atualmente a ministra da fazenda se chama Dilma Roussef. 

  3. IV AVATAR

    3 de outubro de 2014 10:36 am

    Túlio, como eu havia comentado no zap zap da familia,

    Túlio, como eu havia comentado no zap zap da familia, vc havia pedido minha opinião sobre a política econômica de Dilma e eu, de forma sinceramente, disse que não era minha praia e por isso te recomendei o Nassif, bom dia sobrinho…

    Desculpa ai Nassif, são meus sobrinhos marineiros no zap zap, a juventude participando e nós tios aprendendo com eles tmbm….

    Falando nisso, dentro do ônibus vi um grupo de uns 10 jovens, todos com smarthfone nas mãos e tagarelando, se divertindo, morrendo de rir, teclando…ai fiquei observando e me perguntando em quem eles votam uma vez que esses tijolões tipo TV, computador, rádio e aparelho de som já era..,Não consegui acompanhar o twitcam ao celular. dá uma olhada ae, pois o veículo mudou, vê ai com o midia ninja uma forma de transmissão que possa ser acompanhado por dispositivos móveis,,,,o lance agora é o smarthfone, mais prático, fácil de transportar.,,…O mundo gira

  4. AlvaroTadeu

    3 de outubro de 2014 11:28 am

    Armínio, 45%, Marina, o céu é o limite?

    Da parte do câmbio, ele deve continuar flutuando, mas não livremente. Altas e baixas devem ser suaves, para que os agentes econômicos (empresários, trabalhadores e governos) possam se preparar. Quanto à taxa de juros, Armínio Fraga demonstrou que se pode dar um soco na inflação, mas no final, os 45% de SELIC que ele inventou fizeram mais mal do que bem à Economia.

    Foi isso aliás que alijou os tucanos do poder. Desemprego de 22% na região metropolitana de São Paulo era algo insustentável, mesmo com o apoio da IC (mprensa canalha.). Na Economia, aplicar teorias cegamente é para aqueles que não querem enxergar, ou enxergam bem demais e vêem oportunidades de seus amigos fazerem muito dinheiro.

    Depois do mandato, haverá empregos de milhões de dólares sobrando para esses “sábios”. Quanto à inflação, mesma situação do câmbio, itens que provocam variações absurdas incontroláveis devem ser expurgados. 1. Eu expurgaria os hortifrutigranjeiros. Têm variações semanais absurdas, de acordo com a meteorologia. Se uma ponte por onde passa o tomate cair e aumentar a distância em 100km (ida e volta), os preços vão explodir até o término da obra de recuperação.

    2, Preços de loterias, petshop e cigarros também não podem fazer parte do índice. Isso não diminui a inflação, naturalmente, mas dá ao administrador a visão real de como ela anda e ainda permite que preços de cigarros sejam aumentados de acordo com a visão do Ministério da Saúde, e não da Fazenda, que as loterias sejam aumentadas para facilitar o troco e melhorar a arrecadação. E um trabalhador pobre não pode se danar na inflação porque o cabeleireiro de cachorros dobrou seus preços.

  5. pepe legal

    3 de outubro de 2014 12:27 pm

    a questão que escapa é que

    a questão que escapa é que muitas empresas perdem competitividade, principalmente as de base tecnológica, se o cambio se depreciar… as que ganham são as que produzem bens de baixo valor agregado… simples assim

    1. Marcos Pinto

      3 de outubro de 2014 3:10 pm

      Simplesmente errado!

      Depende do que você chama de “empresa de tecnologia” … se for uma empresa que apenas importa produtos, realmente ela pode ter uma redução de vendas em um primeiro momento. Porém, digamos que seja uma empresa especializada em software e consultoria. Nesse caso, o seu maior custo é a mão-de-obra, que se tornará mais competitiva internacionalmente após a desvalorização cambial. Uma empresa como a Embraer compra e vende seus produtos em dólar, então a mudança no câmbio é inócua (na verdade positiva, dado que a mão-de-obra brasileira é paga em reais).

      Assim, as empresas mais prejudicadas com a desvalorização cambial são aquelas que somente importam produtos acabados (sem nenhuma agregação de valor local) e as que têm dívida em moeda estrangeira. Em ambos os casos eu não acredito que isso seja justificativa para manter o câmbio valorizado.

      1. pepe legal

        3 de outubro de 2014 4:25 pm

        o amigo já ouviu falar em

        o amigo já ouviu falar em cadeia produtiva? empresas tecnológicas, qualquer delas, estão inseridas em cadeias globais, logo uma desavorização criaria sérios problemas, a não ser que o amigo ache que o brasil vá reinventar a roda e produzir tudo internamente… a mudança de câmbio para a embraer seria inócua? de onde foi tirada essa informação? ou é achismo?

  6. Ciro Daraujo

    3 de outubro de 2014 1:35 pm

    Mesmo o câmbio num patamar

    Mesmo o câmbio num patamar 25% mais desvalorizado não foi capaz de dar competitividade a industria brasileira por alguns mecanismos que podemos salientar:

    a) O real apreciado durante muito tempo levou as empresas a adaptarem seu formato de produção e dependerem cada vez mais de insumos importados.  Resultado disso, a apreciação cambial gera efeito inflacionário imediato no mercado interno por lado dos custos, e esse efeito reduz o impacto que a apreciação teria na competitividade.  Se mantido um ambiente de câmbio mais depreciado durante algum tempo, as empresas podem voltar a se readaptar, mas as linhas de produção e tecnologias não são mudadas imediatamente. 

    b) do lado da exportação, mesmo tornando o produto brasileiro mais competitivo, existe a questão da renda externa. Nossos principais mercados consumidores de produtos industrializados (que se beneficiariam de um patamar de um real mais desvalorizado) estão em crise.  Principalmente a Argentina.  Resultado é que mesmo com o câmbio mais desvalorizado o efeito sobre as exportações ainda tende a ser pequeno, já que o mundo não está comprando.

    Eu acho que atualmente o BACEN está justamente utilizando a especulação com o dolar no período eleitoral para já testar um novo patamar de câmbio, já ainda mais depreciado do que o anterior.  É uma oportunidade, já que, se fosse extritamente pela oferta e demanda de setembro, o real teria se apreciado.

    1. Severino Januário

      5 de outubro de 2014 8:20 am

      Se não está utilizando a

      Se não está utilizando a especulação, deveria estar. Mas deveria pelo menos furar a barreira dos 2 dólares e meio e acostumar-se com ela, encaminhamdo-se para os três.

  7. JB Costa

    3 de outubro de 2014 1:46 pm

    Não tem jeito: quem não

    Não tem jeito: quem não possui moeda “universal” vai ter no câmbio uma variável fundamental na gestão macroeconômica. Noves fora outras possíveis abordagens acerca da economia americana, pode-se dizer que a estabilidade da mesma vem por conta do EUA ser emissor da moeda utilizada nas transações comerciais no mundo junto(dólar), em menor escala, do Euro. 

    Outra imagem boa para se recorrer é comparar a complexa gestão de câmbio com a “história de Sísifo”, personagem da mitologia grega que pela sua rebeldia aos deuses foi condenado a levar uma pedra enorme até o cume de um morro, tarefa nunca completado porque a pedra sempre rolava de volta para a baixo. 

    Nesse sentido, câmbio para nós é um autêntico “trabalho de Sísifo”.

  8. Alexandre Weber - Santos -SP

    3 de outubro de 2014 1:51 pm

    Vou com a China nesta

    Neste mundo globalizado em que a competitividade que realmente conta é dada em termos entre nações, a China, com o seu Yuan mostrou o caminho das pedras. O câmbio brasileiro não varia somente em função de swaps e meteorologia, ele obedece também a movimentos produzidos por quem controla o Dólar, movimentos que ficam claros no VIX (índice de volatilidade) e no Dólar Index, o mercado de Forex, com 1,5 trlhões girando é inolvidavel, bem como os 400 bilhões de títulos podres que estão nele.

    A saída é a Chinesa, com uma moeda com paridade fixa com o Dólar e  o ajuste interno fiscal, tributário, trabalhista até obter vantagem competitiva internacional em alguns produtos.

    Fora disto é enxugar gelo.

    O que falo é o motivo do departamento de comércio americano reclamar dia sim, outro também do câmbio Chines e da impossíbilidade da WTO conseguir firmar acordos plurilaterais de largos espectros, a falha da rodada de Doha é emblemática aqui.

    O Assis está certo, sem confronto não se sairá desta armadilha monetária onde o Brasil está atolado.

  9. O Mar da Silvao

    3 de outubro de 2014 2:02 pm

    Pois é, o compulsório. Esse

    Pois é, o compulsório. Esse instrumento, o BC não tem usado para combater a inflação. Só a alta da SELIC.

     

  10. altamiro souza

    3 de outubro de 2014 2:17 pm

    sou leigo, portanto vou ao

    sou leigo, portanto vou ao resultado que me intressa.

    a inflaçaõ está dentro da meta. 

     o pleno emprego está mantido.

    os salários crescem sucessivamente.

    e a economia cresce  no segundo o semestre,

    apesar dos urubus e pessimistas. .

    esses são fatos economicos, pelo que li ultimamente.

     

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      3 de outubro de 2014 3:01 pm

      Peru não morre de véspera

      Se perguntar ao peru durante o ano todo o que ele acha do dono que o alimenta todos os dias, ele irá dizer que é uma ótima pessoa.

      Mas no dia da ceia ele está lá, assado.

  11. Assis Ribeiro

    3 de outubro de 2014 2:33 pm

    Nassif, segue excelente artigo sobre o Banco Central

    A questão da independência do Banco Central (Bacen) ou sua submissão aos governos eleitos democraticamente é um tema recorrente no debate sobre a economia brasileira, especialmente nos momentos de aumento da inflação, quando se discute o problema do déficit público, por ocasião de qualquer crise econômica e, especialmente, nos momentos eleitorais. Um frenesi intenso toma conta dos chamados formadores de opinião e a mídia corporativa, quase toda alinhada com o capital financeiro nacional e internacional e com as teses neoliberais, se encarrega de multiplicar a catilinária ortodoxa e creditar todas as dificuldades da economia à falta de independência do Banco Central…

    Ver mais:
    http://resistir.info/brasil/abutres_bc_26set14.html

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      3 de outubro de 2014 2:58 pm

      Artigo didático muito bom

      Política monetária e Banco Central 

      Para se compreender o que está em discussão é fundamental entendermos o papel da política monetária do País e o significado do Banco Central na política econômica do País. Procuraremos abordar o tema de forma didática, especialmente para os trabalhadores e a juventude, a fim de que possam entender os meandros dessa discussão. Não se trata de um debate técnico, que só interessa aos que dominam o economês. Pelo contrário, as medidas tomadas pelo Banco Central afetam o conjunto da economia e a vida pessoal da grande maioria da população. Por exemplo, a política de juros elevados praticada nas duas ultimas décadas representou a maior transferência de renda [NR] do setor público para o setor privado, especialmente para o sistema financeiro nacional e internacional e os rentistas em geral. E quanto mais esse pessoal ganha, menos recursos sobram para saúde, educação, saneamento. 

      '.http://resistir.info/brasil/abutres_bc_26set14.html

      Fica claro que a taxa de extração é mais ou menos constante na alíquota juros, mas há de se ressaltar que com o aumento do uso do dinheiro eletrônico e a universalização do pagamento por cartões instituiu um verdadeiro imposto que arrecada para operadores privados uns 10% do PIB, imposto não votado e sem contrapartida. O que empobreceu o Brasil e aumentou a inflação.

  12. Assis Ribeiro

    3 de outubro de 2014 3:48 pm

    Banco Central independente

    “a questão da neutralidade e do apoliticismo das direções do Banco Central: esse é um argumento muito frágil, pois não existe neutralidade nas tomadas de decisão nas instituições capitalistas. Todas as medidas têm caráter eminentemente político, pois favorecem a um setor ou outro da sociedade. Não existe medida que favoreça aos polos antagônicos ao mesmo tempo. O argumento da neutralidade e do apoliticismo é apenas uma cortina de fumaça para justificar a apropriação da máquina pública pelo sistema financeiro e pelos rentistas e dar a este ato um caráter técnico. “
    EdmiIson Costa

  13. jns

    3 de outubro de 2014 4:30 pm

    ELEIÇÕES 2014

     

    Por que Dilma Rousseff pode ganhar a eleição presidencial do Brasil

    Os brasileirosd podem querer mais – e deveriam – mas é improvável que possam optar por um retorno ao passado.

    Picture of Mark Weisbrot

    Mark Weisbrot | theguardian.com | 02/10/2014

    O país tem encontrado problemas, mas as melhorias na renda e nas condições dos trabalhadores melhoram a vida de muitos brasileiros ao longo da última década

    Brazilian president Dilma Rousseff visits construction workers in Rio

    Presidente do Brasil Dilma Rousseff visita trabalhadores da construção civil no Rio de Janeiro. “Para a grande maioria [dos brasileiros] as mudanças são bastante surpreendente.” Fotografia:. Cross / Xinhua / Landov / Barcroft Media

    Quando a desafiante Marina Silva passou à frente da atual presidente do Brasil, Dilma Rousseff, nas pesquisas de algumas semanas atrás, houve um grande entusiasmo na imprensa de negócios dos Estados Unidos e nos mercados financeiros brasileiros.

    O Partido dos Trabalhadores de Dilma (PT) está no poder há 12 anos e a elite rica e poderosa estava pronta para a mudança. As condições atuais pareciam favorecê-la: a economia brasileira, depois de ter diminuído consideravelmente nos últimos anos, entrou oficialmente em recessão em 2014 – algo que significaria o fim para muitos presidentes em exercício. Antes disso, houve protestos de rua sobre o aumento do custo dos transportes públicos e os gastos do governo na Copa do Mundo, em um evento que terminou em desastre brasileiro com uma humilhante derrota por 7-1 para a equipe nacional da Alemanha.

    No entanto, Dilma se recuperou de cada golpe e, agora, parece prestes a dar a volta por cima tanto no primeiro como no segundo turno das eleições. 

    Como isso aconteceu? 

    Se ela for reeleita, pode ser porque a maioria dos brasileiros está analisando os resultados da condução dos últimos 12 anos dos destinos do país, sob o comando do seu partido, especialmente, para aqueles alfabetizados o suficiente ou com idade para lembrar e comparar com o passado. 

    Para a grande maioria, as alterações foram surpreendentes.

    Apesar da recessão mundial de 2009 e a desaceleração dos últimos anos, o PIB do Brasil, por pessoa, cresceu a uma média de 2,5% ao ano entre 2003 e 2014.

    Este foi mais de três vezes a taxa de crescimento durante os últimos dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso, que implementou as políticas do Consenso de Washington e continua a ser um estadista muito querido na capital dos EUA. 

    Antes, sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, havia fracasso econômico e a renda por pessoa realmente caiu durante uma década e meia.

    Este retorno ao crescimento, além do uso de aumento de receitas do governo para aumentar os gastos sociais, reduziu a taxa de pobreza do Brasil em 55% e a pobreza extrema em 65%. 

    Para aqueles em situação de extrema pobreza, o renomado programa do governo de transferência condicionada de renda – o Bolsa Família – forneceu 60% ​​de sua renda em 2011, contra 10% em 2003. 

    Um forte aumento do salário mínimo – 84% desde 2003, acima da inflação – também ajudou um pouco.

    O índice de desemprego de 12,3%, caiu para uma baixa recorde de 4,9%;  após Lula assumir o cargo em 2003.

    A qualidade do emprego também aumentou: o percentual de trabalhadores ligados ao setor informal da economia encolheu de 22% para 13%.

    A distribuição de renda no Brasil continua sendo uma das mais desiguais do mundo, mas, ela não continuou apresentando progresso significativo

    De 2003 a 2012, 40% da população, que possuía rendimentos logo abaixo da média nacional, quase duplicou a sua quota de ganhos de renda do país, em comparação com a década anterior. 

    Isso veio à custa dos 10% mais ricos. 

    Os pobres foram, obviamente, mais beneficiados com essa transformação da economia brasileira, e isso se reflete nas pesquisas

    Mas não são apenas os pobres que melhoraram o nível do seu bem-estar: com uma renda familiar média de apenas cerca de US $ 800, a grande maioria dos brasileiros, em conjunto, passaram a ganhar com o aumento significativo dos salários, ao provocar a diminuição do desemprego e aumentar as pensões trazidas da década anterior.

    Do ponto de vista das elites, esses ganhos para os trabalhadores não são tão boas notícias. 

    A lei que exige que os empregados domésticos – que são muitos no Brasil, graças à sua esmagadora desigualdade social – sejam tratados como empregados formais , com jornada máxima de trabalho, salários mínimos e de segurança social, foi outro grande aborrecimento recente para os “ricos”.

    A contra-narrativa que o país sob o PT está na estrada para a ruína encheu a mídia no Brasil, que é majoritariamente contra o governo, e a imprensa internacional. 

    Nesta visão, a economia desacelerou, porque o governo não é suficientemente amigável aos negócios. 

    A inflação, atualmente no topo da meta de 6,5%, impulsionada por um mercado de trabalho que é visto como muito apertado, é muito elevada e o governo, argumenta-se, precisa cortar gastos. 

    Outro tema da oposição na última eleição, que foi recentemente ressuscitada, é que o Brasil deveria ser mais amigável para os interesses do EUA e a sua política externa altamente impopular na região.

    A realidade em torno da política econômica do Brasil é que o governo, desde o final de 2010, ouviu a “grande finança” um pouco demais, elevando as taxas de juros e o corte de gastos, quando a economia estava muito fraca. 

    Esperemos que esses erros não se repitam.

    Se Dilma vencer, será porque a maioria dos brasileiros recebeu muito em troca do que eles votaram a favor. 

    Eles podem querer mais – e deveriam – mas é improvável que possam optar por um retorno ao passado.

    Mark Weisbrot is co-director of the Centre for Economic and Policy Research in Washington DC. He is also president of Just Foreign Policy. He co-wrote Oliver Stone’s documentary South of the Border.

  14. Renato Ferreira Lima

    3 de outubro de 2014 5:30 pm

    Por que ortodoxia é palavrão no Brasil?

    Por que o Brasil é essencialmente keynesiano?

    Após pouco mais de 20 anos de nossa Constituição ser promulgada, toda ela com viés keynesiano e social democrata, continuamos na mesma (na melhor das hipóteses) exatamente nos pontos que, historicamente, seriam os mais caros aos nossos aiatolás do welfare state: Previdência, Saúde e Educação. Nossos paladinos da justiça social falharam, grotescamente conosco. O julgamento de suas pífias atuações não é meu, mas dos brasileiros: as três coisas que qualquer cidadão faz quando tem um pouco mais de dinheiro no bolso são: adquirir um plano de saúde privado, colocar o filho numa escola privada e, sobrando dinheiro (depois da mordida de mais de 30% do governo), contratar um plano de previdência privado.

    Keynes, no Brasil, ao que parece, serve mais ao Paulo Roberto que aos brasileiros. Renan Calheiros, José Sarney, Paulo Maluf, Romero Jucá,… – todos keynesianos. Claro: quanto mais “estado empresário”, melhor pra eles. Para esse Brasil patrimonialista no governo e corporativista na ação, é vital transformar ortodoxia econômica e responsabildade fiscal em palavrão. É questão de sobrevivência para a espécie.

    E pra nós, o que resta? Bem, pra nós,… pagar a conta, que chegou. Trabalha aí otário!

     

     

    1. Severino Januário

      5 de outubro de 2014 7:38 am

      “Continuamos na mesma” é

      “Continuamos na mesma” é ótimo. Deve ser em São Paulo, o tal “continuamos na mesma” com o super-ortodoxo Alckmin.

  15. Elio

    3 de outubro de 2014 6:37 pm

    Quando o Lula foi eleito pela

    Quando o Lula foi eleito pela primeira vez,o dólar foi a quase 4,00 reais, e as exportações aumentaram muito.

    Se o Lula tivesse mantido o dólar nesse patamar,o Brasil estaria melhor hoje?

     

    1. Bernardo F Costa

      4 de outubro de 2014 12:37 am

      Não creio, pelas razões

      Não creio, pelas razões citadas, um dólar muito alto por muito tempo traria muitas falências as grande empresas endividadas em dólar. No início não houve erro. Para mim o erro se deu depois de 2006, principalmente quando se deixou o dólar chegar a menos de R$ 2,00. Em determinada época chegou a quase R$ 1,50. Isso para mim foi irresponsabilidade.

  16. Calvin

    3 de outubro de 2014 7:50 pm

    Nassif já escolheu seu Ministro!

    E, de fato, é um dos poucos disponíveis no mercado que entende do riscado e aceitaria ser monitorado por uma gestora que não entende bem de Economia….

    1. Nabih

      4 de outubro de 2014 1:18 am

      Monitorado

      Sr. Nassif. perdoe-me, mas, acredita mesmo nisso?

      Ou continua a soldo do PT?

      Poços de caldas ainda prefere te ouvir tocando cavaquinho, ou seria bandolim?

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