Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Webster Franklin
26 de setembro de 2014 3:47 amJustiça eleitoral confere “título” inédito ao PSDB: …..
Poços10 notícias
25/09/2014 – Justiça eleitoral confere “título” inédito ao PSDB: O partido mais corrupto do Brasil
Análise dos 317 políticos brasileiros que foram impedidos de se candidatar pela lei Ficha Limpa traz uma descoberta interessante: o PSDB é o partido político mais sujo do Brasil. Veja o ranking
Os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) barraram até agora a candidatura de 317 políticos com base na Lei da Ficha Limpa, de acordo com levantamento feito nos 27 Estados do país.
Entre esses fichas-sujas, 53 estão no Estado de SP.
Na divisão por partido, o PSDB é o que possui a maior “bancada” de barrados, com 56 candidatos –o equivalente a 3,5% dos tucanos que disputam. O PMDB vem logo atrás (49). O PT aparece na oitava posição, com 18 –1% do total de seus postulantes.
Os nomes barrados pelos TREs irão aparecer nas urnas eletrônicas, mas todos os seus votos serão considerados sub judice até uma eventual decisão no TSE. Exemplo: se o ficha-suja tiver mais votos, mas seu recurso for rejeitado, assume o segundo colocado na eleição.
A maioria dos barrados foi enquadrada no item da Lei da Ficha Limpa que torna inelegível aqueles que tiveram contas públicas rejeitadas por tribunais de contas.
Levantamento
De iniciativa popular, a lei foi sancionada em 2010, mas só passou a valer na eleição de 2012, e em 2014 ganhou mais força. A lei ampliou o número de casos em que um candidato fica inelegível –cassados, condenados criminalmente por colegiado ou que renunciaram ao cargo para evitar a cassação.
Analisando os 317 políticos brasileiros que foram impedidos de se candidatar pela lei Ficha Limpa, a equipe de reportagem fez uma descoberta fantástica.
Os petistas tem 18 candidatos que a Justiça impediu de candidatar-se em função daquilo que em outros tempos se chamava de folha corrida. Não é pouco, certamente.
Homens públicos devem ter uma reputação sem manchas e seria preferível que nenhum candidato – do PT ou de qualquer outro partido – tivesse uma condenação nas costas.
O problema é que os supostos “petralhas” são apenas o 8º partido em condenações. Se houvesse um campeonato nacional de ficha-suja, estariam desclassificados nas quartas-de-final e voltariam para casa sob vaias da torcida, que iria até o aeroporto jogar casta de laranja no desembarque da delegação.
E se você pensa que o primeiro colocado é o PMDB, tão associado às más práticas da política, símbolo do atraso, da fisiologia e da corrupção – em especial depois que se aliou a Lula, nunca antes — enganou-se. O líder é o PSDB de Aécio Neves e Reinaldo Azambuja.
Os tucanos tiveram 56 candidatos rejeitados pela Lei dos Ficha Suja. Isso dá três vezes mais do que os petistas. Para falar em termos relativos: a porcentagem de ficha suja tucana entre seus candidatos é de 3,5%. Dos petistas, 1%.
Em sua entrevista em Paris, logo depois da entrevista de Roberto Jefferson onde ele denunciou o mensalão, Lula disse que o PT apenas fazia “o que os outros partidos sempre fizeram.”
Lula foi muito criticado por isso, na época. Vê-se que Lula errou, mas por outro motivo: o PT fazia menos do que os outros partidos.
O levamento mostra, por exemplo, que até o PSD de Kassab e Antonio João (Correio do Estado) tem mais condenados do que os petistas. O PPS de Athayde Nery, que é infinitamente menor do que o PT, tem 9 condenados. O PMDB, tem 46.
http://pocos10.com.br/?p=13795
Sergio SS
26 de setembro de 2014 11:33 pmBelíssima informação. Não
Belíssima informação. Não entendi porque o GGN não subiu esta informação a nivel de post. Ainda mais qdo o blog introduz o tema da corrupção na ordem do dia.
CB
26 de setembro de 2014 4:00 amhttp://paulomoreiraleite.com/
http://paulomoreiraleite.com/2014/09/25/acordando-memoria-perdida-sobre-fhc/
Webster Franklin
26 de setembro de 2014 4:15 amOs falsos ecologistas e verdadeiros colonialistas
Tijolaço
25 de setembro de 2014 | 20:24 Autor: Fernando Brito
Os Estados Unidos boicotaram, durante décadas, o Protocolo de Kyoto, sobre emissão de poluentes.
São, aliás, o único país do mundo que participou de sua discussão, em 1997 e jamais o ratificou, até o seu término, em 2012.
Agora querem que, em um mês, o Brasil e outros países assinem um protocolo de “desmatamento zero”.
Não se enfiam decisões assim goela abaixo de um país com a segunda maior área florestada do mundo.
Até porque é muito bomito dizer que vai fazer”desmatamento zero” em áreas que já quase nem tem o que desmatar.
Apenas 27 países assinaram este documento, que é – em bom português – uma piada.
É uma declaração de intenções e sabe Deus quão sinceras, a começar porque recebe também assinatura de empresas, como a Cargill (sementes e rações), a Unilever, o McDonald’s e os bancos Barclays e Deutsche Bank, além da notória Nestlé e Johnson & Johnson.
Depois de terem devastado suas florestas no século 19 e fácil à Europa e aos EUA dizerem “não toquem em uma árvore”.
Fomos capazes de reduzir e somos capazes de zerar o desmatamento ilegal.
Aliás, fomos capazes de tornar a caça de animais silvestres ilegal, o que os Estados Unidos e alguns países europeus até hoje não fizeram.
Pagando, em nome da “conservação”, você está livre para matar.
Dispensamos, portanto, lições ecológicas de quem acha adequado matar “em condições controladas” mas nos quer negar o direito de aproveitar, em condições racionais e com um preservacionismo do qual não foram capazes até hoje, o nosso território.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=21482
Webster Franklin
26 de setembro de 2014 4:32 amVeja perde de 7 a 0 no TSE e irá reparar dano ao PT
Brasil 247
Revista foi condenada a publicar direito de resposta em decisão tomada na noite da quinta-feira 25, no Tribunal Superior Eleitoral; reportagem dizia respeito a suposta chantagem, paga em dólar, para que dirigentes do partido, incluindo o ex-presidente Lula, não fossem arrastados para a Operação Lava-Jato; derrota da revista da Marginal Pinheiros foi acachapante; contou com parecer favorável do procurador-geral Rodrigo Janot, os votos de três ministros do Supremo Tribunal Federal (Dias Toffoli, Teori Zavascki e Rosa Weber), além dos outros quatro integrantes do tribunal; “Não está em jogo a liberdade de expressão, mas sim o direito de resposta”, ressaltou Toffoli; Veja tem histórico de derrotas na Justiça
25 de Setembro de 2014 às 21:19
¶
247 – Foi pior do que Brasil e Alemanha na Copa do Mundo. Por sete votos a zero, a revista Veja foi condenada, nesta noite, a reparar o dano causado ao Partido dos Trabalhadores por uma reportagem publicada há duas semanas.
No texto “O PT sob chantagem”, Veja acusava lideranças do PT, incluindo o ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho, de terem sido submetidos a uma chantagem para que não fossem arrastados para o escândalo da Petrobras. Segundo a revista da Marginal Pinheiros, o PT teria pago US$ 6 milhões, em dólar, ao financista Enivaldo Quadrado para que os nomes de seus dirigentes não fossem envolvidos no caso.
Como a reportagem não apresentava qualquer prova ou indício da denúncia que fazia, o PT representou contra a publicação no Tribunal Superior Eleitoral. Além de contar com parecer favorável do procurador-geral Rodrigo Janot, a posição do relator Admar Gonzaga foi acompanhada pelos outros seis ministros do TSE – entre eles, três representantes do Superior Tribunal Federal: Dias Toffoli, Teori Zavascki e Rosa Weber.
O direito de resposta, de uma página, deverá ser publicado nesta ou na próxima edição de Veja – a depender da intimação dos dirigentes da editora, hoje conduzida por Giancarlo Civita e Fabio Barbosa. “Não se discute aqui qualquer restrição à liberdade de imprensa, mas apenas o direito de resposta”, enfatizou Dias Toffoli.
Com a decisão desta quinta-feira, crimes de imprensa – que se tornam mais comuns em períodos eleitorais – começam a ser punidos.
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/154782/Veja-perde-de-7-a-0-no-TSE-e-ir%C3%A1-reparar-dano-ao-PT.htm
Webster Franklin
26 de setembro de 2014 4:50 amAcordando a memória perdida sobre FHC
Brasil 247
Acordando a memória perdida sobre FHC
25 de setembro de 2014
por Paulo Moreira Leite
Livro essencial para a campanha presidencial, “Brasil Privatizado” ajuda a entender por que PSDB deixou o Planalto em 2002 e nunca mais conseguiu voltar
A leitura de “Brasil Privatizado — Um balanço do desmonte do Estado” ajuda a reconstruir uma memória essencial para o debate da campanha de 2014.
Numa conjuntura em que a candidatura de Aécio Neves começa a dar sinal de vida, e Marina Silva mantem-se de pé graças a transfusão permanente de apoio de lideranças do PSDB, é sempre útil lembrar como se encontrava o Brasil no final de dois governos de Fernando Henrique Cardoso e entender por que o último presidente tucano deixou Brasília com 13% de popularidade negativa.
Em 254 páginas, Aloysio Biondi (1936-2000), mestre maior do jornalismo econômico brasileiro, deixou um trabalho único para se desfazer mitos criados naquela época. Enquanto os principais jornais e revistas atravessaram os oito anos de FHC multiplicando elogios de natureza ideológica — e também interesseira — à gigantesca transferência de empresas estatais para o setor privado, Aloysio Biondi enfrentava, há uma decada e meia, o debate que interessava a maioria dos brasileiros.
Da mesma forma que foi um dos críticos mais competentes do milagre do regime militar, brigando com a esquerda que não queria enxergar o crescimento, e com direita que não admitia contradições que iriam gerar a década perdida de 1980, Alyisio Biondi foi atrás dos fatos em vez de privilegiar opiniões e convicções. O livro mostra números e medidas de natureza política que permitiram a transferência de uma parcela imensa da riqueza construída por várias gerações de braileiros para bolsos privados, em grande parte estrangeiros — a preços amigos e saldo em suaves prestações,além de muitas acrobacias contábeis que permitiram transformar perdas reais em ganhos fictícios.
Debatendo, em oito páginas de números e tabelas, aquilo que o governo dizia ter arrecadado com as privatizações — R$ 85,2 bilhões — e aquilo que era possível contabilizar como favorecimento aos novos proprietários na forma de investimentos prévios, dívidas perdoadas, juros não cobrados, e outros benefícios, Biondi mostra o seguinte: no final, se chegou a uma conta negativa — R$ 87,6 bilhões. Na prática, sustenta, o país perdeu R$ 2,4 bi. Você pode até achar que o investimento valeu a pena, que não havia outro jeito, que somos mesmo um país de vira-latas e botocudos. Também pode explicar que, mais uma vez, o que se queria era fazer o bolo crescer — com a farinha do povo e o fermento do contribuinte — para depois ser dividido, e que isso não aconteceu porque, sabe como é….Mas o dado está lá.
Na dúvida, o mestre escreve um artigo chamado “Como falsificar balanços.” Ajuda.
O livro permite acompanhar um processo de desnacionalização que não tornou o Brasil nem mais rico nem mais próspero, ainda que tenham ocorrido, mudanças, como a telefonia celular, que estavam na agenda do capitalismo global e dificilmente deixariam de chegar a um mercado como o brasileiro, de uma forma ou de outra. Biondi faz o favor de combinar a economia e a política. Fala de um país que tornou-se mais dependente e submisso, num processo que foi muito além dos negócios para envolver os poderes da nação definir seu destino com soberania. “Queremos o Brasil de volta”, proclamava Biondi, como lembra Janio de Freitas, autor do préfácio.
Para quem gosta de criticar Lula/Dilma pelos empréstimos do BNDES para empresas barsileiras investirem no Porto de Mariel, em Cuba, há uma surpresa desagradável. Ao mesmo tempo em que mantinha a proibição das estatais receberem empréstimos do BNDES, medida que tinha o efeito óbvio de contribuir para sua asfixia e sucateamento, em 1997 Fernando Henrique Cardoso, assinou decreto — que Biondi trata ironicamente como “revolucionário” — autorizando o BNDES a conceder empréstimos a grupos estrangeiros. Dias depois, recorda, um grupo norte-americano usou dinheiro do BNDES para tornar sócio da CEMIG, a estatal mineira de energia.
Em outra medida de última hora que mostrou-se de inteiro agrado aos novos proprietários, e logo se revelaria uma péssima ideia para consumidores, o governo decidiu mudar o modelo das empresas de energia. A novidade principal é que o Estado deixou de participar ativamente da gestão das empresas privatizadas, ampliando a liberdade dos novos proprietários para definir prioridades e políticas de crescimento conforme suas metas de lucro. Abandonando qualquer função interna — salvaguarda que fora prometida ao Congresso Nacional — o Estado ficou na função de fiscalização, assegurando “autonomia total para as multinacionais agirem de acordo com seus interesses,” diz Biondi, que registra a medida como um “passa-moleque” dos novos proprietários nas autoridades brasileiras. ” Curiosidade. Você pode nem acreditar mas os textos do livro se encerram dois anos antes do Brasil enfrentar o apagão e os rigores do racionamento.
“A sociedade brasileira ainda näo acordou para uma “brutal realidade”, escreve Biondi, refletindo o pessimismo da época: “o Brasil já se tornou um país inviável.”
Antecipando o ambiente de velório que marcou os anos finais de Fernando Henrique, ele afirma: “o Brasil já está com o futuro comprometido. Já foi colocado num beco sem saída pela política de terra arrasada a que se deu o nome de plano Real.”
Um ponto relevante do livro é mostrar que o governo FHC estava longe de receber apoio unânime à política de privatizações, ainda que ela fosse apresentada como único caminho possível para o desenvolvimento e a atualização tecnológica.
Enquanto os aliados de FHC tratavam protestos de vários setores da sociedade como puro folclore de “dinossauros do Muro de Berlim”, Biondi reproduz longos trechos de um artigo do ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira que ajuda a dar realismo a discussão. Ele próprio fundador do PSDB, interlocutor dos principais debates econômicos de sua geração, em janeiro de 2000 Bresser faz afirmações que ajudam a entender por que, em 2014, ele declarou que irá votar em Dilma Rousseff. Três frases de Bresser, há 14 anos:
“Não percebemos que o liberalismo econômico é muito bonito em teoria mas que na prática nenhum país desenvolvido o pratica integralmente.”
Ou ainda: “O princípio seguido pelos países ricos é simples: faça como eu digo, não como eu faço. E o princípio adotado por nossas elites é igualmente simples: ‘Faça como eles dizem que eu eu devo fazer, não como eles fazem.”
E mais: “Nós permitimos a desnacionalização de grandes empresas brasileiras e de grandes bancos. Decididamente, enlouquecemos.”
Falando de um governo que ainda se encontrava no início do segundo mandato, Biondi acusou FHC de destruir a alma nacional, o sonho coletivo.” Foi um dos primeiros a registrar que, do ponto de vista social, a privatização a brasileira mostrou-se mais iníqua que o processo conduzido por Margaret Tatcher na Inglaterra — onde trabalhadores e parcelas menos endinheiradas da população puderam ficar com uma parcela considerável do bolo, enquanto no Brasil os subsídios foram utilizados para permitir o controle de grandes grupos economicos sobre as empresas privatizadas, com poucas concessões para a plebe, em casos bem específicos. Mais conservadores do que Tatcher? Pois é.
Num artigo escrito em junho de 2000, poucos meses antes de sua morte, Aloysio Biondi fala do ambiente político do país. Denuncia matérias pautadas pelo governo para desmoralizar a oposição. Adverte: “quem quiser saber realmente o que está acontecendo com a economia do país deve ler sempre as últimas quatro linhas das notícias. É ali que os jornalistas escondem o que é importante.”
Mas o mestre se permite algum otimismo. “Pode-se sentir que há mudanças no ar,”escreve, antes de acrescentar: “O longo período de passividade — de longe, muito mais tenebroso do que os anos da ditadura militar — parece aproximar-se do fim. ”
A primeira edição de Brasil Privatizado foi lançada pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao Partido dos Trabalhadores, e atingiu uma venda espetacular, de 126 000 exemplares. Aloysio Biondi era um jornalista sem partido político, mas este fato ilustra as dificuldades para se travar um verdadeiro debate de ideias no Brasil daquele tempo. Em 2014, o livro é publicado pela Geração Editorial, que também publicou me livro A Outra História do Mensalão.”
Depois de assumir funções executivas nos principais jornais do país, Aloysio Biondi tinha uma coluna no Diário Popular, escreveu textos na Bundas, de Ziraldo.
Na Caros Amigos ele publicou o texto em que dizia que “o longo periodo de passividade parece encontrar-se no fim.”
http://www.brasil247.com/
romério rômulo
26 de setembro de 2014 5:26 amfunciona assim: eu sou pago pela Dilma
e o ITAÚ trabalha de graça pra Marina Silva.
http://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/09/25/marina-acusa-rivais-de-pagar-mensalete-para-militancia-mentir-na-web.htm
romério
romério rômulo
26 de setembro de 2014 5:43 amo assessor da Marina Silva, um sábio em pré-sal
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/187558-pre-sal.shtml
romério
Webster Franklin
26 de setembro de 2014 6:19 amO voto trincheira
Carta Maior
25/09/2014 00:00
O voto trincheira
Entre o fastio com o discurso neoliberal e a prostração com os interditos dos mercados à democracia, o país chega à reta final das eleições de 2014.
por: Saul Leblon
Abstraia a voz, o rosto, a identidade.
Agora leia o que dizem sobre a economia do país os candidatos Marina Silva e Aécio Neves, ademais de seus assessores oficiais e aqueles mais informais, mas não menos infatigáveis a mourejar no jornalismo isento…
A semelhança com o linguajar das missões do FMI, ou com a ênfase imperativa dos atuais comitês interventores da Troika na Europa não é mera coincidência.
É o espírito do tempo.
De um tempo em que paira uma chantagem permanente sobre governos, estados , nações, projetos de desenvolvimento.
Um tempo em que a mobilidade de capitais estreitou a tal ponto a voz da soberania que –não raro- a urna fala, mas não comanda.
Paraísos fiscais marmorizaram-se em um quarto poder da República, para onde fatias da riqueza se dirigem sempre que contrariadas e na verdade antes mesmo que se possa tentá-lo.
Um tempo em que é preciso gerar desenvolvimento sem dispor da capacidade de programação do investimento público e privado condizente.
Um tempo, portanto, em que todo capital é capital estrangeiro.
E que o interesse local não faz mais sentido a quem detém o poder de exigir uma convergência trabalhista baseada no piso mundial de direitos e no teto global da produtividade.
Uma China sem o Estado chinês; uma carga fiscal de Ruanda, com a eficiência suíça.
Essa, a agenda dos endinheirados nas eleições presidenciais de 2014.
É o espírito do tempo excretado diuturnamente pela emissão conservadora.
Cobra-se das nações que convivam com a incerteza como o peixe com a água.
Ainda que a incerteza dificulte a respiração hoje, e impeça a visão do amanhã.
Não importa: a incerteza é o plâncton dos cardumes especulativos.
Governos, povos e nações precisam de chão firme. Previsibilidade para erguer uma hidrelétrica. Estabilidade para educar um filho. Regulação, fundos públicos para realizar um ciclo de investimento.
Os magos da arbitragem desdenham: respira-se melhor debaixo do oceano da incerteza.
Precifica-se hoje o poder coercitivo adicional de uma subida das taxas de juros norte-americanas, capaz de ampliar a margem de manobra dos capitais voláteis.
Perdigueiros do glorioso jornalismo de economia farejam diariamente o cheiro da virada no ar –se não for hoje, de amanhã não passa, uivam colunas desfrutáveis.
Quem dá mais? É dessa pergunta que vive a especulação.
Na crítica cerrada ao ‘intervencionismo da Dilma’, por ter abandonado as ‘reformas amigáveis’, parte-se do princípio de que os anos de 2007/2008 nunca existiram no calendário das grandes crises do capitalismo mundial.
O photoshop na história permite descartar perguntas incômodas.
Uma resume as demais.
Onde estaria o Brasil hoje se a sua condução no colapso neoliberal dobrasse a aposta no veneno –com a mesma formulação e posologia preconizadas agora pelos presidenciáveis que levam plateias banqueiras ao delírio plutocrático?
A omissão desses detalhes distorce um debate eleitoral cujo pano de fundo é o passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.
Marretadas demolidoras golpeiam dia e noite a confiança erigida ao longo de uma década na construção negociada de uma democracia social no país.
A mensagem é nada sutil: ‘afrontar o mainstream leva ao caos’.
Um caos condensado no ingresso ‘voluntarista’ de 20 milhões de ex-miseráveis no mercado e na ascensão de 40 milhões na pirâmide de renda.
O que fazer com esse aluvião humano?
Devolvê-lo ao lugar de onde veio para desobstruir as artérias do mercado e o país poder andar.
Esse, o substrato da agenda conservadora no debate eleitoral da transição brasileira: o ajuste ‘inevitável’ que o intervencionismo da Dilma se recusa a fazer.
Ou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não informou nesta 2ª feira que o governo vai usar recursos do Fundo Soberano, para cobrir a previsão de arrecadação menor em vez de proceder ao devido arrocho fiscal?
Em tempo: o fundo foi criado por Lula em 2008, três meses após a quebra do banco Lehman Brothers, com recursos excedentes do superávit primário de então (da ordem de 0,5% do PIB)
Um fundo contracíclico, que engorda nas águas e cede gordura na seca.
Não para o jornal O Globo , que sapecou no dia seguinte: “Ontem, o governo reduziu em R$ 10,5 bilhões sua previsão de receitas para este ano. Mas, em vez de cortar (NR: onde, na saúde, por exemplo?) na mesma proporção a estimativa de gastos, decidiu sacar R$ 3,5 bilhões do Fundo Soberano para cobrir parte da diferença’.
Não ficou nisso a reação indignada.
Coube à doce Marina sintetizar o endosso dos presidenciáveis do peito do mercado à estupefação da família Marinho.
Aspas para a candidata do PSB:
‘O uso dos recursos do fundo para socorrer as contas públicas é uma demonstração clara de que o atual governo está comprometendo a estabilidade econômica de nosso País’.
Doce Marina Silva.
A Marina de hoje é a prova viva de que não basta ter dividido um ovo solitário com os irmãos na infância pobre.
É preciso ter a determinação de não permitir que isso se repita no país.
Requer instituições sólidas e políticas discricionárias que afrontem a lógica responsável por levar uma penca de filhos a depender de um singelo ovo.
Mas o que propõe a doce Marina décadas depois do ovo?
Renunciar ao uso de um fundo soberano.
Renunciar ao manejo da moeda, do câmbio e do juro, em benefício de um BC independente ‘da ingerência política’ congênita à democracia.
Renunciar à importância dos bancos públicos.
Rebaixar o pré-sal e tudo que a ele se interliga em termos de educação, saúde, reindustrialização e soberania.
Marina engrossa o jogral obcecado em provar a ineficácia das medidas que mudaram o padrão da política econômica herdada do ciclo liberal-tucano.
Seu ovo hoje choca a mórbida restauração de uma ordem ancorada nas ruínas de seus próprios dogmas e promessas.
Diante da fenda exposta pela crise mais grave do capitalismo desde 1929, o que se propõe é transformar a água em seu próprio dique.
A vítima paga a indenização ao agressor.
A prostração que atinge mesmo setores mais intelectualizados na atual campanha vem da impotência anterior da democracia para romper o fastio com o discurso neoliberal, e renovar a agenda da sociedade e do desenvolvimento, em meio à crise sistêmica criada pela supremacia financeira.
Da reação a essa encruzilhada nasce um voto trincheira.
Um voto crítico, mas firme, em Dilma Rousseff nas eleições de 2014, que Carta Maior traz a público, na manifestação de intelectuais, artistas e lideranças sociais.
Carta Maior entende que esse voto condensa um estado de espírito representativo e um debate necessário.
Um voto firme, por não enxergar na pretendida terceira via uma alternativa ao risco da restauração neoliberal ainda mais radicalizada e excludente, servindo-lhe, antes, como lubrificante.
Um voto crítico, por entender que a prostração democrática atual é o produto histórico de uma correlação de forças desfavorável urbi et orbi. Mas também de hiatos políticos insustentáveis em um projeto mudancista.
A eleição de outubro oferece a singular oportunidade de se demonstrar que não é necessário que seja assim.
O primeiro passo é tomá-la como um ponto de partida, que não se esgota no calendário de outubro. E tem no avanço da democracia participativa a base de um compromisso capaz de reciclar a prostração em engajamento; e a crítica em mobilização propositiva para a construção de uma verdadeira democracia social no Brasil .
http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/O-voto-trincheira/31867
Assis Ribeiro
26 de setembro de 2014 8:55 amEleição interna abre racha no
Eleição interna abre racha no PSB a 10 dias do 1º turno
Faltando dez dias para o 1º turno das eleições presidenciais, o PSB vive uma disputa interna que pode chamuscar os esforços finais para levar Marina Silva para a próxima etapa do pleito presidencial.
Contrariando muitos membros da executiva nacional, o atual presidente nacional da legenda, Roberto Amaral, publicou um edital convocando para o dia 29 de setembro, em São Paulo, a reunião que definirá em votação quem será o novo presidente, em substituição a Eduardo Campos, morto num acidente de avião no último dia 13 de agosto, no litoral de São Paulo.
O candidato a vice-presidente na chapa de Marina, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), chamou de “pressa desnecessária” e “incompreensível” a tentativa de Amaral de chamar novas eleições a seis dias do primeiro turno presidencial:
“Na última semana, um partido político que disputa o segundo turno tem que estar concentrado no processo eleitoral, não em torno do seu próprio umbigo. [Eleição interna] É uma discussão que estamos desfocados dela. Eu estou pensando na campanha apenas. Agora, sou o primeiro vice-presidente nacional do partido e não fui consultado para que esse edital fosse publicado. Acho isso incompreensível. Nós temos até dezembro. Antecipar é uma pressa desnecessária”, disse Albuquerque.
O vice de Marina afirma que vai se unir a vários diretórios, como o de Pernambuco que já se manifestou favorável, e pedir o adiamento da eleição interna para depois do segundo turno das eleições.
A convocação foi recebida dentro do PSB como uma manobra de Amaral para tentar se manter no poder, já que ele era vice-presidente e foi alçado presidente em virtude da vacância de poder após a morte de Eduardo Campos.
Com uma eleição interna as vésperas do primeiro turno, uma disputa interna não ficaria bem para a opinião pública e manteria ele no poder pelos próximos três anos, que é tempo de mandato do presidente nacional.
Roberto Amaral justifica a convocação dizendo que “era vontade de Campos” que as coisas fosse resolvidas internamente de acordo com o estatuto do partido.
Para Beto Albuquerque, entretanto, a coisa não passa bem por aí:
“Infelizmente o Eduardo não está conosco. Portanto, a dinâmica do partido é outra. Ela não é a mesma com Roberto Amaral e Beto Albuquerque. Ninguém pode invocar o calendário de Eduardo Campos nesse momento. Invocar o calendário dele nesse momento é adiar a decisão, para que o partido discuta amadurecidamente e centre esforços na eleição de 05 de outubro”, declarou o vice marineiro.
O deputado federal gaúcho vai pedir que a decisão sobre a nova executiva nacional seja adiada para dezembro, que é o prazo máximo de mandato da atual executiva. Resta saber quanto poder Amaral vai ter para bancar essa eleição interna e quanto isso prejudicará ou não Marina Silva na disputa pelo Planalto.
Procurado para falar sobre a embate público com Beto Albuquerque, Roberto Amaral limitou-se a dizer: “Não discuto questões internas do partido com a imprensa”.
http://terramagazine.terra.com.br/blogterramagazine/blog/2014/09/25/eleicao-interna-abre-racha-no-psb-a-10-dias-para-1%C2%BA-turno/
Assis Ribeiro
26 de setembro de 2014 8:56 amNa ONU, Dilma se contrapõe a
Na ONU, Dilma se contrapõe a vontade de Obama por nova guerra
Norte-americano diz na Assembleia Geral que ‘assassinos’ do Estado Islâmico só entendem ‘linguagem da força’. Brasileira recorda papel dos EUA no desmonte do Iraque e questiona: ‘Bombardear para quê?’
A presidenta Dilma Rousseff usou a passagem pela Assembleia Geral das Nações Unidas para se contrapor à proposta do governo dos Estados Unidos de comandar uma guerra contra o Estado Islâmico. Em discurso e entrevista realizados em Nova York, a brasileira questionou o motivo de uma nova ofensiva bélica no Oriente Médio e recordou o papel da Casa Branca e do Departamento de Estado norte-americano na abertura de condições que levaram ao surgimento do grupo radical que vem atuando na Síria e no Iraque.
“O que se tem de olhar é a raiz desse problema. Sabe aquele negócio de quando destampa a caixa e saem todos os demônios? Os demônios estão soltos. Não vamos esquecer o que ocorreu no Iraque: houve uma dissolução do Estado iraquiano. Uma dissolução. Então, hoje, a gente querer simplesmente bombardear o Estado Islâmico, dizer que resolve porque o diálogo não dá. Acho que não dá também só o bombardeio”, afirmou, durante entrevista coletiva concedida após seu discurso na ONU. “Quer bombardear por quê? Vai bombardear para quê? Para garantir a paz?”
Dilma promoveu a fala de abertura da 69ª sessão da Assembleia Geral, seguindo a tradição iniciada em 1947 de que caiba ao Brasil o papel de iniciar os trabalhos. Logo após a brasileira, Obama discursou pedindo apoio para promover ataques contra o Estado Islâmico. “A única linguagem que assassinos como esses entendem é a da força”, declarou o presidente dos Estados Unidos, horas depois de comandar os primeiros ataques contra a Síria. “Os Estados Unidos trabalharão com uma ampla coalizão para desmantelar esta rede da morte. Hoje peço ao mundo que se una a este esforço.”
Dilma, de outro lado, apresentou a visão de que é ilegítima qualquer solução que se tome sem o consenso da comunidade internacional, reafirmou a ideia de que o Brasil se manterá ao lado de uma tradição pacifista e aproveitou o caso para reiterar a proposta de reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A exemplo do que vem ocorrendo nos últimos anos, o pleito brasileiro por uma mudança na composição de forças da principal instância de tomada de decisão da comunidade internacional fez parte do discurso da presidenta, para quem o colegiado está travado pelas regras atuais, em que os membros permanentes – Rússia, Estados Unidos, China, França e Reino Unido – têm poder de veto.
“Os 70 anos das Nações Unidas, em 2015, devem ser a ocasião propícia para o avanço que a situação requer. Estou certa de que todos entendemos os graves riscos da paralisia e da inação do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, alertou. “Um conselho mais representativo e mais legítimo poderá ser também mais eficaz. Gostaria de reiterar que não podemos permanecer indiferentes à crise israelo-palestina, sobretudo depois dos dramáticos acontecimentos na Faixa de Gaza. Condenamos o uso desproporcional da força, vitimando fortemente a população civil, mulheres e crianças.”
http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2014/09/na-onu-dilma-se-contrapoe-a-vontade-de-obama-por-nova-guerra-7957.html
hugo1
26 de setembro de 2014 9:00 amTSE concede direito de
TSE concede direito de resposta à coligação de Dilma e PT na revista Veja
Por unanimidade, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou, nesta noite (25), procedente representação e concedeu direito de resposta à coligação Com a Força do Povo e ao Partido dos Trabalhadores (PT) em uma página na próxima edição da revista Veja, publicada pela Editora Abril. Os ministros entenderam que, na edição de 17 de setembro, a Veja ofendeu a honra do PT ao afirmar, sem comprovação na reportagem, que a legenda teria supostamente pago propina em dólares a um eventual chantagista para se calar e evitar um escândalo que poderia afetar a disputa eleitoral deste ano.
Ao examinar a representação, o Plenário do TSE julgou que a matéria “O PT sob Chantagem”, que recebeu a chamada de capa “O PT paga Chantagistas para Escapar do Escândalo da Petrobras”, extrapolou os limites da crítica ácida, ofendendo a imagem do partido. Em trecho da reportagem, a revista informou inclusive que os dólares fotografados e que compunham uma ilustração da matéria teriam sido parte dos utilizados para o pagamento da suposta propina.
“Se aquele que supostamente recebeu os dólares não quis se manifestar, de que forma a representada [a revista Veja] conseguiu a fotografia das cédulas que, taxativamente, afirmou terem sido utilizadas para pagamento da chantagem? A revista não explica”, considerou o relator, ministro Admar Gonzaga.
De acordo com o ministro, nesse contexto, “percebe-se que a representada não trouxe elementos consolidadores das informações e das ilustrações exibidas, circunstância que transforma o seu conteúdo em ofensa infundada, porquanto desconectada da trama descrita”. Ele afirmou, portanto, que o direito de resposta era medida que se ajustava “a tal situação de extravasamento da liberdade jornalística”.
Votos
Os ministros Teori Zavascki, Rosa Weber e o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, enfatizaram, em seus votos, que o Judiciário e a Justiça Eleitoral, em particular, são fiéis defensores das liberdades de expressão, de informação e da manifestação do pensamento, como pressupostos essenciais à democracia.
“Porém, o texto publicado desborda da simples manifestação, e contém afirmações peremptórias e ofensivas que ensejam o direito de resposta”, destacou a ministra Rosa Weber.
“Acho que é equivocado contrapor o direito de resposta ao direito de liberdade de expressão. Pelo contrário, o instituto jurídico do direito de expressão, tal como plasmado na Constituição, é composto também pelo direito de resposta. É assim que está estruturada a liberdade de expressão na nossa Constituição. Direito de resposta não significa punição, não significa uma limitação à liberdade de expressão”, sustentou o ministro Teori Zavascki.
Já o ministro Dias Toffoli ressaltou que direito de resposta não afeta a liberdade de expressão ou de manifestação. “Em razão da possibilidade do exercício do direito de resposta é que o Poder Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) têm reiteradamente derrubado a censura”. “É em exercício que faz parte da liberdade de expressão, ele não exclui essa liberdade”, disse o ministro.
Ele salientou que a legislação eleitoral proíbe a manifestação favorável ou contrária a candidatos pelos meios de comunicação social concedidos (rádio e televisão). Já os meios de comunicação de caráter impresso, lembrou Toffoli, podem pela legislação apoiar ou rejeitar claramente candidato, dando suas razões, por meio, inclusive, de editorial.
“O que não é permitido é ir para a calúnia, é ir para algo que não se sabe até que ponto é ou não verdadeiro. E não há manifestação de comprovação desses fatos. De tal sorte, que realmente [a reportagem de Veja] transbordou para a ofensa” afirmou o ministro.
Outro pedido
Em outra representação, o Plenário julgou, por unanimidade, improcedente o pedido de direito de resposta feito pela coligação Com a Força do Povo, pela candidata Dilma Rousseff e o PT também contra a revista Veja.
No caso, o direito foi requisitado porque a revista veiculou matéria, também na edição do dia 17 de setembro deste ano, com o título de capa “A Fúria contra Marina: Nunca antes neste país se usou de tanta mentira e difamação para atacar um adversário como faz agora o PT”.
De acordo com o voto do relator, ministro Admar Gonzaga, a matéria comenta as propagandas veiculadas no horário eleitoral gratuito, quando haveria ataque demasiado à candidata Marina Silva. No caso, segundo o ministro, “não houve o extrapolamento da liberdade de informação”.
EM, BB/JP
Processos relacionados: Rp. 131217 e 131302
http://www.tse.jus.br/noticias-tse/2014/Setembro/tse-concede-direito-de-resposta-a-coligacao-de-dilma-e-pt-na-revista-veja?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter
Assis Ribeiro
26 de setembro de 2014 9:00 amComo a Índia chegou a Marte
Como a Índia chegou a Marte gastando menos que um filme de Hollywood
O programa espacial da Índia conseguiu, na primeira tentativa, o que outros países tentam há anos: enviar uma missão operacional para Marte.
O satélite Mangalyaan foi confirmado na órbita do planeta vermelho na terça-feira. Um feito considerável.
A missão foi orçada em 4,5 bilhões de rúpias (cerca de US$ 74 milhões, ou R$ 178 milhões), o que, para os padrões ocidentais, é incrivelmente barato.
A sonda americana Maven, que chegou a Marte na segunda-feira, está custando quase dez vezes mais.
Em junho, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, brincou que a ‘aventura na vida real’ da Índia custava menos do que o filme de ficção de Hollywood Gravidade, orçado em US$ 100 milhões.
Mesmo os filmes de ficção científica de Bollywood, como Ra.One, custam menos que o que foi gasto para levar Mangalyaan a Marte.
Como a Índia fez isso?
Gerenciando custos
Com certeza, os custos com pessoal são menores na populosa nação de 1,4 bilhão de pessoas, e os cientistas e engenheiros que trabalham em qualquer missão espacial são sempre a maior fatia do preço da passagem espacial.
Componentes e tecnologias domésticas também foram priorizadas em detrimento das caras importações estrangeiras.
Mas, além disso, a Índia teve o cuidado de fazer as coisas de forma simples.
“Eles mantiveram o satélite pequeno. A carga pesa só cerca de 15 kg”, diz o professor Andrew Coates, da Grã-Bretanha, que será investigador-chefe da missão da Europa a Marte em 2018.
“É claro que essa complexidade reduzida sugere que a missão não será tão cientificamente avançada, mas a Índia foi inteligente ao priorizar algumas áreas que irão complementar o que os outros estão fazendo.”
Missão
O Mangalyaan está equipado com um instrumento que vai tentar medir o metano na atmosfera. Este é um dos tópicos mais quentes na pesquisa em Marte no momento, após observações preliminares sobre o gás.
A atmosfera da Terra contém bilhões de toneladas de metano, a grande maioria proveniente de micróbios, como os encontrados no trato digestivo dos animais.
A suspeita dos cientistas é que alguns organismos produtores de metano, ou metanogênicos, possam existir em Marte se viverem no subterrâneo, longe das duras condições da superfície do planeta.
Os cientistas ocidentais também estão animados de ter a sonda indiana na estação. Suas medições de outros componentes atmosféricos complementarão as medições da Maven e as observações feitas pela europeia Mars Express.
“Isso significa que estaremos recebendo as medições de três pontos, o que é muito importante”, diz o professor Coates.
Isto irá permitir que os pesquisadores entendam melhor como o planeta perdeu o grosso de sua atmosfera bilhões de anos atrás, determinar que tipo de clima o planeta pode ter tido, e se era ou não propício à vida.
Gerador de riqueza
Mas há muitas críticas a respeito do programa espacial da Índia.
Uma delas parte do princípio de que a atividade espacial é um brinquedo melhor deixado para os países ricos e industrializados, sem valor para as nações em desenvolvimento.
Para os que defendem este argumento, seria melhor aplicar o dinheiro do contribuinte indiano em saúde e saneamento básico.
Mas o que essa posição muitas vezes ignora é que o investimento em ciência e tecnologia também constrói aptidão e capacidade, desenvolvendo o tipo de mão-de-obra que beneficia a economia e a sociedade de forma mais ampla.
A atividade espacial é geradora de riqueza. Algumas das coisas feitas no espaço fazem circular dinheiro aqui embaixo. As nações industrializadas sabem disso e essa é uma das razões pelas quais eles investem pesadamente na atividade espacial.
O Reino Unido, por exemplo, aumentou drasticamente seus gastos com espaço nos últimos anos. O governo até identificou a área de satélites como sendo uma das “oito grandes” tecnologias que podem ajudar a reequilibrar a economia do país.
A Índia quer embarcar nesta tendência. Com o Mangalyaan e os outros programas de satélites e foguetes, o país está se posicionando fortemente em mercados internacionais de produtos e serviços espaciais.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/09/140925_india_marte_lab
Assis Ribeiro
26 de setembro de 2014 9:02 amFalta base jurídica clara a
Falta base jurídica clara a ataques aéreos dos EUA na Síria
Justificativa para bombardeios contra “Estado Islâmico” pode ser autodefesa coletiva, conceito juridicamente controverso. Para especialistas, ataques seguirão limitados até que situação legal esteja mais bem definida.
Barack Obama resistiu enquanto pôde à decisão de uma intervenção militar na Síria. No ano passado, o presidente americano chegou até mesmo a cancelar, no último minuto, um ataque de retaliação pelo suposto uso de armas químicas por parte do regime Assad, depois que o governo sírio concordou em destruir seu arsenal.
Nas últimas duas semanas, veio a súbita reviravolta. Primeiro, a administração Obama apresentou um programa para treinar e armar rebeldes sírios. Agora, com ataques aéreos e uma participação militar direta no conflito da Síria, Obama dá um passo ainda mais largo.
Até o momento, o líder americano – ex-professor de direito constitucional na Universidade de Chicago e detentor do Prêmio Nobel da Paz – tentou se diferenciar de seu antecessor, George W. Bush, por meio de uma política externa de orientação multilateral e por ações dos EUA em conformidade com o direito internacional, na medida do possível. A missão militar liderada pelos Estados Unidos na Líbia é um bom exemplo disso.
Devido a tais posicionamentos prévios é de admirar que, até agora, Obama não tenha dado nenhuma justificativa jurídica para a sua decisão de executar ataques aéreos sobre a Síria.
“Os Estados Unidos não apresentaram nenhuma teoria jurídica clara para o seu comportamento”, afirma Nehal Bhuta, especialista em direito internacional do Instituto Universitário Europeu de Florença. “Em vez disso, Samantha Power, embaixadora americana nas Nações Unidas, sublinhou que alternativas haviam sido discutidas, mas que ainda havia tempo de sobra para falar sobre isso. Por isso, acredito que eles se recusem explicitamente a formular uma base jurídica para esses ataques.”
Declarações anteriores do governo americano sobre os ataques na Síria sugerem, no entanto, que Washington veja isso como uma forma de autodefesa coletiva, afirma Stephen Vladeck, jurista especializado em segurança nacional da American University, em Washington.
“A administração Obama protege a Síria, protege o regime Assad, protege o Ocidente, protege o Iraque das ameaças por parte do EI. E isso é um exercício autorizado de autodefesa nos termos da Carta das Nações Unidas e é um exercício autorizado de autodefesa, de acordo com o Artigo 2° da Constituição americana, para a defesa do país, mesmo sem a autorização do Congresso”, diz o especialista.
Conceito controverso
A relutância da administração Obama em explicar os ataques aéreos na Síria à luz do direito internacional está ligada ao fato de o conceito da audodefesa coletiva ser juridicamente controverso.
“A ideia da autodefesa coletiva é altamente controversa e ainda não amadurecida”, afirma Vladeck. “Entre os especialistas em direito internacional há um grande apoio, mas ele não é tão claro como seria no caso de os EUA estarem respondendo a um ataque direto em território americano.”
A questão fundamental é, portanto, sob que condições legais um grupo não estatal deve ser atacado dentro de um país, quando esse país não tem controle sobre o grupo. Pois, segundo o direito internacional, uma intervenção externa só é permitida, quando o país em questão não está disposto ou não é capaz de pôr fim ao perigo por conta própria.
Embora a aplicação prática do conceito não seja algo fácil por natureza, os EUA conseguiram utilizar essa teoria com relativo sucesso para justificar seus ataques aéreos em partes do Paquistão, do Iêmen, da Somália e do Iraque. Mas na Síria é diferente.
Legalidade duvidosa
“A Síria é um caso muito mais complicado, porque um dos motivos pelos quais o regime Assad não quer ou não pode combater o EI está no fato de o Ocidente ter sempre tentado impedi-los de lidar com ameaças desse tipo”, diz Vladeck.
Ainda que o conceito seja muito controverso, Bhuta vê na autodefesa coletiva do governo Obama a melhor alternativa para justificar os ataques aéreos à luz do direito internacional – embora isso seja de uma “legalidade duvidosa”.
“É uma decisão difícil para Obama, mas é importante compreender que essa decisão é, em muitos aspectos, uma consequência de suas próprias ações políticas e das próprias ações do Ocidente”, diz.
Já Vladeck se diz convencido de que o governo Obama está consciente de sua posição jurídica vulnerável em relação aos ataques aéreos na Síria. Para o especialista, esta incerteza jurídica também se reflete nas ações dos EUA na Síria.
“Acredito que esse é, em parte, o motivo pelo qual vamos ver, ao menos a curto prazo, apenas ataques aéreos limitados e nenhuma extensão dos combates por parte dos EUA, até que exista uma situação jurídica mais clara para essa ampliação ou haja uma mudança evidente na situação local.”
O papel da Síria
“A verdadeira pergunta não é se a argumentação americana convenceu especialistas em direito internacional, mas se os governos alemão, britânico e francês estão convencidos dela e, finalmente, se o governo sírio se posiciona contra tal argumentação”, afirma Vladeck.
Até agora, apesar de algumas declarações formais de rejeição, o regime Assad comportou-se de maneira relativamente calma. Caso isso venha a mudar e Damasco passe a protestar intensamente contra ataques em seu território, então, isso poderia levar a um colapso do construto jurídico instável do governo americano.
“Acho que a administração Obama está pisando em ovos, mas até agora, ela não quebrou nenhum”, considera Vladeck.
http://www.dw.de/falta-base-jur%C3%ADdica-clara-a-ataques-a%C3%A9reos-dos-eua-na-s%C3%ADria/a-17950757
Assis Ribeiro
26 de setembro de 2014 9:06 amMercadante critica programas de Marina
Programa de governo de Marina: inconsistências de um projeto neoliberal tardio
Colcha de retalhos, projeto é calcado em preconceitos com a indústria e a universidade, ensaia ‘tarifaço’ e conduz a uma inevitável recessão pela qual os pobres serão penalizados
Dedico este texto ao grande intelectual e economista brasileiro Celso Furtado, que apontou um caminho para nossa geração, com grande rigor intelectual e ilimitada paixão pelo nosso país, mas que não pode percorrer conosco esse caminho de reconstrução do Brasil.
1. A incompatibilidade entre a política econômica ortodoxa e neoliberal e as políticas sociais
Estamos discutindo o futuro do Brasil e, portanto, o debate democrático deve ser feito de forma rigorosa e profunda. Convivi com Marina Silva por décadas, no Partido dos Trabalhadores (PT) e como parlamentar da mesma bancada no Congresso Nacional. Minha análise, extremamente crítica à candidatura de Marina, leva em conta a composição de forças heterogêneas, predominantemente conservadoras, que estão reunidas em torno de sua candidatura e as inconsistências e contradições presentes em seu programa de governo em seu discurso de campanha, que merecem reflexão criteriosa.
O programa de governo de Marina Silva é uma colcha de retalhos, mal costurada. Além do improviso e da precariedade de suas propostas, são gritantes a quantidade de plágios já comprovados e os sucessivos recuos diante de diversos temas. Isso reflete o próprio caráter de sua candidatura, que não é resultado do acúmulo de debates que costumam ocorrer no interior dos partidos políticos estruturados. Nos últimos anos, a candidata passou por três partidos e tentou, sem sucesso, criar um novo, mas não conseguiu reunir em torno de si, de forma organizada, quadros técnicos e políticos que fossem capazes de formular coletivamente um programa de governo à altura dos desafios que o país tem pela frente. O que ela fez foi costurar uma aliança política que não passa de uma aglomeração de personalidades e de apoios difusos. Por isso, seu programa acaba reunindo, às pressas, um conjunto de propostas contraditórias que denunciam sua tentativa de acomodar demandas de diversos setores, sem compromisso com a coerência e a eficácia de suas promessas de campanha.
A maior contradição de suas propostas está na opção em radicalizar o projeto neoliberal e a política econômica ortodoxa, ao mesmo tempo em que diz que vai ampliar as políticas sociais postas em prática nos últimos doze anos. Ela ignora que não há diálogo possível entre suas propostas neoliberais para a área econômica, inspiradas nos governos Collor e FHC, e as políticas de inclusão social dos governos Lula e Dilma. Na verdade, nunca uma candidatura presidencial levou tão longe seu compromisso com o Estado mínimo e políticas neoliberais tardias. Isso não aconteceu nem mesmo nos momentos de profunda crise econômica, em que o país esteve sujeito aos pacotes do FMI.
Na área econômica, ela se compromete com uma política de choque nos preços de energia, “o tarifaço”, que teria forte impacto na inflação; com a independência jurídica do Banco Central, na contramão de toda a reflexão teórica e política pós-crise de 2008 sobre o papel do Estado na regulação do sistema financeiro; com a criação de um Conselho Nacional de Responsabilidade Fiscal, formado por tecnocratas “independentes e sem qualquer vínculo com o governo”; com a redução do papel dos bancos públicos e do crédito direcionado para a indústria, a agricultura, a construção civil e para os consumidores de baixa renda; e com a eliminação da política de conteúdo local, que poderá desarticular principalmente a industrial naval e a cadeia de petróleo e gás.
Essas medidas implicam delegar aos credores da dívida pública e aos bancos privados o poder de arbitrar as taxas de juros e de câmbio e a regulação do sistema financeiro. Elas reduziriam drasticamente o poder de um governo democraticamente eleito para atuar no campo fiscal e orçamentário, além de suprimir o papel do Estado na execução de políticas anticíclicas, que no último período foram cruciais para o enfrentamento da crise internacional e para fomentar os investimentos e aumentar o emprego e a renda da população.
Ao mesmo tempo, com suas propostas de políticas sociais a candidata promete antecipar a meta de 10% do PIB para a educação (R$ 170 bilhões/ano), prevista no PNE, elevar o gasto com saúde para 10% da receita corrente bruta (R$ 40 bilhões/ano), aumentar em dois pontos percentuais o Fundo de Participação dos Municípios (R$ 9 bilhões/ano), estender o Bolsa Família para mais 10 milhões de famílias (R$ 19 bilhões/ano), acabar com o fator previdenciário (R$12 bilhões/ano), criar o passe livre estudantil (R$ 12 bilhões/ano) e multiplicar por dez o orçamento do Fundo Nacional de Segurança Pública (R$ 3,7 bilhões). Isso corresponde a cerca de R$ 260 bilhões, o que equivale a aproximadamente 5% do PIB.
Marina sabe muito bem que na vida pública é preciso eleger prioridades. E o que ela faz é desenhar uma política ortodoxa e recessiva na área econômica que conflita com suas promessas sociais. Sua clara subordinação aos interesses do setor financeiro revela, porém, que ela não terá como cumprir minimamente suas promessas sociais. Como a conta não fecha, ela não tem como esconder sua real prioridade, que será o ajuste fiscal ortodoxo. Ao mencionar suas promessas para a área social, Eduardo Giannetti, seu principal assessor econômico, enfatizou que “os compromissos assumidos no programa serão cumpridos à medida que as condições viabilizarem, sem prejuízo do equilíbrio fiscal”.
Enfim, seu programa de governo traz de volta um neoliberalismo tardio e uma política econômica ortodoxa, que, na prática, representará a negação da estratégia adotada nos últimos 12 anos, baseada na decisão de fazer da inclusão social e da distribuição de renda os eixos estruturantes do desenvolvimento econômico. Foi essa estratégia que permitiu a construção de um amplo mercado interno de consumo de massas, ancorado em inovadoras políticas de transferência de renda, ampliação massiva do emprego, aumento sustentado dos salários, em especial do salário mínimo, e outras políticas de inclusão, como o Bolsa Família. Os governos Lula e Dilma foram responsáveis pela maior distribuição de renda de nossa história e pela saída do Brasil do Mapa da Fome, segundo a ONU.
2. Política energética: uma estratégia cara e insustentável
Marina tem uma resistência antiga e anacrônica ao petróleo e ao pré-sal. No capítulo de energia de seu programa de governo não há qualquer referência ao pré-sal, que apenas é mencionado no capítulo de educação, quando se trata da destinação dos royalties, algo que já está previsto em lei aprovada por iniciativa do governo Dilma. A candidata ignora a importância do petróleo na matriz energética mundial, não apenas como fonte de energia, mas também sob a forma de produtos e serviços. São milhares de empregos gerados na exploração e distribuição, na petroquímica e em tantos outros setores em que o petróleo e seus derivados são empregados. O setor também é responsável por estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação, com impacto direto na produtividade da indústria e da economia como um todo, além de seu papel crucial para a melhoria das contas externas pelo seu grande peso na exportação de bens e serviços e no acúmulo de reservas cambiais.
Em 2009, ao ser entrevistada no programa Roda Viva, Marina defendeu que investir na exploração do pré-sal era uma “aposta errada”, um erro estratégico, pois os resultados relevantes só viriam em 20 anos. Nesse prazo, os combustíveis fósseis já teriam sido superados pelos biocombustíveis de segunda geração. Passados quatro anos, o pré-sal já é uma realidade, produzindo 540 mil barris/dia. Os governos Lula e Dilma implantaram o regime de partilha, que define a Petrobras como operadora única do pré-sal e estabelece uma política de compras públicas e de incentivo ao conteúdo local. Isso permitiu a construção de 15 novos estaleiros, que hoje empregam mais 80 mil trabalhadores, elevando para o quarto lugar no mundo a indústria naval brasileira, que uma década atrás estava destruída.
É inacreditável que uma candidatura presidencial defenda que a compra de nossas plataformas e navios de países asiáticos e que essa iniciativa possa ter algum efeito positivo sobre o investimento e o crescimento do país. O único efeito é que os empregos daqui vão migrar para países do outro lado do mundo, que não abrem mão de suas políticas de promoção industrial e de comércio exterior.
São essas políticas estratégicas que o coordenador de campanha, Walter Feldman, considera “doutrinárias” e que, em sua opinião, devem ser totalmente revistas. Essa revisão fará com que o pré-sal deixe de ser explorado pela Petrobras como única operadora, sob o regime de partilha. Além disso, a eliminação do regime de partilha e a retomada do regime de concessão no polígono do pré-sal implicariam entregar às grandes empresas privadas internacionais nossa reservas estratégicas, e também reduziriam significativamente a participação do povo brasileiro na distribuição dessa importante riqueza.
Mesmo com toda a relevância que o pré-sal e o petróleo têm para a economia brasileira, ela também propõe reduzir o uso dos combustíveis fósseis, restabelecer a CIDE e criar uma tarifa sobre a emissão de CO2 para desestimular as emissões. Medidas essas que não apenas trariam um forte e imediato aumento dos preços dos combustíveis, mas também da energia elétrica gerada por termelétricas e de todos os produtos e serviços que utilizam, direta ou indiretamente, derivados de petróleo. Seu programa de governo nem sequer cita as termoelétricas movidas a combustíveis fósseis, que têm se mostrado essenciais para a segurança e economicidade do sistema elétrico, especialmente no último período, quando enfrentamos uma situação de hidrologia bastante adversa.
A energia hidrelétrica é outro alvo da candidata. Hoje, as usinas hidrelétricas são a principal fonte de energia elétrica do país e os reservatórios são uma forma estratégica de estocar energia. O Brasil possui algo em torno de 160 GW de potencial hidrelétrico não aproveitado, metade dele concentrado na região Norte. Recentemente, Marina declarou que será necessário rever o plano de instalação de novas usinas hidrelétricas na região Norte, subestimando o imenso potencial disponível e o papel estratégico dessas usinas, de eclusas e de hidrovias para a nossa logística. No caso das hidrovias, elas são fundamentais para reduzir os custos logísticos da produção agrícola da região Centro-Oeste, permitindo também desafogar os portos das regiões Sul e Sudeste.
Além de subestimar o papel estratégico da energia hidrelétrica para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira, seu programa de governo propõe justamente o oposto – que é preciso reorientar a matriz energética em direção às “fontes renováveis modernas (solar, eólica, de biomassa, geotermal, das marés, dos biocombustíveis de segunda geração)”, o que, como ela própria admite, deve trazer maior custo para o consumidor brasileiro, sem, no entanto, garantir a segurança energética do país.
Seu programa também ignora os avanços do país na geração de energia com fontes limpas, como a eólica, a solar e a biomassa. Nos governos Lula e Dilma, a oferta dessas fontes passou de 240MW para 3.101MW. A oferta de energia eólica vem crescendo entre 30% e 40% ao ano, o que nos coloca como segundo país que mais investe em geração eólica no mundo. Essa expansão tem ocorrido em paralelo ao desenvolvimento da produção doméstica de equipamentos para o setor, fruto das políticas industriais e de conteúdo local, que são tão duramente criticadas pela candidata.
O fato é que a produção regular de energia a baixo custo é estratégica para a competitividade da economia de qualquer país. Exatamente por isso, os Estados Unidos não estão permitindo a exportação do gás de xisto extraído de suas imensas reservas, recém-descobertas. Eles estão mantendo os preços extremamente baixos para dar competitividade à sua indústria, mesmo com o país ocupando a vanguarda tecnológica nas áreas de produção de energias limpas.
O Brasil já possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, domina as tecnologias necessárias para mitigar os impactos ambientais e já dispõe de políticas públicas e tecnologias sociais para transformar cada empreendimento do setor hidrelétrico e de petróleo e gás em recursos indispensáveis para o desenvolvimento sustentável. A vinculação dos royalties do pré-sal e de metade do Fundo Social para as áreas de educação e saúde é o melhor exemplo de como transformar uma riqueza não renovável em riqueza permanente e essencial para a construção da sociedade do conhecimento.
Os preconceitos de Marina se estendem à energia nuclear, que simplesmente é ignorada em seu programa de governo. Com Angra I e II e a construção de Angra III, o país está e continuará a gerar energia elétrica de baixo custo e fornecimento constante, ao contrário da energia gerada por usinas eólicas, solares e de marés, que depende fortemente dos ciclos da natureza. O desenvolvimento da indústria nuclear também é essencial para a área da saúde. Por sinal, em junho de 2010, a então senadora Marina Silva foi a única a votar contra a PEC 100, de 2007, que autorizava a produção, comercialização e utilização de produtos de radioisótopos para fins medicinais, sob supervisão da Comissão Nacional de Energia Nuclear. Na segunda votação dessa mesma PEC , quando se viu totalmente isolada no plenário, ela mudou o voto.
Para finalizar, a própria ONU reconhece que o Brasil é o país que mais contribuiu para a redução de emissões de gases de efeito estufa de todo planeta. Já atingimos 80% da meta voluntária que assumimos para 2020, de reduzir de 39% a 32% as emissões. O que o Brasil já reduziu em um ano equivale a todas as emissões do Reino Unido por igual período. A nossa matriz energética dá uma grande contribuição à nossa estratégia de desenvolvimento sustentável. Outra dimensão relevante é a redução do desmatamento da Amazônia. Quando o presidente Lula assumiu o governo, tínhamos 21 mil km2 de desmatamento/ano.
Durante a gestão de Marina no Ministério do Meio Ambiente, o desmatamento bateu recorde e chegou a 24 mil km2, e em 2007 reduzimos para cerca de 11 mil km2. Na gestão da presidente Dilma, tivemos as menores taxas de desmatamento da história da Amazônia, em torno de 5 mil km2 ano. O Brasil está construindo uma estratégia de desenvolvimento que combina crescimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental.
3. A independência do Banco Central e a terceirização da política fiscal
O programa de governo de Marina Silva traz duas propostas para a área econômica que transferem decisões políticas estratégicas para as mãos de tecnocratas, que em princípio deveriam promover o bem público, mas que tendem a se tornar guardiões de interesses econômicos privados quando suas decisões escapam ao controle político de governos eleitos democraticamente.
Sua proposta de independência legal do Banco Central, de certa forma, retira da população o direito de influir, ainda que indiretamente, em decisões que afetam o seu dia a dia, como, por exemplo, se o Banco Central deve considerar os impactos de suas decisões sobre o emprego e a renda. A Constituição brasileira apenas prevê a independência dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O que ela está propondo é praticamente um quarto poder: o poder dos bancos, traduzido em um Banco Central com uma diretoria blindada diante de qualquer governo democraticamente eleito pelo povo. A autonomia operacional do BC vem sendo praticada há décadas no Brasil, mas a independência completa representa um grande retrocesso na relação entre o governo democraticamente eleito e o capital financeiro.
Esse debate é antigo, data dos governos Collor e FHC, mas não avançou nem mesmo quando estivemos submetidos às orientações do FMI. É inacreditável que essa proposta ganhe força depois da crise financeira internacional de 2008. Recentemente, o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, admitiu que a busca exclusiva do combate à inflação por um Banco central independente “tornou-se uma distração perigosa para a economia”.
Economistas laureados com o Nobel e ex-economistas chefe do FMI e do Banco Mundial, como Joseph Stiglitz, Paul Krugman e Simon Johnson destacam que os excessos dos bancos centrais independentes, sempre dispostos a atender aos pleitos dos mercados financeiros em matéria de regulação bancária e política monetária, estão na raiz da crise de 2008. Também ressaltam que os países com bancos centrais menos independentes, como o Brasil, a Índia e a China, foram aqueles que melhor enfrentaram a recente crise internacional. O debate mundial, após 2008, caminhou no sentido contrário ao da proposta de Marina, pois o que está em pauta é como aprofundar a regulação e o controle sobre o sistema financeiro, estabelecer regras prudenciais e coibir os riscos e as consequências econômicas e sociais de novas crises financeiras.
A proposta de independência legal do Banco Central é agravada quando associada à retração dos bancos públicos na oferta de crédito. Hoje, os bancos públicos respondem por aproximadamente 50% da oferta de crédito. Como diz seu principal assessor econômico, Eduardo Giannetti, a indústria deve se preparar para ser “desmamada”.
Outro economista ligado à campanha, Alexandre Rands, qualifica os empresários como “prostitutas” na sua relação com os bancos públicos. São visões preconceituosas e rebaixadas da relação entre o Estado e setor privado, que, se levadas adiante, terão graves consequências para a indústria e todo o setor produtivo. Por sinal, também foram preconceituosas e rebaixadas as críticas ao ilustre brasileiro Celso Furtado e aos economistas da Unicamp.
Não satisfeita em delegar exclusivamente a técnicos as decisões de política monetária e a regulação do sistema financeiro, a candidata também propõe delegar a condução da política fiscal a outro grupo de tecnocratas não eleitos pelo povo, “sem vinculação a nenhuma instância de governo”: o Conselho Nacional de Responsabilidade Fiscal. Dessa forma, ela propõe terceirizar instrumentos fundamentais que os governos democráticos dispõem para a implementação da política fiscal e orçamentária e o enfrentamento de crises.
Essas propostas de Marina, concebidas sob o pretexto da racionalidade técnica, nos levarão, inexoravelmente, para o caminho da recessão, com o choque de preços de energia, o encarecimento do crédito, o aperto monetário e fiscal, a terceirização da política fiscal e, consequentemente, o rompimento completo com os compromissos sociais e com a própria estrutura produtiva do país.
4. O desmonte da política industrial e a retração dos bancos públicos
O programa de Marina Silva critica duramente os bancos públicos – que supostamente impediriam o desenvolvimento do crédito privado e do mercado de capitais – e condena os aportes do Tesouro nacional ao BNDES, bem como seus critérios na concessão de financiamentos. Entretanto, a presença e atuação dos bancos públicos têm sido fundamentais no financiamento de projetos estratégicos para o nosso desenvolvimento econômico, como grandes obras de infraestrutura e de modernização da indústria. É evidente que é importante desenvolver o crédito privado e novos instrumentos de crédito de longo prazo, mas é um equívoco privatizar o mercado de crédito e abrir mão de instrumentos públicos, para o investimento de longo prazo.
A atuação dos bancos públicos foi muito importante não apenas para a reação à crise de 2008, mas também para a manutenção de boa parte do dinamismo do mercado doméstico e para a recuperação do investimento, que permitiram combinar crescimento econômico com inclusão social. Diante da crise internacional, a política industrial e os bancos públicos (BB, BNDES, CEF, BASA, FINEP e BNE) têm sido utilizados pelos governos como instrumentos de política anticíclica e de renovação da estrutura produtiva.
Nos últimos anos, houve um aumento do ativismo do Estado em vários países, como os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul, para não mencionar a China, que é o principal exemplo de dinamismo e utilização de bancos públicos. Nesses países, o crédito público tem tido papel estratégico para a retomada e sustentação do investimento, sobretudo para impulsionar a inovação e reverter expectativas do setor privado.
No fundo, a candidata retoma uma velha proposta do sistema financeiro, que deseja acabar com o crédito direcionado e barato para atividades estratégicas em áreas como agricultura, habitação e investimento de longo prazo. Ou seja, estariam comprometidos os R$ 180 bilhões de reais/safra para a agricultura comercial e familiar, previstos no Plano Safra 2014-2015, os R$ 190 bilhões de reais/ano destinados pelo BNDES principalmente à indústria e à infraestrutura, e os recursos destinados aos programas de financiamento à habitação popular, como o programa Minha Casa, Minha Vida.
Com isso, o crédito ficaria mais caro, tanto para quem produz, quanto para quem quer comprar sua casa própria, derrubando assim os Investimentos e empurrando nossa economia para um ajuste ortodoxo e recessivo. As propostas da candidata desarticulam o sistema de crédito subsidiado em favor do sistema bancário tradicional. E com isso desconstituem a política industrial, com a retomada de propostas neoliberais que se mostram anacrônicas pós-crise de 2008.
Marina propõe eliminar a política de compras governamentais e conteúdo local. Os principais alvos de suas medidas são a cadeia de petróleo e gás e a indústria automotiva. Isso significaria desarticular o Inovar Auto, que atraiu 12 novas montadoras para o país, adensou a cadeia produtiva no setor e está estimulando a pesquisa, desenvolvimento e inovação dessa indústria. Também significaria retomar o processo de desnacionalização de nossa indústria de autopeças, revertendo os esforços recentes. Da mesma forma, a suspensão da exigência de conteúdo local na cadeia de petróleo e gás desmobilizaria a capacidade de nossos estaleiros. Sofreriam, ainda, duro impacto os esforços de inovação e agregação de valor da indústria de fármacos e de tecnologia da informação.
A indústria de defesa também foi abandonada no programa de governo, apesar de ser estratégica para a soberania e o desenvolvimento tecnológico, pois demanda muita pesquisa e alta tecnologia, e para a balança comercial, pois essa indústria atualmente exporta US$ 2,5 bilhões por ano. O Brasil vem desenvolvendo importantes projetos, como a construção de submarinos para a defesa do pré-sal, os aviões cargueiros (modelo KC 390 da Embraer), Super Tucano, os novos caças Grippen, o sistema de monitoramento da Amazônia Azul, os Helicópteros Militares HX-BR, o Sisfron (Sistema de Monitoramento de Fronteiras), o veículo blindado Guarani e os veículos aéreos não tripulados – VANTS, muito importantes para a vigilância de nossas fronteiras.
Na sua visão, o crédito subsidiado só deve ser direcionado para investimentos em inovação, atividades econômicas de alto impacto social e de longa maturação, como infraestrutura. À restrição ao crédito de longo prazo para o investimento se soma a revisão da política de conteúdo local e a decisão de expor indiscriminadamente a indústria à concorrência internacional, mesmo àquela concorrência desleal, praticada por países que manipulam sua taxa de câmbio e não respeitam as convenções internacionais sobre direitos dos trabalhadores. O que ela esquece é que esse receituário já foi aplicado no Brasil nos anos 90, e resultou em um intenso processo de desindustrialização e desnacionalização de nossa indústria, com graves consequências para o emprego e a renda dos trabalhadores.
5. A subordinação das políticas sociais ao ajuste fiscal
Como já mencionei, Marina Silva propõe aumentar significativamente o gasto com programas sociais, prevendo um incremento de pelo menos R$ 260 bilhões por ano, o que equivale a 5% do PIB, mas em nenhum momento diz de onde virão os recursos necessários. Apenas diz que esse aumento seria financiado com ganhos de eficiência da administração pública e pelo fim do componente fiscal dos subsídios aos bancos públicos. Além de demagógica e inconsistente, essa proposta revela total desconhecimento pela candidata do Orçamento Geral da União.
Hoje, as despesas de pessoal equivalem a 4,1% do PIB e a margem para sua redução é pequena, até porque já reduzimos essas despesas em 0,5% do PIB, nos últimos 11 anos. As despesas de custeio correspondem a outros 4%. Porém, metade dela é destinada às áreas de saúde e educação e são consideradas indispensáveis ao seu funcionamento.
Como a candidata propõe que a União antecipe a meta de 10% do PIB para a educação, prevista no PNE, e destine 10% da receita corrente bruta para a saúde, isso só aumentaria a parcela do PIB destinada ao custeio da saúde e da educação. Dessa forma, do total de 8,1% de gasto com pessoal e custeio que a candidata pretende otimizar, sobram apenas 2% do PIB para eventuais cortes diante de gastos adicionais da ordem de 5% do PIB. Ou seja, a conta não fecha.
Não é por outro motivo que Eduardo Giannetti diz que o investimento social será subordinado à meta fiscal, estabelecida por aquele Conselho de Responsabilidade Fiscal, independente do governo, a quem competiria assegurar o superávit primário. Ou seja, se a conta não fechar os pobres vão ter que esperar. Se as contas apertarem, os pobres, novamente, vão ser esquecidos na hora da definição do orçamento público.
Buscar um ganho de eficiência dessa ordem exigiria, portanto, arrochar salários, desestruturar carreiras e reduzir o atual quadro de servidores públicos. É bom lembrar que quando se tentou algo do gênero, o resultado foi o acúmulo de processos e condenações da União e a desestruturação de unidades chave, para o planejamento e a gestão do Estado.
Ela também propõe cortar as linhas de crédito subsidiado e direcionados que beneficiam a agricultura, a habitação popular, a indústria, a infraestrutura e os exportadores. Contudo, essas subvenções equivalem, hoje, a aproximadamente 0,8% do PIB. Seu fim não supriria a necessidade de expansão do gasto social, mas certamente comprometeria investimentos estratégicos para o desenvolvimento do país.
Portanto, quando a candidata propõe um acréscimo de 5% do PIB, aproximadamente R$ 260 bi, nas despesas do governo federal, ela precisa dizer de onde virão esses recursos. A distribuição de renda e a inclusão têm um custo fiscal não desprezível, e são atualmente os eixos estruturantes do desenvolvimento econômico recente. A criação de um mercado interno de consumo de massas mudou a dinâmica econômica e as relações sociais do país. O retorno a uma política de choque, ortodoxa, e pautada por um neoliberalismo tardio e ultrapassado, significa, na prática, abdicar das políticas sociais que, de acordo com a ONU, foram responsáveis por uma inédita distribuição de renda e pela retirada do Brasil do Mapa da Fome.
Na política econômica proposta por Marina, o social é apenas uma variável de ajuste da política fiscal, que foi terceirizada para o seu comitê de tecnocratas.
6. Política externa: a retomada da inserção subordinada do Brasil
As propostas de política externa da candidata representam a retomada da estratégia de inserção subordinada do Brasil na economia mundial. Sua concepção de integração às cadeias globais de produção vem acompanhada da renúncia a todas as formas de política industrial. O governo brasileiro abriria mão dos principais instrumentos necessários para o Brasil assegurar uma posição nessas cadeias globais, com bons empregos à população, impulso à inovação tecnológica e aumento do conteúdo nacional de nossos produtos.
O México é um exemplo do alinhamento comercial defendido por Marina. De 1999 a 2010, o PIB per capita em Paridade de Poder de Compra (PPP) do México cresceu 9,1%, enquanto que o do Brasil cresceu 31%. No mesmo período, pobreza atingiu 51% da população mexicana, enquanto que o Brasil, de 2001 a 2012, presenciou uma redução sem precedentes da desigualdade e da pobreza extrema, que caiu de 14% para 3,5% de acordo com a ONU. Qual o modelo de desenvolvimento parece mais adequado: o conduzido por Lula e Dilma ou o adotado pelo México?
De forma envergonhada, ela também propõe relativizar o Mercosul e a estratégia de integração regional ou mesmo abandoná-lo. Mas, ao se associar aos ataques conservadores ao Mercosul, ela omite que nos últimos anos o comércio mundial cresceu 180%, enquanto nossas exportações para o Mercosul cresceram mais de 600%, com destaque para as nossas exportações de bens industriais.
Além disso, o aprofundamento da integração produtiva e da infraestrutura regional vem permitindo ao Brasil, a maior economia do bloco, firmar-se como líder na região. Foi precisamente nos últimos anos que fortalecemos o Mercosul, que constituímos a Unasul e a Celac, em um ambiente de paz e democracia na região, em contraposição a um passado golpista e de longos períodos ditatoriais, com pesada interferência externa sobre os destinos políticos do continente. O Brasil não pode negligenciar seu papel regional, pois respondemos por mais da metade do território, do PIB e da população da América do Sul.
A outra grande frente de atuação de sua política externa conservadora conduz ao enfraquecimento da cooperação no âmbito dos BRICS, por meio da imposição de constrangimentos à cooperação, subordinando a agenda de cooperação a temas como meio ambiente e direitos humanos. Isso equivale a subordinar as relações com os EUA a temas como violações de direitos humanos em Guantánamo ou e o controle de emissões de CO2, pois os Estados Unidos são o maior emissor mundial e não é signatário do Tratado de Kyoto. Obviamente, isso a candidata não propõe.
Na prática, essa proposta esvazia os BRICS e compromete os esforços para a criação de novos mecanismos de promoção do desenvolvimento e estabilidade financeira, como o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS e o Arranjo Contingente de Reservas, que estão se constituindo como instrumentos mais avançados que o Banco Mundial e o FMI.
Isso significa renunciar ao esforço de construção de um mundo multipolar e o retornar à lógica de inserção subordinada aos países desenvolvidos, cujo maior símbolo era o projeto de inserção na Alca. Naquela época, acumulávamos déficits comerciais de US$ 8,6 bilhões. Muito diferente da política externa e comercial dos governos Lula e Dilma, em que se acumularam superávits comerciais da ordem de US$ 312 bilhões e US$ 380 bilhões em reservas internacionais, ao mesmo tempo em que nossa diplomacia se ampliou e se diversificou em todo o mundo.
O Brasil, hoje, assumiu um protagonismo internacional em temas sociais, ambientais e econômicos, que é inédito em nossa história. É lamentável assistir o retorno de uma retórica conservadora, inteiramente associada a uma visão subalterna do Brasil no cenário internacional.
7. O ataque aos partidos e os riscos à governabilidade
Apesar de ter sido vereadora, deputada estadual, senadora por dois mandatos e ministra por cinco anos, e de ter passado por três partidos e por um projeto mal-sucedido de organização partidária, Marina Silva pretende se apresentar como porta-voz de uma “nova política”. Seu discurso se propõe a superar problemas históricos da democracia brasileira, tais como o predomínio de interesses econômicos e sociais hegemônicos, a concentração do poder político nas mãos de partidos tradicionais e de grupos oligárquicos, a existência de um presidencialismo de coalizão, que favorece o fisiologismo e a corrupção, e a baixa qualidade dos mecanismos de participação popular e de transparência pública.
Seus ataques aos partidos políticos têm sido direcionados especialmente ao PT, partido em que ela militou por 27 anos, cuja militância foi responsável pela condução a todos seus mandatos eletivos e pela sustentação dos embates políticos que travou ao longo de sua vida pública. A candidata parece ter esquecido que foi precisamente esse partido político, o PT, que permitiu que ela ganhasse a condição de liderança nacional.
A candidata sonha com um presidencialismo construído em torno de personalidades – “os homens de bem”. A ausência de apoio parlamentar esteve, porém, na raiz de crises institucionais, como as que ocorreram durante os governos Jânio e Collor. A eventual cooptação de quadros políticos oriundos de alguns partidos políticos não significa necessariamente o apoio parlamentar desses partidos. Portanto, a sua promessa de que governará com os “melhores” quadros de cada partido é não apenas ingênua, mas pode pôr em risco a própria governabilidade do país.
Além disso, sua proposta de reforma política enfraquece, sobretudo, os partidos programáticos. Por exemplo, a implementação da “Verdade Eleitoral” representa o fim do quociente eleitoral, o que enfraqueceria principalmente os partidos políticos que têm em seus quadros lideranças políticas bem votadas. Isso seria agravado com a possibilidade de candidaturas avulsas aos cargos proporcionais, que favoreceria os candidatos com alta exposição pública, grande poder econômico, ou representantes de “causas” que já se elegem dentro da atual estrutura partidária, mas que deixariam de contribuir para o quociente eleitoral e para a vida partidária. O que enfraquece justamente os partidos de conteúdo programático, para os quais é essencial o acúmulo de debates e candidaturas.
Sua proposta de revisão da distribuição do tempo para a propaganda eleitoral também reduz a importância do voto do eleitor que determina o tamanho das bancadas parlamentares, critério utilizado na determinação de parte do tempo de televisão. Na sua visão, as bancadas parlamentares não seriam representativas da sociedade brasileira. Ou seja, a candidata acredita possuir uma fórmula “melhor” do que o voto do eleitor para definir essa representatividade, mas não diz qual é essa fórmula. E ao relativizar o tamanho das bancadas como critério para a distribuição de tempo proporcional de televisão, acena com a distribuição desse tempo de forma isonômica entre todos os candidatos, o que favoreceria as legendas de aluguel, sempre dispostas a usar o tempo de TV como moeda de troca, estimulando ainda mais a fragmentação partidária.
É inacreditável falar em “nova política” sem enfrentar um tema central, que está na raiz de quase todos os escândalos de corrupção envolvendo políticos – o financiamento privado empresarial das campanhas eleitorais. Em seu programa de governo, a candidata apenas se compromete a aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização e prestação de contas das doações privadas. Ela caminha na direção contrária à do Supremo Tribunal Federal, que está prestes a proibir as doações de empresas privadas. Recentemente, até o Senado norte-americano deu início a um processo parlamentar para aprovar uma emenda constitucional que permitirá restringir definitivamente a influência de empresas privadas do processo eleitoral. Por ironia, nos últimos dias, Marina Silva passou a falar em financiamento público de campanha, em mais um recuo em seu programa de governo.
Sua única proposta modernizadora – convocar plebiscitos, referendos e facilitar o processo de aprovação de projetos de lei de iniciativa popular – é, na verdade, uma bandeira histórica do PT, que introduziu na gestão pública diversas formas de participação popular, como conferências nacionais e regionais, orçamento participativo e conselhos da sociedade civil. É bom lembrar que, desde 2010, a candidata propõe a realização de consultas populares com o propósito de se esquivar do debate de temas polêmicos, como a descriminalização do aborto e da maconha. Em nenhum momento, porém, a candidata propõe submeter a consulta popular temas de amplo interesse, como suas proposta de independência legal do Banco Central, e de retração do papel dos bancos públicos.
Marina é uma política profissional há décadas e agora se filiou a um partido extremamente pragmático, tanto na sua composição interna, como nas alianças políticas. A sua campanha aglutinou predominantemente quadros políticos e ideólogos do pensamento conservador. A nova política é uma retórica cada dia mais fragilizada pelos compromissos, composição de forças, atitudes e alianças da candidata.
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/padrao-brasil/programa-de-governo-de-marina-2013-inconsistencias-de-um-projeto-neoliberal-tardio-8369.html
Mailson
26 de setembro de 2014 9:24 amHoje é dia da mobilização nacional “nem que a vaca tussa!”
Mobilização Nacional #NemQueaVacaTussa: entre você nessa ideia!
Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/09/e-hoje-mobilizacao-nacional-dos.html
Sexta feira (26) é dia da Mobilização Nacional pela Garantia dos Direitos Trabalhistas, o dia “Nem Que a Vaca Tussa”! A garantia tem sido reafirmada em diversas ocasiões pela presidenta Dilma Rousseff, que durante visita recente à cidade de Campinas, reiterou seu compromisso de não mexer em conquistas “nem que a vaca tussa”. Segundo a candidata à reeleição, direitos como 13º salário, férias e horas extras permanecerão como estão.
Confirme sua presença no evento do facebook(link is external)! E se você sabe de algum evento que não esteja na nossa lista mande para nós pelo [email protected](link sends e-mail).
– Hoje (25) às 15h em frente a Bovespa
Porto Velho:
– Encontro com sindicatos, comunidade e militância, às 19:30h na aveninda: Guaporé com Rio de Janeiro, Bairro: Lagoinha
Fortaleza: Adesivaço e bandeiraço das 09h até 12h na Praça do Ferreira
– Concentração às 15h na praça Ducarmo para caminhada
– Caminhada: Praça do Carmo seguindo para a Praça do Ferreira. Concentração – Praça do Carmo – Av. Duque de Caxias, S/N, Centro, Praça do Ferreira – Centro (limite com várias ruas) às 15h.
Maceió:
– Concentração ás 14:30h no Comitê da Dilma, às 17h caminhada no conjunto Peixoto/Jacinto
Florianópolis:
– Às 15h defronte a Catedral
– Às 17h panfletagem no TICEN
Porto belo
– Às 07:30h no Bairro Araça em frente Pesqueira Pioneira
Brusque:
– Às 17h na Praça Barão de Schneeburg, no Centro
Criciúma
– Às 18h na Avenida Centenário, em frente a Praça do Relógio
Içara
Panfletagem no bairro Boa Vista
Araranguá
– Panfletagem a partir das 06h nas portas de fábricas e durante o dia em diversos pontos da cidade
Porto Belo
– Panfletagem na industria pesqueira Pioneira da Costa às 07h
Itapema
– Às 09h em frente ao Shimit, na Avenida Nereu Ramos
Balneário Camburiú
– A partir das 08h panfletagens em pontos de grande movimentação
Joinville
– Panfletagem na porta das fábricas
Araquari
– Panfletagem
São Francisco do Sul
– Panfletaço e bandeiraço no comércio Avenida do Rio Branco às 08h
Canoinhas
– Caminhada pela cidade
Gaspar
– Às 16h na praça municípal
Blumenau
– Panfletaço e bandeirço a partir das 09h nas ruas centrais
Campos Novos
– Panfletagem no maior bairro da cidade
Fraiburgo
– Panfletagem em toda a cidade
Caçador
– Panfletagem ás 15h no Largo Cançanjurê
– Praça do Berguer às 14h
Chapecó
– Às 11h na avenida Getúlio Vargas
Caminhadas e panfletagens: Canoinhas, Tubarão, São Miguel do Oeste, Maravilha, São Lourenço do Oeste, Concórdia. Joaçaba e Videira
Curitiba
– Às 9h no Sindicato dos Comerciários
Toledo
– Sindicato dos Bancários de Toledo, panfletagem nos locais de trabalho, o dia todo.
Umuarama
– Sindicato dos Bancários de Umuarama. Panfletagem nos locais de trabalho
Campo Mourão
– Sindicato dos Bancários de Campo Mourão. Panfletagem nos locais de trabalho
Maringá
– Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá. Panfletagem nos locais de trabalho
– Sindicato dos Vigilantes de Maringá. Panfletagem nos locais de trabalho
Aracaju:
– CUT/SE – Rua Porto da Folha, 1039, Bairro Cirurgia às 08:30h
– Às 15h Caminhada Vitória, virada 131. Com Rogério na Praça da Bandeira
Vitória:
– Às 09h Caminhada na avenida Jerônimo Monteiro com ato político na Praça Costa Pereira – Concentração Antiga capitania dos portos (início da Jerônimo Monteiro)
– Às 17h Bandeiraço, na Praça de Jucutuquara
– Comércio de Vitória, panfletagem Às 09h
– Bandeiraço às 17h, na Subida da Terceira Ponte
Vila Velha
– Panfletagem das 14h ás 17h
– Arcellor Mital, panfletagem às 07h
Serra
– Panfletagem das 14h às 17h
Caricica
– Panfletagem das 14h às 17h
Barra do Garça
– A partir das 8h na Praça do Relógio
Tangara da Serra
– Panfletagem Gleba Triangulo, a partir das 8hs
– Panfletagem Gleba São Jorge – A partir das 15hs
Juina
– Escola Estadual Padre Ezequiel Ramin – Rua Guairacá, 119,Módulo V às 17hs
– Escola Estadual de 1º e 2º Graus Dr Artur Antunes – Módulo II – Rua Ronaldo Resedá, S/N,MóduloII às 17hs
Confresa
Sinop
– Panfletagem e Bandeiraço Praça Plínio Callegaro às 16hs
Alta Floresta
– Panfletagem e adesivaço na Praça Cultural, próximo ao Avião, às 8hs e às 17hs
Caceres
Rondonópolis
Cuiabá
– Bandeiraço e Panfletagem, Praça Rachild Jaudy às 08h
Várzea Grande
– Bandeiraço e Panfletagem na Avenida Filinto Muller, semáfaro do Bigiar às 16h
Jaciara
Goiânia
– Concentração às 16:30h na PRaça do Botafogo, destino ao comitê central da Dilma no Logo das Rosas
São Luiz
– Panfletagem às 15:30 em frente à Bibliotea Pública, Praça Deodoro da Fonseca
Rio Branco
– Encontro com sindicatos, comunidade e militância, às 19:30h na aveninda: Guaporé com Rio de Janeiro, Bairro: Lagoinha
Cruzeiro do Sul
– Às 16:00 – encontro das cooperativas do vale do Juruá
– Às 17:30, caminhada com concentração em frente ao estádio cruzeirão Rodrigues Alves
– Às 20:00, comício na rua Sena madureira
Belém
– Ás 17:30, ato e panfletagem na praça do operário
Manaus
– Panfletagem e adesivagem, às 08h na feira do produtor
– Panfletagem e adesivagem às 09h na feira do mutirão
– Panfletagem e adesivagem às 16h na Av. Constantino Nery
Belo Horizonte
– O comitê sindical MG fará uma atividade na Praça 7, às 12 horas.
João Pessoa
– Plenária do Comitê Sindical e de Movimentos Populares com a participação do Ministro Secretário Geral da Presidência da República, Diogo Sant`Ana. Concentração às 16h na CBTU (Bandeiraço), com caminhada para o evento que se inicia às 17h no SITRICON
Porto Alegre
– Às 09h Reunião Comitê Sind.Pop/RS
– Caminhada da Igualdade Racial às 16h no Largo Glênio Peres
– Caminhada da Cultura às 17h no Largo Zumbi dos Palmares
– Mutirão Vila Maria da Conceição no Barão do Amazonas com Caldre Fião durante todo o dia
São Leopoldo
– Caminhada às 15h em Vila Paim – Cerâmica Anita
Caxias
– Dilma na Praça na Praça Dante Aliguieri durante todo o dia
Rio Grande
– Bandeiraço na Praça General Netto às 18h
Rosário do Sul
– Plenária de Mobilização às 18h no Comitê Suprapartidário
Santa Maria
– Bandeiraço às 17h nos Trevos da Cidade
– Categoria dos metalúrgicos da industria Naval, na área dos estaleiros pela manhã;
– Categoria dos trabalhadores da CEDAE, setor de água e esgotos do Estado do Rio de Janeiro;
– Categoria dos trabalhadores dos Correios, na sede central dos Correios-RJ;
– Atividade geral na Central do Brasil, com distribuição de jornais referentes à mobilização do Nem que a Vaca Tussa, a partir das 17 horas.
Recife
– Às 08h Caminhada no centro de Recife, concentração na esquina da Avenida Conde da Boa Vista com a Rua do Hospício
– Das 11h às 14h no cruzamento da Cruz Cabuga com Avenida Norte, na frente da Contax, na rua 24 de Agosto
– Às 17h mobilização na estação central do Metrô
Notívago
26 de setembro de 2014 10:11 amFeministas apoiam Dilma
Feministas apoiam Dilma: “Os avanços conquistados nesses 12 anos não podem ser interrompidos”
publicado em 26 de setembro de 2014 às 0:03, no Vi o Mundo
http://www.viomundo.com.br/politica/feministas-apoiam-dilma.html#comment-832042
por Conceição Lemes
Semana passada, Luana Tolentino, aflita, mandou um torpedo: “O que acha de as feministas fazerem um manifesto de apoio à reeleição de Dilma?”.
Em seguida, outro: “A gente tem de lutar pra que os avanços na vida de milhões de brasileiros e brasileiras, iniciados com Lula, continuem!”.
No terceiro, ela mesma já havia decidido encarar o desafio: “Avançar mais é preciso!”
Os leitores do Viomundo já conhecem Luana, através de vários de seus textos que publicamos, comoeste e este.
Luana já foi empregada doméstica. Certa vez a patroa deixou-lhe apenas pão mofado para o café. Mas ela batalhou e virou o jogo.
Hoje Luana é professora, historiadora, ativista dos movimentos Negro e Feminista.
Luana enviou um e-mail para cerca de 40 feministas no intuito de que, juntas, construíssem o documento. De início, apenas três responderam positivamente: Ana Pimentel, Maria Katiana e Tica Moreno.
“O texto do documento foi elaborado de maneira coletiva, a muitas mãos (risos). Em alusão ao número do PT, escolhemos 13 ações/programas da gestão da Presidenta que merecem destaque, principalmente no que se refere à conquista de direitos e à autonomia feminina”, conta Luana.
Em seguida, as quatro partiram para a coleta de assinaturas: “Inicialmente, pensei em 50. Ana, mais ousada, retrucou: ‘Acho que deveríamos ter 100 assinaturas’. Ao final, chegamos a 592 nomes!”
Assinam a carta mulheres de várias regiões do Brasil, dos mais diversos setores, ocupações e idades, como: Regina Silvado (dona de casa e bordadeira), Eleonora Menicucci (ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres), Laina Crisóstono (Rede Ecumênica de Juventude e da Aliança de Batistas do Brasil) e Tânia Lima (Yalorixá da Bahia).
Também: Selma Vital (professora da Yale University), Maria Katiana (Assentamento Rural Arizona, no interior do Rio Grande do Norte), Mariana Moreira (ativista do Movimento LGBT), Francy Silva (doutoranda e ativista do movimento negro), Margareth Rago (professora de História da Unicamp), Telia Negrão (jornalista, Coletivo Feminino Plural de Porto Alegre) e Fátima Oliveira (médica e escritora).
“Minha maior alegria foi ter conseguido, com a ajuda de todas, reunir tantas mulheres com o mesmo objetivo”, diz. “Uma vitória do trabalho e do esforço coletivo.”
A seguir, o manifesto.
FEMINISTAS APOIAM DILMA
Historicamente, o Feminismo, enquanto movimento social, político e intelectual, tem exercido um papel importante na luta pela emancipação feminina, e consequentemente, na construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Muitas das conquistas sociais e políticas que desfrutamos hoje são resultado também da atuação de diferentes gerações de mulheres que, organizadas em movimentos ou de forma solitária, denunciaram as diversas formas de opressão que recaem sobre o sexo feminino, reivindicaram direitos e exigiram mudanças radicais na estrutura violenta, excludente, racista, machista, homofóbica e autoritária ainda presente na sociedade brasileira.
Seguindo os passos das que nos antecederam e de nossas contemporâneas, nós, mulheres feministas, de várias partes do Brasil e do exterior, de diversas etnias e segmentos, entendemos que não podemos nos eximir de participar ativamente do momento político atual.
Estamos certas de que a candidata Dilma Rousseff representa a melhor alternativa para a continuidade do ciclo de avanços e progressos que vive o país desde o ano de 2003. Por isso, através deste manifesto, expressamos o nosso apoio à sua reeleição à Presidência da República e os principais motivos que justificam o nosso apoio:
1) Apoiamos Dilma porque ela jamais desistiu de lutar por um país melhor, mesmo diante dos mais ferozes obstáculos: ditadura e machismo. Dilma, como todas nós, sonha com um país onde as pessoas tenham, no mínimo, igualdade de condições e de oportunidades para enfrentar as lutas diárias da vida;
2) Apoiamos Dilma pelo seu olhar privilegiado às mulheres brasileiras, através do fortalecimento da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e do desenvolvimento de inúmeras ações voltadas para a garantia de autonomia social e econômica feminina. Pela sua ousadia no enfrentamento da violência sexual e doméstica, tendo como exemplo a criação do Projeto “Mulher, Viver sem Violência”, que integra serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para trabalho, emprego e renda.
Destacamos ainda o fortalecimento da Lei Maria da Penha e dos vários instrumentos que facilitam as denúncias, como o “Disque 180” e o “Click 180”, aplicativo gratuito para celular que mantém o anonimato da denunciante e garante que a mulher possa acessá-lo sem que o agressor perceba;
3) Apoiamos Dilma pelo seu compromisso com a superação do racismo no Brasil, através das ações da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR. Temos como exemplo a sanção à Lei de Cotas, em 2012, que garante que 50% das vagas de universidades federais sejam destinadas à alunas e alunos afrodescendentes e oriundos de escolas públicas. Neste ano, de 2014, Dilma também sancionou a Lei 12.990/2014, que reserva 20% das vagas em concursos públicos para a população negra;
4) Apoiamos Dilma pelo seu compromisso público em lutar pela criminalização da homofobia e lesbofobia e pelas conquistas da população LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) como a instituição da política de saúde integral LGBTTT. Em seu governo, avançamos na luta contra as expressões de ódio e de intolerância e por um país onde possamos conviver harmonicamente com todas as pessoas, independentemente de gênero, raça, orientação sexual ou credo;
5) Apoiamos Dilma porque nos últimos quatro anos avançamos na estratégia de desenvolvimento econômico com inclusão social.
Destacamos que: enquanto nos países europeus as medidas de gestão da crise provocaram altos níveis de desemprego, no Brasil 5 milhões de novos postos formais de trabalho foram criados, houve o aumento real de salários e a inflação manteve-se sob controle; as concessões de energia elétrica foram renovadas com redução da tarifa, desonerando o contribuinte; os investimentos em infraestrutura foram ampliados, através da realização de obras hidrelétricas, ferroviárias, de portos e de aeroportos; a renovação das concessões de energia elétrica vieram junto à redução das tarifas; e, principalmente, com a descoberta do pré-sal, 75% de seus royalties serão destinados para a educação e 25% para as saúde. Esta é a força de uma presidenta que em seu governo demonstrou que o país está preparado para um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social;
6) Apoiamos Dilma por seus esforços em aprofundar os programas sociais iniciados no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Acompanhamos de perto várias famílias beneficiadas pelo Bolsa Família. O Programa propicia autonomia econômica para milhares de mulheres, uma vez que 93% das beneficiadas são do sexo feminino. O Bolsa Família tem também papel crucial no combate à fome, que sempre foi um fantasma a assombrar a população brasileira. Órgãos da ONU destacaram que, desde a sua implantação, a taxa de desnutrição no Brasil caiu de 10,7% para menos de 5%, a pobreza no país foi reduzida de 24,3% para 8,4% e a pobreza extrema caiu de 14% para 3,5% nos últimos 12 anos. A fome deixou de ser um problema estrutural, e em breve será apenas uma lembrança remota;
7) Apoiamos Dilma pela sua bravura ao apoiar uma Emenda Constitucional em favor das trabalhadoras domésticas. De uma vez, trabalhou para tirar o trabalho doméstico de sua invisibilidade e garantiu mais direitos e segurança social para uma categoria de trabalhadoras composta majoritariamente por mulheres negras e com baixos rendimentos. A autonomia econômica das mulheres é política que tem que ser continuada e aprofundada, para que possamos garantir nossa renda, nosso sustento e nossa liberdade;
8) Apoiamos Dilma porque o “Mais Médicos” ampliou o atendimento médico a 50 milhões de brasileiras e brasileiros. Além disso, essa iniciativa também garantirá a abertura de mais 11 mil vagas nos cursos de medicina e formação de mais de 12 mil especialistas nos próximos anos, segundo as prioridades sanitárias do país. Trata-se do maior programa de provimento médico já elaborado no Brasil. Esta medida – que foi corajosamente implementada por este governo – é central para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde.
9) Apoiamos Dilma em função da extensão de programas, como o PROUNI, FIES e o PRONATEC, à população do campo. Hoje, muitas agricultoras e agricultores têm a oportunidade de cursar o ensino superior e se capacitar através de cursos técnicos, o que era praticamente impossível há algumas décadas;
10) Apoiamos Dilma porque hoje a agricultura familiar é reconhecida por alimentar o país e o ambiente rural é visto como lugar de vida e produção.
O Programa Nacional de Documentação das Trabalhadoras Rurais levou cidadania, identidade e voz a um milhão de mulheres no campo, que hoje têm carteira de identidade, o que garante que atualmente 70% dos títulos de terra estejam em nome das mulheres. Junto com o Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, as mulheres conquistaram maior autonomia e renda no campo, melhorando suas vidas e a de suas famílias.
11) Apoiamos Dilma porque pudemos ver o avanço da educação no país: pelo fortalecimento do Pro-infância, importante programa que repassa recursos aos municípios de todo país para construção de creches e aquisição de mobiliário e equipamentos para a educação infantil de qualidade; pela expansão dos Institutos e das Universidades Federais, que promove uma educação diferenciada da formação básica e tecnológica em lugares cujo acesso ao conhecimento era limitado; pela implantação de escolas federais nas pequenas cidades, que é, a olhos vistos, uma grande oportunidade de transformação para a comunidade envolvida, estimulando o desenvolvimento de toda a região; pela criação do Programa Ciência Sem Fronteiras, que permite a mobilidade de estudantes brasileiros para diversos países conveniados, oferecendo bolsas de estudos no exterior;.
12) Apoiamos Dilma pela sua coragem em instalar a Comissão Nacional da Verdade, a exemplo de diversos países sul-americanos. A presidenta, que resistiu bravamente à ditadura, deu um passo a frente em defesa da liberdade e do aprofundamento da democracia em nosso país;
13) Apoiamos Dilma porque, ao sancionar a “Lei da Profilaxia da Gravidez”, os hospitais do SUS passaram a ser obrigados a prestar serviço multidisciplinar à mulher vítima de violência sexual, incluindo o uso da pílula do dia seguinte, que tem se mostrado eficaz na prevenção de morte materna ao evitar, ainda, abortos clandestinos. O atendimento a vítimas inclui, também, o diagnóstico e tratamento de lesões e a realização de exames para detectar doenças sexualmente transmissíveis.
Apoiamos Dilma porque, em 2002, iniciamos a nossa caminhada na Presidência da República em busca de um Brasil radicalmente democrático. Desde então, nos dedicamos dia e noite para que o Brasil não seja mais um país de pessoas invisíveis e que se posicione frente às desigualdades sociais, políticas e econômicas.
Muito já caminhamos nesses últimos 12 anos, mas sabemos que precisamos caminhar ainda mais para construir, de fato, uma sociedade mais justa e igualitária para todas e todos que nela convivem. Para que este caminho não seja interrompido, seguiremos votando por mais mudanças e por mais futuros. Votamos, mais uma vez, Dilma Rousseff para Presidenta da República do Brasil!
Assinam:
1. Luana Tolentino – CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
2. Ana Pimentel – Fundação Oswaldo Cruz
3. Tica Moreno – Socióloga, Marcha Mundial de Mulheres
4. Ministra Eleonora Menicucci – Secretaria de Políticas para Mulheres/PR
5. Maria Otilia Bocchini – Professora, ECA – USP
6. Regina Silvado – Dona de casa, Bordadeira
7. Tatau Godinho – Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres/PR
8. Urivani Rodrigues de Carvalho- CCMN/Santos – Casa de Cultura da Mulher Negra de Santos – CCMN/Santos
9. Alzira Rufino – Presidenta da CCMN/Santos – Casa de Cultura da Mulher Negra de Santos
10. Constancia Lima Duarte – Professora, UFMG
11. Margarete Aparecida de Oliveira NEIA – Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade/UFMG
12. Rafaela Rodrigues – Mestre em Direito Constitucional, PUC-Rio
13. Schuma Shumaher – Pedagoga, Escritora
14. Talita São Thiago Tanscheit – Mestranda em Ciência Política, UERJ
15. Mariana Moreira – Ativista do Movimento LGBT
16. Janaína Leitte – Prefeitura Municipal de Sabará/MG
17. Sandra Caldeira – USP, Movimento pela Humanização do Parto e Nascimento
18. Cristina Soares – Prefeitura Municipal de Belo Horizonte/MG
19. Gláucia Fraccaro – Doutoranda em História Social, UNICAMP
20. Sueli Pinto Silva – Movimento Popular pela Moradia
21. Laile Ribeiro de Abreu – Grupo de Pesquisa Mulheres em Letras/UFMG
22. Alessandra Soares Muniz – Jornal Mulier
23. Cristiane Felipe Côrtes Professora – CEFET-MG
24. Thálita Motta – Artista-pesquisadora, performer
25. Etiene Martins – Jornalista, Revista Raça Brasil
26. Fátima Péres – Jornalista
27. Thaís Consuli – Estudante
28. Francy Silva – Doutoranda em Literatura, PUC-MG
29. Maria Katiana Barbosa da Silva – Assentamento Rural Arizona – São Miguel do Gostoso/RN
30. Mariana de Souza Novaes Gomes Teixeira – Professora, Université de Poitiers/França
31. Laina Crisóstono – Rede Ecumênica de Juventude e da Aliança de Batistas do Brasil
32. Solange Andreia Soares – Secretaria de Educação do Distrito Federal
33. Cláudia Gomes Pereira – Pesquisadora, UFOP
34. Patricia Rameiro – Mestranda, UFPA
35. Beatriz Fontes Jacinto – UFABC
36. Vanessa Prates – Mãe, Historiadora
37. Roberta Resende – Mestranda em Política Social, UFF
38. Alcilene Cavalcante – Professora, UFG
39. Thalita Rody – MMZMLM – Movimento de Mulheres da Zona da Mata e Leste de Minas Gerais
40. Débora Sampaio – Gestora de Recursos Humanos
41. Ceiça Ferreira – Pesquisadora de Cinema, UnB
42. Cyntia Mesquita Beltrão – Psicóloga
43. Queza Soares – Doutoranda, UFSC
44. Luana Simões Pinheiro – IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas
45. Selma Vital – Yale University/EUA
46. Gabriela Rietjens Grapiglia – UFRGS
47. Nalu Faria – Sempreviva Organização Feminista, Marcha Mundial de Mulheres
48. Simone Soleira – Coordenadora de Infraestrutura
49. Gabriella Ramires de Souza – UNISO/Sorocaba
50. Laiz Perrut Marendino – UFJF
51. Arlene Ricoldi – Fundação Carlos Chagas
52. Elizabeth Ferreira – Funcionária Pública
53. Mary Zanandrea – Mãe, Funcionária Pública
54. Kamila Teixeira – Doutoranda em Política Social, UFF
55. Clarice Maia Scotti – Designer Gráfica
56. Anete Rodrigues Anjos – Professora, Advogada
57. Kátia Mendes – Conselheira Tutelar da cidade de Campinas/SP
58. Ellen Machado Rodrigues – Médica Sanitarista
59. Fernanda Aguiar Cruz – Socióloga
60. Hígna Anthoanelle Souza – Estudante, UEMG
61. Nívia Maria Barbosa – Advogada
62. Poliana Oliveira – Historiadora, Advogada
63. Lia Padilha Fonseca – Ministério da Saúde
64. Rosemery Gomes – Militante de Economia Solidaria
65. Bárbara Eliodora – Marcha Mundial das Mulheres
66. Daiana Costa Silva Falcão – Secretaria Estadual de Educação de São Paulo
67. Marcia Rangel Candido – Coletivo Rosa dos Ventos
68. Priscila Borges – Estudante de Teatro, UNIRIO
69. Paola Bettamio – Advogada
70. Rayssa Rosa Quadra – Estudante, UFV
71. Amanda Mendonça – Doutoranda em Educação, UFF
72. Cláudia Gomes Dias Costa Pereira – Professora
73. Maria Aparecida Abreu – Professora, UFRJ
74. Marcela Batista – Produtora de áudio visual
75. Mariana Nô Xavier – UESC – Universidade Estadual de Santa Catarina
76. Lidiane Freyre – Militante de Economia Solidaria
77. Suzane Bastos Cruz – Estudante, UESC
78. Rosemery Gomes – Militante de Economia Solidária
79. Aline Souza da Conceição – Estudante, UNEB
80. Jana Leal – Marcha Mundial de Mulheres
81. Tatiana Oliveira – Doutoranda em Ciência Política, UERJ
82. Carolina Basílio Santos – Estudante, UEMG
83. Karine Belarmino – Mestranda em Ciência Política, UERJ
84. Jessika Martins Ribeiro – Graduanda em Ciências Sociais, UFRRJ
85. Norma Pinheiro Andre – Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
86. Carla Bezerra – Secretaria Nacional de Juventude
87. Viviane Carvalho Lopes – Estudante, UESC
88. Ana Carolina Radd – Mestranda, UFF
89. Laiz Perrut Marendino – Coordenadora do Diretório Central dos Estudantes, UFJF
90. Jordanna Castelo Branco – Mestre em Educação, UFRJ
91. Kamila Teixeira – UFF
92. Francielle Ferreira Silva – Estudante, UESC
93. Liliane Oliveira – Marcha Mundial das Mulheres
94. Fabiola – Assessora Parlamentar
95. Júlia Severiano de Sousa – Estudante, UFV
96. Carina Scaldini – Jornalista
97. Karen Belarmino – UFRJ
98. Renata Carvalho Silva – Economista
99. Wanessa Aparecida Lopes da Silva – UFV
100. Bianca Lessa – Assistente Social, Juizado de Violência Contra a Mulher de São Gonçalo/RJ
101. Adrielle Saldanha – Conselheira Nacional de Juventude
102. Clarisse Paradis – NEPEM – Núcleo de Estudos e Pesquisas da Mulher/ UFMG
103. Viviane Victor Afonso – Assistente Social, UFF
104. Alana Moraes, Antropóloga, Sorbonne Nouvelle (Paris 3)
105. Cássia Gonçalves de Souza – Socióloga
106. Ingrid Figueirêdo – Estudante de Direito, UFRJ
107. Mariana Lima – Estudante de Teatro, UNIRIO
108. Marcella Barcellos – Estudante de Pedagogia, UFF
109. Teresa Chaves – Estudante, UFV
110. Laysla Silva Araújo Dias – UFMG
111. Roseli Conceição da Silva – UNIME
112. Natália Leão – Socióloga, UFMG
113. Railsa Conceição da Silva – Estudante, UESC
114. Alana Crisse de Almeida Costa – UNIME
115. Sônia Tamara Nery Guimarães –UESC
116. Marina Cardoso de Melo – UFV
117. Jamile Paiva de Castro – Professora
118. Vércia Gonçalves Conceição – Cantora, Professora
119. Rita de Cássia Freire os Santos – Professora
120. Juliana Marques Lima – Psicopedagoga
121. Verbênia Almeida dos Santos – Filósofa, Professora
122. Bruna de Araújo Cunha – Professora
123. Flávia Gomes Costa – Professora
124. Lucivânia Nascimento dos Santos – Professora
125. Júlia Fitaroni Moreira Dias – Estudante, UFV
126. Musa Ramalho Oliveira – Estudante, UESC
127. Tamiles Silva de Oliveira – Estudante, UESC
128. Mirelle Ernestina de Melo Figueiredo – Estudante, UESC
129. Natalice Ferreira dos Santos – Estudante, UESC
130. Iasmin de Carvalho Melo – Faculdade Madre Thais
131. Cinthia Nunes Silva – Professora, Esteticista
132. Dalva Maria Soares – Professora
133. Cláudia Gomes Dias Costa Pereira – Professora
134. Clícia Nunes Silva- Cabeleireira
135. Rayane de Oliveira Nobre – Estudante, UFV
136. Nahendi Almeida Mota – Estudante, UESC
137. Alecilda Alves Oliveira – UFU
138. Marina de Paulo – UFV
139. Amara Sampaio de Oliveira – UESC
140. Laylla Sousa Rodrigues- Professora
141. Cíntia Fortaleza – Economista
142. Cinthia Maritza dos Santos Ferraz Machado – Professora
143. Iara Pelegrini – Psicopedagoga
144. Héllade Xavier Guimarães – Economista
145. Maria José Xavier Guimarães – Professora
146. Cristina Marinho Guimarães – Professora
147. Cláudia Marinho Guimarães – Comerciante
148. Cristiane Marinho Guimarães – Professora
149. Gabriela Anjos Alves – Operária
150. Karine Marinho Guimarães – Cozinheira
151. Carolina Anunciação – Bióloga, Sanitarista
152. Inês de Carvalho César Coutinho – Dona de Casa
153. Mariana Fernanda Nogueira Duarte Daniel – Advogada
154. Ivanir Fátima Costa – Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais
155. Julia de Oliveira Bastos – Marcha Mundial de Mulheres
156. Isadora Rabelo Nunes – Marcha Mundial de Mulheres
156. Fernanda Castillo – Jornalista
157. Fernanda Goulart Lamarão – UFRJ
158. Greace Kelly Souza de Oliveira – Professora
159. Fernanda Ribeiro de Oliveira – Auxiliar de Cartório
160. Daniela Valverde – Bancária
161. Emanuelli Carvalho dos Santos – Partido dos Trabalhadores
162. Ana Teresa Iamarino – Mãe, Cientista Social
163. Ires Brito – UNEB
164. Morgana Ingles – Engenheira Química
165. Patricia Domingues – UNICAMP
166. Ananda Lima Hassan – Vendedora
167. Regina Crisóstono – Enfermeira
168. Larissa Andreghetti dos Santos – Agricultora, Pastoral da Juventude de Foz do Iguaçu/PR
169. Nadine Borges — Presidente da Comissão da Verdade/Rio de Janeiro
170. Mariana Bertol Leal – USP
171. Ana Silveira – UFRJ
172. Luciane Quintanilha Falcão – UFRJ
173. Marizete Rente Lage – Assistente Social da Fundação Leão XIII
174. Georgia Maria Lage Campos – Assistente Social
175. Margareth Alves Dallaruvera – Presidenta Saserj/ Conselheira Nacional CNAS
176. Marlene Alencar – Assistente Social da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
177. Mariana Borges Martins da Silva – Northwestern University
178. Angela Santi – UFRJ
179. Lidiane Freire – Coordenação Nacional de Economia Solidária, Rede Xique Xique
180. Sandra Regina Freire Pequeno – Coletivo de Mulheres PT/RN, Fórum Potiguar de Economia Solidária
181. Liliane Oliveira – UFBA – Universidade Federal de Bahia
182. Joanna Paroli – PT/BA
183. Léa Marques – Assessoria CUT
184. Rosane Silva – Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora/CUT
185. Martha Kiss Perrone – Atriz
186. Táli Pires de Almeida – Assessoria CUT
187. Roberta Martins, UFSC
188. Clarissa Cunha – Vice-Presidenta do PT/RJ
189. Vanusa Maria de Melo – Projeto “Do cárcere à Universidade” (UERJ)
190. Estela Willeman – Faculdades Duque Caxias
191. Célia Alves Passos – Sindicatos dos Químicos de São Paulo
192. Elisabete Maria da Silva – Sindicatos dos Químicos de São Paulo
193. Marilane Oliveira Teixeira – UNICAMP
194. Elaine Blefari – Sindicatos dos Químicos de São Paulo
195. Alessandra Rodrigues Cruz – Sindicatos dos Químicos de São Paulo
196. Aparecida Pedro – Sindicatos dos Químicos de São Paulo
197. Maria Aparecida do Carmo – Secretaria de Políticas Sociais da Confederação do Ramo Químico
198. Lucineide Varjão Soares – Presidenta da Confederação Nacional do Ramo Químico
199. Rosemeire Gomes de Brito – Sindicatos dos Químicos de São Paulo
200. Jaqueline Souza da Silva – Sindicatos dos Químicos de São Paulo
201. Rosana Fernandes – Direção Executiva da CUT
202. Patricia Rodrigues – Socióloga – USP, Militante da Marcha Mundial das Mulheres
203. Deise Recoaro – Secretaria de Mulheres da Contraf/CUT
204. Dilma Gomes da Silva – Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT/MS
205. Ivanilda Figueiredo – Professora Universitária
206. Adriana Mota – Socióloga
207. Ivanila – PUC-Minas
208. Gisele Cittadino – PUC-Rio
209. Rosane M. Reis Lavigne – Defensora Pública/RJ.
210. Luanna Tomaz de Souza – Professora da UFPA, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PA
211. Claudia Bonan – IFF/Fiocruz
212. Caroline Bernardo – Marcha Mundial das Mulheres
213. Georgia Bello – Advogada, Militante dos Direitos Humanos das Mulheres
214. Ranúsia dos Santos – Socióloga
215. Milene Veloso – Professora, UFPA
216. Eunice Guedes – Professora, UFPA
217. Milene – Professora, Psicologia.
218. Luanna Tomas – Estudante de Direito, UFPA
219. Ana Lúcia Silva – Psicóloga, Pesquisadora da UFRJ
220. Cecília Maria Bacellar Sardenberg – Antropóloga, Professora da UFBA
221. Jacy Curado – Professora, Psicóloga
222. Ana Laura Becker Aguiar – Analista Técnica de Políticas Sociais do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
223. Tássia Rabelo – Membro do Diretório Nacional do PT, doutoranda em Ciência Política IESP-UERJ
224. Amanda Paiva Quaresma – Engenheira Florestal, Militante do Levante Popular da Juventude
225. Flavia Azevedo – Jornalista
226. Ana Laura Becker Aguiar – Analista Técnica de Políticas Sociais
227. Pâmella Nowaski Lugon – Faculdade de Medicina, UFRJ
228. Cecília Teixeira Soares – Psicóloga, Pesquisadora em Gênero e Violências
229. Lidiane Ferreira Gonçalves – Consultora em Políticas de Saúde da Mulher e Direitos Sexuais e Reprodutivos
230. Flávia Azevedo — Jornalista
231. Irina Karla Bacc – Lésbica, UnB
232. Marli Melo do Nascimento – Secretaria de Mulheres – CNM/CUT
233. Deise Recoaro – Secretaria de Mulheres da Contraf/CUT
234. Luzenira Linhares Alves – Presidenta do Sinttel-PB;
235. Raimunda Audinete Araujo – Secretária de Formação da Fittel – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações
236. Maria Goreth Leal Cabral – Filiada e Militante do PT/João Pessoa
237. Marília Pereira Maia – Filiada e Militante do PT/PB
238. Sonia Lacerda
239. Marlise Matos – Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher (NEPEM) da UFMG
240. Mirelly Cardoso – Diretora Executiva União Nacional dos Estudantes (UNE)
241. Lays Gonçaves – Diretora de Mulheres da União Nacional dos Estudantes (UNE)
242. Tânia Gerbi Veiga – Coletivo de Mulheres de São Paulo.
243. Maria Ozaneide de Paulo – Secretária de Mulheres da Cut/Ceará
244. Marta Vanelli – CNTE/SC – Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina
245. Fátima Aparecida da Silva – CNTE/MS – Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul
246. Selene Michelin – CNTE/MS – Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul
247. Marilda de Abreu Araújo – CNTE/MG – Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação DE Minas Gerais
248. Ísis Tavares Neves – CNTE/AM Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação do Amazonas
249. Maria Antonieta da Trindade – CNTE/PE Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco
250. Iêda Leal de Souza – CNTE/GO – Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação de Goiás
251. Berenice Jacinto D’Arc – CNTE/DF – Conselho Nacional de Educação do Estado de Goiás
252. Candida Beatriz Rossetto – CNTE/RS – Conselho Nacional de Educação do Rio Grande do Sul
253. Claudir Mata Magalhães – CNTE/RO – Conselho Nacional de Educação de Rondônia
254. Rosana Sousa Nascimento – CNTE/AC – Conselho Nacional de Educação do Acre
255. Lirani Maria Franco – CNTE/PR – Conselho Nacional de Educação do Paraná
256. Maria Madalena Alexandre Alcântara – CNTE/ES – Conselho Nacional de Educação do Espírito Santo
257. Paulina Pereira Silva de Almeida – CNTE/PI – Conselho Nacional de Educação do Piauí
258. Veroni Salete Del’Rei – CNTE/PR – Conselho Nacional de Educação do Paraná
259. Maria da Penha Araújo – CNTE/PB – Conselho Nacional de Educação da Paraíba
260. Francisca Pereira da Rocha Seixas – CNTE/SP – Conselho Nacional de Educação de São Paulo
261. Marilene dos Santos Betros – CNTE/BA – Conselho Nacional de Educação da Bahia
262. Beatriz da Silva Cerqueira – CNTE/MG – Conselho Nacional de Educação de Minas Gerais
263. Rosilene Correa Lima – CNTE/DF – Conselho Nacional de Educação do Distrito Federal
264. Suzane Barros Acosta – CNTE/RS – Conselho Nacional de Educação do Rio Grande do Sul
265. Ana Cristina Fonseca Guilherme da Silva – CNTE/CE – Conselho Nacional de Educação do Ceará
266. Antonia Benedita Pereira Costa – CNTE/MA – Conselho Nacional de Educação do Maranhão
267. Rosimar do Prado Carvalho – CNTE/MG – Conselho Nacional de Educação DE Minas Gerais
268. Claudia Ferreira – CACES – Centro de Atividades Culturais, Econômicas e Sociais
269. Mäe Nalva de Oxum, ACIYOMI/PA – Associação Afro- religiosa e Cultural Ilê Iyaba Omi do Pará
270. Juliana Miranda – Advogada
271. Rithianne Barbosa – Secretária do Núcleo de Mulheres da União Estadual de Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro
272. Tânia Sena – Enfermeira, Professora
273. Priscila Kelly de Alencar – Secretária Estadual da Juventude do PT da Paraíba
274. Ludmila Queiroz – Secretária Estadual de Combate ao Racismo do Rio de Janeiro
275. Elizangela Pinto – Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense.
276. Renata Nonato – Militante do Movimento Fora da Ordem
277. Ana Fialho – Servidora Pública
278. Maira Daniel – Professora de Sociologia
279. Anne Karolyne – Executiva Nacional do PT
280. Ara Brasil – Secretaria Estadual da Juventude do PT da Bahia
281. Adriana Ramos – IBMEC Rio de Janeiro
282. Danielle Ferreira – Executiva da União Nacional dos Estudantes
283. Regina Miki – Advogada
284. Bruna Brezolim – Secretária Estadual da Juventude do PT/SC
285. Telassim Lewandowski – Secretária Estadual das Mulheres do PT/RS
286. Roberta Fontana – Socióloga
287. Kakau – Executiva Nacional da Juventude do PT
288. Fátima Lima – Antropóloga, UFRJ
289. Júlia Borges – Levante Popular da Juventude
290. Cristiane Cabral – USP
291. Michelle Morais de Sá e Silva – Doutora em Educação Comparada Internacional
292. Eleandra Koch – Cientista Social, Servidora Pública Federal
293. Claudia Prates – Marcha Mundial das Mulheres
294. Janaina Oliveira – Secretária Nacional LGBT do PT
295. Luna Martins – Historiadora, Funcionária Pública
296. Conceição Aparecida Pereira Rezende – Setorial Nacional de Saúde
297. Andréia Uliana Teodoro – Assistente social
298. Danielle Brigida – Coletivo Nacional LGBT
299. Bel Sá – Coletivo Nacional LGBT
300. Mitchelle Meira – Coletivo Nacional LGBT
301. Natalia Cindra – Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia, UFRJ
302. Antonia Pereira Martins – Pedagoga
303. Alda Maria Valende – Psicóloga
304. Mariana Kreimer Melucci – Advogada
305. Denise Arcoverde – Grupo Origem
306. Ana Cleide – Psicóloga, Professora da UFPA
307. Marcia Nina Bernardes – PUC-Rio
308. Analine Specht – Marcha Mundial das Mulheres
309. Lorena Kellen Fernandes Sousa – Estudante de Enfermagem, UFES
310. Carolina Estevam – Artes Visuais, UFES
311. Paola Pelacani – COMJUV-ES
312. Lízia De Boni- ENEGRECER
313. Rita de Boni – Marcha Mundial das Mulheres
314. Catarina Tose Fermo – Kizomba
315. Lais Lima Resende – Kizomba
316. Samira de Souza Sanches – Marcha Mundial das Mulheres
317. Rosalina Amorim – Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará
318. Odinea Gonçalves – Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará
319. Erica Fabíola – Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará
320. Tatiana Oliveira – Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará
321. Lorena Abrahão – Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará
322. Raimunda Barreto – Secretaria Estadual de Mulheres CUT/PA
323. Amanda Teixeira – 1° Diretora de Movimentos Sociais da UNE
324. Larissa Passos – 1° Diretora LGBT da UNE
325. Rose Nascimento – Diretora de Mulheres da UBES
326. Aline Kelly Lopes da Silva – Juventude Petista
327. Bruna Rocha – Estudante, UFBA
328. Isis Garcia Marques – CUT/RS
329. Carla Viviane Paulino- Professora de História no Colégio Suíço Brasileiro de Curitiba
330. Larissa Gould de Assis – Jornalista
331. Maria José Favarão – Professora, Vereadora de Osasco/SP
332. Rose Janeri – Professora, Núcleo Educação e Movimento
333. Débora Dias – Professora, Núcleo Educação e Movimento
334. Sueli Peixinho – Coordenadora do Núcleo Educação e Movimento
335. Sônia Sueli – Professora
336. Tatiana de Souza – Manicure
337. Viviane Macedo – Publicitária
338. Raquel de Paula Santos – Associação dos Moradores do Rochdalle – Osasco/SP
339. Deise Cristina da Rocha – Mãe, Recepcionista
340. Bruna Souza – Coletivo O Estopim
341. Silvinha Forato – Coletivo O Estopim
342. Lourdes Simões – Macro PT/Campinas
343. Clareana Cunha – Coletivo O Estopim/Conjuve
344. Marta Rodrigues – Secretária Estadual de Mulheres do PT/BA
345. Maria del Carmen Puga – Deputada Estadual/BA
346. Tânia Maria Nogueira Santos – Secretaria de Mulheres do PT/BA
347. Sandra Gama – Coordenação Estadual – EDP
348. Deise Oliveira – Coordenadora da Casa Abrigo – BA
349. Ana Vilas Boas – Secretaria de Mulheres do PT/BA
350. Ana Uchôa – Associação de Mulheres com Transtornos Mentais – Papo de Mulher
351. Vânia Ribeiro Gomes – CUT/BA
352. Antonisa Vale – CMP
353. Marli Carrara – União de Luta por Moradia
354. Rita Rodrigues da Silva – Secretaria de Mulheres do PT /BA
355. Fátima Rita Freire – Secretaria de Mulheres do PT/BA
356. Neuza Santos – Secretaria de Mulheres do PT/BA
357. Delian Gomes – Secretaria de Mulheres do PT/ BA
358. Liliane Fonseca – Secretaria de Mulheres do PT/BA
359. Amanda Nogueira Santos da Cunha – Marcha Mundial de Mulheres
360. Analice Nogueira Santos Cunha
361. Nogueira Santos Cunha – Diretório Central de Estudantes UFS
362. Elizângela Alcântara – Movimento de Mulheres da Ilha de Vera Cruz/BA
363. Jucélia Nogueira – Sindicato de Trabalhadores Rurais Laje/BA
364. Nádia Silva de Deus – Sindicato de Agentes Comunitários de Saúde
365. Maria da Luz -Coordenadora do Centro de Referência para Mulheres de Santo Amaro/BA
366. Gabriela Santos – Coordenadora do Curso de Direito da UNEB/ Jacobina
367. Uiara Araújo – Marcha Mundial de Mulheres
368. Nathália Melo Freitas – Marcha Mundial de Mulheres
369. Katússia Almeida – Marcha Mundial de Mulheres
370. Elza Costa Pinto – Associação de Mulheres de Castelo Branco/BA
371. Tânia Lima – Yalorixá
372. Sandra Tavares Santos Simões – ssociação de Mulheres da Boca do Rio/BA
373. Luciana Ferreira
374. Suzane Bastos Cruz – UESC
375. Márcia Eulaine Lima Novaes
376. Pereira Lima Novais
378. Amenaide Lima Novais
379. Antonia Juliane Novais Maciel
380. Itamara Jesus dos Santos
381. Andréia Santos Fernandes
382. Priscila Silva de Figueiredo – Coletivo Feminista Laudelina de Campos Melo
383. Mariele Marinho
384. Fátima Cristina Santos Oliveira
385. Adriana Santos Nascimento
386. Neide de Araújo Silva
387. Yasmin Araújo Ribeiro Nascimento
388. Janice Monteiro de Jesus
389. Nádia Pereira Barroso Almeida
400. Helena Vidal de Almeida
401. Edineia dos Santos
402. Maria de Fátima Santos Góes
403. Jacidalva Anunciação Góes
404. Josemaire Anunciação Góes de Ataide
405. Gabiela Barros Pinto – Coletivo Feminista Laudelina de Campos Melo
406. Valéria Soares Martins – Coletivo Feminista Laudelina de Campos Melo
407. Suy Barros
408. Sintia Ferreira
409. Solange Farias – CUT/BA
410. Jouse Cruz
411. Mab Caroline
412. Elaine Araújo
413. Renata Virgens
413. Edjane Alcântara
414. Maria Lúcia Santos Pereira – Movimento de População em Situação de Rua
415. Sandla Barros
416. Carmen Maria Oliveira – Associação de Mulheres Amigas de Cruz das Almas/BA
417. Rafaela Fonseca
418. Verônica Silva Santos
419. Vera Carvalho – Secretária Estadual de Mulheres da CUT/BA
420. Núbia Santana de Jesus – Sindicato de Trabalhadores Rurais de Laje/BA
421. Fernanda Amaral – Marcha Mundial de Mulheres
422. Eleonora Mascia
423. Iara Magalhães
424. Janice Pereira Pascoal – Marcha Mundial de Mulheres
425. Sônia Lima – Marcha Mundial de Mulheres
426. Elisa Macedo Lessa
427. Igna Lucila Rocha
428. Zilda Pereira – Yalorixá
429. Priscila Aguiar
430. Rosane Santos
431. Elisa Galo
432. Maria do Carmo Guimarães
433. Mayara Silva
434. Elisângela Gomes – Marcha Mundial de Mulheres
435. Fabiana Paranaguá – Marcha Mundial de Mulheres
436. Aparecida Borges
437. Raisa Pinto
438. Maiara Melo
439. Osmira Bahdra
440. Letícia Soares Azevedo
441. Luciana Ferreira
442. Isabel Dielle Pio
443. Morena Carvalho
444. Salma Gonçalves
445. Ana Carolina Lima
446. Ana Clara Lima
447. Yohnara Rocha Prefeita de Ourolândia – BA
448. Ildene de Souza Santos
449. Islane Almeida
450. Tereza Nolasco
451. Aline Andrade Pinto
452. Telma Carvalho
453. Lícia Maria – Cooperativa de Mulheres de Paripe/BA
454. Railda Matos
455. Girlene Almeida – Associação de Mulheres com Transtornos Mentais – Papo de Mulher
456. Ivone Nogueira
457. Zildete Oliveira – Marcha Mundial de Mulheres
458. Jailde Nascimento Souza
459. Milena Lima
460. Tânia Lessa
461. Juçara Carneiro Lima
462. Patrícia Rodrigues
463. Poliana Falcão Ribeiro
464. Lígia Falcão Robeiro
465. Elza Sena Borges
466. Jamile de Jesus Cardoso
467. Cleide Ferreira
468. Cellma Oliver
469. Cirlene Santana – CMP
470. Telma Azevedo
471. Alzineide dos Santos
472. Corcina Alves dos Santos
473. Márcia Darze
474. Thayane Souza – Associação de Moradores de Jardim Mangabeira
475. Cristina Vasquez
476. Fátima Vieira
477. Sara de Moura Pontes
478. Jaqueline Oliveira Lopes Pereira
479. Milena Falcão
480. Mayra Dias
481. Geisa Fradique – Marcha Mundial de Mulheres
482. Adriana Melo
483. Raimunda Silva de Melo
484. Marisabel Mello – Pedagoga
485. Conceição Dantas – Marcha Mundial das Mulheres
486. Rejane Medeiros- Centro Feminista 8 de Março – Mossoró/RN
487. Claudia Lopes – PT/RN
488. Tereza Freire- Bandeira Lilás
489. Isolda Dantas – Secretaria de Cultura Mossoró
490. Adriana Vieira – Batucada Feminista
491. Lidiane Samara – presidente- DCE/UERN
492. Andrea Barbour
493. Aline Almeida Feitosa – UESC
494. Nilda Rosa dos Santos – Administradora
493. Millena Taísa Silva dos Reis – Estudante e Professora de Espanhol
494. Carolina Peterli – Estudante de Relações Internacionais, PUC-Rio
495. Maria Fernanda Marcelino – Marcha Mundial das Mulheres
496. Sonia Coelho – SOF – Sempreviva Organização Feminista, Marcha Mundial das Mulheres
497. Laís Costa – Marcha Mundial das Mulheres
498. Miriam Nobre – Marcha Mundial das Mulheres
499. Regina Orsi – Historiadora
500. Claudiamari dos Santos – Marcha Mundial das Mulheres
501. Professora Josete – Professora da Rede Municipal de ensino Curitiba/Marcha Mundial das Mulheres
502. Professora Marlei – Professora da Rede Estadual de Ensino do Paraná/Marcha Mundial das Mulheres Paraná
503. Bruna Oliveira – Economia Solidária Economia Feminista/PR
504. Raylane – Presidenta CONJUVE/DF
505. Luciana de Melo Guedes
506. Stella Bruna – Advogada
507. Andréia Pereira – Administradora
508. Bianca Santana – Jornalista, Casa de Lua Organização Feminista
509. Yasmin Ferraz – Secretaria de Formação da JPT/BA
510. Neusa Cadore – Deputada Estadual/BA
511. Nega Evangelista – Conselho Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia
512. Ila Barauna – Advogada
513. Anisia Marques – Coletivo Enegrecer
514. Luana Soares – CONEN – Coordenação Nacional das Entidades Negras
515. Maria Santana – Movimento de Humanização do Parto e Nascimento
516. Rebeca Benevides – Fórum Baiano LGBT
517. Jeane dos Anjos – Coletivo Kiu!
518. Lorena Pacheco – DCE/UFBA
519. Ara Brasil – Secretária da Juventude do PT
520. Danielle Ferreira – 3ª Vice-Presidenta da UNE
521. Beth – MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra
522. Mãe Jaciara – CEN – Coletivo de Entidades Negras
523. Rafaela Correia – 1ª Secretária da ABES
524. Vera Lúcia Barbosa – Secretária de Políticas para Mulheres do Estado da Bahia
525. Luana “Cigarra” Malheiro – Frente Estadual de Drogas e Direitos Humanos
526. Fernanda Silva – Prefeita de Uruçuca/BA
527. Marcela Regina Ribeiro dos Santos. Diretora de Combate ao Racismo da UNE e Secretária de Formação do Coletivo Nacional de Juventude Negra ENEGRECER.
528. Louise Caroline Lima e Silva – Cientista Política, Professora (ASCES/PE)
529. Elba Ravane Alves Amorim – Advogada, Professora (FMN/PE)
530. Katherine Lages – Jurista, Professora (ASCES/PE)
531. Eneida Guimarães dos Santos – Mestre em Sociologia,
532. Ana Laura Lobato – Antropóloga.
533. Bárbara Sordi – Mestranda em Psicologia, UFPA
534. Flavia Timm, Psicóloga
535. Júlia Lanz Monteiro – Estudante de Jornalismo, Militante da Juventude do PT/RS
536. Nazaré Cruz, Estudante de História, CONEN/PA – Conselho Nacional das Entidades Negras
537. Adriana Elisa Macedo. Psicóloga, Conselheira do Conselho Regional de Psicologia
538. Katia Souto – União Brasileira de Mulheres
539. Bruna Santo Silveira , Médica, Casa de Lua
540. Natália Doria – Diretora de Mulheres da União Estadual dos Estudantes Livre/RS
541. Bruna Almeida – Kizomba/RS
542. Ana Julia Bonzanini Bernardi – Centro de Estudos Internacionais sobre o Governos
543. Joice Regina Braun Alvarenga – Secretária Geral do Diretório Acadêmico de Direito Universidade Feevale.
544. Paola Loureiro Carvalho – Coordenadora Executiva do Programa Rio Grande do Sul Mais Igual
545. Fernanda Willers – Marcha Mundial das Mulheres
546. Isadora Dias Vargas – PUC- RS
547. Sirlanda Selau, Advogada, Marcha Mundial das mulheres
548. Marieli Bottega de Moura- presidente do DCE UNIJUI
549. Evelise Gonçalves Sousa – Marcha Mundial das Mulheres
550. Potira Webber Goncalves – Kizomba
551. Paula Cervelin Grassi – Marcha Mundial das Mulheres
552. Carina Portal de Oliveira – UFRGS
553. Cláudia Castanho Dutra – Advogada
554. Ediana Khron – Kizomba
555. Ariely de Castro Silva- Assistente Social, Marcha Mundial das Mulheres
556. Cynara Baum – Jornalista
557. Sylvia Severo –Marcha Mundial das Mulheres, Ativista de Diretos Humanos
558. Luna Martins – Professora, Marcha Mundial das Mulheres
559. Manoela Sfalcin – Pedagoga
560. Valda Patrícia Neves de Souza da Silva – Marcha Mundial das Mulheres
561. Vanessa Gil – Professora de Sociologia
562. Tamires de Oliveira Garcia – Movimento Estudantil da PUCRS e Pesquisadora INCT-InEAC e FUNDEP
563. Maria do Carmo Duarte de Bittencourt – Fórum Estadual de Direitos das Mulheres do Rio Grande do Sul
564. Lana Falk – Analista de Políticas Públicas
565. Laura Cavalheiro Brizola – Juventude do PT de Novo Hamburgo/ RS
566. Gabriela Piardi dos Santos – Advogada
567. Janaina Santos- Presidenta COMDIM-Esteio/RS
568. Cristina Pasqualetto Rodrigues – Jornalista
569. Raquel C. Pereira Duarte – Advogada
570. Telia Negrão – Jornalista, Coletivo Feminino Plural de Porto Alegre
571. Thays Carolyna Pires Mazzini Bordini – PUC-RS
572. Dielly Morgana Lopes – Marcha Mundial de Mulheres
573. Ana Cláudia Pinheiro Oliveira – Marcha Mundial de Mulheres
574. Eliane Silveira – Jornalista
575. Isabelle Azevedo Ferreira – Jornalista/ Marcha Mundial das Mulheres
576. Lizia De Boni- Coletivo Nacional de Juventude Negra- Enegrecer
577. Adelle Azevedo Ferreira – Secretária de Juventude do PT/ Fortaleza
578. Simone Schaffer- Marcha Mundial das Mulheres
579. Fernanda Bestetti de Vasconcellos – Socióloga, Pesquisadora em Segurança Pública, Administração da Justiça Penal e Conflitos de Gênero
580. Beth Cardoso – Agrônoma, Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia
581. Vanessa Schottz – Nutricionista – UFRRJ, Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia
582. Dora Feital – Pedagoga, Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata
583. Liliam Telles – Engenheira Florestal, GT Gênero e Agroecologia
583. Priscila Ladeira – Licenciada em Educação Infantil
584. Anne Karolyne – Executiva Nacional do PT
585. Ara Brasil – Secretaria Estadual da Juventude do PT/BA
586. Danielle Ferreira – Executiva da União Nacional dos Estudantes
587. Maria Júlia Montero , Marcha Mundial das Mulheres
588. Regina Célia Martins Salomão Brodbeck – Professora, UFJF
589. Betina Saruê – Mestranda em Ciência Política – USP
590. Thais de Souza Lapa – Consulta Popular
591 – Margareth Rago – História Unicamp
592 – Fátima Oliveira – médica e escritora
[A produção de
João Sabóia Jr.
26 de setembro de 2014 10:20 amDigam vocês!
Manchete do Jornal Folha de São Paulo, edição de sexta-feira dia 26 set 2014.
Por que?
VICE DE DILMA ACUSA PF DE INTIMIDAR FILHO DE MINISTRO
e não…
VICE PRESIDENTE MICHEL TEMER ACUSA PF DE INTIMIDAR FILHO DE MINISTRO
Só queria saber…
Pedro Penido dos Anjos
26 de setembro de 2014 1:56 pmOu:
Michel Temer acusa PF de
Ou:
Michel Temer acusa PF de intimidar candito do PMDB no MA
Notívago
26 de setembro de 2014 10:26 amA Norte Enegia S.A. (Belomonte) rebate declaração de Marina
NOTA À IMPRENSA SOBRE A DECLARAÇÃO DE MARINA SILVA
Fonte: Conversa Afiada: http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/09/25/belo-monte-blabla-mentiu/
Diante das declarações da candidata Marina Silva sobre a Usina Hidrelétrica Belo Monte ao Bom Dia Brasil (Rede Globo) desta quinta-feira (25/9), a Norte Energia S.A., empresa responsável pelo empreendimento, vem a público restabelecer a verdade dos fatos: nunca houve aditamento do valor do contrato de concessão de Belo Monte. O valor do projeto, cujo leilão ocorreu em 2010, permanece o mesmo, com a correção contratual pelo IPCA.
A Empresa superou, em agosto deste ano, o montante de R$ 1,9 bilhão investido em ações socioambientais que beneficiam as populações do entorno da Usina. Os recursos fazem parte de um total de R$ 3,7 bilhões (a preços de 2010) que serão aplicados em ações condicionantes e em outros benefícios previstos no Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento, inclusive do PBA-Componente Indígena, e no Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRS-X), e em ações complementares.
Como parte do PBA, a Norte Energia desenvolve nos cinco municípios da Área de Influência Direta da Usina (Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu) 117 projetos de cunho ambiental, econômico, social e cultural. Os trabalhos em andamento estão sob acompanhamento rigoroso de órgãos fiscalizadores, especialmente do Ibama.
Estas ações beneficiam diretamente moradores da região como Edileuza Alves, 38 anos, que durante 16 anos morou em uma palafita na Rua das Olarias, área de Altamira historicamente alagada nos períodos de cheia do rio Xingu. “Quando soube que teria que sair dali, fiquei aliviada. Lá era muito perigoso e eu ficava presa em casa.”
Desde 13 de setembro, Edileuza mora no Jatobá, um dos cinco novos bairros que estão sendo construídos pela Norte Energia em Altamira como parte das condicionantes da UHE Belo Monte. No total serão 4,1 mil casas em bairros com infraestrutura completa. Mais de 500 famílias já saíram das áreas insalubres e estão usufruindo do conforto e da segurança das novas casas, dotadas de água, luz, esgoto e saneamento.
“Meu maior sonho era morar em uma casa de chão firme. Hoje eu tenho isso, e muito mais, pois quando sofri um derrame, há alguns anos, fiquei com parte do corpo paralisada. Meu banheiro aqui é adaptado, o que me dá segurança na hora de tomar banho”, explica Edileuza.
Saúde e educação
As ações desenvolvidas pela Norte Energia também reforçam a estrutura de saúde dos municípios da Área de Influência Direta da Usina. Na região, já foram construídas e equipadas 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Três hospitais estão em obras para serem entregues ainda em 2014. Os casos de malária foram reduzidos em 90% nos sete primeiros meses de 2014 (644 casos), na comparação com o mesmo período de 2011 (6.373) em Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio, Pacajá e Vitória do Xingu. Na área de educação, a Empresa construiu ou reformou 252 salas de aula e ampliou outras 102, beneficiando diretamente mais de 20 mil alunos. Outras obras estão em andamento e em fase de contratação.
Saneamento básico
No saneamento básico, mais de R$ 429 milhões já foram investidos para a instalação de redes de água e de esgoto e estações de tratamento. Em Altamira, já estão concluídas 88% das instalações, com 220 quilômetros de redes de esgoto e 170 quilômetros de redes de água potável. Na área urbana de Vitória do Xingu foram implantados 30 quilômetros de rede de esgoto e 12,5 quilômetros de drenagem de águas pluviais.
Diversas outras ações são desenvolvidas nas mais diversas áreas, como segurança pública, assistência social e meio ambiente, entre outras.
Componente indígena
A UHE Belo Monte é a primeira obra do Brasil a desenvolver um PBA específico de componente indígena específico, o PBA-CI. Entre novembro de 2010 e agosto de 2014, a Norte Energia destinou mais de R$ 176 milhões para ações que atendem 11 Terras Indígenas da Área de Influência da Usina. Já foram concluídas 313 casas, de um total de 699, e doados e entregues mais de 1,2 milhão de litros de combustíveis e lubrificantes, 326 barcos e voadeiras e mais 564 motores, além de 44 veículos e 96 geradores.
Entre outras ações em andamento estão o apoio à construção de escolas nas aldeias, construção de casas de farinha, projetos de estruturação produtiva, ações de aperfeiçoamento de professores, melhoria de gestão, produção de material didático, como dez cartilhas de letramento para dez diferentes povos indígenas.
PDRS-X
Os seis municípios da Área de Influência Indireta (Gurupá, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz e Uruará) da UHE Belo Monte, que não fazem parte do PBA, já receberam mais R$ 15 milhões em investimentos diretos da Norte Energia, além de terem à disposição R$ 500 milhões no PDRS-X, aonde podem entrar com projetos próprios.
Tais resultados mostram que Belo Monte, além de ser um exemplo de sustentabilidade na área energética, com energia limpa e renovável, é também um indutor de desenvolvimento regional e de melhoria na qualidade de vida da população local, há décadas carente de investimentos sociais.
Norte Energia S.A.
Pedro Penido dos Anjos
26 de setembro de 2014 10:56 amO ministro da justiça, o
O ministro da justiça, o comando da PF, o MPF e o juiz encarregado do caso – ninguém vai tomar as providências devidas? Quebra de sigilo determinado pela justiça é falha funcional grave e crime igualmente grave. Omissão, neste caso, não seria prevaricação?
Paulo Roberto Costa diz que recebeu US$ 23 milhões de empreiteira no exterior
Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras confessou também propina em Pasadena
por Jailton de Carvalho
26/09/2014 6:00
/ Atualizado
26/09/2014 7:11
BRASÍLIA — Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, disse ter recebido US$ 23 milhões (R$ 55,2 milhões) de uma empreiteira para facilitar contratos dessa empresa com a estatal. O ex-diretor deu a informação num dos cem depoimentos que já prestou depois de assinar o acordo de delação premiada, revelou ao GLOBO um dos investigadores da Operação Lava-Jato. O ex-diretor também confessou ter recebido US$ 1,5 milhão (R$ 3,6 milhões) para “não atrapalhar” a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, transação que resultou em prejuízos para a Petrobras.
Os US$ 23 milhões estão bloqueados em 12 contas bancárias na Suíça e deverão ser repatriados ao Brasil ao longo dos processos abertos a partir de descobertas da Lava-Jato, investigação sobre supostas fraudes dos grupos de Costa e do doleiro Alberto Youssef, entre outros acusados. Costa contou ainda que a comissão de US$ 1,5 milhão que recebeu por conta da refinaria Pasadena foi paga por um intermediário de um dos grupos envolvidos no negócio. O nome de quem pagou a propina está sendo mantido em sigilo.
O NOME DE QUEM PAGOU A PROPINA ESTÁ SENDO MANTIDO EM SIGILO!!!!!!!!
evandro condé de lima
26 de setembro de 2014 11:31 amAs boas notícias que poucos divulgam.
Não é a regra, mas são alvissareiras as notícias. Minha cunhada já está nessa, eu vou tomar coragem.
“Deixei o sistema privado para ficar no posto de saúde”
Da BBC Brasil em São Paulo
Bom funcionamento faz com que pacientes como Cintia (à direita) deixem atendimento privado
Cintia Vieira Leal, de 29 anos, começou a frequentar o PSF (Programa de Saúde da Família) de seu bairro em Uberlândia (MG) apenas “enquanto o novo convênio não ficava pronto”. Ao descobrir uma doença durante a gravidez, no entanto, decidiu abandonar o tratamento privado em favor do SUS. “Nunca fui tão bem tratada”, disse à BBC Brasil.
Apesar dos problemas na implantação do modelo de atenção básica no Brasil, médicos de família e comunidade – os especialistas que atuam na atenção básica – entrevistados pela BBC Brasil dizem que histórias de pacientes que trocaram o plano de saúde pelo acompanhamento com equipes de Saúde da Família são mais comuns do que parecem, quando o modelo funciona bem em um município.
Nos postos de saúde e unidades básicas, uma equipe de médicos, enfermeiros e agentes comunitários deve acompanhar até quatro mil pessoas – desde crianças até idosos. O bom funcionamento do modelo, que também é adotado por países como Reino Unido, Canadá e Austrália, ajudaria a evitar a superlotação de emergências e hospitais, um dos principais gargalos do atendimento médico no país.
Na maior parte das unidades, no entanto, pacientes e profissionais sofrem com a infraestrutura precária e a dificuldade de completar equipes de profissionais, especialmente em municípios menores e mais distantes das capitais.
O desconhecimento da população sobre o funcionamento do sistema de saúde também faz com que muitos pacientes procurem diretamente as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou hospitais.
“Eu tinha ido poucas vezes nessas unidades do SUS, porque tudo costuma ser mais rápido pelo convênio. Mas minha vizinha fazia o atendimento lá e resolvi começar o pré-natal”, disse Cintia, que trabalha como porteira, à BBC Brasil.
Quando seu novo plano de saúde ficou pronto, ela chegou ir a consultas com outro médico, mas decidiu deixar o atendimento privado e concluir a gestação com o acompanhamento da equipe do posto de saúde.
“Na minha outra gravidez fui atendida pelo convênio, mas o atendimento era superficial. O médico não me perguntava muito sobre mim e eu não sentia a oportunidade de perguntar para ele. No posto de saúde, gostei de como a equipe me acolheu. Pareciam ter interesse em me ajudar, tirar minhas dúvidas”, diz.
Durante a gestação, a equipe diagnosticou Cintia com toxoplasmose – uma infecção que oferece sério risco ao bebê. “Meu convênio não me dava segurança de que teria cobertura para o que precisasse e a doutora me convenceu a ficar no SUS.”
‘Outro tipo de complexidade’
A médica que atendeu Cintia, Natália Ferreira, afirma que parte do preconceito com relação aos médicos de família parte de acreditar que o trabalho nos postos de saúde é “simples”.
“Os recém-formados acham que ir para a atenção básica até passar em uma residência é mais fácil do que ir para uma urgência, onde os problemas são mais agudos e é preciso ter mais experiência. Mas não é tão fácil assim, é outro tipo de complexidade”, disse à BBC Brasil.
“Na atenção básica você não precisa tanto da tecnologia, dos exames complexos. Mas nós lidamos com a situação do indivíduo e com a complexidade clínica. Se um sujeito é hipertenso e eu fosse um cardiologista, meu foco seria na doença dele. Quando eu, médica de família, recebo um hipertenso, eu considero que ele é idoso, que tem outras doenças associadas. É como se eu montasse o quebra-cabeça das especialidades.”
Mesmo encaminhando o paciente para um especialista, segundo Natália, o médico da família deve, idealmente, continuar fazendo o controle da sua situação. “Somos nós que lidamos com a dificuldade de a família cuidar dele, de ele não saber entender a receita, de não querer tomar o remédio”, afirma.
A médica de 29 anos, que hoje orienta recém-formados na residência de medicina da família e comunidade da Universidade Federal de Uberlândia, diz que os novatos “se espantam com a quantidade e com o tipo” de pacientes que procuram o posto de saúde.
Um médico de família divide sua carga horária semanal em atendimentos no posto ou unidade básica de saúde – que ocupam a maior parte do seu tempo – e visitas às casas dos pacientes quando é necessário. Em alguns casos, um trabalho de investigação chega a ser necessário para solucionar problemas que atingem pacientes de um bairro ou comunidade.
Há cerca de três meses, Natália e outras médicas de seu posto de saúde foram até uma creche em Uberlândia descobrir por que três crianças atendidas por elas permaneciam abaixo do peso normal. “Descobrimos que a creche servia as refeições às crianças com um intervalo muito pequeno entre uma e outra e não controlava se elas comiam”, diz.
“Algumas não tinham fome na hora da refeição e tomavam só leite o dia inteiro. Por isso não estavam ganhando peso”. A solução provisória encontrada foi negociar o acompanhamento especial das três crianças pela professora, mas as médicas questionaram junto às autoridades o cardápio das creches do município e aguardam resposta.
‘Deveria ser assim’
Mesmo satisfeita com o atendimento que teve na equipe de Natália durante a gravidez, Cintia Leal diz que nem tudo funcionava tão bem. “Eu tinha medo de perder a consulta e ter que pegar a fila de novo no posto, era desgastante. O ultrassom lá também é muito demorado. Eu não consegui nenhum, fiz todos pelo plano de saúde.”
O bebê nasceu há cerca de um mês e ela diz que pretende continuar frequentando o PSF. “Não sei se esse projeto é só aqui ou se foi só o jeito dela (da médica) mesmo. Mas acho que deveria ser assim em todos os lugares”, diz.
Apesar de trabalhar em uma unidade de referência em sua cidade, Natália reconhece que a infraestrutura é um dos principais problema dos profissionais na atenção básica – e um fator que afasta os pacientes.
“Muitas vezes falta o básico: macas, tensiômetros, medicamentos. E temos dificuldades ao encaminhar os pacientes para os especialistas e os hospitais. Pegamos pacientes graves, cujos casos não conseguimos resolver porque falta ambulância, falta leito no hospital”, diz.
“Às vezes tenho um paciente com uma condição que não é tão aguda, mas que eu não consigo resolver porque encaminho para o especialista e a consulta demora quatro ou cinco meses.”
A dificuldade para conseguir realizar exames mais complexos também contribui para a dificuldade dos médicos de família para resolverem uma quantidade maior de problemas de pacientes, segundo a profissional.
“Temos um número de exames de cada tipo que podemos fazer e um número de vagas em cada especialidade, definidos pelo município, mas em muitos lugares essa conta não fecha. Aí a fila fica enorme e os exames demoram meses pra sair. A minha fila de ultrassom hoje é de sete meses, no mínimo. No caso das gestantes e de pacientes muito graves eu faço um pedido de prioridade”, diz.
Em entrevista à BBC Brasil, o secretário de saúde de Uberlândia, Almir Fontes, afirmou que o número de equipes de Saúde da Família na cidade aumentou de 50 para 70 em um ano e meio de gestão, na tentativa de impedir a sobrecarga do atendimento.
Fontes afirmou também que a prefeitura reformulou o sistema de entrega de medicamentos e o controle da compra dos materiais, mas fala de “problemas logísticos” e burocracia que causam atrasos na distribuição.
“Parte dos medicamentos da atenção básica é distribuída pelo Estado e recentemente houve uma demora por conta de um problema logístico. Reestruturamos a nossa central de farmácia e nesse momento estamos sem problema de falta de medicamentos. Mas isso também é dinâmico, há questões logísticas que às vezes não dependem de nós”, afirmou.
Ainda de acordo com o secretário, um médico cardiologista, a demora na realização de exames como o ultrassom se deve, em parte, a um excesso de pedidos por parte dos profissionais. “O profissional hoje é mais voltado para a tecnologia do que para o exame, a conversa com o paciente. Por causa de uma cultura de formação, às vezes ele pede exames que não seriam realmente necessários após o exame clínico. Conseguimos reduzir as filas até para exames mais complexos, como a ressonância, mas a demanda do ultrassom de fato continua grande.”
Vínculo
Apesar dos atrasos e filas, o atendimento pode fazer a diferença na hora de “conquistar” os pacientes. Durante a residência os médicos de família e comunidade são encorajados a estabelecer vínculos com as pessoas que acompanham – algo que nem sempre é comum em profissionais sem essa especialidade.
“Por sermos uma especialidade com menos prestígio, a abordagem da medicina de família ainda é desconhecida por muitos médicos que atuam na atenção básica”, diz Natália Ferreira.
A dona de casa Irene Gonçalves da Silva, de 50 anos, também se disse “convertida” ao SUS pelo acolhimento da equipe. “Natália não me obriga a nada, mas conversa muito comigo. Desde então estou com ela e não pretendo mudar”, disse à BBC Brasil.
Irene chegou à equipe do mesmo PSF com sintomas de descontrole de sua diabetes. “Eu nunca tinha feito atendimento no Posto de Saúde. Quando comecei com o problema de diabetes eu tinha convênio, então eu ia a um endocrinologista há três anos.”
Após perder o convênio quando seu marido mudou de empresa, Irene continuou pagando consultas, mas sua saúde deteriorou.
“Comecei a inchar, ter dores de cabeça, tinha dificuldade de enxergar. Quando Natália me atendeu e pediu os exames, descobriu que eu já estáva com insuficiência renal crônica. Aí ela trocou meus medicamentos e eu fui melhorando.”
“Pra te falar a verdade, eu não achava que ia ter esse atendimento no SUS. Ela tira um tempo assim para te ligar, para saber o que está acontecendo. Isso eu nunca tive, nem no convênio”, afirma.
CB
26 de setembro de 2014 12:13 pmhttp://www.blogdacidadania.co
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/09/grupo-antipetista-da-pf-prepara-denuncia-para-o-2o-turno
BRAGA-BH
26 de setembro de 2014 12:20 pmO tratamento VIP do Bom Dia Brasil a Marina
O tratamento VIP do Bom Dia Brasil a Marina
Postado em 25 set 2014
por : Paulo Nogueira
Comment: 0
Parecia uma família feliz
ADVERTISEMENT
Não fui eu que disse. Foi a Sheherazade loira, Joice Hasselman, da TV Veja. Ela fez a seguinte avaliação da entrevista concedida por Marina ao Bom Dia Brasil.
“Marina nadou de braçada. Ela falou o que quis e bem entendeu. Não foi interrompida e nem colocada contra a parede (…). Em condições tão favoráveis, fez bonito: sorriu, brincou e atacou. Cada vez que uma bola era levantada, Marina cortava e de forma certeira. E o alvo era a adversária, Dilma Rousseff.”
Joice estava, naturalmente, elogiando a entrevista e a entrevistada. Fora rugas e estrias, provavelmente a coisa que Joice mais abomina na vida é Dilma.
Não havia, portanto, nenhum ar condenatório em sua avaliação da sabatina de Marina no Bom Dia Brasil.
E no entanto essa diferença brutal de tratamento é o triunfo do antijornalismo e da desonestidade intelectual.
Em favor de Bonner e Poeta, registre-se que a agressividade deles foi dirigida igualmente a todos os candidatos que tiveram o desprazer de passar pelo Jornal Nacional.
Mas no Bom dia Brasil as coisas foram distintas, como notou e aprovou Joice Hasselman.
Até Míriam Leitão estava sorridente, doce, acolhedora. Maternal.
Suas perguntas na área econômica – seu “terreno”, como ela fez questão de dizer – foram daquele tipo que uma mãe faz ao filho.
Por exemplo, ela tocou nos direitos trabalhistas. Melhor, levantou a bola, como disse a nova Sheherazade.
Que significa “atualizar”?
Sabemos todos que atualizar, na cabeça dos mentores econômicos de Marina, é subtrair direitos trabalhistas.
Ninguém no time de Marina pensa em mexer na CLT para aperfeiçoar as conquistas dos empregados.
Da última vez que um governo “atualizou” a CLT, sob o general Castelo Branco, pouco depois da instauração da ditadura militar, foi eliminada a estabilidade de que gozavam os empregados depois de dez anos de trabalho.
Mas isso não dá votos, é claro, senão entre donos de empresas. Foi exatamente a um grupo deles que Marina fez a promessa.
Marina disse que não disse o que tinha dito, diante da reação negativa a seu anúncio de “atualizar” os direitos.
No Bom Dia Brasil, com a ajuda de Míriam Leitão, ela teve a oportunidade de completar seu giro espetacular na questão.
Na verdade, afirmou Marina, não apenas não serão mexidos os benefícios de quem tem emprego regular, de carteira assinada, como eles serão estendidos aos que trabalham na informalidade.
Nesta pergunta, e em todas as demais, Marina esteve sempre numa zona de monumental conforto.
Não houve um único momento de atrito. Ali estava, você poderia pensar, uma família feliz e harmoniosa.
Por que tamanha diferença de tratamento?
Há, primeiro que tudo, a vontade da Globo de ver Dilma ser derrotada, e Marina é agora a grande esperança.
Mas existe também uma coisa de mulher. Ou de mulheres. Uma antipatia mútua, uma hostilidade maldisfarçada.
Você vê, na entrevista de Dilma, que Míriam Leitão não gosta dela. Repare nas expressões. Se há algo em que denunciamos nossos sentimentos, é exatamente isso – as expressões.
Não me pareceu unilateral. Tive a forte impressão de que Míriam Leitão é correspondida por Dilma.
Se fosse no Velho Oeste, talvez as coisas terminassem num duelo ao por do sol.
Não entendo por que Dilma se submete às excruciantes entrevistas da Globo, francamente.
Lembranças de um tempo remoto em que a Globo fazia e desfazia presidentes? Talvez.
Mas isso ficou lá para trás.
A internet trouxe variadas possibilidades de um candidato se conectar com os eleitores, das redes sociais a sites independentes. Fora isso, Dilma tem um espaço generoso no programa eleitoral gratuito.
Por que se submeter à violência torrencial da Globo? Apenas para lembrar, na sabatina do jornal Globo, o colunista Ricardo Noblat conseguiu a proeza de mandar Dilma falar menos.
Dilma perde muito mais do que ganha – até em paz – ao se submeter às múltiplas sabatinas da Globo.
São sabatinas na tevê, no jornal, na internet, no rádio – tantos veículos distintos que no fim você apenas conclui que é hora de desfazer o monopólio da Globo na mídia.
Pedro Penido dos Anjos
26 de setembro de 2014 12:36 pmOperação contra Lobão: Dilma
Operação contra Lobão: Dilma pode pagar o pato
Familia Sarney e PMDB esperam uma explicação do ministro da Justiça
Se o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, não apresentar ao PMDB uma explicação razoável para a operação que a Polícia Federal fez na quarta-feira contra o candidato do partido ao governo do Maranhão, Edson Lobão Filho, o caldo pode entornar e Dilma pode pagar o pato na relação com o maior partido de sua coalizão.
Cardoso não sabia da operação policial de quarta-feira à noite no aeroporto de Imperatriz: Lobão Filho e sua comitiva foram abordados por agentes fortemente armados que os revistaram e vasculharam bagagens em busca de um grande volume de dinheiro de campanha não-declarado. Nada encontraram. Os agentes disseram estar averiguando a procedência de uma denúncia anônima e perguntados por Lobão se tinham mandado judicial, disseram que sim mas não o apresentaram.
Ontem, quinta-feira, Michel Temer soltou uma dura nota de protesto e falou em “instrumentalização da PF”. Renan Calheiros, presidente do Senado, fez eco e falou e intimidação do candidato. Eles não atacaram (ainda) a corporação mas suspeitam que um grupo da PF agiu com motivação eleitoral para detonar o candidato peemedebista. A Michel, o ministro prometeu apurar o que aconteceu e lhe dar uma satisfação.
Para compreender a indignação da família Sarney e do PMDB vale recordar os antecedentes de 2002 e o quadro eleitoral atual. Naquele ano, Roseana Sarney liderava as pesquisas para presidente quando foi detonada pela Operação Lunus: a Polícia Federal invadiu a empresa de seu marido e lá encontrou mais de um milhão de reais. As fotos da montanha de dinheiro foram amplamente divulgadas e a candidatura de Roseana virou pó. O ex-presidente José Sarney e seu clã culparam o então ministro da Saúde e presidenciável tucano José Serra pela operação e se vingaram. Embora o PMDB tenha apoiado o tucano oficialmente na eleição presidencial, eles (e outros caciques regionais do PMDB) apoiaram Lula, que derrotou Serra.
Sarney foi um aliado fundamental de Lula em seus dois governos, especialmente nos momentos difíceis de 2005, no auge da crise do chamado mensalão. Mas este ano, embora o PT maranhense tenha apoiado formalmente o candidato da família, Lobão Filho, uma ala de dissidentes petistas vem apoiando o candidato Flavio Dino, do PC do B, coligado também com o PSB e o PSDB. Sarney não perdoa a “ingratidão”. Pior, seu candidato está em segundo lugar e o comunista pode até ganhar no primeiro turno, pondo fim ao longo domínio político de seu grupo no estado. Para o PMDB, a operação tem jeito e cheiro de ser coisa dos dissidentes petistas aliados aos comunistas. Provas não há, mas o mal estar é grande.
Dilma pode pagar o pato se o sarneysismo, revoltado, descarregar votos em outro candidato a presidente. Sarney é alérgico a Marina Silva mas tem boas relações com Aécio Neves. A outra consequência pode ser política, e não eleitoral. As relações PT-PMDB esgarçaram-se demais na campanha eleitoral nos estados, o que se refletirá na futura coalizão parlamentar. Se Dilma for reeleita, continuará precisando se entender com um PMDB lanhado e ferido para recompor sua maioria parlamentar. O partido ainda não deglutiu uma investida recente da PF contra o candidato no Ceará, Eunício Oliveira, e uma revista sofrida por sua mulher durante uma viagem doméstica. Se o PMDB fizer a maior bancada, poderá eleger para a presidência da Câmara o temível líder Eduardo Cunha. Mas isso, ainda depende dos eleitores.
Certo é que a operação de Imperatriz foi atípica, desnecessária e lamentável. Não é a Polícia Federal, mas a reforma política, que pode moralizar o financiamento das campanhas eleitorais.
Gilberto Cruvinel
26 de setembro de 2014 1:20 pmGrupo “antipetista” da PF prepara denúncia para o 2º turno
Posted by eduguim on 26/09/14 • Categorized as denúncia – Blog da Cidadania
por Eduardo Guimarães
Escrevo da capital da República. Estou aqui desde a tarde de quinta-feira (25) para participar, nesta sexta, de evento a ser divulgado em breve. Devido a tais compromissos, divulgo, de forma sucinta, informação (não tão) surpreendente a que tive acesso aqui em Brasília.
Lula e Dilma Rousseff dizem que fortaleceram e deram condições de trabalho à Polícia Federal para investigar a qualquer um, “doa a quem doer”. Contudo, fizeram bem mais do que isso, como será demonstrado a seguir.
O Ministério da Justiça permite que funcione na Polícia Federal um conclave de agentes e delegados que, segundo as informações obtidas, tem pessoas com “grande influência” junto ao diretor-geral da instituição, Leandro Daiello Coimbra, e que anuncia, abertamente, que pretende “tirar o PT do poder”.
Segundo a minha fonte, o recente “vazamento” de “convites” da PF a Lula para depor teria sido produto de ações desse grupo “antipetista” da Polícia Federal. Os agentes procuraram Folha de São Paulo e Estadão simultaneamente e passaram a “informação” de que “há 7 meses” tentam “ouvir” o ex-presidente.
Mas não é só. Esses policiais estão vasculhando a vida de expoentes do PT e desencadearam uma busca frenética por qualquer dossiê, por qualquer denúncia que possam usar no segundo turno para tentar impedir a reeleição de Dilma Rousseff.
A atuação desse grupo, inclusive, não é um segredo tão bem guardado. Minha fonte afirma que a campanha de Dilma sabe de sua existência, o ministro da Justiça sabe, o diretor-geral da PF sabe. E ninguém faz nada, apesar de ser ilegal uma instituição como essa ter grupos promovendo atuação político-ideológico-partidária.
O que não se sabe, o que não se compreende, o que é difícil de aceitar é que dinheiro público seja usado para financiar perseguições políticas por setores de uma Polícia que NÃO PODE – ou não deveria poder – usar critérios políticos ou ideológicos em seu trabalho.
O governo do PT dar liberdade a órgãos de controle, é compreensível e até desejável. Contudo, permitir aparelhamento político e ideológico da PF – e ainda contra o próprio governo e o partido do governo -, é absurdo. Esse fato precisa ser apurado. Já.
Pedro Penido dos Anjos
26 de setembro de 2014 1:25 pmGrupo “antipetista” da PF
Grupo “antipetista” da PF prepara denúncia para o 2º turno
Posted by eduguim on 26/09/14 • Categorized as denúncia
Escrevo da capital da República. Estou aqui desde a tarde de quinta-feira (25) para participar, nesta sexta, de evento a ser divulgado em breve. Devido a tais compromissos, divulgo, de forma sucinta, informação (não tão) surpreendente a que tive acesso aqui em Brasília.
Lula e Dilma Rousseff dizem que fortaleceram e deram condições de trabalho à Polícia Federal para investigar a qualquer um, “doa a quem doer”. Contudo, fizeram bem mais do que isso, como será demonstrado a seguir.
O Ministério da Justiça permite que funcione na Polícia Federal um conclave de agentes e delegados que, segundo as informações obtidas, tem pessoas com “grande influência” junto ao diretor-geral da instituição, Leandro Daiello Coimbra, e que anuncia, abertamente, que pretende “tirar o PT do poder”.
Segundo a minha fonte, o recente “vazamento” de “convites” da PF a Lula para depor teria sido produto de ações desse grupo “antipetista” da Polícia Federal. Os agentes procuraram Folha de São Paulo e Estadão simultaneamente e passaram a “informação” de que “há 7 meses” tentam “ouvir” o ex-presidente.
Mas não é só. Esses policiais estão vasculhando a vida de expoentes do PT e desencadearam uma busca frenética por qualquer dossiê, por qualquer denúncia que possam usar no segundo turno para tentar impedir a reeleição de Dilma Rousseff.
A atuação desse grupo, inclusive, não é um segredo tão bem guardado. Minha fonte afirma que a campanha de Dilma sabe de sua existência, o ministro da Justiça sabe, o diretor-geral da PF sabe. E ninguém faz nada, apesar de ser ilegal uma instituição como essa ter grupos promovendo atuação político-ideológico-partidária.
O que não se sabe, o que não se compreende, o que é difícil de aceitar é que dinheiro público seja usado para financiar perseguições políticas por setores de uma Polícia que NÃO PODE – ou não deveria poder – usar critérios políticos ou ideológicos em seu trabalho.
O governo do PT dar liberdade a órgãos de controle, é compreensível e até desejável. Contudo, permitir aparelhamento político e ideológico da PF – e ainda contra o próprio governo e o partido do governo -, é absurdo. Esse fato precisa ser apurado. Já.
Pedro Penido dos Anjos
26 de setembro de 2014 1:25 pmGrupo “antipetista” da PF
Grupo “antipetista” da PF prepara denúncia para o 2º turno
Posted by eduguim on 26/09/14 • Categorized as denúncia
Escrevo da capital da República. Estou aqui desde a tarde de quinta-feira (25) para participar, nesta sexta, de evento a ser divulgado em breve. Devido a tais compromissos, divulgo, de forma sucinta, informação (não tão) surpreendente a que tive acesso aqui em Brasília.
Lula e Dilma Rousseff dizem que fortaleceram e deram condições de trabalho à Polícia Federal para investigar a qualquer um, “doa a quem doer”. Contudo, fizeram bem mais do que isso, como será demonstrado a seguir.
O Ministério da Justiça permite que funcione na Polícia Federal um conclave de agentes e delegados que, segundo as informações obtidas, tem pessoas com “grande influência” junto ao diretor-geral da instituição, Leandro Daiello Coimbra, e que anuncia, abertamente, que pretende “tirar o PT do poder”.
Segundo a minha fonte, o recente “vazamento” de “convites” da PF a Lula para depor teria sido produto de ações desse grupo “antipetista” da Polícia Federal. Os agentes procuraram Folha de São Paulo e Estadão simultaneamente e passaram a “informação” de que “há 7 meses” tentam “ouvir” o ex-presidente.
Mas não é só. Esses policiais estão vasculhando a vida de expoentes do PT e desencadearam uma busca frenética por qualquer dossiê, por qualquer denúncia que possam usar no segundo turno para tentar impedir a reeleição de Dilma Rousseff.
A atuação desse grupo, inclusive, não é um segredo tão bem guardado. Minha fonte afirma que a campanha de Dilma sabe de sua existência, o ministro da Justiça sabe, o diretor-geral da PF sabe. E ninguém faz nada, apesar de ser ilegal uma instituição como essa ter grupos promovendo atuação político-ideológico-partidária.
O que não se sabe, o que não se compreende, o que é difícil de aceitar é que dinheiro público seja usado para financiar perseguições políticas por setores de uma Polícia que NÃO PODE – ou não deveria poder – usar critérios políticos ou ideológicos em seu trabalho.
O governo do PT dar liberdade a órgãos de controle, é compreensível e até desejável. Contudo, permitir aparelhamento político e ideológico da PF – e ainda contra o próprio governo e o partido do governo -, é absurdo. Esse fato precisa ser apurado. Já.
Pedro Penido dos Anjos
26 de setembro de 2014 1:53 pmAnac aumenta número de slots
Anac aumenta número de slots no aeroporto de Congonhas em horários mais movimentados
sexta-feira, 26 de setembro de 2014 10:11 BRT Imprimir[–] Texto [+]
1 de 1Versão na íntegra
SÃO PAULO (Reuters) – A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nesta sexta-feira o aumento no número de chegadas e partidas que serão alocadas a cada faixa horária (slots) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no âmbito do processo de redistribuição pelo órgão regulador seguindo metas de pontualidade e regularidade.
O número de slots para a aviação regular subirá para 33 ou 32 nos horários mais movimentados. Das 22h às 23h, serão 16 slots. Atualmente, são destinados 30 slots por hora na pista principal de Congonhas para a aviação regular.
De acordo com a Anac, o aumento seletivo do número de slots por faixa horária vai permitir melhora na utilização da capacidade das pistas por meio de um maior planejamento pelos operadores.
Isso permite a oferta de mais voos comerciais, inclusive por empresas entrantes, e incentiva maior concorrência e menores preços sem aumentar a capacidade do aeroporto, que “permanece operando dentro das regras de segurança da aviação civil”, acrescentou.
O governo decidiu redistribuir os slots de aeroportos coordenados pela Anac segundo critérios que incluem regularidade e pontualidade de companhias. O objetivo é minimizar o efeito da lotação de alguns aeroportos.
Em Congonhas, na primeira distribuição de slots para aviação regular, 100 por cento dos novos slots serão destinados a empresas entrantes. A medida beneficia empresas como Azul e Avianca, que têm atuação muito menor que as rivais Gol e TAM em um dos aeroportos mais movimentados do país.
As empresas aéreas terão que registrar um mínimo de 90 por cento de regularidade e 80 por cento de pontualidade na operação dos slots em Congonhas.
“A partir da efetiva operação dos slots distribuídos, a Anac começará a avaliar a pontualidade e a regularidade de todos os slots utilizados, conforme os padrões estabelecidos na norma”, disse a agência reguladora em comunicado.
CALENDÁRIO
O calendário dos procedimentos para a distribuição dos slots em Congonhas para o inverno de 2014 e verão de 2015, tendo como referência as estações do hemisfério norte, foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira.
A relação do histórico de slots aos quais as empresas possuem prioridade na alocação inicial para as temporadas deve ser divulgada até esta sexta-feira.
Uma alocação inicial dos slots será feita até 8 de outubro para a temporada de inverno de 2014 do hemisfério norte (verão no Brasil) e até 30 de outubro para a temporada de verão 2015 (inverno no país), levando em consideração o histórico de slots, alterações no histórico e novas solicitações.
O calendário prevê ainda um encontro com empresas de transporte aéreo (Conferência Nacional de Slots) em 10 de outubro para a temporada de inverno e em 27 de janeiro para a temporada de verão de 2015.
(Por Priscila Jordão)
Henrique, Outro
26 de setembro de 2014 3:58 pmCrise hídrica no Estado de
Crise hídrica no Estado de São Paulo: “Restam apenas 38 dias” Segundo especialista da ONG TNC, é preciso fazer um esforço como o do combate à inflação, e “perguntar ao Governo por que ele não toma outras medidas” para sanar a crise no abastecimento MARINA ROSSI São Paulo 26 SEP 2014 -” El País” “É muito crítico” o estado em que as reservas do Sistema Cantareira se encontram, segundo o especialista em água da ONG internacional The Nature Conservancy (TNC), Samuel Barreto. “Se nada for feito, restam menos de 40 dias; diria 38 dias” de abastecimento de água para São Paulo e região. O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 14 milhões de pessoas da grande São Paulo e de 62 cidades do interior, opera, neste momento, com 7,4% de sua capacidade total. É o menor índice da história. Mais baixo até do que em 15 de maio deste ano, quando o Cantareira operava com 8,2% de suas capacidades e o chamado ‘volume morto’ passou a ser captado. Na época, além do acesso ao volume morto, o Governo do Estado passou a dar descontos na conta de água para quem economizasse. Mas esse bônus não foi o suficiente para sanar o problema. “Precisamos fazer um esforço como o que é feito no combate à inflação”, diz Barreto. Ainda dá pra economizar muito mais. Mas só o processo voluntário não é o suficiente. É preciso perguntar ao Governo por que ele não toma outras medidas”, diz. Hoje, um segundo volume morto ainda pode ser acessado. Mas essa segunda alternativa não representa, necessariamente, a salvação. “Esse segundo volume morto representaria 90 bilhões de metros cúbicos de água a mais. Mas o ponto é discutir as regras para operar esse volume”, diz Barreto, que explica que, usando essa alternativa e se a estiagem permanecer, no ano que vem não haverá reserva alguma para socorrer a crise do abastecimento. “Acessando esse segundo andar do volume morto, você torna mais vulnerável o sistema para o ano que vem”, diz. Segundo Barreto, a obra para explorar essa nova reserva já foi autorizada, mas o acesso a ela ainda não foi permitido. E um dos órgãos responsáveis por autorizar esse acesso é a Agência Nacional de Água (ANA), órgão controlado pelo Governo federal e que, na sexta-feira passada, anunciou a sua saída do Grupo de Técnico de Assessoramento para a Gestão do Sistema Cantareira (GTAG), por discordar da postura da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos sobre os limites adotados para a captação de água e abastecimento. Criado em fevereiro deste ano, o Grupo tinha como função assessorar a administração do armazenamento de água do Cantareira. Nesta semana, a TNC enviou um comunicado à imprensa pedindo o retorno da ANA ao Grupo. “A TNC vê com extrema preocupação o anúncio publicado pela ANA sobre a sua retirada do Gtac. Apelamos para o retorno imediato da ANA o Grupo”, dizia a nota. “A ANA tem um papel muito importante na definição das regras operativas, inclusive no Cantareira”, diz Samuel Barreto. “Para voltarmos ao GTAG, só com o secretário [Mauro Arce, da Secretaria de Recursos Hídricos] assumindo os compromissos ou esclarecendo publicamente porque não tem condições de cumpri-los”, disse o presidente da ANA, Vicente Andreu. Embora o governo não assuma, há meses diversos bairros da capital e cidades inteiras do interior estão vivendo na pele um racionamento silencioso de água: não há informe oficial, apenas as torneiras secas durante horas – e às vezes dias – a fio. Nessa semana, pela primeira vez, o secretário de Recursos Hídricos de São Paulo, Mario Arce, admitiu: “Não estamos escondendo nada de ninguém. Não preciso decretar que está tendo um racionamento, tá na cara que existe um problema”, disse, na terça-feira, em um evento no Parque Ibirapuera. Nesta quinta-feira, Arce voltou a falar e disse que a água do primeiro volume morto duraria até o dia 21 de novembro. Enquanto se discute se temos 38 ou 57 dias, a Câmara dos Vereadores de São Paulo convocou, pela segunda vez, a presidenta da órgão, Dilma Pena, para depor na CPI da Sabesp, criada em agosto. A segunda convocação a qual ela se fez ausente ocorreu nesta quarta-feira, quando Pena enviou um atestado médico para justificar a ausência. São Paulo não tem um período de chuva acima da média desde o ano passado. À estiagem se junta a falta de uma atitude mais enérgica por parte do Governo do Estado. Em 2001, o Brasil viveu algo parecido, mas com a energia elétrica. A falta de investimentos na geração e distribuição de energia, aliada à ausência de chuva – quase toda a energia do Brasil é produzida por usinas hidrelétricas – fez com que a população sofresse uma sequência de pequenos apagões energéticos, que culminou em um esforço nacional – e obrigatório – de racionamento de energia. O último ano do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) acabou marcado negativamente pela “crise do apagão”. Segundo Barreto, para que a crise hídrica começasse a ser resolvida seria preciso que um esforço como o que aconteceu, involuntariamente, em 2001, ocorresse novamente. “É preciso estabelecer uma meta de redução e ir além do ato voluntário”. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/26/politica/1411739708_069324.html
Henrique, Outro
26 de setembro de 2014 3:59 pmCrise hídrica no Estado de
Crise hídrica no Estado de São Paulo: “Restam apenas 38 dias” Segundo especialista da ONG TNC, é preciso fazer um esforço como o do combate à inflação, e “perguntar ao Governo por que ele não toma outras medidas” para sanar a crise no abastecimento MARINA ROSSI São Paulo 26 SEP 2014 -” El País” “É muito crítico” o estado em que as reservas do Sistema Cantareira se encontram, segundo o especialista em água da ONG internacional The Nature Conservancy (TNC), Samuel Barreto. “Se nada for feito, restam menos de 40 dias; diria 38 dias” de abastecimento de água para São Paulo e região. O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 14 milhões de pessoas da grande São Paulo e de 62 cidades do interior, opera, neste momento, com 7,4% de sua capacidade total. É o menor índice da história. Mais baixo até do que em 15 de maio deste ano, quando o Cantareira operava com 8,2% de suas capacidades e o chamado ‘volume morto’ passou a ser captado. Na época, além do acesso ao volume morto, o Governo do Estado passou a dar descontos na conta de água para quem economizasse. Mas esse bônus não foi o suficiente para sanar o problema. “Precisamos fazer um esforço como o que é feito no combate à inflação”, diz Barreto. Ainda dá pra economizar muito mais. Mas só o processo voluntário não é o suficiente. É preciso perguntar ao Governo por que ele não toma outras medidas”, diz. Hoje, um segundo volume morto ainda pode ser acessado. Mas essa segunda alternativa não representa, necessariamente, a salvação. “Esse segundo volume morto representaria 90 bilhões de metros cúbicos de água a mais. Mas o ponto é discutir as regras para operar esse volume”, diz Barreto, que explica que, usando essa alternativa e se a estiagem permanecer, no ano que vem não haverá reserva alguma para socorrer a crise do abastecimento. “Acessando esse segundo andar do volume morto, você torna mais vulnerável o sistema para o ano que vem”, diz. Segundo Barreto, a obra para explorar essa nova reserva já foi autorizada, mas o acesso a ela ainda não foi permitido. E um dos órgãos responsáveis por autorizar esse acesso é a Agência Nacional de Água (ANA), órgão controlado pelo Governo federal e que, na sexta-feira passada, anunciou a sua saída do Grupo de Técnico de Assessoramento para a Gestão do Sistema Cantareira (GTAG), por discordar da postura da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos sobre os limites adotados para a captação de água e abastecimento. Criado em fevereiro deste ano, o Grupo tinha como função assessorar a administração do armazenamento de água do Cantareira. Nesta semana, a TNC enviou um comunicado à imprensa pedindo o retorno da ANA ao Grupo. “A TNC vê com extrema preocupação o anúncio publicado pela ANA sobre a sua retirada do Gtac. Apelamos para o retorno imediato da ANA o Grupo”, dizia a nota. “A ANA tem um papel muito importante na definição das regras operativas, inclusive no Cantareira”, diz Samuel Barreto. “Para voltarmos ao GTAG, só com o secretário [Mauro Arce, da Secretaria de Recursos Hídricos] assumindo os compromissos ou esclarecendo publicamente porque não tem condições de cumpri-los”, disse o presidente da ANA, Vicente Andreu. Embora o governo não assuma, há meses diversos bairros da capital e cidades inteiras do interior estão vivendo na pele um racionamento silencioso de água: não há informe oficial, apenas as torneiras secas durante horas – e às vezes dias – a fio. Nessa semana, pela primeira vez, o secretário de Recursos Hídricos de São Paulo, Mario Arce, admitiu: “Não estamos escondendo nada de ninguém. Não preciso decretar que está tendo um racionamento, tá na cara que existe um problema”, disse, na terça-feira, em um evento no Parque Ibirapuera. Nesta quinta-feira, Arce voltou a falar e disse que a água do primeiro volume morto duraria até o dia 21 de novembro. Enquanto se discute se temos 38 ou 57 dias, a Câmara dos Vereadores de São Paulo convocou, pela segunda vez, a presidenta da órgão, Dilma Pena, para depor na CPI da Sabesp, criada em agosto. A segunda convocação a qual ela se fez ausente ocorreu nesta quarta-feira, quando Pena enviou um atestado médico para justificar a ausência. São Paulo não tem um período de chuva acima da média desde o ano passado. À estiagem se junta a falta de uma atitude mais enérgica por parte do Governo do Estado. Em 2001, o Brasil viveu algo parecido, mas com a energia elétrica. A falta de investimentos na geração e distribuição de energia, aliada à ausência de chuva – quase toda a energia do Brasil é produzida por usinas hidrelétricas – fez com que a população sofresse uma sequência de pequenos apagões energéticos, que culminou em um esforço nacional – e obrigatório – de racionamento de energia. O último ano do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) acabou marcado negativamente pela “crise do apagão”. Segundo Barreto, para que a crise hídrica começasse a ser resolvida seria preciso que um esforço como o que aconteceu, involuntariamente, em 2001, ocorresse novamente. “É preciso estabelecer uma meta de redução e ir além do ato voluntário”. http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/26/politica/1411739708_069324.html
evandro condé de lima
26 de setembro de 2014 8:34 pmBoas novas
Enquanto isso, quando há um bando demonizando a Dilma…
Ministro estende auxílio-moradia às justiças do Trabalho e Militar
Luiz Fux, do STF, já havia concedido benefício a todos os juízes federais.
Ministro também determinou pagamento a magistrados de nove estados.
Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (25) estender o pagamento de auxílio-moradia à Justiça do Trabalho, Justiça Militar e para magistrados dos tribunais de justiça de nove estados (Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo) – ele determinou o pagamento somente para esses estados porque os tribunais do Distrito Federal e de outras localidades já pagam o auxílio.
Fux já havia determinado, em 19 de setembro, o pagamento do benefício mensal a todos os juízes federais. Um dia após a decisão, de carátér liminar (provisória), associações que representam magistrados de outras especialidades também ingressaram com pedido para requerer o auxílio.
saiba maisMinistro do Supremo concede auxílio-moradia para todos os juízes federaisRicardo Lewandowski promete ‘atenção’ a reajuste salarial de juízes
Ao determinar a ampliação do benefício, Fux afirmou que os tribunais militares, tribunais de justiça e tribunais do trabalho devem seguir os parâmetros fixados na decisão anterior que beneficiou juízes federais. Na ocasião, ele estabeleceu que o pagamento seja no valor atualmente garantido a ministros do Supremo, de R$ 4.377,73.
O benefício vale para todos os magistrados, inclusive aqueles que têm residência própria na cidade onde atuam. Só não recebe o valor quem tiver imóvel funcional à disposição. No caso do STF, atualmente nenhum ministro recebe o auxílio, já que todos dispõem de apartamentos funcionais.
A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) informou que cerca de 3,5 mil magistrados serão beneficiados com a decisão de Fux. A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) disse não ter feito estimativa dos magistrados que têm direito ao auxílio. Informou, porém, que existem hoje no país cerca de 3 mil juízes do trabalho e 540 desembargadores.
De acordo com Fux, o mesmo direito garantido aos juízes federais e estaduais deve ser assegurado aos demais magistrados. “Onde houver o mesmo fundamento, deve ser assegurado o mesmo direito”, afirmou na decisão.
Orçamento
A concessão do auxílio-moradia vai elevar os gastos anuais do Judiciário. A decisão ocorre em meio a uma demanda do Judiciário por orçamento maior. No último dia 28 de agosto, o STF avalizou, em sessão administrativa, uma proposta de aumento dos próprios salários de R$ 29,4 mil para R$ 35,9 mil – alta de 22%.
Apesar de os poderes terem autonomia constitucional, o Palácio do Planalto reduziu a previsão de gastos de R$ 154 milhões chancelada pelo Supremo para o ano que vem e enviou ao Congresso Nacional uma peça orçamentária que prevê um reajuste salarial de 5% para ministros e servidores do Judiciário.
No dia 5 de setembro, a Procuradoria-Geral da República protocolou no Supremo mandado de segurança pedindo que o Executivo federal seja obrigado a incluir no Orçamento de 2015 a proposta de reajuste salarial aprovada pelos próprios ministros da Suprema Corte. O pedido foi distribuído à ministra Rosa Weber e ainda não houve decisão.
Alan Souza
26 de setembro de 2014 8:42 pmDe onde saiu essa pesquisa?
Nassif, de onde o Carlos Amorim tirou essa pesquisa?
Pesquisa Vox Populi – a uma semana da eleição – mostra arrancada de Dilma (PT). Marina Silva (PSB) agora disputa o segundo lugar com Aécio Neves (PSDB).
Publicado em 26/09/2014 por Carlos Amorim
A uma semana da eleição presidencial brasileira, nova pesquisa eleitoral, confirmando a mesma tendência dos demais institutos de pesquisa, revela um crescimento da presidente Dilma Rousseff. A candidata do Partido dos Trabalhadores abre uma vantagem de 18 pontos percentuais em relação à segunda colocada, a ambientalista Marina Silva, que concorre pelo Partido Socialista Brasileiro. Aécio Neves, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira, contrariando as expectativas, pisa no acelerador rumo ao segundo turno, embolando a disputa que parecia decidida. Veja os números:
Dilma: 40%
Marina: 22%
Aécio: 17%
Com mais nove dias de propaganda eleitoral no rádio e na TV, incluindo esta sexta-feira (26 set), o candidato tucano pode subir ainda mais, ultrapassando Marina Silva. É o cenário dos sonhos para o PT, que venceu as últimas três eleições contra o PSDB, duas vezes com Lula e uma vez com Dilma. O quadro não está definido, mas os analistas acreditam que a chance de um segundo turno entre Dilma e Aécio aumentou bastante. Trata-se de uma surpresa de última hora, porque todos achavam que Marina tinha chances concretas de levar o Partido Socialista à presidência pela primeira vez na história.
http://carlosamorim.com/2014/09/26/pesquisa-vox-populi-a-uma-semana-da-eleicao-mostra-arrancada-de-dilma-pt-marina-silva-psb-agora-disputa-o-segundo-lugar-com-aecio-neves-psdb/
Osvaldo Ferreira
27 de setembro de 2014 1:47 amO PSDB desde 1994 (1994,
O PSDB desde 1994 (1994, 1998, 2002, 2006, 2010) sempre esteve na disputa pelo poder no Brasil, ou seja, sempre esteve disputando com o PT o poder, em algumas eleições muito favoravelmente e em outras em condições de igualdade. Mas em 2014 o PSDB, após 12 anos fora do poder ensaia virar um DEM, ou seja, um partido pouco expressivo, nanico, com bancadas federais minguantes e caminhando para o fim.
Aos eleitores do PSDB proponho a seguinte reflexão:
a) A liderança do ex-presidente FHC, figura detestada pela maioria da população brasileira mas idolatrada pela imprensa (Folha, Estadão, Globo, O Globo, Veja e CBN), foi positiva para o PSDB?
b) O fato do PSDB ter recebido o carimbo de partido elitista, partido da direita, partido paulista, partido reacionário, foi bom e resultou em crescimento da agremiação?
c) Receber apoio explícito da Rede Globo e dos jornalões paulistas todos eles esclerosados e em processo falimentar diante do avanço da democracia de opiniões pela internet foi bom para o PSDB?
d) Identificar-se com o que há de mais atrasado no Brasil, como madames e ricaços sem nenhuma identidade com o Brasil e que invariavelmente expressam opiniões preconceituosas ampliadas e repercutidas pelo acesso cada vez maior à internet de milhões de pessoas, foi bom pro PSDB?
e) Satanizar o PT, os movimentos sociais, desprezar políticas para a metade da população do Brasil (negros), ir contra cotas, bolsa família, mais médicos, ENEM, bem como a todas as políticas sociais petistas, seguindo as opiniões dos barões da mídia (família Frias da Folha de São Paulo, Marinhos da Globo, Civita da Abril e Veja, Mesquitas do Estadão), repercutiu em crescimento do PSDB e no maior crescimento da importância do partido a nível nacional?
f) Fazer um discurso moralista e hipócrita sobre a corrupção (uma vez que todos sabemos que o fenômeno da corrupção existe em todos os partidos políticos e em todos os países do mundo), um discurso quase religioso e sem propor formas de combatê-la para uma população cada vez mais informada e educada, contribuiu para que o PSDB crescesse no país?
São questões que os eleitores do PSDB deverão pensar sob o risco de ver este partido, que antes era social democrata, ou seja, progressista (espaço que foi ocupado de forma muito eficiente pelo PT), ser levado à irrelevância política no Brasil, ou seja, algo que já irá acontecer nessas eleições, com Aécio Neves nem indo ao 2o turno, coisa inédita pros tucanos e elegendo uma bancada irrisória e irrelevante no Congresso Nacional.