12 de junho de 2026

Antes do plágio de Goebbels, Alvim era um Secretário da Cultura de verdade, por Luis Nassif

O discurso, a postura, os valores, o prêmio anunciado, refletem amplamente a natureza do governo Bolsonaro. E copiam amplamente a natureza do nazifascismo.

Os idiotas da objetividade dirão que a demissão do Secretário de Cultura Roberto Alvim é a comprovação de que Jair Bolsonaro se curva à pressão da opinião pública.

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Mais um caso de autoengano. Alvim caiu porque provocou reação da comunidade judaica brasileira, grande aliada de Bolsonaro, que, por uma piração fundamentalista, se tornou ligado em Israel.

O discurso, a postura, os valores, o prêmio anunciado, refletem amplamente a natureza do governo Bolsonaro. E copiam amplamente a natureza do nazifascismo.

Alvim copiou a vestimenta, a música, o corte de cabelo e as frases de Goebbels.

A música de fundo era uma das obras favoritas de Hitler.

https://www.youtube.com/watch?v=lqk4bcnBqls

Antes da revelação do plágio, Bolsonaro havia endossado plenamente a proposta de Alvim, e de sua premiação religiosa.

O problema único foi copiar uma frase de Goebbels, não os conceitos. As explicações dadas ao Estadão comprovam essa identidade.

Podem haver explicações psicológicas para o comportamento de Alvim, um diretor de teatro que perdeu a embocadura e era visto vagando pelo Baixo Augusta até ter uma visão  que o transformou, fê-lo encontrar a ultradireita fundamentalista e beber nas águas do nazismo.

O ponto central dessa história é que, ao se transformar nisso, tornou-se bem visto no reino dos Bolsonaro. Alvim é um bolsonarista típico, assim como os inacreditáveis Abraham Weintraub, da Educação, Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, Damares Alves, do Ministério das Mulheres.

Esse é o ponto central do episódio. Tentar minimizá-lo, ou encerrá-lo com a demissão de Alvim, é tapar o sol com a peneira.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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23 Comentários
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  1. joel lima

    17 de janeiro de 2020 5:07 pm

    A demissão de Alvim foi literalmente para judeu ver. Se os judeus que apoiam Bolsonaro ( não uso comunidade judaica, pois há judeus que nunca apoiaram Bolsonaro ) não tivessem reclamado, Alvim estaria ainda no cargo.

    1. Rui Ribeiro

      18 de janeiro de 2020 1:53 am

      É igual ao impeachment do Trump e a luta combate à corrupção do miliciano bolsofezes: é para inglês ver

  2. fabricio coyote

    17 de janeiro de 2020 5:29 pm

    É atribuído a Tancredo Neves, “na política não há coincidências”, mas há fatos que coincidem: um pré-candidato à presidência morrer num desastre aéreo, em agosto; o neto afirmar, lacônicamente, que “tem que ser um que a gente mata depois”, e o poder de políica judiciária ignorar solenemente; coicindir as declarações nazistas de boçalnaro com a ultradireito das SS’s…

  3. J. Ademir

    17 de janeiro de 2020 5:45 pm

    A alma do brasileiro cordial é conservadora e preconceituosa. Apesar de suas riquezas, o colonialismo cultural e seu filho dileto, o complexo social de viralata, não deixaram o país chegar a maturidade plena, pois um amontado de gente não forma um nação. A conjuntura atual tem elementos de uma tempestade perfeita em direção ao obscurantismo…Não creio mais que possam parar. Devem apenas calibrar a mão evitando os excessos .nazifascistas desnecessários; o que será perfeitamente palatável para a classe média brasileira.

    1. APA

      18 de janeiro de 2020 1:03 am

      Exatamente, vejo da mesma forma. Estão calibrando a mão, e “amarrar” a boca do Carluxo foi um primeiro passo. Palatável = hipocrisia.

  4. Bo Sahl

    17 de janeiro de 2020 6:00 pm

    Sim, cristalinamente uma demissão do tipo: “Karálleo mano, faz mas não fala, que atrapállea”, diria Bozo no privado (que não é o masculino da grande privada que é este (des)governo.
    Me fez lembrar uma declaração homofóbica do dono da Barilla italiana, cuja retratação foi comemorada por um comentarista aqui como “mudança de opinião”.
    Ora, retratou-se para não prejudicar seu negócio, não porque mudou de opinião!
    Apenas reconheceu que falou m#rd@ inoportuna (tipo o nãnãnãnã do Edir Macedo das “mãos no bolso”).
    Nosso adolinquente presidente, publicamente apoiador da tortura, da ditadura, do extermínio dos divergentes, etc, demite o alvo alvim declarando que “não admite autoritarismos” e quetais.
    Tive um professor de Cálculo que sempre nos dizia em suas brilhantes demonstrações:
    “Sou burro mas não sou cego!”
    Nem Bozo nem Olavo são cegos…

  5. Rui Ribeiro

    17 de janeiro de 2020 6:16 pm

    Tal qual G Vargas, Bolsonaro é um injustiçado. O cara é acusado de fascismo, mas tá combatendo com mão de ferro essa raça superior sem pedigree, que nem criatividade tem pra ser fascista, não passando de um super-homem nanico e xerox, (nada se cria, tudo, coincidentemente, se copia) e ainda tá sendo o pai dos pobres, até mais não só do que o V mas tb do L
    Deixem o homem trabalhar Carne vai baixar de preço e ele deu dois aumentos para o trabalhador no período de um mes

    1. Rui Ribeiro

      18 de janeiro de 2020 2:02 am

      Getule Vargas Llosa combateu o fascismo na Itália; Bolsonaro, no Brasil; Vargas era a mãe dos ricos e o pai dos pobres; Bolsoburro, ao contraro, é pai dos pobres e a mãe dos ricos.

      Ele fez o preço da carne baixar mas o aumento anterior de preço promovido por ele foi bem superior a redução. Tainha e tabuina

  6. Naldo

    17 de janeiro de 2020 6:27 pm

    E as desculpas à comunidade quilombola? Já foram dadas?

  7. Fábio de Oliveira Ribeiro

    17 de janeiro de 2020 7:08 pm

    Esse é um ponto. O outro é a tentativa da imprensa de exonerar Bolsonaro de sua verdadeira ideologia. O Reich bananeiro tem um Führer e foi ele que contratou o nazista da incultura e o demitiu, não porque ele era nazista e sim porque ele admitiu isso publicamente.

  8. ALBERTO CIPINIUK

    17 de janeiro de 2020 7:10 pm

    Aê galera, vamos tomar cuidado com essa história de judeu pra cá, judeu pra lá. Precisamos distinguir que existem judeus sionistas, isto é, alinhados ao nacionalismo fascista, aquele do Bibi, amigo do Bolsonaro e existem os judeus internacionalistas e progressistas, judeus leigos e que são contra a exclusão e expropriação das terras onde moravam os palestinos. Esses últimos querem a paz e viver em paz, os outros recebem o Bolso na Hebraica, fornecem mão de obra para a Secom e assim por diante, daí é preciso ter cuidado, senão vira anti-semitismo.

    1. Anônimo

      17 de janeiro de 2020 10:47 pm

      Vide o artigo de Nadvorny no 247. https://www.brasil247.com/blog/o-antissemita-que-habita-em-nos

    2. RicardoAg

      18 de janeiro de 2020 1:07 am

      Em tese, vc está certo. Mas saiba que mais de 90% dos judeus são, sim, sionistas, embora nem todos sejam explicitamente radicais, racistas e supremacistas.
      Há uma pequena minoria internacionalista, que existe, mas é bem difícil de achar.
      Afirmo por conhecer o tema pessoalmente.
      Mas sim, vc tem razão, não dá pra generalizar.

    3. RicardoAg

      18 de janeiro de 2020 1:07 am

      Em tese, vc está certo. Mas saiba que mais de 90% dos judeus são, sim, sionistas, embora nem todos sejam explicitamente radicais, racistas e supremacistas.
      Há uma pequena minoria internacionalista, que existe, mas é bem difícil de achar.
      Afirmo por conhecer o tema pessoalmente.
      Mas sim, vc tem razão, não dá pra generalizar.

    4. Anônimo

      18 de janeiro de 2020 8:22 am

      com licença.

      há uma cena emblemática no filme “Munique”, de Spielberg (auto-declarado como judeu).

      atormentado pelos crimes cometidos em sua caçada assassina aos envolvidos no sequestro dos atletas israelenses nas Olimpíadas de 1972, o agente do Mossad tenta, ao menos, poder desabafar com sua própria mãe.

      mas nem isto consegue. confortavelmente instalada em sua casa em Tel Aviv, a mãe lhe retruca:

      “- Não importa o que você tenha feito. Nem quero saber. Tudo o que desejo é continuam vivendo em paz em Israel.”

      respeitosamente.
      .

  9. Evandro Condé

    17 de janeiro de 2020 8:32 pm

    E interessante foi saber que houve os que ao ouvirem (lerem, assistirem) o discurso, conseguiram fazer a conexão com o Goebbels. Quem vai imaginar que há pessoas tão ligadas a ponto de perceber a semelhança. É mais que simples conhecimento enciclopédico.

  10. Paulo Dantas

    17 de janeiro de 2020 8:44 pm

    Se o fez sabendo das fontes precisava ser demitido mesmo, se fez copiando do Google sem saber a fonte pior ainda pois é o cara da Cultura.
    Mas chamar o cidadão para depor no Congresso é um erro , seria dar pasto para feras.
    Este governo cria crises do nada.

  11. AMORAIZA

    17 de janeiro de 2020 9:08 pm

    Vai ser tarde demais quando descobrirmos a merda que está sendo feita enquanto a gente se distrai com esse auê que estão fazendo com a fala do ex-quase ministro acusado de nazismo.

  12. +almeida

    17 de janeiro de 2020 9:09 pm

    Jair Bolsonaro não apenas homenageou como até hoje exalta o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que se fez, para a familia brasileira, tão demônio quanto Goebbels. Ele ainda não punido, por ter ofendido a memória das vitimas assassinadas pela ditadura militar brasileira e também pelas ofensas que causou a todos os familiares. Quando sairá a sua punição?

  13. Fernando

    18 de janeiro de 2020 4:53 am

    Há tantas semelhanças com a Alemanha da década de 30 e ascensão ao poder do Führer, que eu até agora não entendo o porque da camisa suja de sangue do bolsonaro devido “facada” não ter se tornado o amuleto do bolsonarismo. Vejam “Blutfahne” pra quem não conhece

  14. Clara Ant

    18 de janeiro de 2020 9:36 am

    Uma boa matéria fica capenga quando ignora que a comunidade judaica não é monolítica.
    No evento da Hebraica do Rio, muito antes da eleição, em oposição frontal ao convite e à platéia de convidados que o aplaudiram, houve uma concentração de jovens das organizações sionistas de esquerda e algumas figuras públicas como Carlos Minc e Silvio Tendler, entre outros. No processo eleitoral de 2018 o grupo ” judeus pela democracia” de São Paulo e o do Rio participaram ativamente de eventos como o “ele não” e também outros promovidos pelas campanhas de Haddad e outros. Seria importante que articulistas de qualidade dos que escrevem aqui no GGN e outros órgãos respeitáveis, se divorciassem dessa pasteurização. No caso do Alvim, a reação foi de todos os cantos e os judeus que se manifestaram não foram os que apoiam Bolsonaro. Pode ser que nos bastidores algo foi construído para limpar a barra dele, mas o grito saiu fortemente das gargantas dos judeus pela democracia e particularmente do “observatório judaico dos direitos humanos” recém criado para defender indistintamente judeus, negros, índios, LGBTs e todos aqueles atingidos por injustiças como está ocorrendo na área da educação cujo ministro, aliás, plagiou Hitler ainda no começo do ano passado. Judia e militante de esquerda há décadas, fico impressionada como o ímpeto de enquadrar todos os judeus no çlichê criado pelo antissemitismo é resgatado a todo momento. Não foi diferente agora no caso do Alvim e infelizmente, nesta matéria: “Mais um caso de autoengano. Alvim caiu porque provocou reação da comunidade judaica brasileira, grande aliada de Bolsonaro, que, por uma piração fundamentalista, se tornou ligado em Israel.”

  15. Prof.Dr.Moacyr Saffer

    18 de janeiro de 2020 2:23 pm

    Que é isso de poder judeu para fazer demitir o secretario nazista? é uma utopia antisemita. E o resto da população inteligente e informada não importa de que fé ou religião não conta? é verdade o Bolsonaro não ia demitir o Alvim. Que sirva de mais um alerta.
    Moacyr Saffer

  16. Anônimo

    18 de janeiro de 2020 5:43 pm

    sai o Secretário, continua o modelo.

    sai Bolsonaro, entra Mourão – mameluco que odeia negros e índios.

    sai Mourão e entra Huck…

    e continuamos todos goys.

    o BrasiNazi sempre esteve aqui, o povo superior da “Raça Planaltina”, herdeiro do empreendedorismo colonial dos Bandeirantes, chegando até Eduardo Cunha, recebido com honras de Chefe de Estado no Knesset, e Jair BolsoNazi, batizado nas águas do rio Jordão pelo pastor Everaldo.

    sem esquecer José Alencar, o empresário-amigo sempre monarquista e enfim assumido neopentecostal antes de morrer.

    mais uma vez: olhai para o Chile. especificamente para a “Colonia Dignidad”, o infame centro de torturas e lavagem cerebral durante a Ditadura de Pinochet.
    .

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