10 de junho de 2026

Sindipúblicos repudia declaração de Paulo Guedes

Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo questiona pronunciamento do ministro, que chamou trabalhadores públicos de parasitas
Entidades sindicais repudiam declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O Sindipúblicos (Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo) divulgou nota oficial onde repudia as recentes declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, que comparou o funcionalismo público a “parasitas” em evento realizado recentemente em São Paulo.

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“Em palestra no seminário na Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV, mais uma vez, o senhor destratou e desqualificou servidores públicos provavelmente num ímpeto descontrolado onde a emoção financeira falou mais alto, como sempre acontece nas suas manifestações”, diz a entidade, em nota assinada por José Gozze, presidente da PÚBLICA, Central do Servidor.

“No fascismo os alemães denominavam os judeus de “parasitas”. Era uma forma de dizer ao mundo que eram perniciosos e prejudiciais ao Estado Alemão e mereciam os campos de concentração”, diz o sindicalista. “O Senhor é mais um, assumindo o fascismo nas entrelinhas para defender um estado liberal, autoritário e antidemocrático Ministro?”

Gozze diz que quem está causando “um dano enorme e de difícil reparo futuro” é Guedes, “com a sua política de garantir o pagamento aos bancos, a manutenção dos grandes conglomerados financeiros as custas do cidadão que precisa do serviço público para garantir os seus direitos a saúde, educação, segurança, justiça, moradia, transporte que estão lá no artigo sexto da Constituição Cidadã que o Senhor está rasgando aos poucos”.

“O Senhor sabe quanto ganha um professor no Estado, um médico e um enfermeiro no hospital público, um policial? O Senhor quer continuar enganando quem Ministro?”, pontua o Gozze. “O Senhor está em busca de construir um Estado liberal baseado no monetarismo, contra o bem estar social (…) Essa é a razão de buscar a todo custo a destruição do servidor público e assim destruir o serviço público. Mas não é para isso que precisamos do Estado”.

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3 Comentários
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  1. Naldo

    9 de fevereiro de 2020 10:45 am

    Essas associações do funcionalismo não tem que repudiar nada……o cidadão colocou o estigma de parasita em todos funcionários públicos…. é obrigação de TODOS os sindicatos e associações do funcionalismo acioná-lo na justiça, ou engulam a ofensa…..mímimi não dá…..

  2. Jorge Luis

    9 de fevereiro de 2020 12:22 pm

    Será que parasita vota? Será que família de parasita vota? Será que parasita tem memória?

    A conferir, em outubro de 2022…

  3. Anônimo

    9 de fevereiro de 2020 2:38 pm

    Quando o falante Ministro da Economia vai erradicar as empresas de crédito consignado que parasitam a folha de pagamento do funcionalismo público? Essas firmas usam os dados pessoais, bancários e telefônicos dos servidores públicos para telefonarem insistentemente oferecendo empréstimo. Não vale ser tchutchuca nessa hora.

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