Jornal GGN – O mea culpa do ministro da Economia, Paulo Guedes, não aplacou a revolta dos servidores públicos e nem freou os pedidos oficiais de explicação. Em evento em São Paulo, Guedes disse que os servidores são “parasitas” – e, após a repercussão, ele disse que se expressou mal.
Outra declaração que causou controvérsia foi a de que, nos últimos 15 anos, os servidores federais tiveram aumento real (acima da inflação) de salários acima de 50%. As entidades desafiaram o ministro a provar quais foram essas categorias. O chamado Corrosômetro, ferramenta do Sindicato dos Funcionários do Banco Central (Sinal) que mede a defasagem remuneratória, de julho de 2010 a janeiro de 2020, aponta perdas de 15,4% no período.
“O ministro Paulo Guedes é irresponsável ao se utilizar do cargo e da visibilidade de sua imagem para tentar convencer os brasileiros de um discurso que banaliza os direitos dos servidores públicos”, diz a Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital), em nota.
De acordo com o jornal Correio Braziliense, o deputado Professor Israel Batista (PV-DF), coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, protocolou requerimento convocando Guedes para prestar esclarecimentos, uma vez que “os servidores públicos jamais poderiam ser comparados a parasitas, muito menos associados a uma eventual morte do Estado”.
Já o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, protocolou uma representação na Comissão de Ética da Presidência da República (CEPR) contra o ministro Paulo Guedes, junto dos diretores da Fenafisco, Celso Malhani (também coordenador da Comissão Parlamentar do Fonacate), e Jorge Couto.
No documento, o Fórum destaca que a declaração pública do ministro de Estado da Economia configura ofensa moral aos servidores públicos, além de violação ética e cobra a instauração de processo para apurar infrações ao Código de Conduta da Alta Administração Federal e ao Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
Leandro
11 de fevereiro de 2020 8:44 pmNossa, os servidores se sentiram ofendidos com a declaração do ministro! Mas parecem não terem se sentido tão ofendidos com as reformas trabalhista, previdenciaria, com as políticas do governo sobre as empresas públicas e estatais, pelo menos não se manifestaram nem se manifestam maciçamente contra elas, não ameaçaram sequer um início de greve geral. Talvez eles queiram que o governo demonstre apreço, respeito, gratidão por eles, ainda que a situação real do funcionalismo público se precarize cada vez mais, talvez o desejo real desse mesmo funcionalismo seja não o de uma orientação decisivamente pública da política e da sociedade brasileira, mas sim o de um reconhecimento prestigioso por parte do governo, de qualquer governo. Qual o nível real de preocupação do funcionalismo público nacional com a situação do país? Não somente dentro do seu âmbito de existência como categoria profissional do estado, mas também no seu âmbito de existência social geral como partícipes cívicos do país? Pelo apelo, poder e mobilização para gerar movimentos e ações políticas concretas, me parece muito baixo.
Anônimo
11 de fevereiro de 2020 9:01 pmGuedes foi apenas Guedes um truculento oportunista que a cada ato tenta jogar a opinião pública contra os alvos de sua cruzada liberal. A imprensa impregna na população uma imagem deletéria do serviço público e bate palmas para um incompetente cujos atos já causam danos irreparáveis a população. A sua ignorância sobre o serviço publico foi divulgada sem contestação desde o começo, quando fundiu ministérios infundíveis, quando pretendia fundir CAPEs e CNPq. A fusão (fundição) dos Ministérios, para não usar outro termo apenas causou mais gastos devido a pouca previdência ( ironia também) quanto às consequẽncias. O avanço da destruição de direitos trabalhistas e previdenciários esvaziou o serviço publico causando o desarranjo total no INSS, na Receita, nos ministérios, nas universidades com uma profusão de aposentadorias que se estivessemos numa terra com garantias jurídicas não ocorreriam. A ignorância de um terraplanista economico, não permite que compreenda que o serviço público exige formação, especialização e muita dedicação. Guedes foi aquele que disse que em sua reforma iria transferir servidores de um lado para outro. Sua ânsia de destruir o estado estará explicita na lista de cargos que serão extintos. O Guedes que destruir o Estado, destruindo Políticas de Estado e transformando tudo em Políticas de Governo. Feito isto poderão colocar nos cargos quem eles quiserem. Como diz o PResidente a gente vai colocar gente nossa e despetizar o mundo. A imprensa ambígua termina por apoiar o presidente que na ausência de servidores chama o exército. O que é uma forma de afirmar que militares não sabem o que fazer ou não tem nenhuma especialização, o que é obviamente uma inverdade. Mas seria interessante que os próprios militares dissessem isto. Militar não é Bombril! e servidor não é pano de chão.
Direto e reto.
11 de fevereiro de 2020 9:57 pmVindo de um lambe-botas de banqueiro…
Eduardo
12 de fevereiro de 2020 12:34 amO pedido de desculpas de Guedes é uma declaração pública do seu já conhecido péssimo caráter. O sem caráter é capaz de pedir desculpas apenas para o governo ficar bem! Além de mau caráter é mentiroso. Aquele que aceitar seu mentiroso pedido de desculpas, certamente é tão imoral quanto ele.
Marcos K
12 de fevereiro de 2020 10:31 amPara muita gente que conheço o fato de alguém entrar no serviço público demonstra que o dito é “inteligenti” porque conseguiu passa num concurso público.
Fica provado mais uma vez a falácia dessa ideia: funcionário público (não todos por óbvio) não passa de um asno amestrado parcamente alfabetizado, com tendencia a cair na mais profunda estupidez. Senão o que explicaria o voto num sujeito que tem um ministro da economia que declarou guerra ao serviço publico ANTES DA ELEIÇÃO?
Tá certo ser burro. Mas no Brasil as pessoas exageram…
Valdir carrasco
12 de fevereiro de 2020 7:14 pmO pedido de desculpa de um cafajeste que tenta destruir a imagem do funcionalismo público porque quer mesmo é acabar com serviços públicos essenciais, esse pedido de desculpa equivale à piedade de um carrasco para com suas vítimas: que caia a guilhotina. Mas é uma pena que grande parte da população, inclusive de servidores idiotizados pela midia e pela ideologia bolsonarista/morista, é uma pena que esses imbecís ainda venham a votar em cafajestes da direita na próxima eleição. Para mim, que um câncer ou uma doença degenerativa daquelas que apodrecem a pessoa em vida brinde os idiotas com seus efeitos com muita dor até que encontrem logo o capeta.Malditos sejam até suas últimas gerações.