4 de junho de 2026

Contradição da Uberização, por Arnobio Rocha

Aquela perspectiva de produção sem trabalho humano, não passa de um velho devaneio do Kapital, tá lá em Marx, antes dele, no Ludistas.
Foto Repórter Brasil

Contradição da Uberização

por Arnobio Rocha

A sociedade super dividida, atomizada, dos “empreendedores”, quebrou a espinha dorsal da solidariedade laboral, das associações, sindicatos e partidos.

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A fragmentação da unidades produtivas, sua dispersão pelo planeta e que depois se remonta, parte a parte, na China ou nos EUA, tudo para impedir a aproximação proletária.

A destruição do Estado de bem-estar social, o poder de coesão estatal, do seus agentes, também do ponto de vista de luta, como também organizacional, é um esforço ultraliberal para impedir qualquer resistência.

Os novos modelos de educação, EAD, método de aulas sem interação professor-aluno, que rompe os vínculos humanos, afetivos e de aproximação política.

As redes comerciais, de bancos sem funcionários, de atendimentos por aplicativos, que distanciam as pessoas, até nas relações de consumo, do comércio eletrônico ao pedido de comida.

As relações humanas, paixão, sexo, paquera, flerte, quase sem contato, higiênicos e sem envolvimentos, orientados por redes sociais e aplicativos.

Ver filmes, cinema, não mais a dois, ou grupo, mas no Netflix, Amazon etc.

Tudo isso cria um enorme distanciamento, uma frieza inacreditável, uma sociedade sem sentimentos humanos e de que se organize, apenas via petições onlines, avaaz e outras.

Entretanto, os instintos básicos, que permitiram o desenvolvimento de mulheres e homens, como seres destacados da natureza, darão a resposta.

Aquela perspectiva de produção sem trabalho humano, não passa de um velho devaneio do Kapital, tá lá em Marx, antes dele, no Ludistas.

O amalgama disperso, será feito não no direito trabalhista, sindical, mas em associações totalizantes que encorporem a luta de ubers e trabalhadoras, e isso será feito por

DIREITOS HUMANOS.

Essa é a contradição central da Uberização, dividiram tanto a classe, que só nossa união TOTAL, nos salvará da Barbárie.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Nelsonz

    1 de março de 2020 3:01 pm

    A análise tem o grande pecado de levar a capacidade de previsao marxiana ao pé da letra. O q Marx preconizou e q se chegaria ao ponto da tecnologia estar tão desenvolvida q prescindiria da ação massiva humana pra produção. Marx disse q o capitalismo chegaria a sua contradição quando o desenvolvimento dos meios de produção e a pauperização e protagonismo da humanidade trabalhadora entrassem em conflito. A atomização das relações humanas via tecnologia e mais uma faceta da previsão global de Marx. Nem Júlio Verne e nem qualquer profeta da bíblia, nem Nostradamus podem ser explicitamente exatos. Há muita água a correr na fonte. Mas o desemprego e a concentração de renda aliadas a inoperância de governos subordinados ao capital improdutivo vai fazer o serviço de chilenizacao das demandas sociais.

  2. Rui Ribeiro

    1 de março de 2020 8:39 pm

    Não haverá lei… exceto a lei do mais forte

    No Ceará a milícia policial impõe toque de recolher e invade escola

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