8 de junho de 2026

Mudanças no Exército consolidam posição legalista do comandante Pujol

As decisões foram tomadas há pelo menos um mês pelo Alto Comando do Exército, e consolidam o poder do comandante da Força, general Edson Leal Pujol, estritamente legalista e profissional

Houve muito susto com o Diário Oficial de hoje, publicando o remanejamento de muitos oficiais do E´xercito

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Trata-se de mudança normal, que antecede todo dia 31 de março. É quando militares que entram na aposentadoria compulsória, são substituídos.

As decisões foram tomadas há pelo menos um mês pelo Alto Comando do Exército, e consolidam o poder do comandante da Força, general Edson Leal Pujol, estritamente legalista e profissional

Ontem, Pujol soltou uma mensagem pelo Twitter dizendo que a melhor defesa das Forças Armadas era os soldados ficarem aquartelados – ou seja, em quarentena, seguindo recomendações dos médicos.

Para assumir o Estado Maior, segundo posto da hierarquia do Exército, foi escolhido o comandante do Sudeste, general Marcos Antônio Amaro dos Santos, estritamente profissional. Antes, sua nomeação para o comando do Sudeste, provocou a aposentadoria do general Rego Barros,  considerado simpático a Bolsonaro (posteriormente assumiu a Comunicação no governo Bolsonaro). Era para Rego Barros ter sido indicado. Não sendo, só se restou a compulsória.

No Sul, o comandante general Miotto foi para a reserva, por tempo de tropa, mas foi substituido por outro militar legalista, general Exército Valério Stumpf Trindade

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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15 Comentários
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  1. aloisio sergio rocha barroso

    26 de março de 2020 11:53 am

    Excelente Nassif! isto é que é JORNALISMO A SERVIÇO DO BRASIL E DE SEU PROGRESSO.

  2. Wagner Martos

    26 de março de 2020 11:59 am

    esse miotto é fascista e sem-noção.
    é um bolsogado de nascença
    espero que ele seja afastado, que o mandem pro pijama

  3. Henrique Martins

    26 de março de 2020 12:00 pm

    Bolsonaro decretou que as lotéricas e templos religiosos são serviços essenciais. Até parece que não é possível orar em casa.
    Esse homem é um genocida. Está jogando para o gado evangélico que votou nele para que essas pessoas possam ir para a rua infectar os outros sob o pretexto de orar. Acontece que nessa jogada muitos evangélicos vao morrer. E depois vao crucifica-lo em praça pública.

  4. Vladimir

    26 de março de 2020 12:02 pm

    Peraí! Quer dizer que tem militar não legalista e não profissional?
    Todos são e devem ser legalistas e profissionais só que,como vimos com aquele juiz de camisa preta do Paraná, legalista pode dizer tudo,inclusive nada.
    O que temos de diferenciar é militar de milicos e,hoje,essa diferenciação está difícil.
    Não teve um verde oliva sequer se manifestando contra o golpe . Pelo contrário, tivemos muitos,também tidos como “profissionais “,que,ao vestirem o pijama, mostraram sua verdadeira faceta de milicos golpistas e,mesmo fora,falando em nome da ativa.
    Assim,surpreende a constante adulação a essa gente que,historicamente, já demonstrou não honrar o poder dado pelo povo brasileiro para que pudessem utilizar nossas armas.

  5. Círdan

    26 de março de 2020 12:03 pm

    Como era o Villas-Bôas…

  6. Anônimo

    26 de março de 2020 12:24 pm

    Lembrando que o Villas Boas também foi considerado legalista em um passado não tão distante.

  7. jcordeiro

    26 de março de 2020 12:38 pm

    Nassif: a situação vem do fundo dos tempos. Só traição e conspirações. O Marechal que o diga: — Deodoro, óh Deodoro, viste o que fizestes? Tudo bem, fostes enganado por aquele ajudante de ordens do Imperador. O pessoal não respeitou nem tua última vontade, de ser sepultado em trajes civis. Benjamim também morreu de desgosto. Mas a cáca tava feita. O pessoal do Floriano continua até hoje, forçando a barra. Do CampoDeSantana foram pro sul. Essa de “legalidade” disso e daquilo não leve ao pé da letra. Há divergência…

  8. André-Kees Schouten

    26 de março de 2020 12:45 pm

    Oxalá não sejam tão legalista quanto o general Villas Boas era na interpretação de alguns analistas.

  9. bonobo de oliveira, severino

    26 de março de 2020 1:21 pm

    Ou seja, no judiciário passou a ser natural que existam grupos de juízes divididos em dois grupos chamados de garantistas e, de outro lado, estariam os outros chamados de utilitaristas que, em apertada síntese, significa que existem, na verdade, os primeiros que se sujeitam aos mandamentos da LEI, e os outros que se acham no direito de reescrevê-la ao sabor das conveniências ocasionais.
    E parece que no país das bananas também passou a ser natural que existam militares “…legalistas…”, não é mesmo?
    E os outros? Seriam os golpistas?

  10. Marcos Guimaraes

    26 de março de 2020 1:24 pm

    Infelizmente em nossa democracia meia-boca isso vale pouco, porque o sistema privilegia acordos antidemocráticos, muitas vezes imorais que passam por cima de qualquer ética minimamente aceitável. No fim e ao cabo quem garante tudo que estamos vendo são as forças armadas.

  11. Luiz Mattos

    26 de março de 2020 1:35 pm

    Como jamais conio na farda esse deve ser outro Villas Boas.

  12. Lâmpada

    26 de março de 2020 1:54 pm

    GGN, mas pode chamar também de “Boletim Externo do Exército”.

  13. João Ferreira Bastos

    26 de março de 2020 1:57 pm

    Esses militares profissionais e legalistas não existem

    Todos odeiam a população brasileira e são coniventes com o miliciano-corno

    Lembrem-se daquele generaleco do amazonas, caboclo até a alma que se acha ariano

  14. José Roberto Penteado

    26 de março de 2020 2:43 pm

    Como é que é? Movimentações administrativas por conta das promoções a Generais no dia 31 de Março. Quem promove é o Presidente da República.

  15. jucemir r. da silva

    26 de março de 2020 8:08 pm

    Mesmo em pleno desenrolar do golpe continuado, Nassif não se cansa de desesperadamente caçar supostos legalistas para não ter que admitir e se defrontar com a alternativa do confronto político que extrapole barganhas de bastidores.
    Em rigor, não se pode falar em legalistas no Exército de Pindorama porque este é, ao lado do Judiciário, coluna de sustentação do próprio golpe.
    Daqui há pouco, acabará recuperando termos caídos em desuso, tais como “republicanismo”, “democracia consolidada” e “elite politicamente responsável”.
    Inda me lembro de Nassif, mergulhado no autoengano, depositando esperanças no golpista general Villas-Bôas como a racionalidade dentro do governo para conter loucuras de Bolsonaro…

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