5 de junho de 2026

Mencionado no NYTimes, pesquisa amazonense mostra riscos e poucos resultados com cloroquina

O grupo que recebeu maior dosagem registrou maior taxa de mortalidade, de 17% contra 13,5% do grupo de dosagem mais leve, uma relação de 95% com a letalidade dos pacientes não incluídos no teste. Esses resultados levaram o grupo a suspender os testes.

Um estudo de pesquisadores de Manaus, sobre a cloroquina, mencionado hoje pelo The New York Times, foi interrompido devido ao risco de complicações cardíacas fatais.

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Segundo o jornal (https://tinyurl.com/t2kwem7), “um pequeno estudo no Brasil foi interrompido precocemente por motivos de segurança, após pacientes com coronavírus que tomarem uma dose mais alta de cloroquina desenvolverem batimentos cardíacos irregulares que aumentavam o risco de arritmia cardíaca potencialmente fatal”.

O estudo foi feito com 81 pacientes hospitalizados em Manaus, e financiado pelo governo do Amazonas. Foi publicado no medrxiv (https://tinyurl.com/svpwcak), um site de publicações médicas especializadas.

Selecionados em um universo de 400 pacientes, os 81 pacientes foram divididos aleatoriamente e divididos em dois grupos: um recebendo alta dose oral de cloroquina por sonda nasogástrica; outro recebendo baixa dose. Além da cloroquina, receberam ceftriaxona e azitromicina.

O grupo que recebeu maior dosagem registrou maior taxa de mortalidade, de 17% contra 13,5% do grupo de dosagem mais leve, uma relação de 95% com a letalidade dos pacientes não incluídos no teste. Esses resultados levaram o grupo a suspender os testes.

 

 

 

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. Robson Santos

    13 de abril de 2020 12:39 pm

    Trocando em miúdos… já fomos as cobaias… podem parar…!!! já fizeram algo parecido nos states… !!!???

  2. Gilson Klein

    13 de abril de 2020 5:54 pm

    Quem mais conhece a cloroquina no Brasil são os médicos amazonenses do Hospital Tropical. Usam-na diárianente no combate à malária.

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