Ao saber da morte de Aldir Blanc, fui correndo ao Youtube localizar o clássico “Resposta ao Tempo”, dele e de Cristóvão Bastos, o grande melodista.
Batidas na porta da frente / É o tempo / Eu bebo um pouquinho pra ter/ Argumento / Mas fico sem jeito, calado / Ele ri / Ele zomba de quanto eu chorei / Porque sabe passar / E eu não sei
(…) E gira em volta de mim / Sussurra que apaga os caminhos / Que amores terminam no escuro /Sozinhos
Respondo que ele aprisiona / Eu liberto / Que ele adormece as paixões / E eu desperto / E o tempo se rói com inveja /De mim
Me vigia querendo aprender / Como eu morro de amor / Pra tentar reviver
No fundo é uma eterna criança / Que não soube amadurecer / Eu posso, ele não vai poder / Me esquecer
Odonir Oliveira
4 de maio de 2020 11:23 amNão morre quem deixa sua arte viva.Viva Aldir Blanc!
luciano hortencio
4 de maio de 2020 12:18 pmMagaleecraveiro: Guinga, na contracapa do livro Resposta ao Tempo: Aldir não escreve, presta depoimento (sua obra são verdadeiros BOs na delegacia policial mais próxima), dá diagnóstico, antevê o futuro e enriquece o passado”.
Resposta Ao Tempo – Depoimento de Dorival Caymmi: Aldir Blanc é compositor carioca. É poeta da vida, do amor, da cidade. É aquele que sabe como ninguém retratar o fato e o sonho. Traduz a malícia, a graça e a malandragem. Se sabe de ginga, sabe de samba no pé. Estamos falando do Ourives do Palavreado. Estamos falando de poesia verdadeira. Todo mundo é carioca, mas Aldir Blanc é carioca mesmo.
Músico(s):
Aizik Meilach Geller : Violino;Alceu de Almeida Reis : Violoncelo;Alfredo Vidal : Violino; Antonella Lima Pareschi : Violino;Antônio Arzola : Contrabaixo;Bernardo Bessler : Violino; Carlos Eduardo Hack : Violino; Carlos Eduardo Moreno : Violino; Cristóvão Bastos : Piano; Dener de Castro Campolina : Contrabaixo; Frederick Stephany : Viola de Arco; Giancarlo Pareschi : Violino; Hindemburgo Vitoriano Borges Pereira : Viola de Arco; Hugo Pilger : Violoncelo; Isabela Noronha Passaroto : Viola de Arco; Jairo Diniz Silva : Viola de Arco; Jaques Morelenbaum : Violoncelo; Jesuína Noronha Passaroto : Viola de Arco; João Daltro de Almeida : Violino; João Lyra : Violões; Jorge Kundert Ranevsky (Iura) : Violoncelo; José Alves da Silva : Violino; Marcelo Isdebski Salles : Violoncelo; Márcio Eymard Mallard : Violoncelo; Marie Christine Springuel : Viola de Arco; Michel Bessler : Violino; Paschoal Perrota : Violino; Paula Vianna Prates Barbato : Violino; Ricardo Amado : Violino; Ricardo Rossi Santoro : Violoncelo; Sandrino Santoro : Contrabaixo; Téo Lima : Bateria; Walter Hack : Violino.
https://www.youtube.com/watch?v=gCCnpVvx6as
Antonio Francisco das Neves
4 de maio de 2020 1:20 pmFlavio Migliaccio também faleceu
https://extra.globo.com/tv-e-lazer/morre-ator-flavio-migliaccio-aos-85-anos-famosos-fas-lamentam-24409155.html
Edivaldo Dias de Oliveira
4 de maio de 2020 7:42 pmEssa letra na voz de Nana é o estado da arte.
Maurício Gil - Floripa (SC)
4 de maio de 2020 8:37 pmA mais bela das mais belas poesias de Aldir.
Que pena, que triteza…
Lúcio Vieira
4 de maio de 2020 8:57 pmNo mês de janeiro/20 num canal de youtube de um casal carioca que faz vídeos em botecos e restaurantes, houve uma cena engraçada envolvendo Aldir Blanc. O apresentador estava numa mesa com uns senhores “botequeiros” e para finalizar pede para se apresentarem. O último fala Aldir. Seus companheiros lembram, Aldir Blanc e o jovem relaciona o nome mas considerando que fora alguém do passado pergunta se o mesmo era o filho do compositor.
https://youtu.be/X4VYcZFeI8I?t=1389
+almeida
5 de maio de 2020 12:51 amAldir Blanc
Sentindo um frio em minh’alma
Com as batidas na porta da frente
Eu bebo um pouquinho pra ter argumento
Mas fico sem jeito, calado
Um silêncio de morte
Pra alma não atrofiar
Eu sei
Que a cidade hoje está mudada
Lá fora a luz do dia fere os olhos
Eu tento apenas mostrar cantando
O que há nos lagos do meu coração
O apreço não tem preço
Chora a nossa pátria mãe gentil
Choram marias e clarisses no solo do Brasil
O pai que eu amo não demora,
A valsa chora e eu sei vou inventar
Até que a própria virgem
Mande eu descansar…
Todo amor um dia chega ao fim