5 de junho de 2026

Ismália, de Alphonsus de Guimaraens, por Inezita Barroso

 

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Inezita Barroso, “Ismália”

poema de Alphonsus de Guimaraens

música de Capiba

do filme “Inezita Barroso a Voz e a Viola”, 1969

Ismália

Alphonsus de Guimaraens

 

Quando Ismália enlouqueceu,

Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…

E como um anjo pendeu
As asas para voar…
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…

 

 

 

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2 Comentários
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  1. adroaldo lima linhares

    25 de março de 2017 3:30 pm

    Vozeiraço! Eternamente entre

    Vozeiraço! Eternamente entre as melhores… “viu uma lua no céu, viu outra lua no mar…”. Essas coisas são tão maravilhosas e de encher a alma de coisas boas, que não existem comentários à altura… a não ser em forma de poesia do mesmo quilate, mas isso é só para o(a)s nosso(a)s querido(a)s poetas / poetisas. 

  2. romério rômulo

    25 de março de 2017 6:20 pm

    nassif, “seo” guimaraens

    nassif, “seo” guimaraens

    me criou feito uma louca

    uma lua, duas luas

    a razão era bem pouca

     

    poeta é um bicho doido

    nassif, e num de repente

    tira a loucura de si

    bota a loucura na gente.

     

    romério

     

    ps. sei de um último quarteto que escrevi, mas não me lembro dele. deve ser de 2008.

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