17 de junho de 2026

Quem vê que em branca neve nascem rosas

Enviado por Gilberto Cruvinel

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Quem vê que em branca neve nascem rosas

Luís Vaz de Camões

Quem pode livre ser, gentil Senhora,
Vendo-vos com juízo sossegado,
Se o Menino que de olhos é privado
Nas meninas de vossos olhos mora?

Ali manda, ali reina, ali namora,
Ali vive das gentes venerado;
Que o vivo lume e o rosto delicado
Imagens são nas quais o Amor se adora.
Quem vê que em branca neve nascem rosas
Que fios crespos de ouro vão cercando,
Se por entre esta luz a vista passa,

Raios de ouro verá, que as duvidosas
Almas estão no peito trespassando
Assim como um cristal o Sol trespassa.

………………………………………………………….

In Obras de Luíz de Camões (Vol. II), 1861 

Pelo Visconde de Juromenha 
 

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2 Comentários
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  1. Clever Mendes de Oliveira

    26 de fevereiro de 2017 11:42 pm

    Camões faz lembrar Fanatismo de Florbela Espanca

     

    Gilberto Cruvinel,

    Camões nunca é demais. E é no exagero que ele excele. O poema abaixo vale mais pelo poema, mas para mim vale também pelo nome que eu dei a ele: “O matemático e a agiota”:

     

    “Quem vê, Senhora, claro e manifesto

    O lindo ser de vossos olhos belos,

    Se não perder a vista só em vê-los,

    Já não paga o que deve a vosso gesto.

     

    Este me parecia preço honesto;

    Mas eu, por de vantagem merecê-los,

    Dei mais a vida e alma por querê-los,

    Donde já não me fica mais de resto.

     

    Assim que a vida e alma e esperança,

    E tudo quanto tenho, tudo é vosso,

    E o proveito disso eu só o levo.

     

    Porque é tamanha bem-aventurança

    O dar-vos quanto tenho e quanto posso,

    Que, quanto mais vos pago, mais vos devo.”

     

    E evidentemente por menor que seja o conhecimento em matemática todo mundo teve na vida a sua agiota.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 25/02/2016

  2. Cláudio_anarcoexistencialista

    1 de março de 2017 8:43 am

    Poemas & formas


    Poesia contra a distopia (Distopia = Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressiva, assustadora ou totalitária, por oposição à utopia. “Distopia”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/distopia [consultado em 01-10-2016].)

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    ………………………………………………………. (Cláudio Carvalho Fernandes)
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    O fetiche da mercadoria
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    dA coi$ificaçãØ do ser humano
    ……………………………………………para o Poetamigo e Doutor em Comunicação Professor Laerte Magalhães

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    …………………………………………………………………………………( Cláudio Carvalho Fernandes )

    O poema acima ( O fetiche da mercadoria… ) apresenta-se, no original, em forma de cubo, o protótipo da mercadoria.
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    O fetiche da mercadoria

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    dA coi$ificaçãØ do ser humano

    ……………………………………………………………para o Poetamigo e Doutor em Comunicação  Professor Laerte Magalhães

     

     

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    …………………………………………………………………………………………………………( Cláudio Carvalho Fernandes )

     

    O poema acima ( O fetiche da mercadoria… ) apresenta-se, no original, em forma de cubo, o protótipo da mercadoria.

    ::

     . . . Uma das duas amostragens postadas acima há de ser visualizada da melhor maneira possível neste “site” . . .

    .:.

     

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