4 de junho de 2026

O dia em que Javier Bolsonaro descobriu que seu amor por Trump não é correspondido, por Joaquim de Carvalho

Esse traço da personalidade de Trump já foi revelado por jornalistas que cobrem a Casa Branca: se Bolsonaro quisesse respeito de Trump, deveria ser mais discreto

Por Joaquim de Carvalho

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Jair Bolsonaro segue Donald Trump no Twitter, e já até compartilhou postagens dele. Mas não é seguido pelo presidente dos Estados Unidos. Nunca foi. Trump segue 46 pessoas, a maior parte delas de seu círculo familiar e de amizades, nenhum chefe de Estado.

A constatação de que Bolsonaro não é seguido por Donald Trump, alardeada na rede social ontem, foi recebida por internautas como a prova do desprezo do presidente dos Estados Unidos pelo seu homólogo ao sul.

O desprezo é fato, mas a evidência não está na conta de Trump no Twitter.

A evidência veio mais cedo, quando o presidente dos Estados Unidos se manifestou sobre a tragédia do coronavírus no Brasil e considerou o país, um mau exemplo.

“Se você olha para o Brasil, eles estão num momento bem difícil. E, falando nisso, continuam falando da Suécia. Voltou a assombrar a Suécia. A Suécia também está passando por dificuldades terríveis. Se tivéssemos agido assim, teríamos perdido 1 milhão, 1,5 milhão, talvez 2,5 milhões ou até mais”, afirmou.

Foi a segunda, vez durante a semana, que Trump se manifestou com desprezo em relação ao Brasil. Na segunda-feira, anunciou que convidaria para a reunião do G7 nos Estados Unidos Rússia, Índia, Coreia do Sul e Austrália. Excluiu o Brasil

Mais tarde, Bolsonaro postou no Twitter que havia conversado com Trump por telefone e que participaria do G7 ampliado. Essa atitude é humilhante para um chefe de estado.

Em público, Trump diz uma coisa. Numa conversa particular, outra. Parece o caso de uma pessoa traída que diz aos amigos, depois que a traição se tornou pública: “você não sabe, mas ele disse que me ama, e que até vai me levar para a festa”.

Por que Trump faz questão de humilhar Bolsonaro?

Claro que se deve considerar que Trump costuma não valorizar os que o bajulam, ao contrário do que faz, por exemplo, com pessoas mais distantes.

É o caso do líder da Coreia do Norte, Kin Jong-un, já elogiado publicamente pelo presidente dos Estados Unidos.

Esse traço da personalidade de Trump já foi revelado por jornalistas que cobrem a Casa Branca: se Bolsonaro quisesse respeito de Trump, deveria ser mais discreto.

O mais provável, no entanto, é que o desprezo de Trump por Bolsonaro atenda a um comportamento pragmático: a aproximação de Bolsonaro afasta eleitores nos Estados Unidos.

E Trump, apesar de aparecer com 10 pontos atrás de Joe Biden na última pesquisa eleitoral, segue firme na sua disposição de permanecer mais quatro anos à frente do governo norte-americano.

A consultora Olga Curado disse, em uma live do DCM esta semana, que a imagem de Bolsonaro como incompetente e nocivo à humanidade já está cristalizada no mundo, e é muito difícil que se reverta.

Continue lendo aqui.

Redação

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5 Comentários
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  1. Ugo

    6 de junho de 2020 3:56 pm

    Quando um incompetente e burro te classifica incompetente e burro é motivo de orgulho….é bom dividir a latrina!!!!

  2. VALDIR CARRASCO

    6 de junho de 2020 4:30 pm

    As lágrimas de crocodilo desse cafajeste são tão verdadeiras quanto o sentimento de piedade na cabeça de carrascos…chupa, idiota f.d.p….seu fim está próximo e vai curtir cadeia, talvez com filhos e cia. E os imbecis que votaram em você vão ficar com que cara hein????

  3. Renato Lazzari

    6 de junho de 2020 4:37 pm

    O que acontece no micro, acontece no macro. Ou vice-versa.
    Óbvio que o povo brasileiro admira e busca imitar o dos EUA, tanto quanto óbvio que o povo dos EUA sente-se superior ao brasileiro a ponto até de enviar “ajuda humanitária”, irmãs como Dorothy Stang, doutrinadores e ate programas estatais como a tal USAID. Pode culpar a máquina de propaganda estadunidense à vontade, confundir cultura com campanha publicitária, mas a responsabilidade de quem compra não é jamais de quem vende. Bolsonaro não passa de mais uma pessoa, dentre tantas, do povo brasileiro. Tá bom, tem uma diferença: ele assume desavergonhadamente seu viralatismo, o que talvez faça esse sentimento nele ser mais administrável do que em que o enruste de si mesmo. Sabe o poder do inconsciente, que leva à ação compulsória, sem liberdade de escolha? Então…

  4. Valdir Carrasco

    7 de junho de 2020 9:28 am

    Muitos de nós (praticamente todos), não percebemos o predomínio da cultura norte americana nas nossas cabeças. Filmes, falas, até girias são imitadas, modas, gostos são copiados…e um bando de nós adoraria visitar Disney, Miami, o diabo a quatro, desde que seja de lá. Quanto a alguns de nós (onde orgulhosamente me incluo), adoraria terminar os meus dias, espero que já breves, em Cuba, para onde não fui ainda por causa do calor que é pior do que o nosso. Pois essa merda chamada Brazil com “z” tem imbecís demais…que não percebem estarem consumindo bosta todos os dias e se achando espertos.

    1. Renato Lazzari

      8 de junho de 2020 3:14 pm

      Desculpe o chulo mas só falta só a pessoa comum do Brasil, a classe média urbanizada, “descobrir” que no troca-troca com os americanos, uma hora ela dá e na outra o estrangeiro é que a come. E que o consolo tanto de programas oficiais como o USAID quanto o das irmãs de caridade, ambos trazendo “democracia aos ditadores e luz à escuridão”, não é uma mero consolo mas uma jeba enorme e que a recepção da caridade só serve mesmo como artifício de propaganda estadunidense:

      “Americano é tão bonzinho”

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